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	<title>Arquivo de Prata - Diário Numismático</title>
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	<description>O seu guia de numismática, história, investimentos e a arte de colecionar</description>
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	<title>Arquivo de Prata - Diário Numismático</title>
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		<title>Tipos de Ligas de Prata</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 13:03:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Tipos de Ligas de Prata A Prata é um dos metais mais fascinantes e úteis para o ser humano. Conhecida</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h1><b>Tipos de Ligas de Prata</b></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">A Prata é um dos metais mais fascinantes e úteis para o ser humano. Conhecida desde a pré-história, foi utilizada como reserva de valor, moeda, meio de troca e na confecção de objetos e utensílios variados na antiguidade, e na era moderna seus usos se expandiram em diversas aplicações na indústria, joalheria e até mesmo na medicina, tornando esse metal um material de grande importância para a sociedade moderna.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, a prata, assim como o ouro, são metais nobres altamente maleáveis e dúcteis, o que significa que podem ser facilmente trabalhados mecanicamente &#8211; e também que se deformam com facilidade com o manuseio. Por conta disso, não é comum o emprego da prata pura na fabricação de objetos, como jóias e moedas circulantes* , por exemplo, sendo em seu lugar empregadas ligas de prata &#8211; misturas da prata com outros metais, como cobre, ouro, paládio, estanho, mercúrio e outros, em proporções variadas, cada qual sendo utilizada em uma ou mais aplicações específicas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste artigo trago uma introdução às ligas de Prata, suas composições e onde são empregadas</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">*a prata não é mais utilizada em moedas que circulam, apenas em peças comemorativas e como bullion, peças para investimento.</span></i></p>
<h2><b>Ligas de Prata</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A prata, em sua forma pura, é um metal nobre, brilhante e maleável, mas raramente usada sozinha devido à sua suavidade, o que a torna impraticável para muitas aplicações. Por isso, ao longo da história, diferentes ligas foram desenvolvidas para conferir maior durabilidade, resistência à corrosão ou até mesmo novas propriedades químicas e físicas ao metal. Cada uma dessas ligas tem sua própria história, usos e características que refletem necessidades específicas de diferentes épocas e culturas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vejamos algumas das principais ligas de prata que foram desenvolvidas e utilizadas ao longo do tempo.</span></p>
<h3><b>Amálgama</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das ligas mais importantes, porém controversas da história é a amálgama de prata, uma mistura peculiar de prata (de 20 a 30%) e </span><span style="font-weight: 400;">mercúrio</span><span style="font-weight: 400;"> (podendo conter outros metais, como estanho e cobre), que ganhou notoriedade tanto na extração de prata das minas coloniais quanto na odontologia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante séculos, os espanhóis exploraram esse processo para separar a prata do minério bruto, uma técnica eficiente, mas </span><a href="https://diarionumismatico.com.br/conquistadores-espanhois-e-a-prata-americana/"><span style="font-weight: 400;">devastadora para a saúde dos trabalhadores</span></a><span style="font-weight: 400;">, que lidavam diariamente com vapores tóxicos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma propriedade interessante da amálgama é que ela, ao ser criada, é bastante maleável e fácil de manipular, mas gradualmente a liga se expande e endurece. Por conta dessa propriedade, é utilizada em odontologia para fazer obturações dentárias. No entanto, preocupações com intoxicação por mercúrio levaram seu uso a ser reduzido ao longo dos anos, sendo gradualmente substituída por outros materiais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das ligas modernas que substitui a amálgama dentária é chamada de Pratalloy, composta por 80% Ag, 19% Sn e 1% Cu (Prata, Estanho e Cobre, respectivamente).</span></p>
<h3><b>Argentium</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma inovação moderna no mundo da prata é a </span><a href="https://www.argentiumsilver.com/"><span style="font-weight: 400;">Argentium</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma liga patenteada que permite elevar a qualidade da prata esterlina ao incorporar o elemento químico germânio (Ge) em sua composição, nas proporções de 93,5%, 94% ou 96% de prata, e 1,2% germânio, além de cerca de 5% de cobre. Isso resulta em um material altamente resistente à oxidação e manchas, tornando-se uma escolha ideal para joalheiros que desejam um brilho mais duradouro e menos manutenção das peças.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também conhecida como </span><i><span style="font-weight: 400;">Argentium Sterling</span></i><span style="font-weight: 400;">, essa composição diferencia a liga de outras pratas comerciais, e isso a torna bastante apreciada por quem busca uma liga metálica de alta performance, encontrando uso principalmente em joalheria de alta qualidade, e também na fabricação de talheres e peças decorativas.</span></p>
<figure id="attachment_465" aria-describedby="caption-attachment-465" style="width: 523px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-465 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/prata-argentium.jpg" alt="Talheres de Prata Argentium. Imagem: www.argentiumsilver.com" width="523" height="437" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/prata-argentium.jpg 523w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/prata-argentium-300x251.jpg 300w" sizes="(max-width: 523px) 100vw, 523px" /><figcaption id="caption-attachment-465" class="wp-caption-text">Talheres de Prata Argentium. Imagem: www.argentiumsilver.com</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Dependendo da quantidade de prata na liga, ela será conhecida pelos nomes Argentium 935 (que é a menos comum), Argentium 940 ou Argentium 960, sendo que esta última possui fineza de prata superior à da prata Britânia &#8211; descrita mais à frente no artigo.</span></p>
<h3><b>Billon</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Billon, ou Bilhão em português, é uma liga de uma pequena quantidade de um metal precioso, geralmente a prata, com um metal base como o cobre. Este tipo de liga encontra uso primariamente usado na fabricação de moedas, medalhas e outros itens similares, geralmente em épocas de desvalorização monetária ou escassez de metais nobres. Foi muito usada na Antiguidade e Idade Média</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em termos de composição, uma liga é considerada billon quando possui baixo teor de prata, com menos de 50% desse metal presente no material. Um exemplo de uso são as moedas de 5 centavos de dólar dos EUA (&#8220;Jefferson War Nickels&#8221;) cunhadas entre 1942 e 1945, durante a Segunda Guerra Mundial, que continham 35% de prata, 56% de cobre e 9% de manganês. Em casos raros, a liga billon pode ser feita com ouro em vez da prata.</span></p>
<figure id="attachment_466" aria-describedby="caption-attachment-466" style="width: 352px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-466 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/prata-trachy-billon-bizantino.jpg" alt="Moeda “Trachy” em Billon, Império Bizantino, c. 1208-1222" width="352" height="155" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/prata-trachy-billon-bizantino.jpg 352w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/prata-trachy-billon-bizantino-300x132.jpg 300w" sizes="(max-width: 352px) 100vw, 352px" /><figcaption id="caption-attachment-466" class="wp-caption-text">Moeda “Trachy” em Billon, Império Bizantino, c. 1208-1222</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A palavra billon vem do francês, derivado do latim bille, que significa &#8220;lingote&#8221;.</span></p>
<h3><b>Britânia (Britannia)</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A liga de Prata Britannia é uma das ligas mais nobres em circulação, possuindo 95,833% de prata pura, com o resto da liga sendo cobre. Trata-se de um padrão introduzido no Reino Unido por um Ato do Parlamento em 1697 com o intuito de substituir a prata esterlina (que possui 92,5% de prata) como padrão obrigatório para itens de prata forjada. É denotada pela marca de fineza 958 (portanto, prata 958 ou Ag 958).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de seu brilho superior, sua suavidade limitou sua utilização, sendo mais comum na cunhagem de moedas comemorativas e peças de coleção e alta ourivesaria, principalmente no Reino Unido, do que em objetos de uso cotidiano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Casa da Moeda Real Britânica (</span><a href="https://www.royalmint.com/"><span style="font-weight: 400;">Royal Mint</span></a><span style="font-weight: 400;">) cunhou moedas de prata &#8220;</span><a href="https://diarionumismatico.com.br/o-que-e-bullion-guia-completo-para-investidores-iniciantes/"><i><span style="font-weight: 400;">bullion</span></i></a><span style="font-weight: 400;">&#8221; com prata Britannia até 2012 (as famosas &#8220;Britannias&#8221;), mas desde então essas moedas tem sido cunhadas com prata pura com .999 de fino.</span></p>
<figure id="attachment_467" aria-describedby="caption-attachment-467" style="width: 502px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-467 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/prata-moeda-libra-britannia.jpg" alt="Moeda de 2 Libras Esterlinas de 2011, do Reino Unido, em Prata Britannia (.958) Imagem: The Royal Mint" width="502" height="239" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/prata-moeda-libra-britannia.jpg 502w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/prata-moeda-libra-britannia-300x143.jpg 300w" sizes="(max-width: 502px) 100vw, 502px" /><figcaption id="caption-attachment-467" class="wp-caption-text">Moeda de 2 Libras Esterlinas de 2011, do Reino Unido, em Prata Britannia (.958) Imagem: The Royal Mint</figcaption></figure>
<h3><b>Decoplata</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Liga de prata com pureza de 720 milésimos (Ag .720 ou 72% de prata), também chamada às vezes de &#8220;Prata Mexicana&#8221;, foi usada algumas vezes ao longo da História na cunhagem de moedas em países diversos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Exemplos incluem os Guldens holandeses usados em suas colônias nas índias Orientais a partir de 1854, a Rúpia de Goa cunhada pelos portugueses para circulação nesta colônia, em 1862, e moedas variadas de Pesos mexicanos usadas a partir de 1919 até 1987, entre outros.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa liga praticamente não é mais usada nos dias atuais.</span></p>
<h3><b>Electrum</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Já no campo das ligas naturais, o </span><span style="font-weight: 400;">electrum</span><span style="font-weight: 400;"> ocupa uma posição de destaque. Encontrado naturalmente em jazidas minerais, essa combinação de ouro e prata de composição bastante variável (ouro 50–80% e prata 20–50%, podendo possuir traços de outros metais como o cobre), foi usada desde a antiguidade em moedas e joias, valorizada por seu tom dourado pálido variável e sua raridade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como as proporções de ouro e prata variam na liga, sua cor também é variável, indo de um amarelo pálido até um amarelo brilhante. Quando produzida artificialmente, é conhecida como &#8220;Ouro Verde&#8221;.</span></p>
<figure id="attachment_468" aria-describedby="caption-attachment-468" style="width: 464px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-468 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-lidia-electrum.jpg" alt="Moeda da Lídia, Rei desconhecido, século VI a.C. Trite de Electrum (terço de estáter)." width="464" height="178" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-lidia-electrum.jpg 464w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-lidia-electrum-300x115.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 464px) 100vw, 464px" /><figcaption id="caption-attachment-468" class="wp-caption-text">Moeda da Lídia, Rei desconhecido, século VI a.C. Trite de Electrum (terço de estáter). Imagem: Classical Numismatic Group. Licença CC BY-SA 3.0</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Civilizações como os egípcios e gregos utilizavam essa liga em objetos sagrados e moedas de alto valor, conferindo-lhe um status especial entre os metais preciosos. As primeiras moedas cunhadas no Ocidente foram feitas de </span><span style="font-weight: 400;">electrum</span><span style="font-weight: 400;">, tendo sido batidas na Lídia, Ásia Menor, região hoje pertencente à Turquia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na antiguidade, a liga também era usada pelo Egípcios para cobrir o topo de pirâmides e obeliscos. Além disso, era usada na fabricação de recipientes para bebidas.</span></p>
<h3><b>Esterlina</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as ligas mais conhecidas está a </span><a href="https://diarionumismatico.com.br/o-que-e-prata-sterling/"><span style="font-weight: 400;">prata esterlina</span></a><span style="font-weight: 400;">, padrão internacional para a produção de joias e pratarias. Composta por 92,5% de prata e 7,5% de cobre (925 de fino), essa liga equilibra beleza e durabilidade, permitindo que peças de uso diário resistam ao desgaste sem perder o brilho característico da prata pura. Desde talheres refinados, moedas, medalhas até instrumentos musicais, a esterlina se consolidou como a prata mais utilizada no mundo para a confecção de objetos.</span></p>
<figure id="attachment_247" aria-describedby="caption-attachment-247" style="width: 584px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-247 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/prata-esterlina-jarras.jpg" alt="Par de Jarras em Prata Esterlina, de 1732. Coleção do Ashmolean Musem, em Oxford (Inglaterra)." width="584" height="431" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/prata-esterlina-jarras.jpg 584w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/prata-esterlina-jarras-300x221.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 584px) 100vw, 584px" /><figcaption id="caption-attachment-247" class="wp-caption-text">Par de Jarras em Prata Esterlina, de 1732. Coleção do Ashmolean Musem, em Oxford (Inglaterra).</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">As principais aplicações da prata esterlina incluem a fabricação de jóias diversas, talheres e utensílios de cozinha, prataria em geral, equipamentos e ferramentas médicas, cunhagem de moedas e na indústria eletrônica, entre outras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um problema que ocorre com a prata esterlina é que ela tem a tendência a escurecer, por conta da reação com poluentes químicos no ar, principalmente o enxofre, geralmente formando sulfeto de prata (Ag2S). O cobre presente na liga contribui para o escurecimento, pois também é reativo. Assim, quanto mais pura a liga de prata, menor o problema do escurecimento.</span></p>
<h3><b>Platina 4</b><b>TM</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Composta por 80,2% de prata, 6,2% de paládio, 0,27% de ouro, 0,12% de platina e 13,21% de uma &#8220;liga proprietária&#8221;, essa liga de prata é mais resistente a riscos do que o ouro branco e ouro 14k, além de não necessitar de banho de ródio para manter seu brilho &#8211; é mais resistente ao escurecimento do que a prata esterlina.</span></p>
<h3><b>Platina Esterlina</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Platina Esterlina (</span><i><span style="font-weight: 400;">Platinum Sterling</span></i><span style="font-weight: 400;">) é uma marca registrada da empresa tailandesa </span><a href="https://abimanufacturingint.com/"><span style="font-weight: 400;">ABI Precious Metals</span></a><span style="font-weight: 400;">, e se refere a uma gama de ligas constituídas primariamente de platina e prata, com aplicação majoritária em joalheria.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste tipo de liga, uma parte do cobre constituinte da prata esterlina é substituído por platina, resultando em um material com maior refletividade à luz e resistência ao escurecimento (&#8220;tarnish&#8221;). De acordo com o fabricante, essas liga chegam a ser de 6 a 7,5 vezes mais resistente ao escurecimento do que a prata esterlina.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Trata-se de um alternativa ao ouro branco que não requer um banho de ródio para manter seu brilho e cor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em termos de composição, existem três ligas disponíveis de platina esterlina, todas com 92,5% de prata (como na prata esterlina) e quantidades variáveis de platina, com 1%, 3,5% ou 5% em cada liga. Outros elementos podem estar presentes em quantidades diminutas, como o gálio, zinco, boro ou silício.</span></p>
<h3><b>Prata .900</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Seguindo uma linha semelhante à prata esterlina, mas um pouco menos pura, a prata 900 se popularizou na cunhagem de moedas, garantindo uma liga robusta sem comprometer tanto a estética do metal. Durante séculos, essa foi a composição padrão para moedas de circulação, antes que metais mais baratos substituíssem a prata nas emissões para circulação cotidiana.</span></p>
<figure id="attachment_469" aria-describedby="caption-attachment-469" style="width: 305px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-469 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-brasil-2000-reis-prata-XX-grammas.jpg" alt="Moeda do Brasil, 2000 Réis de 1907 em prata .900, &quot;XX GRAMMAS&quot;" width="305" height="148" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-brasil-2000-reis-prata-XX-grammas.jpg 305w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-brasil-2000-reis-prata-XX-grammas-300x146.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 305px) 100vw, 305px" /><figcaption id="caption-attachment-469" class="wp-caption-text">Moeda do Brasil, 2000 Réis de 1907 em prata .900, &#8220;XX GRAMMAS&#8221;</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O número 900 indica a fineza da prata, significando 900 partes de prata sobre 1000 partes do material total, ou seja 900/1000 = 90% de prata pura. Sendo assim, uma </span><a href="https://diarionumismatico.com.br/o-que-e-uma-onca-troy/"><span style="font-weight: 400;">onça troy</span></a><span style="font-weight: 400;"> de prata 900 tem, na verdade, 31,1g * 0,900 = 27,99g de prata pura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esta liga também é conhecida como &#8220;Prata Padrão&#8221; ou ainda &#8220;Prata de Moeda&#8221;, por conta de sua principal aplicação.</span></p>
<h3><b>Pratas .680 e .500</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando se trata de pureza ainda mais reduzida, tanto a prata 680 quanto a prata 500 surgem como exemplos de ligas menos nobres, mas essenciais em momentos históricos de escassez, como guerras e crises econômicas, quando a prata precisava ser esticada ao máximo, por exemplo na fabricação de moedas de circulação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas ligas são mais duras e resistentes, mas com menor brilho e propensa à oxidação.</span></p>
<figure id="attachment_470" aria-describedby="caption-attachment-470" style="width: 501px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-470 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-belgica-20-francos-prata.jpg" alt="Moeda de 20 Francos da Bélgica de 1935, em Prata 680. Imagem: ©smy77 (CC BY-NC-SA)" width="501" height="246" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-belgica-20-francos-prata.jpg 501w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-belgica-20-francos-prata-300x147.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 501px) 100vw, 501px" /><figcaption id="caption-attachment-470" class="wp-caption-text">Moeda de 20 Francos da Bélgica de 1935, em Prata 680. Imagem: ©smy77 (CC BY-NC-SA)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Da mesma forma que com a prata 900, os números 680 e 500 indicam a fineza do metal: 680 de fino significa 68% de prata pura, e 500 de fino, 50% de prata pura (metade do material é prata e a outra metade, um metal diferente, geralmente o cobre.)</span></p>
<h3><b>Prata de Lei</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse é um dos tipos de prata mais conhecidos no meio de ourivesaria / joalheria, mas seu significado varia de país para país. Em geral, ele se refere à prata certificada pelo governo, garantindo que a peça atende a um padrão mínimo de pureza, geralmente 92,5% (esterlina). Essa espécie de &#8220;selo de qualidade&#8221; tem sido usado por séculos para distinguir objetos autênticos de falsificações ou ligas de menor valor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O termo &#8220;Prata de Lei&#8221; se refere à ligas de prata com pureza mínima de 92,5% (ou seja, prata esterlina). Esse termo foi estabelecido pelo rei de Portugal, Dom Afonso II no século XIII, em um decreto-lei que determinava punição àqueles que fabricassem itens de prata com teores do metal precioso inferiores a 925 de fino.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tanto a prata 925 quanto a prata 950 são consideradas pratas de lei.</span></p>
<h3><b>Prata Europeia</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, há a chamada prata europeia, também conhecida como Prata Continental ou Prata Francesa, um termo que pode se referir a várias ligas, mas que frequentemente designa a prata 800, usada em talheres, objetos decorativos (prataria), joalheria e na cunhagem de moedas de circulação. Menos pura que a esterlina, essa liga ainda preserva boa parte das qualidades da prata, sendo amplamente utilizada em pratarias de alto padrão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na prática, a prata europeia pode ser marcada como 800, 825, 830 ou 850 de fino, o que significa respectivamente 80, 82,5, 83 ou 85% de conteúdo de prata pura na liga.</span></p>
<h2><b>Conclusão</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Apresentamos algumas das principais ligas de prata empregadas em joalheria, confecção de moedas e na indústria em geral. Diversas outras ligas existem, para aplicações mais especializadas, mas as ligas aqui descritas compreendem a maior parte dos objetos fabricados com prata na atualidade.</span></p>
<h2><b>Referências</b></h2>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Argentium (Site Oficial): </span><a href="https://www.argentiumsilver.com/"><span style="font-weight: 400;">https://www.argentiumsilver.com/</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Argentium Silver Guild: </span><a href="https://www.argentiumguild.com/"><span style="font-weight: 400;">https://www.argentiumguild.com/</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">ABI Manufacturing Int: </span><a href="https://abimanufacturingint.com/"><span style="font-weight: 400;">https://abimanufacturingint.com/</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">CoinWeek: </span><a href="https://coinweek.com/decoplata-the-history-of-720-silver-in-world-coinage/"><span style="font-weight: 400;">História da Prata .720 na Cunhagem Mundial</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Lane, R. d. </span><b>Encyclopedia of Small Silver Coins</b><span style="font-weight: 400;">. Roger deWardt Lane, 2008</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">The Silver Institute. </span><i><span style="font-weight: 400;">World Silver Survey 2021</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Pureza de um Metal Precioso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 20:06:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Metais Preciosos]]></category>
		<category><![CDATA[Numismática]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Ligas Metálicas]]></category>
		<category><![CDATA[Ouro]]></category>
		<category><![CDATA[Prata]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pureza de um Metal Precioso Pureza, ou &#8220;finura&#8221; de um item feito com metal precioso (ouro, prata, platina, etc.), como</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h1><b>Pureza de um Metal Precioso</b></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">Pureza, ou &#8220;finura&#8221; de um item feito com metal precioso (ouro, prata, platina, etc.), como moedas, joias ou barras, se refere à quantidade de metal puro presente no material, em termos de peso (massa) em relação ao peso total do item em si.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O peso total de um objeto é dado pela soma de seus constituintes, incluindo além dos metais preciosos os metais base da liga, como cobre, zinco, estanho, etc., ou ainda impurezas presentes no material.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A principal forma de expressar a pureza de um material é por meio de sua pureza <em>milesimal</em>, que significa partes por mil, e essa forma se aplica a qualquer metal ou liga de metal precioso, como prata, ouro, paládio, etc.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma forma secundária de medir a pureza especificamente do ouro é usando a unidade quilate, que mede as partes por 24. Mais à frente veremos melhor como funcionam os quilates.</span></p>
<h2><b>Sistema de Milésimos</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Sistema de milésimos, pureza milesimal ou &#8220;fino&#8221;, é um sistema que permite medir a pureza dos metais e suas ligas em partes por mil do metal puro em relação à liga completa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por exemplo, uma liga contendo 90% de ouro é representada com o valor 900, que significa 900 partes de ouro puro por 1000 partes da liga &#8211; ou seja, </span><b>900 / 1000 = 0,9 = 90% de metal precioso</b><span style="font-weight: 400;">. Podemos usar ainda neste caso a expressão &#8220;900 de fino&#8221;.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Geralmente o valor da pureza milesimal é arredondada até três casas decimais, principalmente quando usada como marcação no objeto (&#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">hallmark</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;), porém em alguns casos a pureza pode ser representada com mais casas decimais, caso o material seja ultra purificado.</span></p>
<figure id="attachment_422" aria-describedby="caption-attachment-422" style="width: 270px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-422 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/barra-ouro-onca-troy.jpg" alt="Barra de ouro de 1 onça com pureza .9999 (&quot;quatro noves&quot;)" width="270" height="447" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/barra-ouro-onca-troy.jpg 270w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/barra-ouro-onca-troy-181x300.jpg 181w" sizes="auto, (max-width: 270px) 100vw, 270px" /><figcaption id="caption-attachment-422" class="wp-caption-text">Barra de ouro de 1 onça com pureza .9999 (&#8220;quatro noves&#8221;)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas medidas de pureza em milésimos também se aplicam a outros metais preciosos, como platina, </span><a href="https://diarionumismatico.com.br/o-que-e-paladio/"><span style="font-weight: 400;">paládio</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://diarionumismatico.com.br/o-que-e-rodio/"><span style="font-weight: 400;">ródio</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h2><b>Exemplos: Prata e Ouro de acordo com a Pureza</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns exemplos de pureza padronizada estão descritos a seguir, tanto para o ouro quanto para a prata:</span></p>
<h3><b>Padrões de Pureza da Prata</b></h3>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">500: Padrão para cunhagem de algumas moedas do Brasil do início do século XX, como os famosos 2000 Réis &#8220;Mocinha&#8221; e &#8220;Duque de Caxias&#8221;, e também usado em determinadas épocas em Portugal e na Inglaterra.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">720: Também chamado de </span><a href="https://diarionumismatico.com.br/tipos-de-ligas-de-prata-e-suas-aplicacoes/#decoplata"><span style="font-weight: 400;">Decoplata</span></a><span style="font-weight: 400;">, foi usado em moedas mexicanas e holandesas de prata, assim como em países como Portugal, Uruguai e Japão.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">800: Na Espanha, chamada de &#8220;Prata de Segunda Lei&#8221;, foi usado como padrão de cunhagem de moedas na Alemanha, Canadá e França, entre vários outros países, e em algumas moedas comemorativas dos EUA</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">900: &#8220;Pureza de um 9&#8221;, ou prata 90%, usado em inúmeras moedas de prata pelo mundo ao longo da história, como por exemplo os famosos Morgan Silver Dollars americanos e algumas moedas brasileiras do início da República.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">917: Padrão usado na Índia quando era colônia britânica, e em algumas moedas do Brasil durante o governo de D. Pedro II.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">925: Padrão mais difundido da prata, é a famosa </span><a href="https://diarionumismatico.com.br/o-que-e-prata-sterling-prata-esterlina/"><span style="font-weight: 400;">Prata Esterlina</span></a><span style="font-weight: 400;"> (&#8220;Sterling Silver&#8221;), usada na Inglaterra desde o século XII, e chamada de Prata de Lei na península Ibérica (Espanha, Portugal)</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">950: </span><a href="https://diarionumismatico.com.br/tipos-de-ligas-de-prata-e-suas-aplicacoes/#prata-europeia"><span style="font-weight: 400;">Prata Europeia</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou 1º Padrão Francês</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">958: </span><a href="https://diarionumismatico.com.br/tipos-de-ligas-de-prata-e-suas-aplicacoes/#prata-britannia"><span style="font-weight: 400;">Prata Britannia</span></a><span style="font-weight: 400;">, alternativa mais pura à prata esterlina. Usada na confecção de algumas moedas.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">999: Prata fina (&#8220;Fine Silver&#8221;) ou &#8220;Três noves&#8221;, usada em moedas e barras </span><a href="https://diarionumismatico.com.br/o-que-e-bullion-guia-completo-para-investidores-iniciantes/"><i><span style="font-weight: 400;">bullion</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, além de moedas comemorativas ao redor do mundo.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">999,9: Quatro noves, prata super pura usada em algumas moedas comemorativas, como as famosas Silver Maple Leafs canadenses.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">999,99: Cinco noves. A prata mais pura já produzida, pela Royal Silver Company na Bolívia.</span></li>
</ul>
<h3><b>Padrões de Pureza do Ouro</b></h3>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">500: Ouro de 12 quilates. Metade da liga é ouro puro, e a outra metade, um outro metal. Usado em jóias.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">585: Ouro de 14 quilates. Usado em jóias.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">750: Ouro de 18 quilates. Usado em jóias.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">834: Ouro de 20 quilates. Usado em jóias.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">900: Um nove </span><i><span style="font-weight: 400;">de fino</span></i><span style="font-weight: 400;">. Usado em moedas que circulavam antigamente e moedas comemorativas, inclusive atuais.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">916: Ouro de 22 quilates. O padrão mais usado de ouro para cunhagem de moedas ao longo da história, usado por exemplo nos Soberanos de Ouro Britânicos e nos Krugerrands Sul-Africanos.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">986: Ducado. Usado atualmente na Áustria e Hungria</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">990: Dois noves de fino.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">995: Finura mínima para barras de ouro bullion e para contratos futuros de ouro na Bolsa</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">999: Três noves de fino, já considerado ouro 24 quilates. Usado em algumas moedas comemorativas como o Panda de Ouro Chinês.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">999,9: Quatro noves, sendo essa a forma mais comum de ouro para barras e moedas.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">999,99: Cinco noves. Tipo de ouro mais puro produzido atualmente. Uma das maiores moedas de ouro existentes na atualidade possui esse grau de pureza, a </span><a href="https://diarionumismatico.com.br/as-maiores-moedas-de-ouro-ja-feitas-nao-circulantes/#big-maple-leaf"><span style="font-weight: 400;">Big Maple Leaf</span></a><span style="font-weight: 400;"> canadense, com 100 kg de ouro .99999.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">999,999: Seis noves. Maior pureza já produzida de ouro, pela casa da moeda de Perth, na Austrália, em 1957.</span></li>
</ul>
<h2><b>Pureza do Ouro: os Quilates</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma outra forma de medida de pureza </span><i><span style="font-weight: 400;">exclusiva para ligas de ouro</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o </span><b>quilate</b><span style="font-weight: 400;"> (abreviado por &#8220;ct&#8221;, de </span><i><span style="font-weight: 400;">carat</span></i><span style="font-weight: 400;">), na qual a pureza do metal é medida em partes de ouro puro por 24 partes da liga por inteiro (independente do material usado na liga). Nesse sistema, ouro 24qt é ouro puro (24 partes de ouro por 24 partes do material).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para calcular a pureza em quilates de uma liga, podemos usar a seguinte fórmula:</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 24pt;"><b>ct = 24 x (Mg / Mm)</b></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Onde:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">ct = Número de quilates do material</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">M</span><span style="font-weight: 400;">g</span><span style="font-weight: 400;"> = Massa de ouro puro</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">M</span><span style="font-weight: 400;">m</span><span style="font-weight: 400;"> = Massa total do material</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Por exemplo, um anel de ouro que contenha 6g de ouro puro, mas pese 9g no total, vale em quilates:</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 24pt;"><b>ct = 24 x (6 / 9) = 16 quilates</b></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">ou seja, 16 partes de ouro, com 8 partes de outro metal ligado (16 + 8 = 24).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Podemos também calcular de forma inversa. Por exemplo: Quantos gramas de ouro puro há em uma jóia de ouro 18ct que pese 12g?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse caso, </span><b>18ct</b><span style="font-weight: 400;"> significa 18 partes de ouro para 24 partes do material, ou seja. 18 / 24 = 0,750 partes por mil, que equivale a 75%.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Portanto, 75% do material é ouro puro. Sendo assim, multiplicamos essa porcentagem pela massa bruta da joia para obtermos a massa em gramas de ouro puro contida na liga:</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 24pt;"><b>0,75 x 12 = 9g de ouro puro.</b></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A tabela abaixo mostra a equivalência entre vários valores de pureza do ouro em quilates e seus correspondentes no sistema milesimal:</span></p>
<table>
<thead>
<tr>
<th><b>Pureza em Quilates</b></th>
<th><b>Pureza no Sistema Milesimal</b></th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">24</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">999</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">23.76</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">990</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">22</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">916</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">20</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">834</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">19.2</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">800</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">18</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">750</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">15</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">625</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">14</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">585</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">12</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">500</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">10</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">417</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">9</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">375</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">8</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">333</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><b>Observação</b><span style="font-weight: 400;">: Não usamos quilates para medir a pureza da prata. Em alguns lugares antigamente, como na Espanha, era usado um sistema indicador de pureza chamado de </span><i><span style="font-weight: 400;">dinero</span></i><span style="font-weight: 400;">, no qual a prata pura equivalia a 12 dineros. Esse sistema não é mais usado atualmente.</span></p>
<h2><b>Como determinar a pureza de uma liga de metal precioso</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Para verificar o grau de pureza de um metal existem dois métodos disponíveis atualmente que possibilitam obter uma resposta com alto grau de confiabilidade: o Ensaio Metalúrgico, que é uma análise composicional realizada em laboratório (mais confiável, porém é destrutiva ao objeto), e Fluorescência por Raios-X (não destrói o objeto, mas é menos precisa).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Portanto, se trata de uma tarefa relativamente complicada, trabalhosa e custosa. Por isso, é sempre importante adquirir peças de metais preciosos de fontes altamente confiáveis, como empresas bem estabelecidas (joalherias, por exemplo) e profissionais conhecidos no mercado (como numismatas de renome), para evitar ser enganado.</span></p>
<h2><b>Conclusão</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O grau de pureza de uma liga que contenha metais preciosos é medido em milésimos, que é um padrão internacional, ou no caso do ouro também podemos usar a unidade quilates. Existem vários padrões de pureza para as diversas ligas, que refletem as inúmeras aplicações que elas possuem, desde a confecção de moedas e joias até o uso na indústria.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Celebrando a Iluminação com 25 Euros da Áustria, Prata com Nióbio &#8220;Faszination Licht&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Jun 2026 12:47:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Metais Preciosos]]></category>
		<category><![CDATA[Numismática]]></category>
		<category><![CDATA[Moedas]]></category>
		<category><![CDATA[Nióbio]]></category>
		<category><![CDATA[Prata]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Celebrando a Iluminação com 25 Euros da Áustria, Prata com Nióbio &#8220;Faszination Licht&#8221; Desde o ano de 2003, a casa</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h1><b>Celebrando a Iluminação com 25 Euros da Áustria, Prata com Nióbio &#8220;Faszination Licht&#8221;</b></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde o ano de 2003, a casa da moeda da Áustria (&#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">Münze Österreich</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;) tem lançado anualmente moedas comemorativas com valor facial de 25 euros, com temas que remetem em sua quase totalidade à ciência e tecnologia (com algumas poucas exceções).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas moedas são bastante curiosas pelo fato de serem peças bimetálicas constituídas por um anel externo de </span><a href="https://diarionumismatico.com.br/o-que-e-prata-sterling-prata-esterlina/"><span style="font-weight: 400;">prata</span></a><span style="font-weight: 400;"> .900 e um núcleo de um metal bastante incomum na numismática: o Nióbio. Também são bastante procuradas por colecionadores.</span></p>
<h2><b>O Nióbio</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O nióbio é um metal que foi descoberto em 1801 pelo químico inglês Charles Hatchett, que o isolou a partir de um mineral chamado columbita. Este metal, de cor cinza-prateada e altamente resistente à corrosão, é conhecido por sua excelente ductilidade e alta resistência a temperaturas extremas. É amplamente utilizado em ligas de aço para melhorar a resistência e a durabilidade, além de ter aplicações em supercondutores e em componentes de equipamentos aeroespaciais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os principais produtores mundiais de nióbio são o Brasil, que lidera a produção global, seguido pelo Canadá, Austrália e Nigéria.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Observação interessante: ao contrário do que muitos pensam, o nióbio não é um metal raro, sendo </span><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Abundance_of_elements_in_Earth's_crust"><span style="font-weight: 400;">mais comum que o chumbo</span></a><span style="font-weight: 400;"> na crosta terrestre.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A moeda representada neste artigo pertence a essa coleção, tendo sida cunhada no ano de 2008, com o nome de </span><i><span style="font-weight: 400;">Faszination Licht</span></i><span style="font-weight: 400;"> (Fascínio pela Luz em português, Fascination Light em inglês), comemorando 150 anos do nascimento do cientista austríaco Carl Baron Auer von Welsbach (1858-1929).</span></p>
<figure id="attachment_299" aria-describedby="caption-attachment-299" style="width: 700px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-299" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/austria-25-euros-niobio-2008-300x149.jpg" alt="Moeda de 25 Euros da Áustria, comemorativa de 150 anos de Carl Auer von Welsbach" width="700" height="347" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/austria-25-euros-niobio-2008-300x149.jpg 300w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/austria-25-euros-niobio-2008-768x381.jpg 768w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/austria-25-euros-niobio-2008.jpg 1023w" sizes="auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px" /><figcaption id="caption-attachment-299" class="wp-caption-text">Moeda de 25 Euros da Áustria, comemorativa de 150 anos de Carl Auer von Welsbach</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Note a cor verde do centro de nióbio da moeda: essa cor é criada pela difração da luz ocasionada por uma fina camada de óxido anodizado na superfície do metal. Outras cores são possíveis de se obter e aparecem em diversas outras moedas da mesma família.</span></p>
<h2><b>Quem foi Carl Auer von Welsbach?</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Welsbach foi um químico e inventor austríaco, conhecido por importantes contribuições à química e tecnologia, particularmente no campo dos elementos de terras raras e na iluminação, entre outros. Cientista brilhante, suas contribuições auxiliaram no progresso de vários campos da ciência e tecnologia. Por exemplo, em 1885, ele conseguiu isolar dois novos elementos de terras raras, o praseodímio e o neodímio, a partir do didímio, utilizando métodos avançados de cristalização fracionada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais tarde, em 1907, ele identificou e separou o elemento lutécio, contribuindo significativamente para o entendimento da química das terras raras, uma descoberta feita de forma independente também pelo cientista francês Georges Urbain e pelo britânico Charles James.</span></p>
<figure id="attachment_295" aria-describedby="caption-attachment-295" style="width: 409px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-295 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Carl-Auer-von-Welsbach.jpg" alt="Carl Auer von Welsbach, descobridor do Neodímio, Praseodímio e Lutécio." width="409" height="481" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Carl-Auer-von-Welsbach.jpg 409w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Carl-Auer-von-Welsbach-255x300.jpg 255w" sizes="auto, (max-width: 409px) 100vw, 409px" /><figcaption id="caption-attachment-295" class="wp-caption-text">Carl Auer von Welsbach, descobridor do Neodímio, Praseodímio e Lutécio.<br />Imagem: Domínio Público.</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de suas descobertas no campo das terras raras, Auer von Welsbach fez uma contribuição muito importante para a área da iluminação que o tornou verdadeiramente conhecido &#8211; e inclusive é o tema representado na moeda de 25 euros aqui mostrada. Em 1885, ele inventou o manto incandescente, uma rede de fibras de algodão impregnadas com óxidos de tório e cério que, quando aquecida, emitia uma luz brilhante e bastante eficiente. Essa invenção revolucionou a iluminação pública a gás, tornando-a muito mais eficiente e amplamente adotada antes da disseminação da iluminação elétrica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, von Welsbach também foi pioneiro no desenvolvimento de lâmpadas elétricas de filamento metálico, utilizando primeiramente a platina e então o elemento ósmio como material. Essa inovação foi um precursor importante das lâmpadas incandescentes de tungstênio, que viriam a dominar a iluminação por mais de um século..</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo da vida, Carl Auer von Welsbach recebeu muitos reconhecimentos e prêmios por suas contribuições à ciência e à tecnologia. Ele recebeu um título de nobreza do Imperador Francisco José I da Áustria, sendo-lhe concedido o título de &#8220;</span><b>Freiherr</b><span style="font-weight: 400;">&#8221; (barão).</span></p>
<h3><b>O manto incandescente</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O manto incandescente, inventado por Welsbach em 1885, era um dispositivo usado em lâmpadas a gás para aumentar a eficiência e a intensidade da luz emitida. Ele é feito de uma rede de fibras de algodão que é impregnada com óxidos de metais especiais, tipicamente tório e cério. Quando o manto é aquecido pela chama do gás, os óxidos se incandescem, emitindo uma luz branca brilhante.</span></p>
<figure id="attachment_296" aria-describedby="caption-attachment-296" style="width: 399px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-296 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/manto-incandescente.jpg" alt="Manto Incandescente." width="399" height="389" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/manto-incandescente.jpg 399w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/manto-incandescente-300x292.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 399px) 100vw, 399px" /><figcaption id="caption-attachment-296" class="wp-caption-text">Manto Incandescente. Imagem: Wikimedia Commons, Licença CC BY-SA 3.0</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A invenção do manto incandescente revolucionou a iluminação a gás. Antes de sua invenção, a iluminação a gás produzia uma luz fraca e amarelada. Com o uso do manto incandescente, a luz tornou-se muito mais intensa e eficiente, o que permitiu uma iluminação muito mais clara e agradável. Isso fez com que o manto incandescente fosse amplamente adotado para iluminação pública e doméstica antes da popularização da iluminação elétrica.</span></p>
<h3><b>O que é didímio?</b></h3>
<p><b>Didímio</b><span style="font-weight: 400;"> é o nome dado a uma mistura de elementos de terras raras, predominantemente praseodímio e neodímio, que inicialmente foi considerada como um único elemento. No século XIX, o didímio era extraído de minerais contendo terras raras e utilizado em várias aplicações antes de ser reconhecido como uma mistura de elementos distintos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O didímio foi descoberto em 1841 pelo químico sueco Carl Gustav Mosander. Ele o isolou a partir de uma mistura contendo cério, acreditando que tinha identificado um novo elemento. O nome &#8220;didímio&#8221; vem do grego &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">didymos</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;, que significa &#8220;gêmeo&#8221;, devido à sua descoberta junto com o cério e às semelhanças entre os elementos que o compõem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 1885,  von Welsbach fez uma descoberta significativa ao perceber que didímio era, na verdade, uma mistura de dois elementos distintos, que viriam a ser chamado de praseodímio e neodímio, após ele conseguir isolar esses elementos utilizando métodos de cristalização fracionada, separando-os com base em suas diferentes propriedades químicas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os compostos de didímio ainda são usados para colorir vidros e lentes. Os vidros com didímio são populares em óculos de proteção para soldadores, pois filtram certas faixas de luz, protegendo os olhos.</span></p>
<h3><b>Para que serve o praseodímio?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O praseodímio é outro elemento químico do </span><a href="https://diariodonaturalista.com.br/o-que-sao-terras-raras/"><span style="font-weight: 400;">grupo das terras raras</span></a><span style="font-weight: 400;"> com o símbolo Pr e número atômico 59. Ele possui várias aplicações industriais e tecnológicas devido às suas propriedades únicas. Um exemplo significativo é o uso do praseodímio em ligas de magnésio, que melhora a resistência e a durabilidade do material. Essas ligas são especialmente valorizadas em aplicações aeroespaciais e em motores de alto desempenho devido às suas propriedades aprimoradas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na área de vidros e cerâmicas, o praseodímio é utilizado para dar cor a vidros e esmaltes cerâmicos. Vidros dopados com praseodímio exibem uma cor amarela intensa, que é empregada tanto em óculos de soldador quanto em vidros decorativos. Além disso, as lentes de segurança que contêm praseodímio são eficazes na filtragem da radiação infravermelha e ultravioleta, oferecendo proteção ocular contra exposições nocivas.</span></p>
<figure id="attachment_297" aria-describedby="caption-attachment-297" style="width: 403px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-297 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/praseodimio-amostra.jpg" alt="Amostra do elemento Praseodímio." width="403" height="357" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/praseodimio-amostra.jpg 403w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/praseodimio-amostra-300x266.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 403px) 100vw, 403px" /><figcaption id="caption-attachment-297" class="wp-caption-text">Amostra do elemento Praseodímio.<br />Imagem: https://images-of-elements.com/praseodymium.php<br />Licença: Creative Commons Attribution 3.0 Unported License</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A iluminação de estúdios de cinema e televisão também se beneficiou do praseodímio. Ele é utilizado em lâmpadas de arco de carbono, que produzem uma luz brilhante e são essenciais para a iluminação nesses ambientes. Também é usado para dopar cristais e vidros que são essenciais em dispositivos ópticos e lasers, encontrando aplicações em telecomunicações, medicina e pesquisa científica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na indústria química, compostos de praseodímio atuam como catalisadores em várias reações químicas. Eles são fundamentais na síntese de hidrocarbonetos a partir de gás natural e na oxidação de certos materiais, mostrando a versatilidade e a importância desse elemento em processos industriais.</span></p>
<h3><b>E para que serve o neodímio?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O neodímio é mais um elemento do grupo das terras raras, de símbolo Nd e número atômico 60. Ele tem diversas aplicações industriais e tecnológicas devido às suas propriedades magnéticas e ópticas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das mais importantes aplicações do neodímio é na fabricação de ímãs permanentes, especificamente os famosos ímãs de neodímio-ferro-boro (NdFeB), que são os mais fortes conhecidos. Esses ímãs são amplamente utilizados em motores elétricos de veículos elétricos e híbridos, discos rígidos de computadores para armazenar dados de maneira eficiente, geradores de turbinas eólicas para converter energia mecânica em energia elétrica, além de alto-falantes e fones de ouvido para melhorar a qualidade do som e reduzir o tamanho dos dispositivos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Eles também são empregados em ferramentas elétricas como furadeiras e serras, que necessitam de motores potentes e compactos.</span></p>
<figure id="attachment_298" aria-describedby="caption-attachment-298" style="width: 447px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-298 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/ima-HD-computador.jpg" alt="Um ímã de HD de computador feito com uma liga de Neodímio." width="447" height="317" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/ima-HD-computador.jpg 447w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/ima-HD-computador-300x213.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 447px) 100vw, 447px" /><figcaption id="caption-attachment-298" class="wp-caption-text">Um ímã de HD de computador feito com uma liga de Neodímio.<br />Imagem: Fábio dos Reis.</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Além dos ímãs, o neodímio é utilizado em ligas metálicas, particularmente com magnésio, para melhorar a resistência, durabilidade e resistência à corrosão, sendo também essas ligas usadas na indústria aeroespacial e automotiva.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na iluminação, o neodímio é usado em lâmpadas de descarga de alta intensidade e lâmpadas de halogênio para melhorar a qualidade da luz e aumentar a eficiência luminosa. Em dispositivos ópticos e lasers, o neodímio é um dopante comum, especialmente em cristais de laser como o Nd:YAG, utilizados em aplicações médicas, industriais e científicas.</span></p>
<h3><b>E onde é usado o lutécio?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O Lutécio (Lu), elemento de número atômico 71, também possui várias aplicações importantes em diferentes áreas. Na pesquisa científica, ele é utilizado como traçador radioativo em estudos biológicos e pesquisas em medicina nuclear. Essa aplicação é essencial para rastrear processos biológicos e diagnosticar condições médicas, oferecendo informações detalhadas e precisas aos pesquisadores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na indústria, o lutécio é empregado em catalisadores para diversas reações químicas, especialmente na produção de petróleo e na indústria petroquímica. Esses catalisadores são fundamentais para melhorar a eficiência dos processos industriais, contribuindo para a produção mais eficaz de produtos petroquímicos e derivados do petróleo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No campo da eletrônica, o lutécio é utilizado na fabricação de dispositivos de alta tecnologia, como LEDs (diodos emissores de luz) e alguns semicondutores. Sua aplicação é crucial para o desenvolvimento e funcionamento de componentes eletrônicos modernos, melhorando a performance e a eficiência desses dispositivos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse elemento também encontra uso na fabricação de materiais nucleares, particularmente aqueles que exigem alta resistência à corrosão e durabilidade em ambientes extremos. Esses materiais são vitais para garantir a segurança e a integridade de equipamentos que operam em condições severas, como reatores nucleares.</span></p>
<h3><b>Especificações da Moeda de 25 Euros da Áustria</b></h3>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Data de lançamento: 12/03/2008</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Denominação: Euro</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Valor facial: 25 Euros</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Tiragem: 65.000 peças, UNC</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Diâmetro: 34mm</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Composição: Bimetálica com anel de Prata e núcleo de Nióbio</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Peso: 16,5g, sendo 10g de prata 900 (9g de prata fina) e 6,5g de Nióbio</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Tipo: Moeda não circulante, comemorativa</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Gravador: Herbert Wähner</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Borda: Simples</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Referência: KM# 3158</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Anverso: Um homem em uma escada acendendo uma lâmpada a gás de iluminação pública do século XIX em uma rua, em frente à Prefeitura de Viena. Legenda REPUBLIK ÖSTERREICH 25 EURO 2008</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Reverso: Retrato parcial de Welsbach do lado esquerdo. Sol brilhando no centro de nióbio verde, com vários métodos de iluminação ilustrados ao redor do anel de prata, como lâmpada incandescente, neon, LED, etc. Legenda NEON</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Você pode conferir todas as demais peças desta belíssima coleção no site da </span><a href="https://www.muenzeoesterreich.at/eng/collect/series/coin-catalogue/25-euro-muenzen"><span style="font-weight: 400;">Casa da Moeda da Áustria</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://diarionumismatico.com.br/celebrando-a-iluminacao-com-25-euros-da-austria-prata-com-niobio-faszination-licht/">Celebrando a Iluminação com 25 Euros da Áustria, Prata com Nióbio &#8220;Faszination Licht&#8221;</a> apareceu primeiro em <a href="https://diarionumismatico.com.br">Diário Numismático</a>.</p>
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		<title>O que é Prata Sterling</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Jun 2026 17:46:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Metais Preciosos]]></category>
		<category><![CDATA[Numismática]]></category>
		<category><![CDATA[Prata]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; O que é Prata Sterling (Prata Esterlina) Quando nos deparamos com itens feitos de prata, tais como moedas, medalhas,</p>
<p>O post <a href="https://diarionumismatico.com.br/o-que-e-prata-sterling/">O que é Prata Sterling</a> apareceu primeiro em <a href="https://diarionumismatico.com.br">Diário Numismático</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<h1><b>O que é Prata Sterling (Prata Esterlina)</b></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando nos deparamos com itens feitos de prata, tais como moedas, medalhas, talheres, joalheria e outros, é comum vermos inscrições ou marcações do tipo .999, .900 ou .625, entre outras. Esses números indicam a </span><a href="https://diarionumismatico.com.br/o-que-e-a-pureza-de-um-metal-precioso/"><span style="font-weight: 400;">pureza da prata</span></a><span style="font-weight: 400;"> no item &#8211; mais precisamente, o número de partes de prata por mil partes do material.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, uma moeda de prata com marcação .800 possui 800 partes de prata em 1000 partes do material, ou seja 800/1000 = 80% de prata. Os outros 20% ou 200 partes são de algum outro metal presente na liga, como o cobre.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, algumas vezes aparece uma inscrição em que se lê &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">Sterling Silver</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;, ou Prata Esterlina, em vez de um número. Do que se trata isso? Que tipo de prata é a prata esterlina? Qual sua pureza? É disso que trataremos neste artigo.</span></p>
<h2><b>A Prata Sterling</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A prata sterling ou prata esterlina é uma liga que possui 92,5% de prata em sua composição, ou seja, trata-se de prata de pureza .925, com os outros 7,5% de cobre ligado (normalmente; outros metais podem ser empregados).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também conhecida às vezes como Prata de Lei, esta </span><a href="https://diarionumismatico.com.br/tipos-de-ligas-de-prata-e-suas-aplicacoes/"><span style="font-weight: 400;">liga de prata</span></a><span style="font-weight: 400;"> traz maior resistência e durabilidade ao material, em comparação com a prata &#8220;pura&#8221; (.999), ainda mantendo um alto grau de pureza do metal precioso. A prata pura é bastante maleável, não sendo portanto indicada para a fabricação de objetos que devem ser manuseados frequentemente.</span></p>
<figure id="attachment_245" aria-describedby="caption-attachment-245" style="width: 512px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-245 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/prata-esterlina-servico-mesa.jpg" alt="Serviço de Prata Esterlina (Silverware).Imagem: Pixabay" width="512" height="393" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/prata-esterlina-servico-mesa.jpg 512w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/prata-esterlina-servico-mesa-300x230.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px" /><figcaption id="caption-attachment-245" class="wp-caption-text">Serviço de Prata Esterlina (Silverware).<br />Imagem: Pixabay</figcaption></figure>
<h2><b>Aplicações da Prata Sterling</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A prata sterling é mais usada do que a prata pura para a produção de objetos variados, justamente por conta de sua maior resistência. Alguns de seus principais usos incluem:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Jóias, como anéis, pulseiras, colares e brincos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Talheres e utensílios de cozinha</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Objetos de decoração, como castiçais, vasos e molduras</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Equipamentos Médicos: Ferramentas cirúrgicas e aparatos médicos devido às propriedades antimicrobianas da prata.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Moedas variadas (geralmente comemorativas)</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Componentes Eletrônicos: Contatos elétricos e condutores em circuitos, devido à excelente condutividade elétrica da prata.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre outros.</span></p>
<figure id="attachment_246" aria-describedby="caption-attachment-246" style="width: 549px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-246 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/prata-esterlina-venezuela-moeda-bolivares.jpg" alt="Moeda da Venezuela, de 50 bolívares de 1975, em prata esterlina .925 (&quot;Plata de Ley&quot;)." width="549" height="270" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/prata-esterlina-venezuela-moeda-bolivares.jpg 549w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/prata-esterlina-venezuela-moeda-bolivares-300x148.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 549px) 100vw, 549px" /><figcaption id="caption-attachment-246" class="wp-caption-text">Moeda da Venezuela, de 50 bolívares de 1975, em prata esterlina .925 (&#8220;Plata de Ley&#8221;).<br />Imagem: https://www.coinsberg.com/</figcaption></figure>
<h2><b>A Prata Sterling é colecionável?</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Certamente. Muitas pessoas colecionam o que chamamos de &#8220;prataria&#8221;, que nada mais é do que a coleção de objetos de prata, normalmente utensílios de mesa, como facas, garfos, colheres, bules, saleiros e bandejas, entre outros.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitas pessoas também colecionam moedas de prata, incluindo moedas de prata esterlina, apesar de não ser o tipo de liga de prata mais comum na fabricação de moedas. Geralmente as moedas são fabricadas com prata pura (.999), no caso de moedas </span><i><span style="font-weight: 400;">bullion*</span></i><span style="font-weight: 400;"> ou comemorativas, ou de prata mais baixa, como .900 ou inferior, no caso de moedas circulantes &#8211; moedas antigas, pois não se usam mais moedas de prata para circulação normal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, é muito comum colecionar jóias feitas com prata esterlina, como brincos, anéis, braceletes, colares e outros tipos, incluindo ou não pedras preciosas.</span></p>
<figure id="attachment_247-2" aria-describedby="caption-attachment-247-2" style="width: 584px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-247 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/prata-esterlina-jarras.jpg" alt="Par de Jarras em Prata Esterlina, de 1732. Coleção do Ashmolean Musem, em Oxford (Inglaterra)." width="584" height="431" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/prata-esterlina-jarras.jpg 584w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/prata-esterlina-jarras-300x221.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 584px) 100vw, 584px" /><figcaption id="caption-attachment-247-2" class="wp-caption-text">Par de Jarras em Prata Esterlina, de 1732. Coleção do Ashmolean Musem, em Oxford (Inglaterra).</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">*</span><i><span style="font-weight: 400;"> Uma moeda bullion é uma moeda fabricada com metais preciosos, como ouro, prata, platina ou paládio, que é comprada e vendida principalmente pelo valor do metal contido nela (como investimento), em vez de seu valor nominal ou de colecionador (numismático).</span></i></p>
<h2><b>Contras</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A prata .925 tem tendência a escurecer, por ação de poluentes no ar, por exemplo e principalmente o enxofre. Vemos isso na superfície do objeto na forma de manchas de cor preta, compostas na maioria das vezes de sulfeto de prata (Ag</span><span style="font-weight: 400;">2</span><span style="font-weight: 400;">S). O cobre presente na liga contribui para o processo de escurecimento, pois é um metal relativamente reativo; quanto mais pura a liga de prata, menor o problema do escurecimento. A prata 999 escurece? Sim, também escurece por reação com o enxofre no ar, mas de forma muito mais lenta que a prata 925.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Reações com ozônio (O</span><span style="font-weight: 400;">3</span><span style="font-weight: 400;">), que é altamente reativo, também podem escurecer o objeto de prata, devido à formação de óxido de prata, que normalmente é imune à reação com oxigênio presente na atmosfera (O</span><span style="font-weight: 400;">2</span><span style="font-weight: 400;">).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por conta disso, às vezes se empregam metais distintos (do cobre) na liga de prata para tentar minimizar esse efeito, como por exemplo zinco, platina, silício e boro, entre outros.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um exemplo do uso desses materiais é a chamada Prata Esterlina Argentium, uma liga que contém de 94 a 96% de prata em sua composição, e na qual uma parte do cobre é substituída pelo elemento químico Germânio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, mesmo que um objeto de prata escureça, não significa que ele esteja perdido ou &#8220;estragado&#8221;; é possível polir a prata para retorná-la a seu estado brilhante usando determinados produtos comerciais, sendo sempre recomendado o polimento manual, para evitar desgastes que podem comprometer o objeto polido.</span></p>
<figure id="attachment_248" aria-describedby="caption-attachment-248" style="width: 535px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-248 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/prata-esterlina-joias-pulseira.jpg" alt="Muitas jóias são feitas com prata &quot;sterling&quot;, como esta pulseira." width="535" height="309" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/prata-esterlina-joias-pulseira.jpg 535w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/prata-esterlina-joias-pulseira-300x173.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 535px) 100vw, 535px" /><figcaption id="caption-attachment-248" class="wp-caption-text">Muitas jóias são feitas com prata &#8220;sterling&#8221;, como esta pulseira.<br />Imagem: Pixabay</figcaption></figure>
<h2><b>Como limpar a prata sterling?</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O processo de escurecimento da prata se dá por conta de reações químicas que ocorrem entre os metais presentes na liga de prata, e substâncias presentes no ar, como o dióxido de enxofre, ou ainda em nosso suor, como o cloreto de sódio. Podemos tentar impedir esse processo simplesmente limitando a exposição do objeto ao ar. Uma recomendação é armazenar os objetos em recipientes ou sacos hermeticamente fechados; por exemplo, costumo guardar moedas em cápsulas especiais que impedem a troca de ar entre a moeda em seu interior e o ambiente externo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Caso o objeto seja grande, como uma caneca ou prato, e não seja possível guardá-lo em um pote fechado, é possível diminuir o problema do escurecimento armazenando-o juntamente com pedaços de giz (de lousa), que absorvem umidade e produtos químicos do ar; saquinhos de sílica gel também ajudam diminuindo a umidade ao redor do objeto, o que retarda as reações químicas que levam ao escurecimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um método comum e caseiro para remover manchas escuras nos objetos de prata esterlina é o uso de folhas de papel alumínio e bicarbonato de sódio. Neste caso, você deve forrar um recipiente com papel alumínio (recipiente de tamanho suficiente para acomodar o objeto a ser limpo). Coloque o item de prata neste recipiente. Então, ferva água suficiente para cobrir o objeto, e misture com o bicarbonato de sódio &#8211; cerca de 1/4 de xícara do bicarbonato para cada litro de água. Verta essa mistura no recipiente com a prata, cobrindo o objeto, e deixe agindo por alguns minutos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na sequência, retire o objeto da água e faça um polimento MANUAL nele, até que ele esteja totalmente limpo e livre das manchas escuras.</span></p>
<figure id="attachment_249" aria-describedby="caption-attachment-249" style="width: 583px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-249 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/prata-esterlina-sopeira.jpg" alt="Uma Sopeira em Prata Esterlina, de 1739." width="583" height="447" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/prata-esterlina-sopeira.jpg 583w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/prata-esterlina-sopeira-300x230.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 583px) 100vw, 583px" /><figcaption id="caption-attachment-249" class="wp-caption-text">Uma Sopeira em Prata Esterlina, de 1739. Imagem: Frank Partridge Ltd., Londres</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Também é possível usar produtos comerciais desenvolvidos especificamente para o polimento da prata, conhecidos genericamente como &#8220;Limpa Prata&#8221;, que são aplicados sobre o objeto, o qual é então polido com uma flanela até que fique novamente brilhante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante manter a prata absolutamente seca ao armazená-la. Também evite o contato do objeto com elásticos ou outros produtos feitos de borracha, pois eles normalmente contém enxofre.</span></p>
<h2><b>Perguntas e Respostas</b></h2>
<p><b>O que é prata esterlina?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Prata esterlina é uma liga composta de 92,5% de prata pura e 7,5% de outros metais, geralmente cobre, utilizada principalmente em joias e utensílios devido à sua durabilidade e beleza. Identificada com prata 925 ou &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">sterling silver</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;.</span></p>
<p><b>Por que a prata esterlina escurece?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A prata esterlina escurece devido à reação química com substâncias químicas presentes no ar e em nossa pele ou roupas, como por exemplo o enxofre, formando sulfeto de prata, que resulta em uma camada escura na superfície do metal.</span></p>
<p><b>Como prevenir o escurecimento da prata?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para prevenir o escurecimento da prata, devemos armazená-la em locais secos, usando saquinhos de feltro ou de sílica gel (ou ainda giz de lousa), evitando o contato da peça com produtos químicos (como os presentes em maquiagem ou mesmo em nossa pele), e limpando o objeto de prata regularmente.</span></p>
<h2><b>Referências</b></h2>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Como limpar a a prata em casa: </span><a href="http://blog.teachersource.com/2014/01/18/chemistry-of-tarnished-silver/"><span style="font-weight: 400;">http://blog.teachersource.com/2014/01/18/chemistry-of-tarnished-silver/</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Tiffany &amp; Co.: </span><a href="https://www.tiffany.com/care-and-repair/sterling-silver-jewelry-care/"><span style="font-weight: 400;">Sterling Silver Jewelry Care</span></a></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Conquistadores Espanhóis e a Prata Americana</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 12:23:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Metais Preciosos]]></category>
		<category><![CDATA[Prata]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Conquistadores Espanhóis e a Prata Americana Os conquistadores espanhóis sempre foram retratados como os maiores caçadores de ouro da história,</p>
<p>O post <a href="https://diarionumismatico.com.br/conquistadores-espanhois-e-a-prata-americana/">Conquistadores Espanhóis e a Prata Americana</a> apareceu primeiro em <a href="https://diarionumismatico.com.br">Diário Numismático</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h1><b>Conquistadores Espanhóis e a Prata Americana</b></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">Os conquistadores espanhóis sempre foram retratados como os maiores caçadores de ouro da história, quase como se fossem versões renascentistas do Tio Patinhas em busca de seu cofre subterrâneo nas Américas. Mas a realidade era um pouco diferente – na verdade, o ouro era apenas um aperitivo para o verdadeiro prato principal: a prata. Entre 1492 e 1560, o ouro extraído do Novo Mundo ultrapassou as 100 toneladas, um número impressionante, mas que empalidece diante do oceano de prata que cruzou o Atlântico. Por volta de 1600, nada menos que 25 mil toneladas do metal brilhante já tinham desembarcado na Espanha, enchendo os cofres da monarquia e mudando o curso da economia europeia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A caça à prata seguia um roteiro simples e brutal. Primeiro, os conquistadores pegavam tudo o que brilhasse – joias, ornamentos, qualquer coisa que parecesse valer alguma coisa. E se alguém ousasse esconder algo, bem&#8230; tortura e sequestro eram ferramentas de persuasão bastante eficazes. Mas o verdadeiro tesouro não estava apenas nas relíquias saqueadas – estava nas minas. Depois de sugar tudo o que podiam das mãos dos povos indígenas, os espanhóis partiram para a segunda fase do plano: descobrir de onde vinha todo aquele metal e explorar as minas ao máximo, forçando a mão de obra local a trabalhar até a exaustão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lugares como a lendária mina de Potosí, na Bolívia, revelaram-se tão produtivos que, em pouco tempo, a prata superou o ouro como a carga mais preciosa das frotas de tesouro espanholas, transformando-se no verdadeiro motor da riqueza imperial e abastecendo uma Europa faminta por moedas e mercadorias.</span></p>
<h2><b>Abastecimento e Propriedades da Prata</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A prata sempre teve um certo magnetismo sobre as civilizações antigas – não só pelo brilho inconfundível quando polida, mas também pela sua maleabilidade, que tornava o trabalho dos ourives muito mais fácil. Povos como os astecas, incas, moche, wari, lambayeque e chimú já extraíam e valorizavam esse metal muito antes de os espanhóis sonharem com o Novo Mundo. Era um símbolo de prestígio, de poder e, em muitos casos, tinha forte significado religioso.</span></p>
<figure id="attachment_116" aria-describedby="caption-attachment-116" style="width: 498px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-116 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/artefato-chimu-prata-peru.jpg" alt="Taça Cerimonial Chimú em Prata (800-1300 AD), em exposição no Museu Larco em Lima, Perú. Imagem: Fábio dos Reis" width="498" height="360" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/artefato-chimu-prata-peru.jpg 498w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/artefato-chimu-prata-peru-300x217.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 498px) 100vw, 498px" /><figcaption id="caption-attachment-116" class="wp-caption-text">Taça Cerimonial Chimú em Prata (800-1300 AD), em exposição no Museu Larco em Lima, Perú. Imagem: Fábio dos Reis</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas aí chegaram os conquistadores espanhóis, no final do século XV, de olho no ouro. Afinal, o ouro era a grande estrela da época – no século XVI, 1 onça de ouro comprava 11 onças de prata em Amsterdã (hoje, uma onça de ouro compra cerca de 90 onças de prata). Ainda assim, quando o ouro não era tão abundante quanto esperavam, a prata se tornou um excelente prêmio de consolação. Os primeiros conquistadores saquearam o que puderam, derretendo artefatos sagrados para transformá-los em lingotes e moedas, fáceis de transportar e dividir entre si. Para descobrir onde estavam os tesouros escondidos, não pouparam esforços nem escrúpulos – roubo, captura e tortura eram métodos comuns, e inúmeras peças de valor religioso e artístico foram perdidas para sempre nessa busca insaciável por riqueza.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando os objetos de prata começaram a escassear, a lógica foi simples: se não há mais prata pronta para ser levada, vamos atrás das minas. Os espanhóis expandiram a exploração dos locais já utilizados pelos povos indígenas e descobriram novas jazidas, tornando a prata o verdadeiro motor econômico de suas colônias. Os livros de contabilidade da coroa espanhola não deixam dúvidas – a prata tomou conta dos cofres reais. Em 1540, mais de 85% dos metais preciosos enviados à Espanha eram prata, não ouro.</span></p>
<p style="padding-left: 40px;"><b>Quem eram os Conquistadores?</b></p>
<p style="padding-left: 40px;"><span style="font-weight: 400;">Os Conquistadores eram exploradores e soldados espanhóis dos séculos XV e XVI que expandiram o Império Espanhol nas Américas. Movidos por ouro, glória e fé, invadiram, subjugaram e dizimaram civilizações indígenas, como os astecas, incas e maias, utilizando armas superiores, alianças estratégicas e (indiretamente) doenças trazidas da Europa.</span></p>
<p style="padding-left: 40px;"><span style="font-weight: 400;">Figuras como Hernán Cortés, que conquistou o Império Asteca em 1521, e Francisco Pizarro, que derrotou os Incas em 1532, são alguns dos nomes mais conhecidos. Além de conquistar territórios, os espanhóis exploraram intensamente minas de ouro e prata, enviando riquezas para a Espanha e transformando a economia global.</span></p>
<p style="padding-left: 40px;"><span style="font-weight: 400;">A despeito de sua enorme brutalidade, os conquistadores mudaram para sempre a geopolítica do mundo, criando a base para a colonização espanhola na América e influenciando a cultura, língua e religião da região até os dias de hoje.</span></p>
<h2><b>As minas de prata do México</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Na Mesoamérica (América Central), a prata sempre foi valiosa, mas não tanto quanto o ouro, a turquesa e o jade. Os maias, por exemplo, não tinham acesso direto ao metal em suas terras baixas. Mas os espanhóis, ávidos por novos depósitos, tomaram conta das minas de Zacatecas, no México, que já eram exploradas em menor escala pelos zacatecas antes de sua chegada. Em 1547-1548, os espanhóis iniciaram a mineração em larga escala sob a supervisão de Juan de Tolosa, que, não por acaso, tornou-se o homem mais rico da Nova Espanha.</span></p>
<p style="padding-left: 40px;"><b>O que era a Nova Espanha?</b></p>
<p style="padding-left: 40px;"><span style="font-weight: 400;">A Nova Espanha (Vice-reinado da Nova Espanha) foi um gigantesco território colonial do Império Espanhol nas Américas, estabelecido em 1535 e existindo oficialmente até 1821, quando o México conquistou sua independência. Seu centro administrativo ficava na Cidade do México, construída sobre as ruínas da antiga capital asteca, Tenochtitlán. Esse território não se restringia apenas ao que hoje é o México. A Nova Espanha abrangia uma imensa extensão de terras, incluindo América Central (exceto o Panamá), partes do sul dos Estados Unidos (Califórnia, Texas, Arizona, Novo México e Flórida), o Caribe (Cuba, Porto Rico e República Dominicana), Guam, na Micronésia e as Filipinas, na Ásia.</span></p>
<p style="padding-left: 40px;"><span style="font-weight: 400;">A colônia se tornou uma das mais ricas do império espanhol, principalmente devido à exploração da prata, com destaque para as minas de Zacatecas e Guanajuato, além da extração de ouro e outros recursos naturais. A economia girava em torno do sistema de </span><b>encomienda</b><span style="font-weight: 400;">, onde os indígenas eram forçados a trabalhar em troca de suposta proteção e evangelização.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra mina de sucesso foi a de Guanajuato, aberta em 1550, uma verdadeira fonte de riqueza para os espanhóis. Mas extrair prata em larga escala não era tarefa fácil – exigia escavações profundas, drenagem de túneis e uma quantidade imensa de mão de obra. Como observam os historiadores D. A. Brading e H. E. Cross, abrir um poço de mina profundo custava tanto quanto construir uma fábrica ou uma igreja. Mas para os espanhóis, que viam a prata como o alicerce de seu império, valia cada centavo – ou, melhor dizendo, cada onça extraída das entranhas das Américas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A mineração de prata não terminava quando o minério era retirado das entranhas da terra – longe disso. Havia uma segunda etapa igualmente cara e trabalhosa: refinar o metal. Em minas como a de Sombrerete, no México, o processo era monumental. Para triturar o minério, havia nada menos que 84 moinhos de estampagem (arrastres), além de 14 fornos para derreter a prata e separá-la das impurezas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Felizmente para os espanhóis, a tecnologia de extração de prata já havia avançado bastante na Europa, especialmente com os conhecimentos trazidos por mineiros alemães e tratados escritos como o famoso </span><a href="https://dn720601.ca.archive.org/0/items/deremetallica50agri/deremetallica50agri.pdf"><i><span style="font-weight: 400;">De re metallica</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Georgius Agricola, publicado em 1556, que detalhava técnicas metalúrgicas da época.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O método mais comum era a amalgamação com mercúrio, que ajudava a separar a prata do minério, mas ainda assim os resultados eram pouco eficientes se comparados a técnicas posteriores. Em média, a extração rendia 1 a 2 onças de prata para cada 112 libras de minério bruto (28 a 56 gramas por 50 kg). O desperdício era considerável – até 30% da prata permanecia no minério sem ser extraída, tornando a operação uma batalha constante entre técnica e perdas inevitáveis.</span></p>
<figure id="attachment_118" aria-describedby="caption-attachment-118" style="width: 563px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-118 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/ornamentos-orelha-prata-chimu.jpg" alt="Ornamentos de Orelha em Prata, Época Chimú Imperial 1300-1532 d.C. Museu larco em Lima, Perú. Imagem: Fábio dos Reis." width="563" height="300" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/ornamentos-orelha-prata-chimu.jpg 563w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/ornamentos-orelha-prata-chimu-300x160.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 563px) 100vw, 563px" /><figcaption id="caption-attachment-118" class="wp-caption-text">Ornamentos de Orelha em Prata, Época Chimú Imperial 1300-1532 d.C. Museu larco em Lima, Perú. Imagem: Fábio dos Reis.</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas o verdadeiro dono das minas não era o empresário espanhol que empilhava os lingotes reluzentes no depósito. O verdadeiro senhor da prata era a Coroa Espanhola. Depois de extrair, fundir e moldar a prata em barras, o mineiro tinha que separar um quinto do total e entregá-lo ao representante real mais próximo. Cada lingote recebido era carimbado e oficialmente aprovado para ser enviado aos cofres do rei na Espanha.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O mesmo tributo de 20% era cobrado sobre toda a prata extraída na América do Sul – um preço pesado, mas que garantia que as riquezas das colônias seguissem o caminho certo: direto para as arcas da monarquia espanhola.</span></p>
<h2><b>As Minas de Prata da América do Sul</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Para os incas, a prata não era apenas um metal reluzente; era algo divino, literalmente. Acreditava-se que vinha das lágrimas da deusa da lua, Mama Kilya, cuja homenagem em Cusco incluía um magnífico templo coberto por folhas de prata batida. Já o trovão, segundo a mitologia inca, era obra de Illapa, deus das tempestades, que fazia brilhar sua veste prateada sempre que lançava um raio. Essa relação sagrada com a prata era tão profunda que muitas das montanhas exploradas pelos incas eram consideradas </span><i><span style="font-weight: 400;">huacas</span></i><span style="font-weight: 400;"> – locais sagrados – e tinham altares dedicados aos deuses antes de serem transformadas em minas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se existiu uma montanha que redefiniu a economia do mundo, foi Cerro Rico, em Potosí, Bolívia. Descobertas em 1545 por Diego de Huallpa, as minas de Potosí se tornaram a maior fonte de riqueza de todo o império espanhol. No auge, por volta de 1600, havia mais de 600 minas ativas, despejando no mundo nada menos que 9 milhões de pesos de prata por ano – mais do que todas as minas do planeta combinadas. O brasão da cidade não tinha falsa modéstia: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Sou o rico Potosí, tesouro do mundo, rei das montanhas e inveja dos reis</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A mina era tão sinônimo de riqueza que o nome Potosí foi emprestado a outras jazidas do império espanhol, como as de San Luis Potosí, no México (fundadas em 1550). Até hoje, a expressão espanhola “vale um Potosí” é usada para se referir a algo de valor inestimável.</span></p>
<figure id="attachment_119" aria-describedby="caption-attachment-119" style="width: 517px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-119 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/cidade-potosi-bolivia.jpg" alt="Localização da Cidade de Potosí, na atual Bolívia. Imagem: Wikimedia, em Domínio Público." width="517" height="545" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/cidade-potosi-bolivia.jpg 517w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/cidade-potosi-bolivia-285x300.jpg 285w" sizes="auto, (max-width: 517px) 100vw, 517px" /><figcaption id="caption-attachment-119" class="wp-caption-text">Localização da Cidade de Potosí, na atual Bolívia. Imagem: Wikimedia, em Domínio Público.</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Por volta de 1600, a América espanhola produzia dez vezes mais prata do que toda a Europa. A mineração crescia, mas a exploração desenfreada logo cobrou seu preço. À medida que os veios iam se esgotando, a produção das minas antigas caiu para um quarto do que era um século antes. No entanto, no século XVIII, o uso de novas minas, avanços na mecanização e um melhor entendimento dos explosivos permitiram uma retomada na extração do metal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Toda essa prata não veio sem um custo humano terrível. O sistema de </span><i><span style="font-weight: 400;">encomienda</span></i><span style="font-weight: 400;"> permitia que os espanhóis forçassem os indígenas a trabalhar nas minas sob o pretexto de oferecer proteção e educação cristã – uma desculpa conveniente para um regime de trabalho forçado. Como a coroa espanhola ficava com um quinto de todo o metal precioso extraído das colônias, pouco ou nada era feito para aliviar o sofrimento dos trabalhadores. Quando as doenças e as condições de trabalho dizimaram populações inteiras, o sistema foi reformulado: entrou em cena o </span><i><span style="font-weight: 400;">repartimiento</span></i><span style="font-weight: 400;">, conhecido no Peru como </span><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mita"><i><span style="font-weight: 400;">mita</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que mantinha a exploração, mas oferecia um pagamento simbólico. Para suprir a queda no número de trabalhadores indígenas, os espanhóis importaram mais de 100 mil escravizados africanos para o México entre 1521 e 1650, transformando as minas em verdadeiros campos de extermínio.</span></p>
<figure id="attachment_120" aria-describedby="caption-attachment-120" style="width: 555px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-120 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/cerro-rico-del-potosi.jpg" alt="Cerro Rico del Potosí, a primeira imagem de Potosi na Europa. Pedro Cieza de Leão, 1553. Imagem em Domínio Público." width="555" height="417" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/cerro-rico-del-potosi.jpg 555w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/cerro-rico-del-potosi-300x225.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 555px) 100vw, 555px" /><figcaption id="caption-attachment-120" class="wp-caption-text">Cerro Rico del Potosí, a primeira imagem de Potosi na Europa. Pedro Cieza de Leão, 1553. Imagem em Domínio Público.</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A riqueza extraída das minas transformava pequenas vilas em verdadeiras metrópoles coloniais. Potosí, que ficava a mais de 4.000 metros de altitude, abrigava 160 mil habitantes por volta de 1600, tornando-se a cidade de língua espanhola mais populosa das Américas. No entanto, apesar da prosperidade, a cidade também se tornou infame por disputas sangrentas entre colonos espanhóis. Com o tempo, sua localização remota e os perigos da região impediram que Potosí se tornasse um centro político ou comercial de longa duração. Sua prata fluía para os portos em ascensão, como Buenos Aires, cujo próprio nome (Rio de la Plata) ecoa o metal que encheu seus navios. O destino de Potosí foi o de tantas outras cidades mineradoras: crescer enquanto havia prata e definhar quando as minas secaram.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O volume colossal de trabalhadores nas minas de Potosí não apenas encheu os cofres da Espanha de prata, mas também deu origem a indústrias inteiras para sustentar essa engrenagem brutal. A produção de folhas de coca, por exemplo, floresceu – os mineiros mascavam as folhas para suportar as condições infernais dos túneis subterrâneos, onde a escuridão, o ar rarefeito e o risco de desabamento eram constantes. Fazendas cresceram ao redor da cidade para fornecer carne para os operários e mulas para transportar o minério e a prata refinada.</span></p>
<figure id="attachment_121" aria-describedby="caption-attachment-121" style="width: 560px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-121 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/folhas-coca-peru.jpg" alt="Folhas de Coca. Imagem: Fábio dos Reis." width="560" height="439" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/folhas-coca-peru.jpg 560w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/folhas-coca-peru-300x235.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 560px) 100vw, 560px" /><figcaption id="caption-attachment-121" class="wp-caption-text">Folhas de Coca. Imagem: Fábio dos Reis.</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas enquanto Potosí brilhava, o campo sofria. A demanda por trigo e grãos era tão intensa que regiões vizinhas enfrentaram fomes devastadoras, já que boa parte da produção ia para alimentar o frenesi extrativista da mina. E se o trabalho já era uma sentença de morte, a introdução do mercúrio na extração da prata, por volta de 1560, só piorou o quadro. A contaminação e os vapores tóxicos faziam dos túneis verdadeiras câmaras de extermínio silencioso. Não por acaso, as minas eram chamadas de &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">a boca do inferno</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8221; – cuspindo prata para a monarquia, mas engolindo vidas sem piedade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O sistema de mita, que forçava indígenas ao trabalho compulsório nas minas, só foi abolido em 1821 – mas, até lá, já havia deixado um rastro de corpos e uma cidade cuja história está marcada pelo brilho prateado da riqueza e o peso sombrio da exploração.</span></p>
<p style="padding-left: 40px;"><b>O que eram as Minas de Potosí?</b></p>
<p style="padding-left: 40px;"><span style="font-weight: 400;">As Minas de Potosí, localizadas no Cerro Rico, na atual Bolívia, foram a maior fonte de prata do Império Espanhol nos séculos XVI e XVII. Descobertas em 1545 por Diego Gualpa, produziram enormes quantidades do metal, abastecendo a economia europeia e impulsionando o comércio global.</span></p>
<p style="padding-left: 40px;"><span style="font-weight: 400;">A extração dependia do trabalho forçado de indígenas e escravizados africanos, sob condições brutais e desumanas. A prata de Potosí ajudou a financiar guerras e o crescimento da Espanha, mas a exploração exaustiva levou ao declínio da mina no século XVIII. Até hoje, Potosí é um símbolo do impacto brutal da colonização e da corrida por riquezas na América.</span></p>
<h2><b>O caminho da prata:  Europa e Filipinas</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Nem toda a prata extraída das entranhas da América cruzava o Atlântico em direção aos cofres do rei da Espanha. Uma parte considerável ficava por aqui mesmo, circulando pelas cidades coloniais, especialmente nos grandes centros como Cidade do México e Lima. À medida que a população europeia crescia nesses locais, mais prata era necessária para comprar mercadorias importadas e permitir que a elite colonial consolidasse seu status em um ambiente cada vez mais urbano e mercantilizado. Mesmo aqueles que possuíam vastas terras e encomiendas perto das minas preferiam viver nas cidades, fazendo com que o metal precioso fluísse para os bolsos dos comerciantes locais. Ainda assim, o grande objetivo do império espanhol era claro: extrair o máximo de riqueza possível e enviá-la para a metrópole.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para isso, as frotas de tesouro espanholas, carregadas até o limite com prata, cruzavam o oceano em rotas meticulosamente planejadas. Os galeões eram tão conhecidos por transportarem o metal que receberam o apelido de &#8220;frotas de placa&#8221; (</span><i><span style="font-weight: 400;">plate fleets</span></i><span style="font-weight: 400;">), uma corruptela de plata, o termo espanhol para prata. Mas não era só prata que ia nessas viagens – as frotas levavam de esmeraldas a pimenta, um verdadeiro coquetel de riquezas coloniais. Portobelo, no istmo do Panamá, foi um dos primeiros grandes pontos de coleta da prata vinda das minas de Potosí. A jornada do metal começava no Pacífico, com a prata sendo enviada por galeões até o Panamá, depois transportada por mulas através da selva até Portobelo, de onde embarcava rumo à Espanha. A importância desse local era tão grande que o corsário inglês Francis Drake chamava essa região de “a casa do tesouro do mundo”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas nem toda a prata seguia para a Europa. Uma quantidade imensa cruzava o Pacífico, sendo embarcada nos famosos galeões de Manila (1565-1815), que transportavam a prata das colônias espanholas nas Américas para as Filipinas. Lá, o metal era usado para comprar especiarias, seda e porcelana, que depois eram enviadas à Europa. No auge dessa rota, cada galeão de Manila carregava em média 3 milhões de peças de oito por viagem, consolidando a prata americana como a espinha dorsal do comércio global da época.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O impacto desse fluxo de metais preciosos foi avassalador. O excesso de prata e ouro nas economias europeias gerou uma inflação desenfreada, um fenômeno que poucos economistas da época conseguiam entender. Durante o século XVI, os preços de mercadorias comuns aumentaram em 400%, sufocando as exportações espanholas, pois os salários tinham que subir para acompanhar o custo de vida. A monarquia espanhola, em vez de gerir com prudência sua montanha de riqueza, gastava a prata antes mesmo de os navios chegarem, contraindo empréstimos colossais junto a banqueiros europeus.</span></p>
<figure id="attachment_122" aria-describedby="caption-attachment-122" style="width: 597px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-122 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moedas-8-reales-peru.jpg" alt="Moedas de 8 Reales, Fernando VI (1752-1757). Expostas no Museu Numismático de Lima, Perú. Imagem: Fábio dos Reis." width="597" height="210" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moedas-8-reales-peru.jpg 597w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moedas-8-reales-peru-300x106.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 597px) 100vw, 597px" /><figcaption id="caption-attachment-122" class="wp-caption-text">Moedas de 8 Reales, Fernando VI (1752-1757). Expostas no Museu Numismático de Lima, Perú. Imagem: Fábio dos Reis.</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, a chamada segunda onda de prata espanhola, no século XVIII, foi melhor administrada e ajudou a revigorar a economia da Espanha. Como observa o historiador J. H. Parry, essa nova fase de extração e comércio impulsionou não só a economia espanhola, mas também ajudou a financiar o início da Revolução Industrial no norte da Europa e fortaleceu as operações comerciais e militares das Companhias das Índias Orientais, que movimentavam as rotas marítimas globais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas antes que a prata chegasse aos cofres reais, havia muitos perigos pelo caminho. Contrabandistas e funcionários corruptos tentavam desviar lingotes antes que o rei pudesse cobrar seus impostos. Oficiais de minas, responsáveis pelo transporte e pelo embarque em portos como Acapulco, Panamá e Buenos Aires, muitas vezes embolsavam parte da carga. Mas o maior risco vinha do mar. Os galeões espanhóis eram presas valiosas para piratas, corsários e rivais europeus. Em 1579, por exemplo, Francis Drake capturou o galeão Nuestra Señora de la Concepción, que levava 26 toneladas de prata em lingotes. Já em 1628, uma frota holandesa de 31 navios, sob o comando do almirante Piet Pieterszoon Hein, interceptou toda a frota do tesouro da Nova Espanha a caminho de Havana, confiscando 46 toneladas de prata e outras riquezas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E quando os piratas não faziam o serviço, as tempestades assumiam o papel. O caso mais famoso foi o naufrágio do Nuestra Señora de Atocha, que afundou em 1622 nos arredores da Flórida, carregando um tesouro avaliado em 400 milhões de dólares atuais, incluindo 20 toneladas de prata.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de todas essas dificuldades, a prata continuou fluindo da América para a Europa. A fartura de riquezas deu aos espanhóis uma falsa sensação de segurança, levando-os a expandir demais seu império e sustentar exércitos gigantescos em sucessivas guerras. No final do século XVII, o domínio espanhol estava se tornando insustentável. Outras potências europeias – França, Holanda e Inglaterra – reforçaram suas marinhas e começaram a desafiar o monopólio da Espanha, redesenhando o mapa do mundo e criando os alicerces de seus próprios impérios coloniais. No fim das contas, nem mesmo toda a prata de Potosí foi suficiente para sustentar um império que crescia mais rápido do que podia manter.</span></p>
<h2><b>Perguntas e Respostas</b></h2>
<p><b>O que é uma Peça de Oito?</b><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">A Peça de Oito (</span><i><span style="font-weight: 400;">Real de a Ocho</span></i><span style="font-weight: 400;">) era uma moeda de prata espanhola usada globalmente entre os séculos XVI e XIX. Produzida com a prata das Américas, especialmente de Potosí, foi amplamente aceita no comércio internacional e serviu de base para diversas moedas modernas, incluindo o </span><a href="https://diarionumismatico.com.br/quais-sao-os-paises-que-usam-o-dolar-dos-estados-unidos/"><span style="font-weight: 400;">dólar americano</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><b>Por que os espanhóis queriam tanto o ouro e a prata das Américas?</b><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">O ouro e a prata das Américas eram essenciais para financiar o Império Espanhol, sustentar exércitos e pagar dívidas com banqueiros europeus. Além disso, metais preciosos simbolizavam poder e prestígio, e a prata era fundamental no comércio com a Ásia, especialmente na compra de especiarias e de mercadorias chinesas.</span></p>
<p><b>Quem eram os Incas?</b><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Os Incas foram uma poderosa civilização que dominou a região dos Andes entre os séculos XIII e XVI, com um vasto império que ia do Equador ao Chile. Criaram cidades monumentais, como Cusco e Machu Picchu, e desenvolveram um sofisticado sistema de estradas e administração antes de serem conquistados pelos espanhóis em 1533.</span></p>
<p><b>O que havia em Potosí?</b><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Potosí, na atual Bolívia, abrigava as ricas Minas de Prata do Cerro Rico, descobertas em 1545. A cidade tornou-se uma das mais ricas do mundo colonial, com enorme produção de prata que abastecia a Espanha e o comércio global, às custas do trabalho forçado de indígenas e escravos africanos.</span></p>
<p><b>O que era a Mita?</b><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">A Mita era um sistema de trabalho forçado imposto pelos espanhóis nas colônias sul-americanas, baseado em um antigo modelo inca. Indígenas eram obrigados a trabalhar em minas e obras públicas por períodos determinados, mas em condições brutais, que resultaram na morte de milhares deles.</span></p>
<h3><b>Licença e Direitos Autorais</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Traduzido e adaptado de Cartwright, Mark. &#8220;</span><a href="https://www.worldhistory.org/article/2049/the-silver-of-the-conquistadors/"><span style="font-weight: 400;">The Silver of the Conquistadors</span></a><span style="font-weight: 400;">.&#8221; World History Encyclopedia. World History Encyclopedia, 15 Aug 2022. Web. 03 Mar 2025.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">O detentor dos direitos autorais publicou este conteúdo sob a seguinte licença: </span><a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/deed.en"><span style="font-weight: 400;">Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Esta licença permite que outros remixem, ajustem e desenvolvam esse conteúdo de forma não comercial, desde que atribuam crédito ao autor e licenciem suas novas criações sob termos idênticos. Ao republicar na web, um hiperlink para o URL da fonte de conteúdo original deve ser incluído. Observe que o conteúdo vinculado a esta página pode ter termos de licenciamento diferentes.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Quais são os 10 Maiores Produtores de Prata do Mundo?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Jun 2025 12:26:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Metais Preciosos]]></category>
		<category><![CDATA[Prata]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quais são os 10 Maiores Produtores de Prata do Mundo? A prata é um metal precioso conhecido por seu brilho</p>
<p>O post <a href="https://diarionumismatico.com.br/quais-sao-os-10-maiores-produtores-de-prata-do-mundo/">Quais são os 10 Maiores Produtores de Prata do Mundo?</a> apareceu primeiro em <a href="https://diarionumismatico.com.br">Diário Numismático</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h1><b>Quais são os 10 Maiores Produtores de Prata do Mundo?</b></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">A prata é um metal precioso conhecido por seu brilho característico, elevada maleabilidade e por ter a maior condutividade elétrica entre todos os metais. Presente na natureza em estado nativo ou combinada com outros minerais, ela tem enorme aplicação na indústria, na eletrônica, na joalheria, medicina e na cunhagem de moedas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No campo econômico, a prata desempenha um papel relevante tanto como matéria-prima industrial quanto como ativo financeiro, sendo negociada como commodity e considerada uma alternativa de proteção em cenários de instabilidade. Seu valor de mercado é sensível à demanda tecnológica e ao comportamento do mercado global, o que a torna uma peça importante na produção industrial e na economia global.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção mundial de prata em 2023 foi de 25846 t, equivalentes a 831 milhões de </span><a href="https://diarionumismatico.com.br/o-que-e-uma-onca-troy/"><span style="font-weight: 400;">onças troy</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dado interessante é que a produção das minas de prata no mundo já vem diminuindo há quase de anos. Em 2016 a produção atingiu seu pico com 25517 MT de prata produzidas, e vem caindo desde então. Enquanto isso, a demanda superou a oferta por três anos seguidos, e o </span><a href="https://silverinstitute.org/"><span style="font-weight: 400;">Silver Institute</span></a><span style="font-weight: 400;"> projeta outro déficit de mercado para o ano de 2024.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso ocorre principalmente por conta do rápido aumento da demanda industrial, devido especialmente ao crescimento do setor de energia solar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quase 80% da produção de prata mundial é obtida como subproduto da mineração de outros metais, como o cobre e o chumbo, por exemplo.</span></p>
<figure id="attachment_414" aria-describedby="caption-attachment-414" style="width: 535px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-414 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/bullion-silver-maple-leaf.jpg" alt="Moeda de Prata: Silver Maple Leaf (Canadá)" width="535" height="511" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/bullion-silver-maple-leaf.jpg 535w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/bullion-silver-maple-leaf-300x287.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 535px) 100vw, 535px" /><figcaption id="caption-attachment-414" class="wp-caption-text">Moeda de Prata: Silver Maple Leaf (Canadá)</figcaption></figure>
<h2><b>Dados Técnicos da Prata</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A prata é um elemento químico de símbolo Ag, derivado do latim </span><i><span style="font-weight: 400;">argentum</span></i><span style="font-weight: 400;">. Possui número atômico 47 e está localizada no grupo 11 da Tabela Periódica, ao lado do cobre e do ouro, com os quais compartilha propriedades químicas semelhantes.</span></p>
<p><b>Características da prata:</b></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Símbolo químico: Ag</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Número atômico: 47</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Massa atômica: aproximadamente 107,87 u</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Densidade: 10,49 g/cm³ (a 20 °C)</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Ponto de fusão: 961,78 °C</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Ponto de ebulição: 2.162 °C</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Abundância na crosta terrestre: cerca de 0,075 ppm (partes por milhão)</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Condutividade elétrica: 62,1 × 10⁶ S/m (a 20 °C), sendo o maior valor entre todos os metais</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Trata-se de um metal muito empregado em joalheria, instrumentos ópticos, fotografia (embora em menor escala atualmente), fabricação de circuitos eletrônicos, painéis solares, na medicina, fabricação de espelhos, e também na cunhagem de moedas e medalhas entre outras aplicações.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por possuir uma elevada condutividade elétrica e térmica, a prata é um material insubstituível em diversas aplicações industriais e tecnológicas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A seguir temos os dez maiores produtores de prata do mundo, em ordem crescente de produção. Os dados são de 204, referentes ao ano de 2023 (os mais recentes disponíveis quando o artigo foi escrito), e os valores estão expressos em toneladas métricas (t)</span></p>
<h2><b>Maiores produtores de prata do planeta</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Quais são os dez maiores produtores de prata da atualidade? Vejamos:</span></p>
<h3><b>10. Cazaquistão</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma produção de 990 toneladas métricas (t), o Cazaquistão ultrapassou a Argentina como o décimo maior produtor mundial de prata.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A principal empresa produtora de prata no Cazaquistão é a KAZ Minerals.</span></p>
<h3><b>9. Estados Unidos</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Com reservas estimadas em 23.000 t, os Estados Unidos produziram 1020 t, ficando ligeiramente à frente do Cazaquistão neste ano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os principais estados produtores são o Alasca e Nevada, sendo que a companhia Hecla Mining é a maior produtora de prata dos EUA, com operações no Alasca (mina de Greens Creek) e no estado de Idaho (mina Lucky Friday).</span></p>
<h3><b>8. Rússia</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A Rússia teve um pequeno declínio em sua produção anual de prata, com uma diminuição de 80 t em relação ao ano anterior. Assim, sua produção ficou em 1200 MT, colocando-a na oitava posição deste ranking.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A principal empresa produtora de prata na Rússia é a Polymetal International, do Cazaquistão, com minas de prata e de ouro no país. Recentemente sua operação na Rússia foi vendida para a companhia Mangazeya Minig, por conta dos riscos de operação na região &#8211; não podemos nos esquecer que a Rússia ainda está em guerra com a Ucrânia.</span></p>
<h3><b>7. Bolívia</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção boliviana foi de 1200 t, tendo também diminuído um pouco em relação ao ano anterior, com uma baixa de 14 toneladas métricas, colocando-a praticamente empatada com a produção russa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com reservas estimadas em 22.000 t, a Bolívia possui diversas minas de prata, principalmente na </span><a href="https://diarionumismatico.com.br/conquistadores-espanhois-e-a-prata-americana/"><span style="font-weight: 400;">histórica região de Potosí</span></a><span style="font-weight: 400;">, um dos locais mais argentíferos do planeta, explorado há vários séculos.</span></p>
<h3><b>6. Austrália</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Também praticamente empatada com a produção da Rússia e da Bolívia, a Austrália produziu 1200 t de prata em 2023, com um pequeno aumento na produção de 33 t em relação ao ano anterior.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A principal empresa produtora de prata na Austrália é a South32, que explora a mina de Queensland´s Cannington, a mais produtiva no país.</span></p>
<h3><b>5. Polônia</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A Polônia produziu 1300 t no período, possuindo grandes reservas de prata ainda por explorar, da ordem de 63.000 t, o que a coloca como o quinto maior produtor de prata no mundo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A principal produtora polonesa é a companhia KGHM Polska Miedz, que também é uma das maiores produtoras de prata do mundo.</span></p>
<h3><b>4. Chile</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma diminuição de 126 t em relação ao ano anterior, a produção chilena foi de 1400 t, e as reservas de prata do Chile são estimadas em 26.000 t.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A maior parte da produção de prata chilena é obtida como subproduto da produção de outros metais, como o cobre e o ouro. A principal empresa produtora no Chile é a estatal Codelco, que também é uma das maiores produtoras de prata no planeta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outras empresas mineradoras de prata que atuam no Chile incluem a Glencore, Kinross Gold e a BHP.</span></p>
<h3><b>3. Peru</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um pequeno aumento de 21 t em sua produção, o Peru é o terceiro maior produtor de prata do mundo, com uma produção de 3100 t. O país também é lar das maiores reservas de prata do planeta, com estimadas (e impressionantes) 98.000 t de prata para ser explorada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A principal mina do país é a mina de Antamina, que produz a prata como um subproduto da produção de cobre, e é operada por um consórcio de empresas que incluem a Glencore, BHP, Teck Resources e a Mitsubishi.</span></p>
<h3><b>2. China</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma produção de 3400 t, a China é atualmente o segundo maior produtor de prata do mundo, com a maior parte de sua produção sendo subproduto da mineração e outros metais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A maior produtora do país é a companhia Silvercorp Metals, que além de prata também produz chumbo e zinco; diversas outras mineradoras são empresas privadas no país.</span></p>
<h3><b>1. México</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais uma vez, o México foi o maior produtor de prata do mundo, com uma impressionante produção de 6400 t, quase o dobro da produção chinesa no período, e equivalente a cerca de 24% da produção mundial do metal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sua produção inclusive aumentou em relação ao ano anterior, tendo produzido 205 t a mais do que em 2022.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A maior empresa produtora de prata do país é a Fresnillo, que também é a maior produtora de prata do planeta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Duas das maiores minas de prata do mundo estão localizadas no México, mais precisamente no estado de Zacatecas: as minas de Fresnillo´s Zacatecas e Newmont´s Peñasquito, que também é a maior mina a céu aberto do país. O segundo estado que mais produziu foi o estado de Chihuahua.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de ser o maior produtor de prata do mundo, o México é o oitavo maior produtor de ouro do planeta.</span></p>
<h3><b>E o Brasil, produz prata?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O Brasil também produz prata, apesar de em quantidade muito menor do que os países do Top 10 acima citados. Em 2023 foram produzidas 102,64 t de prata no Brasil, equivalentes a cerca de 3,3 milhões de onças troy (oz) do metal precioso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os principais locais onde se encontra prata no Brasil são os estados de minas Gerais, São Paulo e Paraná, geralmente associada a ouro ou chumbo.</span></p>
<h2><b>Referências</b></h2>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">US Geological Survey (USGS): </span><a href="https://www.usgs.gov/centers/national-minerals-information-center/silver-statistics-and-information"><span style="font-weight: 400;">Silver Statistics and Information</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Nasdaq: </span><a href="https://www.nasdaq.com/articles/top-10-silver-producing-countries-updated-2024"><span style="font-weight: 400;">Top 10 Silver-producing Countries (Updated 2024</span></a><span style="font-weight: 400;">)</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Mining.com: </span><a href="https://www.mining.com/which-countries-produce-the-worlds-silver/"><span style="font-weight: 400;">Which countries produce the world’s silver? </span></a></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
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