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	<title>Arquivo de Medalhas - Diário Numismático</title>
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	<description>O seu guia de numismática, história, investimentos e a arte de colecionar</description>
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	<title>Arquivo de Medalhas - Diário Numismático</title>
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		<title>Dicionário de Numismática</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 11:29:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Numismática]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dicionário de Numismática A numismática tem sua própria linguagem, repleta de termos técnicos que ajudam a descrever cada detalhe de</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h1><b>Dicionário de Numismática</b></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">A numismática tem sua própria linguagem, repleta de termos técnicos que ajudam a descrever cada detalhe de uma moeda ou medalha, e que a princípio pode parecer um pouco assustadora, devido à grande quantidade de jargão e palavras especializadas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para facilitar o entendimento dos termos técnicos numismáticos empregados por comerciantes, colecionadores e estudiosos, trago a seguir uma explicação sucinta dos principais vocábulos usados na área, em uma espécie de mini glossário numismático.</span></p>
<h2><b>Pequeno Glossário de Numismática</b></h2>
<h3><strong>AE</strong></h3>
<p>Abreviatura internacional utilizada para designar moedas de bronze (do latim <em>aes</em>).</p>
<h3><b>Aes Grave</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Tipo de moeda de bronze fundido utilizado na Roma Antiga entre os séculos IV e III a.C. Era caracterizado por seu grande peso e espessura, sendo uma das primeiras tentativas dos romanos de padronizar um sistema monetário metálico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferente das moedas cunhadas, o Aes Grave era moldado e possuía figuras simbólicas, como animais e divindades, representando valores fracionários dentro do sistema de troca. A palavra &#8220;aes&#8221; pode ser traduzida como cobre ou bronze, a partir do Latim.</span></p>
<h3><b>Aes Rude</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes da introdução do Aes Grave, os romanos usavam o Aes Rude, que consistia em pedaços irregulares de bronze, sem marcações ou símbolos, usados como forma primitiva de dinheiro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses fragmentos de metal serviam como um meio de troca baseado no peso e foram uma das primeiras tentativas de criar uma economia monetária antes da padronização das moedas.</span></p>
<h3><b>Aes Signatum</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O Aes Signatum foi um estágio intermediário entre o Aes Rude e as moedas propriamente ditas. Tratava-se de barras de bronze retangulares, fundidas com símbolos e imagens para garantir autenticidade e valor fixo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Usado principalmente no centro da Itália entre os séculos V e III a.C., o Aes Signatum foi um precursor das moedas cunhadas e ajudou a consolidar o sistema monetário romano.</span></p>
<figure id="attachment_534" aria-describedby="caption-attachment-534" style="width: 505px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-534 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/aes-signatum-roma.jpg" alt="Aes signatum, República Romana após 450 a.C. Biblioteca do Vaticano, Roma." width="505" height="238" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/aes-signatum-roma.jpg 505w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/aes-signatum-roma-300x141.jpg 300w" sizes="(max-width: 505px) 100vw, 505px" /><figcaption id="caption-attachment-534" class="wp-caption-text">Aes signatum, República Romana após 450 a.C. Biblioteca do Vaticano, Roma.<br />By LmK &#8211; Own work, CC BY 3.0</figcaption></figure>
<h3><b>Alto Relevo</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando os elementos gravados em uma moeda ou medalha são mais salientes do que o normal (mais altos), dizemos que ela possui alto relevo. Esse tipo de cunhagem dá um aspecto tridimensional mais acentuado à peça, tornando os detalhes visuais mais expressivos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, moedas com alto relevo tendem a sofrer mais desgaste com o tempo, pois as áreas elevadas são as primeiras a perder definição com o manuseio frequente.</span></p>
<h3><strong>American Eagle</strong></h3>
<p>Uma das séries de moedas de investimento (bullion) mais conhecidas e negociadas no mercado financeiro global, emitida anualmente pela Casa da Moeda dos Estados Unidos (United States Mint) desde 1986. A coleção conta com emissões oficiais em ouro, prata, platina e paládio.</p>
<p>A versão mais popular da série é a de prata (Silver Eagle), que possui o valor nominal de 1 dólar e contém exatamente 1 onça troy (31,103 gramas) de prata pura com teor de 99,9%. O design de seu anverso recupera a célebre escultura &#8220;Walking Liberty&#8221; (Liberdade Caminhando) criada por Adolph A. Weinman em 1916.</p>
<h3><strong>Antoniniano</strong></h3>
<p>Moeda romana de prata, introduzida no ano de 215, pelo imperador Caracala (Marco Aurélio Antonino &#8211; daí o nome &#8220;antoniniano&#8221;. Apresentando no anverso o busto do imperador com coroa radiada (enquanto o denário trazia um busto com coroa de louros) ou o busto da imperatriz sobre uma lua crescente, essa nova denominação pesava inicialmente 1/64 de libra romana (5,07 g) &#8211;<br />
1,5x o peso do denário -, mas circulava como equivalente a dois denários. Sua emissão cessou após 219, e a cunhagem só foi retomada (com um peso reduzido a 4,60 g) em 238. A partir de então, seu peso e teor de prata diminuíram progressivamente.</p>
<p>Por volta de 270, o antoniniano pesava apenas 2,80 g e continha somente cerca de 2,5% de prata.</p>
<h3><strong>Antoninianus</strong></h3>
<p>Ver Antoniniano</p>
<h3><b>Anverso</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O anverso é o lado principal de uma moeda, geralmente onde se encontra a figura central mais representativa, como o retrato de um governante, o brasão de um país ou um símbolo nacional. Em moedas contemporâneas, é comum que esse lado traga a efígie de uma autoridade, algum design oficial da nação emissora ou ainda imagens que comemoram algum personagem ou acontecimento importante.</span></p>
<figure id="attachment_535" aria-describedby="caption-attachment-535" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-535 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-olimpiara-rio-futebol-anv.jpg" alt="Anverso de uma moeda comemorativa das Olimpíadas do Rio 2016." width="310" height="286" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-olimpiara-rio-futebol-anv.jpg 310w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-olimpiara-rio-futebol-anv-300x277.jpg 300w" sizes="(max-width: 310px) 100vw, 310px" /><figcaption id="caption-attachment-535" class="wp-caption-text">Anverso de uma moeda comemorativa das Olimpíadas do Rio 2016. Imagem: Fábio dos Reis</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Também chamado de &#8220;cara&#8221; da moeda.</span></p>
<h3><strong>AR</strong></h3>
<p>Sigla internacional usada para designar moedas de prata (do latim <em>argentum</em>).</p>
<h3><strong>Aspron trachy</strong></h3>
<p>Moeda bizantina feita de bilhão, às vezes de cobre puro (séculos XI a XIV), de formato côncavo, introduzida sob o imperador Aleixo I Comneno (1081–1118); valia 1/48 do <em>hiperpíron</em> (hipérpiro), ou ainda 100 <em>númias</em>.</p>
<h3><b>Aureus</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O Aureus foi uma moeda de ouro do Império Romano, cunhada pela primeira vez no século I a.C. e utilizada até o século IV d.C., quando foi substituída pelo Solidus.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Era uma moeda de alto valor, inicialmente equivalente a 25 denários de prata, e era frequentemente usada para pagamentos de soldados, transações comerciais importantes e como símbolo de prestígio imperial. Seu peso variava entre 7 e 8 gramas de ouro puro.</span></p>
<h3><strong>Austral</strong></h3>
<p>Unidade monetária da Argentina de 1985 a 1992: 1 austral equivalia a 100 centavos; depois, uma moeda fracionária a partir de 1992: 10.000 austrais equivaliam a 1 peso.</p>
<h3><b>Autenticação</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Processo pelo qual especialistas verificam a legitimidade, composição metálica e estado de conservação de uma moeda, garantindo que não se trata de uma falsificação. Casas de certificação como a </span><a href="https://www.ngccoin.com/"><span style="font-weight: 400;">NGC (Numismatic Guaranty Company)</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a </span><a href="https://www.pcgs.com/"><span style="font-weight: 400;">PCGS (Professional Coin Grading Service)</span></a><span style="font-weight: 400;"> encapsulam moedas em suportes plásticos lacrados e atribuem notas baseadas na Escala Sheldon (1 a 70).</span></p>
<figure id="attachment_536" aria-describedby="caption-attachment-536" style="width: 357px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-536 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-ouro-1000-yuan-china.jpg" alt="Moeda graduada pelo NGC, no valor de 1000 Yuan da China, em ouro." width="357" height="461" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-ouro-1000-yuan-china.jpg 357w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-ouro-1000-yuan-china-232x300.jpg 232w" sizes="(max-width: 357px) 100vw, 357px" /><figcaption id="caption-attachment-536" class="wp-caption-text">Moeda graduada pelo NGC, no valor de 1000 Yuan da China, em ouro. Imagem: Numismatic Guaranty Company</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A autenticação aumenta o valor e a confiança no mercado numismático.</span></p>
<h3><strong>AV</strong></h3>
<p>Abreviatura internacional utilizada para designar moedas de ouro (do latim <em>aurum</em>).</p>
<h3><b>Baixo Relevo</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O baixo relevo é o oposto do alto relevo. Aqui, as gravuras e inscrições da moeda são feitas com um relevo mais sutil, tornando a superfície da moeda mais uniforme e menos propensa ao desgaste. Esse tipo de design é comum em moedas de circulação, pois melhora a durabilidade e facilita a produção em larga escala.</span></p>
<h3><strong>Balboa</strong></h3>
<p>Unidade monetária do Panamá desde a proclamação da independência em 1903, nomeada em homenagem ao conquistador espanhol Vasco Núñez de Balboa, que descobriu o Pacífico em 1518.</p>
<h3><b>BC (Bem Conservada)</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Classificação de moeda bastante circulada, com desgaste acentuado nos relevos, podendo apresentar arranhões e marcas de manuseio intenso. Ainda é possível identificar as principais inscrições e detalhes do design.</span></p>
<h3><b>Billon</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Ou Bilhão, é uma liga metálica composta por prata e cobre, onde a quantidade de prata é reduzida, geralmente ficando abaixo de 50%. Essa mistura foi muito usada ao longo da história para cunhar moedas e medalhas em períodos de escassez de prata e em épocas de desvalorização monetária, permitindo que os governos economizassem metais preciosos sem eliminar totalmente a presença da prata na composição das moedas. Em casos raros, a liga billon pode ser feita com ouro em vez da prata.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse tipo de moeda era comum na Antiguidade, Idade Média e no início da Era Moderna, sendo usadas por impérios como o Romano, Bizantino e os reinos europeus medievais. Devido ao baixo teor de prata, essas moedas tinham um brilho metálico menos intenso e muitas vezes apresentavam rápida oxidação e escurecimento, adquirindo um aspecto desgastado ao longo do tempo.</span></p>
<figure id="attachment_466" aria-describedby="caption-attachment-466" style="width: 352px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-466 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/prata-trachy-billon-bizantino.jpg" alt="Moeda &quot;Trachy&quot; em Billon, Império Bizantino, c. 1208-1222" width="352" height="155" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/prata-trachy-billon-bizantino.jpg 352w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/prata-trachy-billon-bizantino-300x132.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 352px) 100vw, 352px" /><figcaption id="caption-attachment-466" class="wp-caption-text">Moeda &#8220;Trachy&#8221; em Billon, Império Bizantino, c. 1208-1222</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A palavra billon vem do francês, derivado do latim </span><i><span style="font-weight: 400;">bille</span></i><span style="font-weight: 400;">, que significa &#8220;lingote&#8221;.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não confundir com </span><b>Bullion</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h3><strong>Bimetalismo</strong></h3>
<p>Sistema monetário no qual moedas feitas de dois metais diferentes coexistem, idealmente relacionadas por uma proporção fixa. Isso implica que a relação entre os preços de mercado dos dois metais &#8211; ouro e prata &#8211; permaneça constante. Raramente essa condição ideal é atendida.</p>
<p>Não confundir com <a href="https://diarionumismatico.com.br/o-que-e-uma-moeda-bimetalica/">Moeda Bimetálica</a>, que é uma moeda física fabricada com a junção (não liga) de dois metais diferentes.</p>
<h3><b>Blank</b></h3>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Blank</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um disco metálico liso, sem qualquer gravação, que ainda não foi cunhado. Ele será transformado em moeda após passar pelo processo de cunhagem, quando os cunhos pressionam o metal para marcar os desenhos e inscrições da peça.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dependendo do estágio do processo, um blank pode ser chamado também de </span><i><span style="font-weight: 400;">planchet</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h3><strong>Blister</strong></h3>
<p>Tipo de embalagem rígida, durável e transparente, geralmente de plástico especial e selada sobre um cartão decorativo ou suporte cartonado, utilizada para armazenar, proteger e comercializar moedas ou conjuntos numismáticos diretamente de fábrica.</p>
<p>Diferente das cápsulas de acrílico tradicionais que podem ser abertas facilmente, o blister é uma embalagem oficial de lançamento que costuma conter informações históricas sobre a peça, especificações técnicas (peso, diâmetro, liga metálica, tiragem máxima, etc.) e o próprio certificado de autenticidade emitido pela Casa da Moeda.</p>
<p>Manter a moeda lacrada em seu blister original preserva seu estado de conservação original e costuma agregar valor comercial no mercado.</p>
<h3><b>BNC (Brilhante Não Circulado)</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Brilhante não circulado (BNC), d0 inglês &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">Brilliant Uncirculated</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8221; (BU), se refere a uma classificação numismática usada para descrever moedas que nunca entraram em circulação e mantêm seu brilho original de cunhagem, mas sem o refinamento adicional das moedas </span><i><span style="font-weight: 400;">proof</span></i><span style="font-weight: 400;">. Essas moedas são produzidas em grande escala para serem lançadas no mercado, mas com um cuidado especial para evitar desgastes e imperfeições comuns nas moedas que circulam no dia a dia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de serem cunhadas com cunhos novos e apresentarem uma aparência mais nítida e brilhante do que as moedas comuns, as BNC podem conter pequenas marcas de contato, já que normalmente são armazenadas e transportadas sem o mesmo rigor das versões proof.</span></p>
<h3><b>Borda</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A borda é a extremidade da moeda, ou seja, sua parte lateral. Ela pode ser simples (Lisa), arredondada, denteada, com legenda em relevo ou incusa, com padrões, espinha de peixe, serrilha reta ou inclinada, ranhurada, carimbada, decorada com inscrições ou até mesmo com desenhos, entre outras. Algumas moedas utilizam bordas com marcas especiais para dificultar falsificações e evitar o desbaste de metal precioso, uma prática comum nos tempos antigos para adulterar o peso da moeda.</span></p>
<h3><b>Borda Fresada</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A borda de uma moeda com linhas ranhuradas ao redor do perímetro. Também conhecida como Borda </span><i><span style="font-weight: 400;">Reeded</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h3><b>Bronze</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Liga metálica composta principalmente de cobre e estanho, podendo conter pequenas quantidades de outros metais. Desde a Antiguidade, o bronze foi amplamente utilizado na cunhagem de moedas devido à sua durabilidade, resistência à corrosão e facilidade de fundição.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitas moedas de circulação do século XX, como os centavos americanos e algumas emissões brasileiras, usaram ligas de bronze ou bronze-alumínio.</span></p>
<figure id="attachment_537" aria-describedby="caption-attachment-537" style="width: 350px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-537 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-bronze-brasil-40-reis.jpg" alt="Moeda de bronze do Brasil, 40 Réis de 1900, República." width="350" height="170" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-bronze-brasil-40-reis.jpg 350w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-bronze-brasil-40-reis-300x146.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px" /><figcaption id="caption-attachment-537" class="wp-caption-text">Moeda de bronze do Brasil, 40 Réis de 1900, República.</figcaption></figure>
<h3><b>Bullion</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O termo que se refere a moedas, barras ou lingotes de metais preciosos, como ouro, prata e platina, que são produzidos com grau muito alto de pureza e utilizados principalmente como reserva de valor e investimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferente das moedas de circulação comum, as </span><a href="https://diarionumismatico.com.br/o-que-e-bullion-guia-completo-para-investidores-iniciantes/"><span style="font-weight: 400;">moedas bullion</span></a><span style="font-weight: 400;"> são cunhadas para investidores e colecionadores, tendo seu valor baseado no peso do metal precioso, e não no valor nominal impresso na peça. Exemplos famosos incluem as moedas Krugerrand (África do Sul), American Eagle (EUA) e Panda (China).</span></p>
<figure id="attachment_412" aria-describedby="caption-attachment-412" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-412" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/bullion-moedas-ouro-prata-300x151.jpg" alt="Moedas Bullion dos Estados Unidos em Ouro e Prata" width="600" height="303" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/bullion-moedas-ouro-prata-300x151.jpg 300w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/bullion-moedas-ouro-prata-768x387.jpg 768w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/bullion-moedas-ouro-prata.jpg 991w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-412" class="wp-caption-text">Moedas Bullion dos Estados Unidos em Ouro e Prata</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Não confundir com </span><b>Billon</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h3><b>Busto</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Representação da cabeça ou parte superior do tronco de uma figura, geralmente um governante, imperador ou personagem histórico, presente no anverso da moeda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A tradição de usar bustos começou na Antiguidade, especialmente no Império Romano, e continua até hoje em muitas moedas nacionais, como as que apresentam a efígie de monarcas britânicos.</span></p>
<h3><b>Cameo</b></h3>
<p>Termo de origem inglesa que descreve o efeito visual de forte contraste entre os elementos em relevo e o fundo (campo) de uma moeda ou medalha. Nesse acabamento, as partes altas do design, como a efígie, brasões e inscrições, apresentam uma textura fosca, acetinada ou jateada, enquanto o fundo plano é perfeitamente polido, refletindo a luz de forma limpa, como um espelho.</p>
<h3><b>Campo</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O campo de uma moeda é a área lisa ao redor dos elementos gravados, ou seja, a parte do metal que não contém relevos significativos, desenhos ou inscrições. Em moedas bem preservadas, o campo costuma ser brilhante e sem arranhões, sendo um dos pontos de análise na classificação de conservação numismática.</span></p>
<h3><b>Cápsula</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Invólucro de proteção transparente, geralmente feita de acrílico ou policarbonato, utilizada para armazenar e preservar moedas, medalhas e cédulas. Essas cápsulas evitam o contato direto com o ar, poeira, umidade e possíveis riscos causados pelo manuseio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">São bastante usadas por colecionadores para manter o estado de conservação de peças raras e valiosas.</span></p>
<figure id="attachment_538" aria-describedby="caption-attachment-538" style="width: 498px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-538 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moedas-olimpiadas-rio-capsulas.jpg" alt="Coleção de Moedas das Olimpíadas do Rio armazenadas em cápsulas de 27mm." width="498" height="232" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moedas-olimpiadas-rio-capsulas.jpg 498w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moedas-olimpiadas-rio-capsulas-300x140.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 498px) 100vw, 498px" /><figcaption id="caption-attachment-538" class="wp-caption-text">Coleção de Moedas das Olimpíadas do Rio armazenadas em cápsulas de 27mm. Imagem: Fábio dos Reis</figcaption></figure>
<h3><b>Carimbo</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O carimbo em moedas é uma marca adicional aplicada após a cunhagem original, geralmente para indicar revalidação, mudança de valor ou nova autoridade monetária.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitas moedas antigas e coloniais receberam carimbos quando um novo governo assumia o controle ou quando havia necessidade de revalorizar moedas estrangeiras para uso local. Exemplo clássico são os carimbos que eram aplicados sobre moedas de cobre durante o Brasil Colônia.</span></p>
<h3><b>Casa da Moeda</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Instituição responsável pela fabricação de moedas e cédulas de um país, garantindo a produção segura e padronizada do dinheiro em circulação. Além de moedas de uso corrente, muitas Casas da Moeda também produzem moedas comemorativas, medalhas, passaportes e outros documentos de segurança, como selos e certificados oficiais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No Brasil, a </span><a href="https://www.casadamoeda.gov.br/"><span style="font-weight: 400;">Casa da Moeda do Brasil</span></a><span style="font-weight: 400;"> (CMB) foi fundada em 08 de Março de 1694, sendo uma das mais antigas das Américas e responsável pela cunhagem do real até os dias atuais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em alguns países, há múltiplas Casas da Moeda operando simultaneamente, como nos Estados Unidos, que possuem diferentes filiais marcadas por siglas como P (Filadélfia), D (Denver) e S (San Francisco). Essas marcas ajudam a identificar onde determinada moeda foi cunhada, tornando-se um detalhe importante na numismática.</span></p>
<h3><strong>Cédula de Reposição</strong></h3>
<p>Cédulas que são impressas especificamente para substituir notas que apresentaram defeitos de fabricação (erros de impressão, corte ou manchas de tinta) durante o processo de produção na Casa da Moeda, antes de o lote ser enviado ao Banco Central.</p>
<p>Como os maços de dinheiro precisam seguir uma numeração estritamente sequencial por motivos de segurança e controle contábil, as notas defeituosas são destruídas e substituídas por essas cédulas especiais de reposição. Para serem facilmente identificadas pelas autoridades econômicas e pelas máquinas contadoras, elas possuem uma marcação distinta em seu número de série.</p>
<p>No Brasil, dependendo da época da emissão, as cédulas de reposição podiam ser identificadas por um asterisco (*) gravado antes da numeração (muito comum nas décadas de 1970 a 1990) ou pelo uso de séries de letras específicas (como as séries que começam com a letra &#8220;Z&#8221; no padrão moderno do Real).</p>
<p>Como a taxa de erro na impressão moderna é muito baixa, a tiragem das cédulas de reposição é bem reduzida se comparada às séries normais, e assim são peças escassas e valorizadas pelos colecionadores.</p>
<h3><strong>Cerceio</strong></h3>
<p>Prática fraudulenta e ilegal que consistia em raspar, limar ou até mesmo cortar pequenas frações de metal da borda de moedas feitas de ouro ou prata antes de devolvê-las à circulação. Seu objetivo era acumular as limalhas do metal precioso para fundi-las e depois vendê-las, enquanto a moeda danificada continuava sendo gasta no comércio pelo seu valor nominal (de face) total.</p>
<p>Esse foi um dos maiores problemas econômicos enfrentados por reinos e impérios desde a Antiguidade até o início da Era Moderna, pois causava uma desvalorização crônica da massa monetária real do país. Para combater essa prática, os governos começaram a desenvolver tecnologias de fabricação mais complexas, como a inclusão de inscrições e ranhuras nas bordas das moedas (as serrilhas), tornando qualquer tentativa de desgaste imediatamente visível ao público e aos comerciantes.</p>
<h3><b>Circulated (Circulada)</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O termo </span><i><span style="font-weight: 400;">Circulated</span></i><span style="font-weight: 400;"> (Circulada) refere-se a moedas que já foram usadas como meio de pagamento e passaram por circulação no dia a dia. Essas moedas apresentam sinais de desgaste devido ao manuseio, como riscos, perda de brilho, pequenas amassaduras e desgaste nos relevos, dependendo do tempo e da intensidade de uso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quanto mais tempo uma moeda circula, mais evidentes são os efeitos do uso. Por isso, na numismática, moedas circuladas são classificadas em diferentes graus de conservação, desde pouco desgastadas (Very Fine &#8211; VF, Extremely Fine &#8211; EF) até bastante gastas (Good &#8211; G, Fair &#8211; F, Poor &#8211; P).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora moedas circuladas geralmente tenham menor valor numismático do que exemplares Brilhantes Não Circulados (BNC) ou Proof, algumas ainda podem ser muito valiosas, por exemplo se forem raras ou tiverem erros de cunhagem.</span></p>
<h3><b>Clad</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O termo clad refere-se a moedas feitas com um núcleo de metal revestido por camadas externas de outro metal, formando uma estrutura laminada. Esse processo, amplamente adotado no século XX, foi uma alternativa econômica à cunhagem de moedas de metais puros.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um exemplo clássico são as moedas de meio dólar dos EUA pós-1965, que possuem um núcleo de cobre recoberto por uma liga de cobre e níquel (cuproníquel), mantendo a aparência prateada sem o uso de prata maciça.</span></p>
<figure id="attachment_519" aria-describedby="caption-attachment-519" style="width: 432px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-519 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-one-dime-eua-clad.jpg" alt="Moeda de 10 Cents dos EUA (Dime), em cobre revestido de cuproníquel, com o busto do presidente Roosevelt." width="432" height="213" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-one-dime-eua-clad.jpg 432w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-one-dime-eua-clad-300x148.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 432px) 100vw, 432px" /><figcaption id="caption-attachment-519" class="wp-caption-text">Moeda de 10 Cents dos EUA (Dime), em cobre revestido de cuproníquel, com o busto do presidente Roosevelt.</figcaption></figure>
<h3><b>Classificação</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A classificação de moedas é um sistema usado na numismática para determinar o estado de conservação de uma peça, com base no desgaste sofrido ao longo do tempo. Quanto melhor preservada a moeda, maior seu valor para colecionadores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No Brasil, as classificações mais comuns seguem uma escala tradicional que vai do estado mais gasto ao mais preservado, sendo os principais termos BC, MBC, SOB, FDC ou FC e BNC, entre outros (ver os respectivos verbetes).</span></p>
<h3><b>Coin Holder</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Qualquer tipo de suporte ou embalagem projetada para armazenar e proteger moedas. Existem vários tipos de coin holders, incluindo cápsulas de acrílico, flips de plástico, envelopes de papel com visor e páginas para álbuns especializados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses suportes são muito importantes para preservar a integridade das moedas, evitando riscos, oxidação e desgaste devido ao manuseio e interação com gases na atmosfera.</span></p>
<h3><b>Composição</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A composição de uma moeda indica a mistura de metais utilizada em sua fabricação. Dependendo da época e do propósito, as moedas podem ser feitas de metais preciosos, como ouro e prata, ou de ligas metálicas, como cuproníquel (cobre e níquel), bronze-alumínio e aço inoxidável.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A composição afeta o valor, a durabilidade e a aparência da moeda, sendo um fator importante na numismática. Em moedas antigas, a composição também pode indicar períodos de crise econômica, como a redução do teor de prata no denário romano ao longo dos séculos.</span></p>
<figure id="attachment_299" aria-describedby="caption-attachment-299" style="width: 599px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-299" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/austria-25-euros-niobio-2008-300x149.jpg" alt="Moeda de 25 Euros da Áustria, bimetálica composta por prata e nióbio" width="599" height="297" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/austria-25-euros-niobio-2008-300x149.jpg 300w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/austria-25-euros-niobio-2008-768x381.jpg 768w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/austria-25-euros-niobio-2008.jpg 1023w" sizes="auto, (max-width: 599px) 100vw, 599px" /><figcaption id="caption-attachment-299" class="wp-caption-text">Moeda de 25 Euros da Áustria, bimetálica composta por prata e nióbio</figcaption></figure>
<h3><b>Conto de Réis</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O Conto de Réis foi uma unidade monetária utilizada no Brasil até a adoção do Cruzeiro em 1942. Representava um valor de 1.000.000 de réis, ou 1000 &#8220;mil-réis&#8221;, sendo amplamente utilizado em documentos oficiais, contratos e transações de grande porte.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como o réis era uma unidade pequena, valores expressivos, como preços de imóveis e gastos do governo, eram frequentemente mencionados em contos de réis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Até hoje muitas pessoas usam a expressão &#8220;conto&#8221;, no coloquial, para se referirem a valores equivalentes a milhares de reais, como por exemplo &#8220;três contos&#8221; = R$ 3.000,00</span></p>
<h3><b>Contramarca</b></h3>
<p>Marca ou carimbo, produzido com um punção, que apresenta uma letra, nome, inscrição, numeral, símbolo ou efígie — aplicado a uma moeda após esta ter sido cunhada, fundida ou impressa. As contramarcas servem como indicadores políticos (novo soberano, mudança no poder político, etc.) ou dados econômicos (sinal de circulação restrita ou alterada, recirculação de moeda desmonetizada, assimilação de moeda estrangeira ao sistema monetário nacional, marca de verificação de teor e peso ou indicação de alteração de valor).</p>
<h3><strong>Cruzeiro</strong></h3>
<p>Unidade monetária do Brasil de 1942 a 1967; 1 cruzeiro é subdividido em 100 centavos.</p>
<h3><strong>Cruzeiro Novo</strong></h3>
<p>Unidade monetáriado Brasil de 1967 a 1985; 1 cruzeiro novo é subdividido em 100 centavos.</p>
<h3><strong>Cruzeiro Real</strong></h3>
<p>Unidade monetária do Brasil de 1993 a 1994; 1 cruzeiro real é subdividido em 1.000 cruzeiros.</p>
<h3><b>Cunhagem</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Processo de fabricação de uma moeda, no qual um disco de metal (blank ou planchet) é pressionado entre dois cunhos metálicos para receber a imagem do anverso e do reverso. Esse processo pode ser feito manualmente (como nas antigas moedas romanas e gregas) ou por máquinas industriais de alta precisão, como nas casas da moeda modernas.</span></p>
<h3><b>Cunho</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O cunho é a matriz metálica utilizada para pressionar o desenho sobre o disco de metal (flan) e transformar uma peça em moeda. Em um processo de cunhagem, dois cunhos são usados – um para o anverso e outro para o reverso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O estado de desgaste do cunho pode influenciar a nitidez dos detalhes da moeda.</span></p>
<figure id="attachment_539" aria-describedby="caption-attachment-539" style="width: 446px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-539 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/cunhos-moedas-peru.jpg" alt="Cunhos de Moedas Peruanas. Museu Numismático de Lima" width="446" height="352" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/cunhos-moedas-peru.jpg 446w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/cunhos-moedas-peru-300x237.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 446px) 100vw, 446px" /><figcaption id="caption-attachment-539" class="wp-caption-text">Cunhos de Moedas Peruanas. Imagem: Museu Numismático de Lima, do autor.</figcaption></figure>
<h3><b>Cuproníquel</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O cuproníquel é uma liga metálica composta por cobre e níquel, com pequenas variações na proporção de cada elemento dependendo do país e do período de cunhagem, geralmente possuindo até cerca de 30% de níquel.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa liga é muito usada na fabricação de moedas de circulação, pois combina resistência à corrosão, durabilidade e um tom prateado semelhante ao da prata. Além disso, por ser um material mais barato do que os metais preciosos, o cuproníquel substituiu a prata em diversas emissões de moedas modernas.</span></p>
<h3><b>Curso Legal</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma moeda com curso legal é aquela que foi oficialmente emitida por uma autoridade monetária e pode ser usada como meio de pagamento dentro do país emissor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, algumas moedas, como as moedas comemorativas em ouro e prata, embora tenham curso legal, raramente são usadas em transações comerciais, pois seu valor numismático ou metálico supera seu valor nominal.</span></p>
<h3><strong>Decadracma</strong></h3>
<p>Moeda grega de valor equivalente a 10 dracmas, emitida excepcionalmente em Atenas, Agrigento, Siracusa (assinada por gravadores como Kimon e Evainetos), Cartago, Babilônia ou no Egito.</p>
<h3><b>Denário</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O denário foi a principal moeda de prata do Império Romano, introduzida por volta de 211 a.C. e amplamente utilizada até o século III d.C. Inicialmente, era uma moeda de prata quase pura, mas com o tempo sua composição foi sendo degradada devido a crises econômicas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O denário foi a base de muitas moedas posteriores e influenciou o nome de unidades monetárias modernas, como o dinar, e até mesmo a palavra &#8220;dinheiro&#8221;.</span></p>
<figure id="attachment_540" aria-describedby="caption-attachment-540" style="width: 399px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-540 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/denario-prata-trajano-roma.jpg" alt="Denário de Prata do Império Romano, do Imperador Trajano (98-117 d.C.)." width="399" height="189" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/denario-prata-trajano-roma.jpg 399w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/denario-prata-trajano-roma-300x142.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 399px) 100vw, 399px" /><figcaption id="caption-attachment-540" class="wp-caption-text">Denário de Prata do Império Romano, do Imperador Trajano (98-117 d.C.). Imagem: Herakles Numismatics</figcaption></figure>
<h3><b>Denominação</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Denominação de uma moeda é o valor numérico oficial que ela representa dentro do sistema monetário de um país. Por exemplo, no Brasil, temos denominações como 1 centavo, 5 centavos, 1 real, etc.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O valor de uma moeda nem sempre corresponde ao seu valor real no mercado numismático, pois raridade, metal e conservação podem aumentar significativamente seu preço entre colecionadores.</span></p>
<h3><b>Diâmetro</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O diâmetro de uma moeda é a medida de sua largura, geralmente expressa em milímetros. Essa característica é um dos elementos técnicos que definem uma moeda, ajudando a diferenciá-la de outras emissões. O diâmetro pode influenciar a facilidade de manuseio e o design,  sendo que quanto maior o diâmetro mais detalhes podem ser cunhados na superfície da moeda.</span></p>
<h3>Dinar</h3>
<p>Nome derivado do latim denarius, que designava a moeda de ouro padrão do sistema monetário árabe; emitida pela primeira vez no final do século VII, foi modelada com base no solidus bizantino (peso: aproximadamente 4,25 g).</p>
<h3>Dirham</h3>
<p>Nome derivado do grego drachma, que designa a moeda de prata padrão do sistema monetário árabe, emitida pela primeira vez no século X, com peso de aproximadamente 3 g.</p>
<h3><b>Dobrão</b></h3>
<p>Moeda de ouro com peso aproximado de 54 g e valor de 5 moedas, cunhada durante o reinado de D. João V, Rei de Portugal (1706–1750), entre 1724 e 1727 na Casa da Moeda de Minas Gerais, no Brasil.</p>
<h3><b>Dólar</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Unidade monetária oficial de diversos países, sendo o </span><a href="https://diarionumismatico.com.br/quais-sao-os-paises-que-usam-o-dolar-dos-estados-unidos/"><span style="font-weight: 400;">dólar americano</span></a><span style="font-weight: 400;"> (USD) o mais famoso e utilizado globalmente. O termo tem origem na moeda de prata europeia conhecida como </span><b>táler</b><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">thaler</span></i><span style="font-weight: 400;">), que foi amplamente usada no comércio internacional desde o século XVI.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O dólar espanhol, também chamado de peça de oito (</span><i><span style="font-weight: 400;">real de a ocho</span></i><span style="font-weight: 400;">), foi uma das moedas mais importantes do comércio global antes da ascensão do dólar moderno.</span></p>
<figure id="attachment_541" aria-describedby="caption-attachment-541" style="width: 483px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-541 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/dolar-tuvalu-maneki-neko.jpg" alt="Moeda de 1 Dólar de Tuvalu em Prata .9999, comemorativa não-circulante &quot;Maneki Neko&quot;" width="483" height="393" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/dolar-tuvalu-maneki-neko.jpg 483w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/dolar-tuvalu-maneki-neko-300x244.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 483px) 100vw, 483px" /><figcaption id="caption-attachment-541" class="wp-caption-text">Moeda de 1 Dólar de Tuvalu em Prata .9999, comemorativa não-circulante &#8220;Maneki Neko&#8221;</figcaption></figure>
<h3><b>Dracma</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O dracma foi a principal moeda da Grécia Antiga, cunhada em prata, e amplamente utilizada entre os séculos VI a.C. e III d.C.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seu peso e valor variavam conforme a cidade-estado emissora, mas foi uma das moedas mais influentes do mundo antigo, sendo a base para sistemas monetários de várias civilizações, incluindo os persas e os romanos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em sua forma moderna, foi a moeda da Grécia de 1832 até 2002, quando foi definitivamente substituída pelo Euro.</span></p>
<h3><b>Drapeado</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O drapeado é um detalhe artístico encontrado em muitas moedas, especialmente naquelas que retratam figuras humanas, como monarcas, deuses ou personagens históricos. Ele se refere ao efeito das dobras e caimentos das vestimentas esculpidas na moeda, imitando o tecido de mantos, togas ou túnicas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quanto mais detalhado e realista o drapeado, mais refinado é o trabalho do gravador.</span></p>
<h3><b>Ducado</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O ducado foi uma moeda de ouro bastante valorizada, cunhada em Veneza a partir do século XIII e posteriormente adotada por diversos estados europeus. Tornou-se um padrão de comércio devido à sua pureza e confiabilidade, sendo aceito nas transações internacionais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O florim húngaro e o ducado austríaco foram algumas das versões mais conhecidas dessa moeda.</span></p>
<h3><strong>Dupondio (Dupondius)</strong></h3>
<p>Uma moeda romana que valia dois asses. Inicialmente fundida em bronze no século III a.C., essa moeda passou a ser cunhada regularmente em oricalco a partir do governo de Augusto (27 a.C. – 14 d.C.).</p>
<h3><b>Electrum</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Liga natural de ouro e prata, encontrada em jazidas minerais e utilizada desde a Antiguidade. Civilizações como os gregos antigos (na Lídia) cunharam </span><a href="https://diarionumismatico.com.br/o-estater-lidio-a-primeira-moeda-do-mundo/"><span style="font-weight: 400;">moedas de electrum</span></a><span style="font-weight: 400;"> antes mesmo do surgimento da padronização da cunhagem com ouro puro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O tom dourado pálido desse material varia dependendo da proporção de ouro e </span><a href="https://diarionumismatico.com.br/a-prata-na-antiguidade/"><span style="font-weight: 400;">prata na liga</span></a><span style="font-weight: 400;">, tornando-a um material altamente valorizado e histórico na numismática.</span></p>
<figure id="attachment_468" aria-describedby="caption-attachment-468" style="width: 464px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-468 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-lidia-electrum.jpg" alt="Stater Lídio de Electrum. Denominação: 1⁄3 stater, séc. VI a.C" width="464" height="178" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-lidia-electrum.jpg 464w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-lidia-electrum-300x115.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 464px) 100vw, 464px" /><figcaption id="caption-attachment-468" class="wp-caption-text">Stater Lídio de Electrum. Denominação: 1⁄3 stater, séc. VI a.C Classical Numismatic Group, Inc. http://www.cngcoins.com CC BY-SA 3.0</figcaption></figure>
<h3><b>Ensaio</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O termo ensaio se refere a moedas ou medalhas experimentais, produzidas para testar novos designs, materiais ou processos de cunhagem antes da produção em larga escala. Algumas dessas peças nunca entram em circulação e se tornam extremamente raras e valiosas para colecionadores.</span></p>
<p>Também pode se referir ao processo de análise química de uma moeda para verificar se ela atende aos padrões legais de teor de metal precioso.</p>
<h3><b>Erro</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Erros de cunhagem são falhas que ocorrem durante a fabricação de uma moeda, tornando-a única e, em muitos casos, altamente valorizada por colecionadores. Esses erros podem incluir desalinhamento do cunho, falhas de impressão, dupla batida, ausência de detalhes, metais trocados e outros defeitos incomuns.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Normalmente as moedas com erro valem muito mais do que suas versões corretas, pois são raras e cobiçadas dentro do meio numismático.</span></p>
<h3><b>Escala Sheldon</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A Escala Sheldon é um sistema de classificação usado principalmente nos Estados Unidos para avaliar o estado de conservação das moedas. Criada pelo Dr. William Sheldon em 1949, ela vai de 1 a 70, sendo 1 para moedas muito gastas e 70 para moedas em estado perfeito, sem qualquer marca de manuseio (*Mint State &#8211; MS 70*).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse sistema é amplamente utilizado em serviços de certificação numismática.</span></p>
<h3><b>Espécie (Specimen)</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Na numismática, a palavra espécie (</span><i><span style="font-weight: 400;">specimen</span></i><span style="font-weight: 400;">) pode ter diferentes significados. Ele pode se referir a moedas ou cédulas criadas exclusivamente para demonstração, como amostras enviadas a bancos e governos antes da produção em massa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No caso de cédulas, um </span><i><span style="font-weight: 400;">specimen</span></i><span style="font-weight: 400;"> geralmente vem com inscrições ou perfurações indicando que não possui valor de circulação, sendo um item de interesse para colecionadores.</span></p>
<h3><b>Estado Emissor</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O estado emissor de uma moeda refere-se à autoridade governamental ou ao país que a emitiu oficialmente. No Brasil, por exemplo, o Banco Central e a Casa da Moeda do Brasil são os órgãos responsáveis pela emissão de moedas e cédulas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já em países com múltiplas casas da moeda, como os Estados Unidos e a Alemanha, diferentes estados emissores podem ser identificados por marcas de cunhagem específicas.</span></p>
<h3><b>Exergo</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O exergo é a parte inferior de uma moeda ou medalha, geralmente separada por uma linha do restante do design. É nesse espaço que se encontram informações como o ano de emissão, a marca da casa da moeda ou inscrições adicionais que complementam o desenho principal.</span></p>
<h3><b>Falsificação</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A falsificação de moedas e cédulas ocorre quando peças ilegítimas são produzidas para enganar colecionadores ou circular como dinheiro real. No mundo numismático, falsificações podem incluir desde moedas modernas feitas para enganar o comércio, até réplicas de moedas raras, destinadas ao mercado colecionista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Métodos avançados de autenticação, como testes metalúrgicos e certificação em slab, ajudam a evitar e detectar fraudes.</span></p>
<h3>Fanam</h3>
<p>Do sânscrito <em><strong>pana</strong></em>. Refere-se a:</p>
<ol>
<li>Unidade monetária do sul da Índia baseada no peso da semente de manjadi (árvore Adenanthera pavonina) (0,32 a 0,39 g);</li>
<li>Moeda de ouro com esse peso que surgiu no sul da Índia no século X e foi posteriormente utilizada em muitas regiões, como o Reino de Vijayanagara, Ceilão, Mysore, a Costa do Malabar e Travancore. Fanams de prata foram cunhados a partir do século XVI.</li>
</ol>
<h3><b>Fantasia</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma moeda fantasia é uma peça fabricada sem curso legal, muitas vezes criada como item promocional, lembrança ou homenagem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferente das moedas falsas, que tentam imitar peças legítimas, as moedas de fantasia não têm intenção de enganar e geralmente são vendidas para colecionadores como souvenirs.</span></p>
<h3><b>FC (Flor de Cunho)</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Estado máximo de conservação de uma moeda, com qualidade excepcionalmente alta. A moeda nunca circulou e mantém seu brilho original, sem desgastes, amassados ou marcas significativas. Moedas nesse estado são altamente valorizadas por colecionadores.</span></p>
<h3><strong>Fine Silver</strong></h3>
<p>Termo em inglês que se traduz literalmente como &#8220;Prata Fina&#8221; ou &#8220;Prata Pura&#8221;. É a nomenclatura padrão utilizada internacionalmente no comércio de metais preciosos e na numismática para especificar o metal que apresenta um <a href="https://diarionumismatico.com.br/pureza-de-um-metal-precioso/">grau de pureza</a> extremamente alto, normalmente igual ou superior a 99,9% (normalmente gravado nas peças sob a fração decimal de .999).</p>
<p>Diferente da prata utilizada em moedas de circulação histórica ou na joalheria (como a prata de lei ou prata esterlina .925, que leva 7,5% de cobre para ganhar dureza), o metal classificado como <em>fine silver</em> é mole demais para o manuseio diário no comércio. Por essa razão, sua aplicação é restrita a barras e moedas de investimento modernas (<a href="https://diarionumismatico.com.br/o-que-e-bullion-e-como-investir/">bullion</a>), cujo valor financeiro está atrelado diretamente à cotação diária do metal na bolsa.</p>
<h3><strong>Flan</strong></h3>
<p>Termo que designa o disco de metal, de formato mais ou menos regular, destinado a receber a impressão dos cunhos e, assim, tornar-se uma moeda. Deriva do verbo latino <em>flo, flas, flare</em>, que significa &#8220;fundir&#8221;.</p>
<h3><strong>Flor de Estampa</strong></h3>
<p>Grau máximo de conservação atribuído a uma cédula de papel-moeda dentro da escala de classificação na notafilia. Se refere a uma nota perfeita, que nunca entrou em circulação e que não apresenta absolutamente nenhum sinal de manuseio, desgaste ou imperfeição física.</p>
<p>Para ser considerada Flor de Estampa, a cédula deve manter sua rigidez original (o papel deve ser firme e &#8220;crocante&#8221;), os cantos devem estar perfeitamente agudos e retos, e a superfície não pode conter marcas de contagem de dedos, dobras, vincos, manchas, sujeira ou outros defeitos quaisquer. É o equivalente exato ao termo Flor de Cunho usado para as moedas, e ao termo internacional Uncirculated (UNC) ou Crisp Uncirculated (CU).</p>
<h3><b>Follis</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Moeda de bronze introduzida pelo Império Romano no final do século III d.C., durante as reformas monetárias do imperador Diocleciano. Originalmente, tinha um fino revestimento de prata, mas com o tempo sua qualidade se deteriorou, tornando-se uma moeda predominantemente de bronze.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foi bastante usada no Império Bizantino, até ser substituída por outras denominações ao longo da história.</span></p>
<h3>Fourrée</h3>
<p>Refere-se a uma moeda falsa com núcleo de metal comum, geralmente revestida com uma fina camada de metal precioso, como a prata.</p>
<h3><b>Grau de Conservação</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Classificação que avalia o estado físico de uma moeda, considerando fatores como desgaste, brilho original, marcas de manuseio e nitidez dos relevos. Quanto melhor o estado da peça, maior seu valor para colecionadores. No Brasil, as classificações mais comuns são:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">BC (Bem Conservada) – Desgaste significativo.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">MBC (Muito Bem Conservada) – Marcas de uso, mas detalhes ainda visíveis.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">SOB (Soberba) – Pouco desgaste, brilho parcial.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">FDC (Flor de Cunho) – Sem circulação, com brilho original intacto.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos Estados Unidos, a Escala Sheldon (1 a 70) é utilizada para uma avaliação ainda mais precisa.</span></p>
<h3><b>Gravador</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Artista responsável por projetar os desenhos e relevos que aparecem em uma moeda ou medalha. Muitos gravadores famosos, como Benedetto Pistrucci (criador do design de São Jorge e o dragão na moeda britânica) e Augustin Dupré (responsável pelo franco francês do século XVIII), deixaram um grande legado artístico e técnico na numismática.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Gravadores ilustres de moedas brasileiras incluem Christian Lüster, Zeferino Ferrez, Calmon Barreto, Leopoldo Alves de Campos e Arlindo Bastos, entre muitos outros.</span></p>
<h3>Hipérpiro</h3>
<p>Moeda bizantina de ouro côncava (20 1/2 quilates) cunhada entre os séculos XI e XIV; introduzida por Aleixo I Comneno em 1092, era avaliada em 12 <em>miliaresia</em> ou 6.000 <em>númia</em>. Durante os séculos XIV e XV, tornou-se moeda corrente.</p>
<p>Este nome também se aplica ao <em>stavraton</em>, uma pesada moeda de prata (8,50 g) que valia metade do hiperpiro (como moeda corrente). O stavraton circulava juntamente com uma moeda que valia um oitavo de um hiperpiro.</p>
<h3><b>Hoard (Tesouro)</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A palavra </span><i><span style="font-weight: 400;">hoard</span></i><span style="font-weight: 400;"> significa um grande conjunto de moedas armazenado, enterrado ou acumulado ao longo do tempo, geralmente encontrado em escavações arqueológicas ou escondido por razões de segurança em períodos de guerra e crise.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns dos mais famosos hoards da história incluem tesouros romanos enterrados antes de invasões e grandes depósitos de moedas de prata e ouro preservados em navios naufragados.</span></p>
<figure id="attachment_542" aria-describedby="caption-attachment-542" style="width: 554px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-542 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moedas-romanas-hoard-oxford.jpg" alt="Tesouro (hoard) de 4957 moedas romanas encontrado em Chalgrove, Oxford (Inglaterra)" width="554" height="396" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moedas-romanas-hoard-oxford.jpg 554w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moedas-romanas-hoard-oxford-300x214.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 554px) 100vw, 554px" /><figcaption id="caption-attachment-542" class="wp-caption-text">Tesouro (hoard) de 4957 moedas romanas encontrado em Chalgrove, Oxford (Inglaterra)</figcaption></figure>
<h3>Hryvnia</h3>
<p>Unidade monetária da Ucrânia desde 1996. Forma ucraniana da palavra russa <em>grivna</em>.</p>
<p>1 hryvnia = 100 kopiyok (sing. kopiyka, forma ucraniana de <em>kopeck</em>).</p>
<h3>Hyperpyron</h3>
<p>Ver Hipérpiro</p>
<h3><b>Incuso</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma moeda ou medalha é dita incusa quando apresenta um detalhe gravado em baixo relevo ou quando a impressão de um lado fica levemente marcada no outro devido a falhas na cunhagem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Às vezes as moedas incusas são resultado de erros de fabricação, enquanto outras são intencionais, como algumas raras moedas com letras incusas nas bordas.</span></p>
<h3>Inti</h3>
<p>Unidade monetária do Peru de 1986 a 1990: 1 inti = 1.000 soles de ouro; com a reforma de 1991, o inti foi substituído pelo <strong>nuevo sol</strong> (avaliado em 1.000.000 intis), que é dividido em 100 &#8220;novos&#8221; centimos.</p>
<h3><b>ISO 4217</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Norma internacional que define códigos de três letras para moedas e divisas utilizadas globalmente. Foi criada pela Organização Internacional para Padronização (ISO) para padronizar a identificação de moedas em transações financeiras internacionais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por exemplo, o real brasileiro é identificado pelo código BRL, o dólar americano como USD, o euro como EUR e a prata (commodity) como XAG. Esse sistema evita confusões entre </span><a href="https://diarionumismatico.com.br/moedas-dos-paises-do-mundo-na-atualidade/"><span style="font-weight: 400;">moedas de países diferentes</span></a><span style="font-weight: 400;"> que possam ter nomes semelhantes. Criptomoedas não possuem código ISO 4217.</span></p>
<h3><strong>Jeton</strong></h3>
<p>Peça metálica semelhante a uma moeda ou medalha, mas sem valor de face, que foi bastante usada na Europa Central (principalmente França e Alemanha) entre os séculos XIII e XVIII como uma ficha de cálculo em mesas de contabilidade e ábacos.</p>
<p>Antes da adoção geral dos algarismos arábicos e do cálculo escrito em papel, os comerciantes, banqueiros e funcionários do governo utilizavam os jetons sobre tabuleiros quadriculados (as &#8220;mesas de contar&#8221;) para realizar operações aritméticas básicas de forma visual e rápida. Com o avanço dos métodos modernos de matemática escrita, os jetons perderam sua função utilitária original e passaram a ser fabricados como peças comemorativas, fichas de jogos de azar (similar às fichas de poker) ou moedas de troca restrita dentro de corporações de ofício.</p>
<p>A palavra vem do francês <em>jeter</em>, que significa &#8220;lançar&#8221; ou &#8220;atirar&#8221;, referência ao ato de mover ou lançar as fichas sobre a mesa de contagem. São objeto de estudo da <a href="https://diarionumismatico.com.br/o-que-e-exonumia-uma-breve-introducao/">Exonumia</a> em numismática.</p>
<h3>Jiao</h3>
<p>Uma unidade monetária fracionária da República Popular da China (desde 1949), equivalente a um décimo de um yuan.</p>
<h3><b>Joachimstal</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O nome Joachimstal tem grande importância na história da numismática, pois é um local da atual República Tcheca onde, no século XVI, foram cunhadas as famosas moedas de prata chamadas </span><i><span style="font-weight: 400;">Joachimsthaler</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas moedas foram precursoras do termo &#8220;dólar&#8221;, pois o nome (abreviado) thaler foi posteriormente adotado para diversas moedas europeias e inspirou a denominação do dólar moderno.</span></p>
<h3>Joachimsthaler</h3>
<p>Termo alemão que significa &#8220;<em><strong>taler de Joachim</strong></em>&#8220;. Nome dado aos taleres cunhados com prata extraída das minas de Joachimsthal, na Boêmia. A primeira moeda com esse nome, pesando 27,20 g, foi cunhada em 1518 pelo Conde Stephen von Schlick, proprietário da mina; ela apresenta o leão da Boêmia de cauda dupla no anverso e uma figura de corpo inteiro de São Joaquim e o brasão da família Schlick no reverso.</p>
<p>Esse taler, também conhecido como &#8220;<em><strong>Schlickthaler</strong></em>&#8220;, foi a primeira emissão de um tipo que alcançaria enorme sucesso ao longo dos três séculos seguintes. A moeda passou a ser conhecida como &#8220;jocondale&#8221; em francês, &#8220;iefimok&#8221; em russo e &#8220;joachimik&#8221; em polonês, e acabaria dando origem, séculos mais tarde, ao nome &#8220;dólar&#8221; .</p>
<h3><strong>Kina</strong></h3>
<p>Unidade monetária da Papua-Nova Guiné desde 1975; 1 kina equivale a 100 toeas.</p>
<h3><strong>Kip</strong></h3>
<p>Unidade monetária do Laos desde 1955; 1 kip divide-se em 100 att.</p>
<h3><strong>Klippe</strong></h3>
<p>Termo alemão que designa qualquer moeda cunhada seja com um cunho redondo sobre um disco (ou lâmina) quadrado ou em forma de losango, seja diretamente com um cunho quadrado ou em forma de losango.</p>
<h3><b>KM#</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Ver </span><a href="https://docs.google.com/document/d/1Ijagc5TL6w17oco_MMD3XCd7Soh6iYOylKwjmd65e14/edit#bookmark=id.sq37hok47dgp"><i><span style="font-weight: 400;">Referência KM#</span></i></a></p>
<h3><strong>Korona</strong></h3>
<p>Unidade monetária da Hungria, dividida em 100 fillér, de 1892 a 1926.</p>
<h3><b>Krause</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O termo Krause geralmente faz referência a Chester Krause, numismata e fundador da Krause Publications, responsável pela publicação de catálogos numismáticos bastante utilizados, como o Standard Catalog of World Coins e o Standard Catalog of World Paper Money.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses livros são considerados a principal referência mundial para a identificação, precificação e estudo de moedas e cédulas.</span></p>
<h3><strong>Krona</strong></h3>
<p>1. Unidade monetária da Islândia (subdividida em 100 eyrir) criada em 1º de dezembro de 1918. 2. Unidade monetária da Suécia (subdividida em 100 öre) desde 1878.</p>
<h3><strong>Krugerrand</strong></h3>
<p>Nome dado às moedas de ouro cunhadas na África do Sul desde 1967, que apresentam o busto de Paul Kruger — primeiro presidente da República do Transvaal em 1883 — no anverso e um springbok no reverso. Também são cunhadas versões de 1/10, 1/4 e 1/2 onça.</p>
<h3><strong>Kwacha</strong></h3>
<p>Unidade monetária do Malawi desde 1971 (1 kwacha equivale a 100 tambala) e da Zâmbia desde 1968 (1 kwacha equivale a 100 ngwee).</p>
<h3><strong>Kwanza</strong></h3>
<p>Unidade monetária de Angola desde 1975; 1 kwanza vale 100 lwei.</p>
<h3><strong>Kyat</strong></h3>
<p>Unidade monetária de Mianmar desde 1952; 1 kyat equivale a 100 pyas.</p>
<h3><strong>Lari</strong></h3>
<p>Moeda da Geórgia desde 1993; 1 lari equivale a 100 tetri.</p>
<h3><b>Latão</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O latão é uma liga metálica composta principalmente de cobre e zinco, com coloração amarelada semelhante ao ouro. Essa liga é bastante utilizada na cunhagem de moedas, especialmente para substituir metais preciosos em moedas de circulação.</span></p>
<h3><strong>Lats</strong></h3>
<p>Unidade monetária da Letônia de 1923 a 1940 e desde a restauração da independência em 1991; 1 lats equivale a 100 santims. Suas formas de plural são lati ou latu.</p>
<h3><b>Laureado</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma moeda laureada é aquela que apresenta a figura de uma pessoa (geralmente um monarca ou governante) com uma coroa de louros na cabeça. Esse estilo tem origem na Roma Antiga e foi usado ao longo da história como símbolo de glória e vitória.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um exemplo moderno é o primeiro retrato da Rainha da Inglaterra, Elizabeth II, que foi usado em moedas do Reino Unido de 1953 a 1967.</span></p>
<h3><b>Legenda</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A legenda é o conjunto de inscrições que aparecem em uma moeda, podendo estar no anverso, no reverso ou ao longo da borda. As legendas normalmente contém o nome do país, o lema nacional, a denominação ou homenagens a figuras históricas, locais importantes, fauna e flora do lugar, entre outras.</span></p>
<h3><b>Leilão</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O leilão numismático é um dos principais meios de comercialização de moedas raras e cédulas valiosas. Os leilões podem ocorrer presencialmente ou online, organizados por casas especializadas ou vendedores independentes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os lances podem ser feitos em tempo real ou serem previamente cadastrados (&#8220;lance externo&#8221;), e o valor final pode variar dependendo do interesse dos colecionadores e investidores.</span></p>
<h3>Lek</h3>
<p>Unidade monetária da Albânia; 1 lek equivale a 100 kindarqa.</p>
<h3><strong>Lempira</strong></h3>
<p>Unidade monetária de Honduras desde 1926; 1 lempira equivale a 100 centavos.</p>
<h3><strong>Lev</strong></h3>
<p>Unidade monetária da Bulgária desde 1880; 1 lev subdivide-se em 100 stotinki.</p>
<h3><strong>Leu</strong></h3>
<p>(pl.: lei) Unidade monetária da Moldávia desde 1993 (1 leu equivale a 100 cupon) e da Romênia desde 1867 (1 leu equivale a 100 bani).</p>
<h3><strong>Libra</strong></h3>
<p>1. Palavra espanhola para &#8220;libra&#8221; (unidade de peso ou moeda).<br />
2. Moeda de ouro peruana no valor de 10 soles, cunhada de 1898 a 1969; também foram cunhadas as denominações de 1/5 e 1/2.</p>
<h3><strong>Libra esterlina</strong></h3>
<p>Unidade monetária da Inglaterra, da Escócia a partir de 1707 e da Irlanda de 1804 a 1921.</p>
<h3><b>Liga</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Combinação de dois ou mais metais, geralmente para criar um material mais forte e resistente à corrosão ou com características de cor e brilho desejados. Exemplos de ligas utilizadas na fabricação de moedas incluem o bronze, cupro-níquel, aço inoxidável, <a href="https://diarionumismatico.com.br/o-que-e-ouro-nordico/">ouro nórdico</a>, bronze de alumínio e </span><a href="https://diarionumismatico.com.br/o-que-e-prata-sterling-prata-esterlina/"><span style="font-weight: 400;">prata esterlina</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h3><strong>Likuta</strong></h3>
<p>(pl.: makuta). Moeda fracionária do Zaire de 1967 a 1997 e, posteriormente, da República Democrática do Congo.</p>
<h3><b>Lingote</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Barra de metal precioso, como ouro, prata ou platina, fundida para armazenamento e investimento. Diferente das moedas, os lingotes não possuem valor nominal e seu preço é determinado pelo peso e pela cotação do metal no mercado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitos investidores preferem lingotes a moedas bullion devido à menor taxa de fabricação.</span></p>
<figure id="attachment_543" aria-describedby="caption-attachment-543" style="width: 697px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-543 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/barra-ouro-brasil.jpg" alt="Barra de Ouro numerada produzida em Casas de Fundição no Brasil, datada de 1811." width="697" height="137" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/barra-ouro-brasil.jpg 697w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/barra-ouro-brasil-300x59.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 697px) 100vw, 697px" /><figcaption id="caption-attachment-543" class="wp-caption-text">Barra de Ouro numerada produzida em Casas de Fundição no Brasil, datada de 1811.<br />Imagem: Museu Numismático Herculano Pires, no Itaú Cultural</figcaption></figure>
<h3><strong>Lipa</strong></h3>
<p>Moeda fracionária da Croácia desde 1994; 100 lipa equivalem a 1 kuna.</p>
<h3><strong>Lira</strong></h3>
<p>1. Moeda utilizada em vários estados italianos antes da unificação e moeda do Reino da Itália sob ocupação francesa (1800–1814). Adotada oficialmente como moeda nacional em 24 de agosto de 1862. 2. Moeda oficial da Cidade do Vaticano desde 1866, por decisão do Papa Pio IX (1846–1878). 3. Unidade monetária em Malta (desde 1971) e na Turquia (desde 1930).</p>
<h3><strong>Loti</strong></h3>
<p>(pl. maloti). Unidade monetária do Lesoto desde 1979; 1 loti equivale a 100 lisente (sing. sente).</p>
<h3><strong>Luhlanga</strong></h3>
<p>Moeda fracionária da Suazilândia desde 1974; 25 luhlanga equivalem a 1 lilangeni; 1 luhlanga equivale a 100 centavos.</p>
<h3><strong>Macuquina</strong></h3>
<p>Moedas de prata e ouro de formato irregular, cunhadas à martelo pela Espanha em suas casas da moeda nas Américas para uso local. A origem da palavra é incerta; alguns sugerem que deriva do quéchua ou de outra língua indígena, enquanto outros acreditam tratar-se de uma corruptela latino-americana de um termo de gíria profissional. O que sabemos é que o termo surgiu no início do século XVIII.</p>
<h3><strong>Macuta</strong></h3>
<p>Moeda fracionária angolana, utilizada de 1910 a 1975, com valor de 5 centavos.</p>
<h3><b>Marca da Casa da Moeda</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A marca da Casa da Moeda (</span><i><span style="font-weight: 400;">Mint Mark</span></i><span style="font-weight: 400;">) é um pequeno símbolo ou sigla que identifica o local onde a moeda foi fabricada. Cada país pode ter múltiplas casas da moeda, e essas marcas ajudam colecionadores a identificar a origem da peça.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por exemplo, moedas dos Estados Unidos do tipo Morgan Silver Dollar podem ter marcas de casas da moeda como &#8220;CC&#8221; para casa da moeda de Carson City, &#8220;S&#8221; para São Francisco, &#8220;O&#8221; para New Orleans e &#8220;D&#8221; para Denver. Para estas mesmas moedas, a ausência da marca monetária indica cunhagem na Filadélfia.</span></p>
<figure id="attachment_544" aria-describedby="caption-attachment-544" style="width: 324px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-544 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/morgan-dollar-new-orleans.jpg" alt="Reverso de um Morgan Silver Dollar cunhado em New Orleans (seta indica a marca monetária 'O')" width="324" height="298" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/morgan-dollar-new-orleans.jpg 324w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/morgan-dollar-new-orleans-300x276.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 324px) 100vw, 324px" /><figcaption id="caption-attachment-544" class="wp-caption-text">Reverso de um Morgan Silver Dollar cunhado em New Orleans (seta indica a marca monetária &#8216;O&#8217;)</figcaption></figure>
<h3><b>Matriz</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A matriz, também chamada de die em inglês, é o molde metálico utilizado para gravar os desenhos e inscrições nas moedas. Durante a cunhagem, a matriz pressiona o planchet com enorme força, transferindo os detalhes para o metal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando uma matriz apresenta falhas ou desgastes, pode resultar em variações e erros de cunhagem, que muitas vezes se tornam objetos de estudo e interesse numismático.</span></p>
<h3><strong>MBC (Muito Bem Conservada)</strong></h3>
<p>Sigla nacional usada para classificar um dos estados de conservação mais comuns no mercado numismático e notafílico. Uma peça classificada como MBC já circulou no dia a dia do comércio, mas apresenta um nível de desgaste moderado e perfeitamente aceitável.</p>
<p>No caso das moedas, um exemplar MBC deve apresentar ao menos 70% dos detalhes do seu design original intactos. Todos os elementos principais — como a efígie, o brasão, as letras das legendas e os algarismos da data — devem estar perfeitamente visíveis e legíveis a olho nu, sem a necessidade de lentes de aumento. O desgaste é perceptível apenas nos pontos mais altos do relevo e o brilho original de cunhagem costuma estar ausente.</p>
<p>Na escala internacional (Escala Sheldon), a MBC equivale aproximadamente ao grau Very Fine (VF).</p>
<h3><strong>Medalha</strong></h3>
<p>Peça metálica, geralmente circular, mas que também pode assumir formatos ovais, poligonais ou irregulares, fundida ou cunhada com o objetivo de comemorar um acontecimento histórico, homenagear uma personalidade, premiar um mérito (esportivo, militar ou acadêmico) ou servir como suporte para uma expressão artística e religiosa.</p>
<p>Apesar de compartilhar os mesmos métodos de fabricação, maquinários, artistas gravadores e ligas metálicas (como ouro, prata, bronze e cuproníquel) das moedas, a medalha se distingue destas por um fator fundamental: a medalha não possui valor de face (nominal) e não emana de uma autoridade monetária com a função de circular na economia como meio de pagamento.</p>
<p>Além disso, enquanto a emissão de moedas de circulação é uma prerrogativa exclusiva e centralizada dos governos soberanos por meio de seus Bancos Centrais, as medalhas possuem uma natureza muito mais flexível, podendo ser encomendadas e distribuídas tanto por instituições oficiais e militares quanto por entidades privadas, empresas, associações culturais, clubes ou ordens religiosas (até mesmo eu ou você).</p>
<figure id="attachment_146" aria-describedby="caption-attachment-146" style="width: 588px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-146 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/medalhas-jogos-olimpicos-rio.jpg" alt="Medalhas dos Jogos Olímpicos do Rio 2016" width="588" height="272" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/medalhas-jogos-olimpicos-rio.jpg 588w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/medalhas-jogos-olimpicos-rio-300x139.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 588px) 100vw, 588px" /><figcaption id="caption-attachment-146" class="wp-caption-text">Medalhas dos Jogos Olímpicos do Rio 2016</figcaption></figure>
<p>Exemplos clássicos incluem as medalhas de premiação dos Jogos Olímpicos, condecorações de bravura militar e medalhas comemorativas emitidas por Casas da Moeda para celebrar efemérides institucionais.</p>
<p>A área da numismática que se dedica especificamente ao estudo, catalogação e preservação dessas peças é a Medalhística.</p>
<h3><b>Metal Base</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Metais comuns usados na cunhagem de moedas, em contraste com metais preciosos como ouro e prata. Entre os metais base mais utilizados estão cobre, níquel, alumínio, ferro e zinco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o passar do tempo, moedas feitas de ouro e prata foram sendo substituídas por metais base, tornando a produção mais barata e acessível.</span></p>
<h3><b>Moeda</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Objeto metálico cunhado ou moldado que representa um valor monetário e serve como meio de troca em um sistema econômico. As primeiras moedas ocidentais surgiram por volta de 600 a.C. na Lídia (atual Turquia) e rapidamente se espalharam pelo mundo antigo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferente do escambo, as moedas facilitam as transações comerciais, pois padronizam valores e permitem a acumulação de riqueza. Além de sua função econômica, as moedas também carregam símbolos culturais, políticos e históricos, sendo um dos principais objetos de estudo da numismática.</span></p>
<h3><b>Moeda bimetálica</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Moedas bimetálicas são aquelas que combinam dois metais diferentes, geralmente um núcleo central e um anel externo, fundidos ou prensados juntos durante a cunhagem. Esse tipo de moeda se tornou comum em diversas nações, pois além do visual diferenciado, oferece maior segurança contra falsificações.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um exemplo clássico é a moeda de 1 real do Brasil, com um núcleo de aço inoxidável e um anel de aço revestido de bronze.</span></p>
<figure id="attachment_431" aria-describedby="caption-attachment-431" style="width: 307px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-431 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-1-real-bandeira-olimpica.jpg" alt="Moeda Bimetálica Brasileira: 1 Real, entrega da Bandeira Olímpica (2012)" width="307" height="296" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-1-real-bandeira-olimpica.jpg 307w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-1-real-bandeira-olimpica-300x289.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 307px) 100vw, 307px" /><figcaption id="caption-attachment-431" class="wp-caption-text">Moeda Bimetálica Brasileira: 1 Real, entrega da Bandeira Olímpica (2012)</figcaption></figure>
<h3><b>Moeda colorizada</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Peça que recebeu aplicação de tinta especial ou verniz colorido sobre seu design original, geralmente em edições comemorativas. Embora algumas moedas sejam oficialmente emitidas já com cores, muitas vezes esse processo é feito por empresas privadas ou colecionadores, alterando a estética da peça sem modificar sua cunhagem.</span></p>
<h3><b>Moeda Comemorativa</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Moeda especial cunhada para marcar um evento, figura histórica ou ocasião importante. Essas moedas podem ser feitas tanto para circulação comum quanto para colecionadores, geralmente apresentando designs exclusivos e edições limitadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um exemplo são as </span><a href="https://diarionumismatico.com.br/guia-moedas-1-real-olimpiadas-rio/"><span style="font-weight: 400;">moedas de 1 real dos Jogos Olímpicos Rio 2016</span></a><span style="font-weight: 400;">, que homenagearam diversas modalidades esportivas e símbolos nacionais.</span></p>
<figure id="attachment_545" aria-describedby="caption-attachment-545" style="width: 321px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-545 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-plano-real-beija-flor.jpg" alt="Moeda Comemorativa dos 25 Anos do Plano Real (Beija-Flor)" width="321" height="287" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-plano-real-beija-flor.jpg 321w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-plano-real-beija-flor-300x268.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 321px) 100vw, 321px" /><figcaption id="caption-attachment-545" class="wp-caption-text">Moeda Comemorativa dos 25 Anos do Plano Real (Beija-Flor)</figcaption></figure>
<h3><b>Moeda de cerco (ou de sítio)</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Tipo especial de moeda cunhada e utilizada em situações de guerra ou cercos militares, quando uma cidade ou fortaleza ficava isolada e sem acesso ao sistema monetário regular. Nessas circunstâncias, os governantes ou líderes locais precisavam criar uma solução temporária para manter a economia funcionando dentro da área sitiada, resultando na emissão de moedas improvisadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também conhecidas como </span><a href="https://docs.google.com/document/d/1Ijagc5TL6w17oco_MMD3XCd7Soh6iYOylKwjmd65e14/edit#bookmark=id.74kncaojkss1"><i><span style="font-weight: 400;">moedas obsidionais</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, essas moedas eram frequentemente produzidas com materiais alternativos, como prata, cobre, estanho, chumbo e até papel ou couro, dependendo dos recursos disponíveis. Muitas vezes, objetos de valor, como talheres e joias, eram derretidos para a fabricação dessas moedas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Exemplos históricos incluem as moedas de cerco de Pernambuco, que foram emitidas entre 1645 e 1646, durante a Insurreição Pernambucana, quando os portugueses cercaram os holandeses no Recife, durante a luta para expulsá-los do Brasil. Com a escassez de moedas circulantes dentro do território controlado pelos holandeses, o governo da Companhia das Índias Ocidentais (WIC) ordenou a cunhagem de moedas improvisadas em prata e ouro, utilizando materiais disponíveis, como talheres e objetos derretidos.</span></p>
<figure id="attachment_803" aria-describedby="caption-attachment-803" style="width: 744px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-803 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moedas-brasil-holandes-itau-cultural.jpg" alt="Moedas de Cerco: Florins do Brasil Holandês. Imagem: Museu Numismático do Itaú Cultural" width="744" height="627" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moedas-brasil-holandes-itau-cultural.jpg 744w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moedas-brasil-holandes-itau-cultural-300x253.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 744px) 100vw, 744px" /><figcaption id="caption-attachment-803" class="wp-caption-text">Moedas de Cerco: Florins do Brasil Holandês. Imagem: Museu Numismático do Itaú Cultural</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">São peças altamente valorizadas na numismática, tanto por sua raridade quanto pelo contexto dramático em que foram criadas.</span></p>
<h3>Moeda Fiduciária</h3>
<p>Moeda corrente cujo valor se baseia na confiança, sendo estabelecido por um acordo implícito ou explícito por um governo ou organização.</p>
<h3><b>Moeda Cash</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As moedas cash foram moedas tradicionais da China, utilizadas por mais de dois mil anos, desde a dinastia Qin (221 a.C.) até o início do século XX. Elas eram geralmente circulares com um furo quadrado no centro, permitindo que fossem amarradas em feixes para facilitar o transporte.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Feitas de bronze, latão ou ferro, essas moedas foram um dos sistemas monetários mais duradouros da história e influenciaram moedas de outros países asiáticos, como Japão, Coreia e Vietnã.</span></p>
<h3><b>Moeda Espada</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As moedas espada eram um tipo de dinheiro metálico usado na China Antiga, especialmente durante o Período dos Estados Combatentes (475–221 a.C.). Elas tinham o formato de pequenas espadas ou punhais, refletindo o simbolismo militar da época.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como as moedas faca, eram usadas antes da padronização das moedas cash e representam um dos formatos mais curiosos da história monetária chinesa.</span></p>
<figure id="attachment_547" aria-describedby="caption-attachment-547" style="width: 385px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-547 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-espada-chinesa.jpg" alt="Moeda Espada Chinesa, c. 350-250 a.C." width="385" height="289" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-espada-chinesa.jpg 385w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-espada-chinesa-300x225.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 385px) 100vw, 385px" /><figcaption id="caption-attachment-547" class="wp-caption-text">Moeda Espada Chinesa, c. 350-250 a.C. Imagem: Civitas Galleries</figcaption></figure>
<h3><b>Moeda Faca</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As moedas faca foram uma forma de dinheiro metálico usada na China Antiga, com um formato alongado que lembrava uma lâmina ou adaga. Foram bastante empregadas entre os séculos VII e III a.C., antes da unificação da moeda chinesa sob o imperador Qin Shi Huang, que criou a moeda denominada </span><b>banliang</b><span style="font-weight: 400;"> (半兩).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora não fossem afiadas como armas, seu formato simbolizava o poder militar e a riqueza, sendo frequentemente encontradas em sítios arqueológicos chineses.</span></p>
<h3><b>Moeda fundida</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Moedas produzidas ao despejar metal em um molde. Esse método foi usado para as primeiras moedas de bronze da Roma Antiga e moedas chinesas &#8220;cash&#8221;, mas raramente é usado hoje. Moedas falsificadas modernas geralmente são fundidas.</span></p>
<h3><strong>Moeda particular</strong></h3>
<p>Nome dado a um item semelhante a uma moeda que é emitida por uma entidade privada, como um comerciante, empresa, fazenda, mineradora ou município, e não pela autoridade monetária oficial ou Banco Central de um país. Também conhecidas pelo termo inglês token, essas peças possuem poder de compra restrito, sendo aceitas apenas no estabelecimento do emissor ou em uma região geográfica muito limitada.</p>
<p>As moedas particulares surgiam quase sempre em momentos de grave crise econômica ou escassez crônica de moedas oficiais de pequeno valor (troco) emitidas pelo governo. No Brasil do final do século XIX e início do século XX, um exemplo clássico de moeda particular foram os &#8220;vales&#8221; ou &#8220;fichas de fazenda&#8221;, muito utilizados na economia cafeeira e nos seringais da Amazônia para pagar os trabalhadores, que eram obrigados a gastar os valores nos armazéns pertencentes aos próprios patrões.</p>
<h3><b>Moneyer</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Profissional responsável pela cunhagem de moedas em épocas antigas e medievais. Durante o Império Romano e na Idade Média, moneyers eram artesãos especializados que supervisionavam a produção monetária e, muitas vezes, marcavam suas iniciais nas moedas que cunhavam.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Moneyers famosos na Roma Antiga incluem Caecilius Metellus, Q. Lutatius Catulus e A. Terentius Varro, entre outros.</span></p>
<h3><strong>Mossa</strong></h3>
<p>Mossa é um vestígio de pancada, amassado ou deformação física localizada na superfície ou, com maior frequência, na lateral (borda) de uma moeda ou medalha. Ocorre devido a acidentes mecânicos ao longo da vida útil da peça, como quedas no chão ou o choque violento contra outras moedas dentro de sacos de transporte e caixas registradoras.</p>
<p>Na classificação numismática e ao atribuir de graus de conservação, são consideradas defeitos da peça. Mesmo que uma moeda antiga tenha um relevo muito bem preservado e com pouco desgaste, a presença de uma mossa grande na borda penaliza significativamente o valor comercial e o apelo estético da peça entre os colecionadores.</p>
<h3><b>Não-circulante</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma moeda não-circulante (ou NCLT – Non Circulating Legal Tender) é uma moeda oficial de um país que possui curso legal, mas que não foi emitida para circulação diária. Elas são produzidas principalmente para colecionadores e investidores, geralmente em metais preciosos ou com acabamentos especiais, como as edições proof.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo tendo valor facial, essas moedas raramente são usadas como meio de pagamento.</span></p>
<figure id="attachment_423" aria-describedby="caption-attachment-423" style="width: 404px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-423 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-austria-filarmonica-viena-prata.jpg" alt="Moeda da Áustria, em prata, com valor facial de 1,50 euros, não-circulante." width="404" height="404" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-austria-filarmonica-viena-prata.jpg 404w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-austria-filarmonica-viena-prata-300x300.jpg 300w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-austria-filarmonica-viena-prata-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 404px) 100vw, 404px" /><figcaption id="caption-attachment-423" class="wp-caption-text">Moeda da Áustria, em prata, com valor facial de 1,50 euros, não-circulante.</figcaption></figure>
<h3><b>Numismática</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A numismática é o estudo e a coleção de moedas, medalhas, cédulas e outros objetos monetários, abrangendo aspectos históricos, artísticos, econômicos e culturais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais do que um simples hobby, a numismática tem um papel importante na preservação da história e no entendimento da evolução dos sistemas monetários ao longo dos séculos.</span></p>
<h3><b>Numismata</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O numismata é a pessoa que estuda, coleciona ou comercializa moedas, medalhas e cédulas. Um numismata pode ter interesse histórico, científico ou financeiro na numismática, dedicando-se à pesquisa de diferentes épocas e regiões, identificando raridades e avaliando o valor de peças específicas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns numismatas se concentram em períodos específicos, como o Brasil Império ou moedas do Império Romano, enquanto outros colecionam peças do mundo inteiro.</span></p>
<figure id="attachment_548" aria-describedby="caption-attachment-548" style="width: 285px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-548 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/julius-meili-busto.jpg" alt="Julius Meili, considerado o Pai da Numismática no Brasil" width="285" height="324" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/julius-meili-busto.jpg 285w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/julius-meili-busto-264x300.jpg 264w" sizes="auto, (max-width: 285px) 100vw, 285px" /><figcaption id="caption-attachment-548" class="wp-caption-text">Julius Meili, considerado o Pai da Numismática no Brasil</figcaption></figure>
<h3><b>Obsidional</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma moeda obsidional é uma </span><a href="https://docs.google.com/document/d/1Ijagc5TL6w17oco_MMD3XCd7Soh6iYOylKwjmd65e14/edit#bookmark=id.d40f1y17wllj"><span style="font-weight: 400;">moeda de cerco</span></a><span style="font-weight: 400;">, cunhada em situações extremas, como guerras ou cercos militares, quando o suprimento regular de dinheiro se tornava inacessível. Essas moedas eram feitas de materiais improvisados, como bronze, estanho, chumbo e até papel, sendo utilizadas temporariamente para manter a economia dentro da cidade ou fortaleza sitiada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No Brasil, um exemplo são as moedas de cerco de Pernambuco (1645-1646), cunhadas pelos holandeses durante a Insurreição Pernambucana (guerra de Portugal contra o Brasil Holandês).</span></p>
<h3><b>Onça Troy</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Unidade de medida mais utilizada para pesar metais preciosos, equivalente a 31,1035 gramas. O sistema troy surgiu na Idade Média, na cidade de Troyes, na França, e ainda hoje é usado para determinar o preço de ouro, prata e platina no mercado global.</span></p>
<h3><b>Ouro Nórdico</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O Ouro Nórdico é uma liga metálica desenvolvida na Finlândia, composta por 89% de cobre, 5% de alumínio, 5% de zinco e 1% de estanho, utilizada na fabricação de moedas modernas que possuem coloração bastante semelhante ao ouro. Trata-se de um tipo de bronze de alumínio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar do nome, essa liga não contém ouro verdadeiro, mas foi adotada em diversas moedas europeias, incluindo as moedas de 10, 20 e 50 centavos de euro, devido à sua beleza, resistência à corrosão e facilidade de cunhagem.</span></p>
<h3><b>Pátina</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A pátina é a camada de oxidação que se forma naturalmente na superfície de uma moeda ao longo do tempo. Ela pode apresentar colorações variadas, como verde, azul, marrom ou dourado, dependendo do metal e das condições de armazenamento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em moedas antigas, a pátina é altamente valorizada, pois indica autenticidade e conservação adequada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ver também </span><a href="https://docs.google.com/document/d/1Ijagc5TL6w17oco_MMD3XCd7Soh6iYOylKwjmd65e14/edit#bookmark=id.am7gnqadpwbv"><b>Tom</b></a><b>.</b></p>
<h3>Peace Dollar</h3>
<p>Moeda histórica de prata com valor nominal de 1 dólar, cunhada pelos Estados Unidos entre 1921 e 1928, e novamente em curtos períodos em 1934 e 1935. Desenhada pelo escultor Anthony de Francisci, a moeda foi concebida para comemorar oficialmente a paz alcançada após o término da Primeira Guerra Mundial.</p>
<p>Apresenta no anverso o perfil da Liberdade portando uma coroa de raios inspirada na Estátua da Liberdade. O reverso quebra a tradição de &#8220;agressividade&#8221; das águias heráldicas americanas: exibe uma águia calma, pousada no alto de um penhasco, segurando um ramo de oliveira (símbolo universal da paz) e observando o nascer do sol, com a palavra &#8220;PEACE&#8221; (Paz) gravada em sua base. A peça é composta por <a href="https://diarionumismatico.com.br/tipos-de-ligas-de-prata/">prata .900</a>.</p>
<h3><b>Peça de Oito</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A Peça de Oito (&#8220;<em>Real de a Ocho</em>&#8220;) foi uma moeda de prata espanhola amplamente usada entre os séculos XVI e XIX, tornando-se uma das moedas mais influentes da história. Cunhada a partir da prata extraída das Américas, especialmente de Potosí (Bolívia), valia 8 reais espanhóis e serviu como referência para diversas moedas modernas, incluindo o dólar americano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Era tão confiável que foi utilizada como moeda global em rotas comerciais da Europa, Ásia e América. Frequentemente associada a histórias de piratas, a Peça de Oito era cortada em frações para facilitar o troco, dando origem à expressão &#8220;pieces of eight&#8221;.</span></p>
<h3><b>Peso</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O peso de uma moeda é a sua massa, geralmente expressa em gramas. Essa característica é fundamental na numismática, pois o peso pode indicar o metal usado na cunhagem e até denunciar falsificações. Em moedas antigas de ouro e prata, o peso era um fator determinante para o valor da moeda, pois estava diretamente ligado ao seu teor metálico e ao seu poder de compra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Moedas fabricadas com metais preciosos para colecionadores e investimento, na atualidade, podem ter seu peso expresso em </span><a href="https://diarionumismatico.com.br/o-que-e-uma-onca-troy/"><i><span style="font-weight: 400;">onças troy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, sendo que uma onça troy equivale a aproximadamente 31,1g.</span></p>
<h3><strong>Peso monetário</strong></h3>
<p>Objeto metálico calibrado, fabricado geralmente em bronze ou latão (em formatos quadrangulares, circulares ou poligonais), utilizado por comerciantes, cambistas e autoridades fiscais para verificar a autenticidade e o peso exato de moedas de ouro e prata em circulação.</p>
<p>Como o valor de uma moeda na Antiguidade e na Idade Média dependia da quantidade de metal precioso que ela continha, o peso monetário servia como o contra-peso perfeito em uma balança de precisão. Cada peso era fabricado para corresponder exatamente ao padrão oficial de uma moeda específica (por exemplo, havia um peso específico para verificar a moeda de 8 Reales espanhola ou peças de ouro portuguesas). Se a moeda colocada na balança pesasse menos do que o seu respectivo peso monetário, o comerciante sabia imediatamente que a peça era falsa, havia sido cerceada ou estava muito gasta.</p>
<h3><b>Piedfort</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Pronunciada &#8220;piéfór&#8221;, uma moeda piedfort é uma moeda cunhada em um planchet (disco) que é mais grosso do que o normal, normalmente duas vezes mais espesso.</span></p>
<h3><b>Planchet</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Disco metálico que será transformado em moeda após passar pelo processo de cunhagem. O termo é frequentemente usado como sinônimo de blank, embora algumas definições considerem que o planchet já tenha passado por algumas etapas de preparação antes da cunhagem final.</span></p>
<h3><b>Potosí</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Potosí foi uma das maiores fontes de prata do Império Espanhol, localizada na atual Bolívia. Descoberta em 1545, a mina do Cerro Rico de Potosí tornou-se a principal </span><a href="https://diarionumismatico.com.br/os-conquistadores-espanhois-e-a-exploracao-da-prata-nas-americas/"><span style="font-weight: 400;">fornecedora de prata para a Espanha</span></a><span style="font-weight: 400;">, abastecendo o comércio global por mais de dois séculos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As moedas de prata cunhadas em Potosí eram altamente valorizadas e circularam amplamente, inclusive no Brasil e no resto das colônias espanholas. O nome Potosí se tornou sinônimo de riqueza, originando a expressão espanhola “vale um Potosí”, usada até hoje para descrever algo de grande valor.</span></p>
<figure id="attachment_119" aria-describedby="caption-attachment-119" style="width: 517px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-119 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/cidade-potosi-bolivia.jpg" alt="Localização de Potosí, na Bolívia" width="517" height="545" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/cidade-potosi-bolivia.jpg 517w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/cidade-potosi-bolivia-285x300.jpg 285w" sizes="auto, (max-width: 517px) 100vw, 517px" /><figcaption id="caption-attachment-119" class="wp-caption-text">Localização de Potosí, na Bolívia</figcaption></figure>
<h3><b>Prata Baixa</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A expressão prata baixa refere-se a ligas de prata com um teor reduzido do metal precioso, misturado com uma maior quantidade de cobre ou outros metais. Diferente da prata esterlina (92,5%) ou da prata 900, que têm altos teores de prata, a prata baixa contém uma porcentagem inferior, tornando a liga mais resistente, porém com menor brilho e valor comercial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Moedas e medalhas feitas com prata baixa são comuns em períodos de escassez de metais preciosos, como durante guerras ou crises econômicas.</span></p>
<h3><b>Preço Spot</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Valor atual de mercado de um metal precioso, como ouro, prata ou platina, para compra e venda imediata. Esse preço é determinado com base na oferta e demanda global e é atualizado constantemente nos mercados financeiros.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No mundo numismático, o preço spot é um dos fatores que influenciam o valor de moedas bullion, que são muitas vezes negociadas pelo peso do metal em vez de seu valor numismático.</span></p>
<h3><b>Prensa</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Máquina empregada no processo de cunhagem para imprimir os desenhos e inscrições em uma moeda. Com o avanço da tecnologia, as prensas evoluíram de métodos manuais para sistemas industriais automatizados, capazes de produzir milhares de moedas por minuto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Algumas prensas históricas, como as prensas a vapor do século XIX, são itens de interesse para colecionadores e museus numismáticos.</span></p>
<h3><b>Proof</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Tipo de classificação proof se refere a moedas produzidas com um alto padrão de qualidade, utilizando técnicas especiais de polimento do cunho e do disco metálico antes da cunhagem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O resultado são moedas com detalhes extremamente nítidos, brilho espelhado e, muitas vezes, o efeito cameo. São moedas de alto padrão voltadas para colecionadores e não destinadas à circulação comum.</span></p>
<p>Para criar uma moeda proof, os cunhos e os discos metálicos passam por um polimento exaustivo até atingirem uma superfície espelhada. Além disso, as moedas podem ser batidas várias vezes sob pressões elevadas em prensas hidráulicas para garantir que até os mínimos detalhes do relevo fiquem perfeitamente nítidos.</p>
<h3><b>Proto-moeda</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Formas primitivas de dinheiro utilizadas antes da invenção das moedas propriamente ditas. Esses objetos tinham valor reconhecido em trocas comerciais, mas ainda não eram padronizados nem emitidos por uma autoridade central.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Exemplos incluem conchas, lingotes de metais, grãos de cevada, pedaços de electrum (liga natural de ouro e prata) e até ferramentas metálicas, como as moedas faca chinesas.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">As proto-moedas representam a transição entre o escambo e o sistema monetário estruturado, sendo essenciais para a evolução do dinheiro como conhecemos hoje.</span></p>
<h3><b>Prova</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O termo prova pode ter diferentes significados na numismática. Ele pode se referir a um exemplar de teste de uma moeda antes de sua produção em larga escala, muitas vezes usado para ajustes de design ou avaliação de qualidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também pode ser usado para designar exemplares experimentais, como moedas que nunca chegaram a ser lançadas oficialmente. As moedas prova costumam trazer palavra &#8220;PROVA&#8221; inscrita no anverso ou reverso (ou essa mesma palavra no idioma da moeda, como PROVE em inglês).</span></p>
<figure id="attachment_549" aria-describedby="caption-attachment-549" style="width: 344px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-549 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-brasil-10-centavos-ensaio.jpg" alt="Moeda do Brasil, 10 centavos de 1980, Prova. Essa moeda nunca circulou, sendo apenas um ensaio. Note a inscrição &quot;PROVA&quot; acima da letra C de CENTAVOS." width="344" height="168" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-brasil-10-centavos-ensaio.jpg 344w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-brasil-10-centavos-ensaio-300x147.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 344px) 100vw, 344px" /><figcaption id="caption-attachment-549" class="wp-caption-text">Moeda do Brasil, 10 centavos de 1980, Prova. Essa moeda nunca circulou, sendo apenas um ensaio. Note a inscrição &#8220;PROVA&#8221; acima da letra C de CENTAVOS.</figcaption></figure>
<h3><strong>Quilate</strong></h3>
<p>Termo que se referia originalmente à semente da árvore alfarroba (Ceratonia siliqua), com peso de 0,19 g &#8211; a qual, no Baixo Império Romano, representava 1/24 de um solidus de ouro. Por extensão, designa 1/24 de pureza em ligas de ouro: um lingote de ouro de 18 quilates contém 18/24 de ouro e 6/24 de outro metal, mais frequentemente cobre.</p>
<p>Em textos, é frequentemente encontrado sob a abreviação &#8220;K&#8221;.</p>
<h3><a href="https://diarionumismatico.com.br/qual-a-diferenca-entre-recunho-e-restrike-de-moedas-numismatica/"><strong>Recunho</strong></a></h3>
<p>É o processo, ou seu resultado, de bater um novo design ou cunho sobre uma moeda que já havia sido fabricada anteriormente e estava pronta ou em circulação. Em vez de utilizar um disco metálico liso e virgem (<em>blank</em> ou <em>planchet</em>), a autoridade monetária aproveita uma moeda preexistente como base para a nova cunhagem.</p>
<p>Essa prática foi comum ao longo da história em períodos de transição política rápida, guerras ou escassez crônica de metal precioso, pois permitia colocar novas moedas em circulação sem gastar tempo e recursos fundindo o metal antigo. No Brasil Colônia e Império, por exemplo, era muito frequente recunhar moedas espanholas de prata (os famosos &#8220;pesos&#8221; ou &#8220;8 reales&#8221;) para transformá-las em patacões de 960 Réis.</p>
<p>Uma coisa interessante sobre os recunhos é que muitas vezes a batida do novo cunho não apagava completamente o design anterior, sendo assim possível identificar vestígios de datas, letras ou desenhos da moeda original sob a nova gravação.</p>
<h3><b>Referência KM#</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A referência KM# (Krause-Mishler Number) é um sistema de catalogação de moedas utilizado internacionalmente, criado pelos numismatas Chester Krause e Clifford Mishler. Esse número é atribuído a cada moeda listada no Standard Catalog of World Coins, facilitando a identificação e padronização de moedas do mundo todo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O sistema organiza as moedas por país, período e características, sendo globalmente utilizado por colecionadores e comerciantes.</span></p>
<h3><b>Relevo</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O relevo de uma moeda refere-se à altura dos elementos gravados em relação ao plano de fundo. O relevo pode ser alto (quando as figuras se destacam mais) ou baixo (quando a impressão é mais sutil). A qualidade do relevo impacta a durabilidade da moeda, sua estética e, muitas vezes, sua raridade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Algumas moedas são cunhadas com efeito proof ou cameo, que realçam o contraste entre o relevo e o fundo espelhado.</span></p>
<h3><a href="https://diarionumismatico.com.br/qual-a-diferenca-entre-recunho-e-restrike-de-moedas-numismatica/"><strong>Restrike</strong></a></h3>
<p>Termo em inglês que designa uma moeda cunhada a partir de cunhos originais (ou matrizes idênticas a eles), mas em uma data posterior ao período oficial de emissão daquela peça. Para ser considerado um restrike legítimo, o processo deve ser realizado oficialmente pela própria Casa da Moeda emissora original ou com a devida autorização legal do governo responsável.</p>
<p>Costumam ser produzidos pelas autoridades monetárias para atender ao mercado de colecionadores que buscam designs históricos raros, ou para servir como moedas de investimento em metal precioso (bullion).<br />
Um exemplo muito famoso é o Thaler de Maria Teresa: apesar de exibir sempre a data de 1780, a peça continuou sendo cunhada oficialmente pela Áustria (e por outras Casas da Moeda autorizadas) durante séculos para ser usada no comércio internacional.</p>
<p>Não se deve confundir com falsificação ou cópia ilegal. O restrike é um item oficial e legítimo, embora seu valor numismático geralmente seja diferente das peças cunhadas no ano da emissão original (quando é possível diferenciar).</p>
<h3><b>Reverso</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O reverso é o lado oposto ao anverso da moeda. Em algumas emissões, esse lado apresenta o valor nominal (valor da moeda), elementos decorativos ou símbolos específicos relacionados ao tema da moeda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em séries comemorativas, o reverso muitas vezes exibe artes exclusivas representando eventos ou personagens históricos. É a &#8220;coroa&#8221; da moeda.</span></p>
<figure id="attachment_550" aria-describedby="caption-attachment-550" style="width: 327px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-550 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-1-real-reversobrasil.jpg" alt="Reverso da moeda de R$ 1,00 do Brasil" width="327" height="304" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-1-real-reversobrasil.jpg 327w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-1-real-reversobrasil-300x279.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 327px) 100vw, 327px" /><figcaption id="caption-attachment-550" class="wp-caption-text">Reverso da moeda de R$ 1,00 do Brasil</figcaption></figure>
<h3><b>Senhoriagem</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Lucro obtido pelo governo ou pela Casa da Moeda ao emitir moeda, resultante da diferença entre o custo de produção e o valor nominal da moeda. Se fabricar uma moeda de 1 real custa apenas 10 centavos, o governo obtém uma senhoriagem de 90 centavos por unidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A senhoriagem pode ser negativa &#8211; ou seja, dar prejuízo ao Governo &#8211; caso o custo de produção de uma moeda seja maior que seu valor nominal. Neste caso, ou a moeda passa a ser fabricada com materiais mais baratos, ou deixa de ser emitida por completo, como ocorreu com a moeda de 1 centavo de Real do brasil e com a moeda de 1 cent (penny) dos Estados Unidos, descontinuada por Donald Trump em 2025.</span></p>
<h3><strong>Serrilha</strong></h3>
<p>Padrão de ranhuras, sulcos paralelos, estrias ou serrilhados gravados verticalmente ou de forma inclinada ao longo de toda a lateral (borda) de uma moeda.</p>
<p>Introduzida como um elemento essencial de segurança a partir do século XVII com a mecanização das Casas da Moeda, a serrilha cumpre duas funções importantes: proteger a moeda contra o cerceio (qualquer tentativa de limar o bordo destruiria o padrão de ranhuras, denunciando a fraude) e auxiliar pessoas com deficiência visual a identificar o valor da peça pelo tato diferenciado de sua borda.</p>
<h3><b>Sestércio</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O sestércio (em latim, </span><i><span style="font-weight: 400;">sestertius</span></i><span style="font-weight: 400;">) foi uma moeda da Roma Antiga, originalmente feita de prata no período republicano, mas que passou a ser cunhada em bronze / latão durante o Império Romano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De grande tamanho e alto relevo, era largamente usada no comércio e tinha grande importância na economia romana. Seu nome deriva da expressão latina &#8220;semis-tertius&#8221;, significando dois e meio, pois valia 2,5 asses (plural de As, outra moeda romana de bronze).</span></p>
<h3><b>Slab</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">slab</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma cápsula rígida de acrílico, geralmente retangular, utilizada para armazenar e proteger moedas certificadas por empresas de autenticação, como PCGS e NGC.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas cápsulas lacradas incluem uma etiqueta com informações sobre a moeda, seu grau de conservação e um número de série. O encapsulamento em slab garante a preservação da peça e costuma aumentar seu valor no mercado de colecionismo.</span></p>
<h3><b>SNB (Sociedade Numismática Brasileira)</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A SNB – </span><a href="https://snb.org.br/"><span style="font-weight: 400;">Sociedade Numismática Brasileira</span></a><span style="font-weight: 400;"> é a principal entidade numismática do Brasil, fundada em 1924. A organização tem como objetivo promover o estudo e a divulgação da numismática no país, reunindo colecionadores, pesquisadores e comerciantes do ramo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sociedade publica materiais especializados, organiza encontros numismáticos e mantém um acervo histórico de moedas e cédulas. Seu trabalho é fundamental para preservar e difundir o conhecimento sobre a numismática brasileira.</span></p>
<h3><strong>SOB (Soberba)</strong></h3>
<p>Sigla que define um estado de conservação muito alto para moedas e cédulas, logo abaixo do estado perfeito (Flor de Cunho / Flor de Estampa). Uma peça considerada Soberba teve pouquíssima ou quase nenhuma circulação no meio comercial, tendo sido poupada do desgaste severo do manuseio público.</p>
<p>Para moedas, a classificação SOB exige que a peça preserve no mínimo 90% dos detalhes originais da cunhagem em perfeito estado de nitidez. Os relevos devem estar firmes e sem achatamentos, sendo tolerados apenas sinais mínimos de contato ou microfricções decorrentes do armazenamento na Casa da Moeda ou em sacos de transporte. Muito importante, uma moeda soberba ainda deve reter uma porcentagem elevada do seu brilho original de cunhagem.</p>
<p>No cenário internacional, corresponde ao grau Extremely Fine (EF ou XF).</p>
<h3><b>Solidus</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Moeda de ouro introduzida pelo imperador Constantino, o Grande, no início do século IV d.C., substituindo o Aureus. Foi uma moeda bastante duradoura e se tornou o padrão do comércio no Império Bizantino por quase mil anos. Seu peso era cerca de 4,5 gramas de ouro puro, e sua influência foi tão grande que inspirou a criação de moedas posteriores, como o dinar islâmico e o florim medieval.</span></p>
<figure id="attachment_551" aria-describedby="caption-attachment-551" style="width: 405px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-551 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/solidus-ouro-bizantino-justiniano.jpg" alt="Solidus de Ouro do Imperador Bizantino Justiniano I, c. 527-565 AD. Imagem: Den of Antiquity" width="405" height="192" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/solidus-ouro-bizantino-justiniano.jpg 405w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/solidus-ouro-bizantino-justiniano-300x142.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 405px) 100vw, 405px" /><figcaption id="caption-attachment-551" class="wp-caption-text">Solidus de Ouro do Imperador Bizantino Justiniano I, c. 527-565 AD. Imagem: Den of Antiquity</figcaption></figure>
<h3><b>Standard Catalog of World Coins</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Coleção de catálogos numismáticos publicados pela </span><a href="https://sites.prh.com/krausepublications"><span style="font-weight: 400;">Krause Publications</span></a><span style="font-weight: 400;">, pertencente à editora Penguin Random House, que contém uma listagem detalhada de moedas emitidas em todo o mundo desde o século XVII até os dias atuais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O catálogo é organizado por país e período, inclui informações como KM# (referência Krause-Mishler), metais, peso, tiragem e valores estimados. É muito utilizado por colecionadores, comerciantes e estudiosos para identificação e precificação de moedas.</span></p>
<h3><b>Standard Catalog of World Paper Money</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Catálogo numismático publicado pela Krause Publications, especializado na listagem de cédulas emitidas globalmente desde o século XIV até os dias atuais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O catálogo é organizado por país e período, inclui informações como datas de emissão, valores faciais, assinaturas, elementos de segurança, numeração e preços estimados. Utilizado por colecionadores, comerciantes e estudiosos para identificação e avaliação de cédulas.</span></p>
<h3><b>Tiragem</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A tiragem é a quantidade total de moedas produzidas de um determinado tipo, ano ou série. Uma tiragem baixa pode tornar uma moeda mais rara e valiosa, enquanto uma tiragem muito alta (na casa dos milhões de unidades) tende a reduzir seu valor para colecionadores.</span></p>
<h3><b>Token (Ficha)</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Um token ou ficha é um objeto semelhante a uma moeda, mas que não tem curso legal e é usado em sistemas privados ou fechados de pagamento, como transporte público, cassinos, máquinas automáticas e clubes privados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns tokens são altamente colecionáveis e têm valor histórico, especialmente os usados no século XIX e início do século XX.</span></p>
<h3><b>Tom</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A película superficial causada pela oxidação, geralmente verde ou marrom, encontrada principalmente em moedas antigas de prata, cobre ou bronze. Também conhecida como &#8216;Pátina&#8217;, essa característica pode realçar os detalhes em moedas de prata e, portanto, aumentar sua procura. Veja também Pátina.</span></p>
<h3><b>Valor Facial</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O valor facial de uma moeda é o valor impresso nela pelo governo emissor, representando seu poder de compra dentro do sistema monetário oficial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por exemplo, uma moeda de 1 real tem esse valor facial, independentemente do material ou do interesse numismático. No entanto, algumas moedas comemorativas ou bullion podem ter um valor de mercado muito superior ao seu valor facial, devido à raridade ou ao metal precioso utilizado. Neste caso falamos em </span><i><span style="font-weight: 400;">Valor Nominal</span></i><span style="font-weight: 400;"> (ver verbete a seguir)</span></p>
<h3><b>Valor Nominal</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O valor nominal de uma moeda é o valor impresso nela, ou seja, o montante que ela representa oficialmente em circulação. Por exemplo, uma moeda de 1 real tem esse valor nominal, independentemente do material ou do interesse numismático. No entanto, algumas moedas podem valer muito mais para colecionadores devido à sua raridade, material de fabricação, idade ou erros de cunhagem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por exemplo, moedas de 5 Reais comemorativas das Olimpíadas do Rio 2016 valem muito mais do que apenas R$ 5,00, por conta de sua escassez e por serem cunhadas em prata.</span></p>
<h2><b>Conclusão</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste artigo vimos um pequeno glossário numismático, contendo os principais termos e jargões utilizados na ciência e colecionismo de moedas. Muito outros termos existem, com maior ou menor especialização, porém os termos apresentados aqui são suficientes para entender o básico da Numismática.</span></p>
<h2>Referências</h2>
<ul>
<li>AMANDRY, M. <em><strong>Dictionnaire de Numismatique</strong></em>. Larousse/HER. 2001</li>
<li>BELABRE, J. <em><strong>Dictionnaire de Numismatique Médiévale Occidentale</strong></em>. Le Léopard D&#8217;Or</li>
<li>COSTA, N. C. <em><strong>Dicionário de Numismática</strong></em>. Livraria Sulina, 1969.</li>
</ul>
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		<title>O que é um Numismata?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 17:18:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Numismática]]></category>
		<category><![CDATA[Cédulas]]></category>
		<category><![CDATA[Colecionismo]]></category>
		<category><![CDATA[Exonumia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que é um Numismata? Um dia desses eu estava ministrando uma palestra sobre um assunto relacionado à Tecnologia, que</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h1><b>O que é um Numismata?</b></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dia desses eu estava ministrando uma palestra sobre um assunto relacionado à </span><a href="https://www.youtube.com/@bosontreinamentos"><span style="font-weight: 400;">Tecnologia</span></a><span style="font-weight: 400;">, que é minha profissão primária, e na abertura da apresentação mostrei um slide com um mini currículo meu. Nesse slide, além da minha formação acadêmica e das minhas credenciais, também cito meus hobbies e ocupações extraprofissionais. E uma delas é a </span><a href="https://diarionumismatico.com.br/meu-hobby-numismatica/"><span style="font-weight: 400;">numismática</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; me intitulo </span><i><span style="font-weight: 400;">numismata</span></i><span style="font-weight: 400;"> na apresentação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para minha surpresa, diversas pessoas levantaram a mão para me fazer uma pergunta &#8211; e a pergunta era a mesma para todas: &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">O que é um Numismata?</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;. Para responder a essa pergunta de forma geral, resolvi escrever esse artigo sucinto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De modo geral, um Numismata é uma pessoa que pratica a Numismática, ou seja, um estudioso ou pesquisador das moedas e outros objetos </span><i><span style="font-weight: 400;">monetiformes</span></i><span style="font-weight: 400;"> (como cédulas, medalhas e fichas*), empregados como meio de pagamento ao longo da História. Colecionadores que se interessam pela história das moedas, meios de troca e dos sistemas de pagamento também são considerados numismatas, assim como comerciantes e outros profissionais que se aprofundam no estudo do assunto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">* Colecionadores de cédulas são conhecidos tecnicamente como </span><i><span style="font-weight: 400;">notafilistas</span></i><span style="font-weight: 400;">, e a coleção e estudo de itens como fichas e jetons é chamada de </span><a href="https://diarionumismatico.com.br/o-que-e-exonumia-uma-breve-introducao/"><i><span style="font-weight: 400;">Exonumia</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h2><b>Mas o que é a Numismática?</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A numismática é o estudo e a coleção de moedas, medalhas, cédulas e outros objetos monetários, abrangendo aspectos históricos, artísticos, econômicos e culturais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um especialista em numismática é chamado de Numismata, o que inclui colecionadores de moedas (mas não simplesmente acumuladores) e estudantes do assunto (que não necessariamente precisam ser colecionadores).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A palavra Numismática vem, em última instância, do grego νόμισμα (“<em>nomisma</em>”), que significa basicamente &#8220;moeda corrente&#8221;.</span></p>
<h2><b>O que um numismata faz?</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Um numismata, estritamente falando, analisa e interpreta os aspectos históricos, artísticos, metalúrgicos e culturais desses objetos, independente de colecioná-los ou não. Ele identifica períodos de emissão, variantes, tiragens, erros de cunhagem, autenticidade e valor de mercado, além de poder contribuir com publicações, avaliações e curadorias em museus ou leilões.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E, claro, um numismata também pode colecionar moedas (e a grande maioria geralmente o faz).</span></p>
<figure id="attachment_440" aria-describedby="caption-attachment-440" style="width: 465px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-440 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moedas-olimpiadas-rio-2016-conjunto.jpg" alt="Coleção de moedas das Olimpíadas do Rio 2016, do autor." width="465" height="495" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moedas-olimpiadas-rio-2016-conjunto.jpg 465w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moedas-olimpiadas-rio-2016-conjunto-282x300.jpg 282w" sizes="auto, (max-width: 465px) 100vw, 465px" /><figcaption id="caption-attachment-440" class="wp-caption-text">Coleção de moedas das Olimpíadas do Rio 2016, do autor.</figcaption></figure>
<h2><b>Colecionador de Moedas e Numismata são a mesma coisa?</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora &#8220;numismata&#8221; e &#8220;colecionador de moedas&#8221; pareçam significar a mesma coisa, na verdade não são necessariamente sinônimos. Todo numismata pode ser um colecionador, mas nem todo colecionador é, necessariamente, um numismata. O colecionador reúne peças por gosto ou interesse, enquanto o numismata se aprofunda no estudo técnico e histórico desses objetos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se o colecionador também estuda as peças que coleciona, mesmo que de forma amadora, então também pode ser considerado um numismata.</span></p>
<h2><b>Alguns numismatas famosos</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitos numismatas se tornaram famosos ao longo da história, por seus trabalhos e sua contribuição não somente à numismática em si, mas também a outras ciências associadas, com a História, Arqueologia e Metalurgia, ou ainda pelas coleções que constituíram, e que muitas vezes acabaram em museus para exibição pública.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma pequena amostra inclui os seguintes numismatas:</span></p>
<h4><b>Bernardo Ramos (1858–1931)</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Intelectual, arqueólogo e linguista brasileiro, atuante sobretudo no Amazonas. Ficou conhecido por suas pesquisas em arqueologia amazônica e também por seu interesse por objetos antigos, incluindo moedas.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Foi também fundador do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Publicou obras relevantes sobre inscrições rupestres e relíquias indígenas, integrando também estudos numismáticos em seu acervo e produção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em sua homenagem foi batizado o </span><a href="https://visite.museus.gov.br/instituicoes/museu-de-numismatica-bernardo-ramos/"><span style="font-weight: 400;">Museu de Numismática Bernardo Ramos</span></a><span style="font-weight: 400;">, localizado no centro de Manaus.</span></p>
<figure id="attachment_441" aria-describedby="caption-attachment-441" style="width: 400px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-441 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/numismata-bernardo-azevedo-silva-ramos.jpg" alt="Bernardo de Azevedo da Silva Ramos. Foto: Museu de Numismática Bernardo Ramos" width="400" height="505" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/numismata-bernardo-azevedo-silva-ramos.jpg 400w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/numismata-bernardo-azevedo-silva-ramos-238x300.jpg 238w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /><figcaption id="caption-attachment-441" class="wp-caption-text">Bernardo de Azevedo da Silva Ramos. Foto: Museu de Numismática Bernardo Ramos</figcaption></figure>
<h4><b>Hans Sloane (1660–1753)</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Médico, naturalista e colecionador irlandês, sua coleção foi a origem do Museu Britânico, em Londres.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Sua enorme coleção incluía moedas, medalhas e cédulas de diversas partes do mundo. Após sua morte, seu acervo foi doado ao Reino Unido e tornou-se a base do museu.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sloane não era numismata no sentido estrito, mas sua coleção teve grande impacto na preservação e estudo da numismática no século XVIII.</span></p>
<h4><b>Joseph Hilarius Eckhel (1737–1798)</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Considerado um dos pais da numismática científica, foi um jesuíta e professor austríaco. Seu trabalho mais influente foi a obra Doctrina Numorum Veterum, publicada em oito volumes, que estabeleceu bases metodológicas sólidas para a classificação e interpretação de moedas antigas, sobretudo gregas e romanas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sua influência foi muito importante na consolidação da numismática como disciplina acadêmica.</span></p>
<h4><b>Julius Meili (1839–1907)</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Historiador e numismata suíço, radicado no Brasil. Escreveu uma das primeiras obras sistemáticas sobre a história da moeda brasileira: </span><b>O meio circulante no Brasil</b><span style="font-weight: 400;">, publicada em 1897, em três volumes. Seu trabalho permanece como referência clássica para estudiosos da numária brasileira colonial e imperial. Meili é considerado o pai da numismática no Brasil.</span></p>
<h4><b>Kurt Prober (1909–2008)</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Importante numismata e pesquisador da história monetária do Brasil. Foi autor de obras fundamentais, como o Manual de Numismática e o Catálogo de Moedas Brasileiras. Seu trabalho é bastante respeitado por colecionadores e estudiosos por sua profundidade e precisão técnica, sendo o numismata brasileiro mais prolífico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também foi ativo como leiloeiro e consultor numismático, e fundou a Associação Brasileira de Numismática, no Rio de Janeiro, deixando uma vasta contribuição à numismática brasileira.</span></p>
<h4><b>Petrarca (Francesco Petrarca, 1304–1374)</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Humanista e poeta italiano do Renascimento, é muitas vezes lembrado por seu papel no resgate da cultura clássica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É considerado o primeiro e mais famoso aficionado por numismática. Descreveu visitas a Roma e pedia aos camponeses que lhe trouxessem moedas antigas que encontravam no solo, as quais ele comprava, e escreveu sobre sua alegria em conseguir identificar os nomes e as características dos imperadores romanos nessas moedas.</span></p>
<h4><b>Teixeira de Aragão (António da Costa Teixeira de Aragão, 1823–1903)</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Médico, historiador, arqueólogo e um dos maiores numismatas portugueses do século XIX, sendo considerado um dos pais da Numismática Portuguesa.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Foi diretor da Casa da Moeda de Lisboa e autor de obras essenciais como Descrição Geral e Histórica das Moedas Cunhadas em Nome dos Reis, Regentes e Governadores de Portugal, em três volumes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seu trabalho é notável pela abrangência e rigor na catalogação das moedas portuguesas desde a Idade Média até o século XIX.</span></p>
<figure id="attachment_442" aria-describedby="caption-attachment-442" style="width: 443px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-442 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/numismata-teixeira-aragao-portugal.jpg" alt="Dr. Teixeira de Aragão, pai da numismática portuguesa." width="443" height="547" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/numismata-teixeira-aragao-portugal.jpg 443w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/numismata-teixeira-aragao-portugal-243x300.jpg 243w" sizes="auto, (max-width: 443px) 100vw, 443px" /><figcaption id="caption-attachment-442" class="wp-caption-text">Dr. Teixeira de Aragão, pai da numismática portuguesa.</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Além desses numismatas, dezenas de outros se destacaram ao longo do tempo por suas contribuições. Vamos estudar suas biografias e trabalho em diversos artigos aqui no blog.</span></p>
<h2><b>Como se tornar um numismata?</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Para se tornar um numismata, é possível começar com o estudo autodidata por meio de livros, catálogos, artigos especializados em revistas e blogs (como este que você está lendo!), e a participação em fóruns e clubes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Frequentar feiras especializadas e de antiguidades, manter contato com outros colecionadores e, eventualmente, especializar-se em um período, país ou tema pode aprofundar o conhecimento. Além disso, associar-se a sociedades numismáticas, como a </span><a href="https://snb.org.br/"><span style="font-weight: 400;">SNB (Sociedade Numismática Brasileira)</span></a><span style="font-weight: 400;"> permite conhecer outros numismatas experientes e trocar informações valiosas sobre a área de estudo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A prática de catalogar as próprias peças com atenção a detalhes técnicos e históricos é parte essencial da formação numismática.</span></p>
<h2><b>Conclusão</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Um numismata é uma pessoa que se dedica ao estudo das moedas, cédulas, medalhas e itens afins, de forma profissional ou amadora, ou ainda como hobby, muitas vezes sendo também um colecionador. É possível ser um colecionador sem ser numismata, e também ser um numismata ser colecionar as peças estudadas, mas é muito comum que o estudioso também as colecione.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No Brasil, é comemorado em 1º de Dezembro o Dia do Numismata.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E você, é um numismata? Coleciona moedas, cédulas ou outros itens similares? Deixe um comentário na seção logo abaixo!</span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O Barão de Mauá na Numismática</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Jun 2026 16:22:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Numismática]]></category>
		<category><![CDATA[Medalhas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Barão de Mauá Você certamente já ouviu falar no Barão de Mauá (ou Visconde de Mauá). Mas você sabe quem</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h1><b>Barão de Mauá</b></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">Você certamente já ouviu falar no Barão de Mauá (ou Visconde de Mauá). Mas você sabe quem foi este homem? Qual foi sua importância para o Brasil? Quais peças numismáticas o celebram?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É dele que vamos tratar neste artigo numismático &#8211; começando com uma breve história da vida e obra desse grande empresário e então conhecendo alguns objetos numismáticos que o homenageiam, incluindo moedas, cédulas e medalhas.</span></p>
<figure id="attachment_233" aria-describedby="caption-attachment-233" style="width: 457px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-233 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/barao-maua.jpg" alt="Barão de Mauá. Litografia por Sebastien Auguste Sisson (1861), BBM Digital" width="457" height="577" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/barao-maua.jpg 457w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/barao-maua-238x300.jpg 238w" sizes="auto, (max-width: 457px) 100vw, 457px" /><figcaption id="caption-attachment-233" class="wp-caption-text"><strong>Barão de Mauá</strong>. Litografia por Sebastien Auguste Sisson (1861), BBM Digital</figcaption></figure>
<h3><b>A Infância: Perdas e Novos Começos</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Nascido em 28 de dezembro de 1813 na pacata vila de Nossa Senhora do Arroio Grande, onde é hoje o estado do Rio Grande do Sul, </span><b>Irineu Evangelista de Sousa</b><span style="font-weight: 400;">, mais conhecido como </span><b>Barão de Mauá</b><span style="font-weight: 400;"> (e posteriormente como Visconde de Mauá), teve uma vida marcada por reviravoltas desde a infância. Aos oito anos, sofreu a perda do pai, que foi assassinado em um trágico evento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sua mãe, tentando refazer sua vida, se casou novamente com João Jesus, um homem que não aceitava os filhos do primeiro casamento dela, e por conta disso ela acabou confiando o jovem Irineu aos cuidados de seu tio Manuel José de Carvalho, que o levou para o interior de São Paulo.</span></p>
<h3><b>Educação e Primeiros Passos no Mundo dos Negócios</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio às dificuldades, Irineu encontrou na educação um caminho para o futuro. Entre 1821 e 1823, frequentou um colégio no interior paulista, onde aprendeu a ler e escrever. Aos nove anos, mudou-se para o Rio de Janeiro para morar com outro tio, José Baptista de Carvalho, que era comandante de uma embarcação da marinha mercante. Lá, aos nove anos de idade, iniciou sua jornada no mundo dos negócios, trabalhando por indicação do tio em um estabelecimento comercial por longas horas (trabalhava das 07:00 às 22:00) em troca de moradia e alimentação.</span></p>
<h3><b>Dedicação e Ascensão Meteórica de Mauá</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Toda essa dedicação acabou rendendo bons frutos a ele. Em 1825, com apenas 11 anos de idade, conquistou um emprego na casa comercial de Antônio Pereira de Almeida, onde rapidamente se destacou. Três anos depois, com apenas 14 anos, foi promovido a caixeiro (guarda-livros), que era um cargo de grande responsabilidade na época.</span></p>
<h3><b>Dominando os Negócios: A Era Carruthers</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A vida de Irineu tomou um rumo decisivo quando a empresa de Almeida faliu. Recomendado por seu antigo empregador, ingressou na Companhia Inglesa Carruthers &amp; Co., de propriedade de um negociante inglês de Liverpool de nome Richard Carruthers. Lá, Irineu mergulhou de corpo e alma em um novo universo, aprendendo inglês, contabilidade e técnicas comerciais com maestria. Sua inteligência &#8211; e muito trabalho &#8211; o levaram ao topo: aos 23 anos, já era gerente da empresa e, logo em seguida, foi elevado a sócio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É interessante notar que, durante seu tempo na Carruthers, Irineu foi iniciado na Maçonaria pelo próprio Richard Carruthers. Essa experiência o conectou a uma rede de contatos influentes e o influenciou profundamente em seus valores e visão de negócios.</span></p>
<h2><b>Pioneiro em Múltiplas Frentes</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O Barão de Mauá não foi apenas um grande empresário, mas um verdadeiro visionário que queria impulsionar o Brasil para a era moderna. Sua vontade de progredir o levou a desbravar diversos setores, como as áreas dos transportes e indústria e infraestrutura.</span></p>
<h3><b>Inovações que Transformaram o Brasil</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Sob sua liderança, o Brasil presenciou a introdução de inovações que remodelariam o país &#8211; ou ao menos deveriam ter remodelado. A Estrada de Ferro Mauá, inaugurada em 1854 e denominada oficialmente Imperial Companhia de Navegação a Vapor e Estrada de Ferro de Petropolis, tornou-se a primeira ferrovia em território brasileiro, conectando o Porto de Mauá, no Rio de Janeiro, à região de Petrópolis, com o objetivo principal de transportar café, um dos principais produtos exportados pelo Brasil na época.</span></p>
<h3><b>Barão de Mauá: O Empreendedor Incansável</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, a mente empreendedora de Mauá não se limitou à ferrovia. Ele foi fundamental na criação de diversas outras instituições, como uma das encarnações do Banco do Brasil e a Companhia de Navegação a Vapor do Amazonas. Sua visão de futuro e capacidade de execução o colocaram na vanguarda do progresso nacional na época.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ele não se contentou em apenas impulsionar o crescimento econômico. Também se envolveu ativamente na política, defendendo com fervor a modernização econômica do país. Sua atuação como deputado provincial e federal pelo Rio Grande do Sul foi marcada pela defesa de ideais progressistas e abolicionistas, que desafiavam o status quo da época &#8211; e lhe renderam inimigos e problemas futuros, pois essas ideias não eram bem recebidas pela elite conservadora da época.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de suas contribuições significativas para o desenvolvimento do Brasil, Mauá enfrentou dificuldades financeiras e acabou perdendo grande parte de sua fortuna. Ele faleceu em 21 de outubro de 1889, aos 75 anos de idade, em Petrópolis, Rio de Janeiro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, mesmo com as dificuldades financeiras que enfrentou em seus últimos anos, o legado do Barão de Mauá ainda perdura até os dias de hoje. Ele é lembrado como um visionário que queria ajudar a transformar o Brasil em uma nação moderna e industrializada. Para mim, ele representa a busca incessante pelo progresso e a crença no potencial do Brasil. Acredito que sua história pode servir como inspiração para as futuras gerações, mostrando que, com trabalho árduo, inteligência e ousadia, é possível construir um futuro grandioso para a nossa nação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, ele deve ser lembrado, estudado e conhecido por todos &#8211; e a numismática pode nos ajudar com isso (apesar de não ter ajudado muito até o momento), como veremos nas peças a seguir.</span></p>
<h2><b>O Barão de Mauá na Numismática</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O Barão de Mauá é celebrado na numismática brasileira em uma moeda de 200 réis que circulou entre 1936 e 1938, pertencente à série </span><b>Brasileiros Ilustres</b><span style="font-weight: 400;">, que pode ser vista na imagem abaixo:</span></p>
<figure id="attachment_234" aria-describedby="caption-attachment-234" style="width: 340px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-234 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-200-reis-barao-maua.jpg" alt="Brasil 200 Réis: Barão de Mauá. Coleção do autor." width="340" height="162" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-200-reis-barao-maua.jpg 340w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-200-reis-barao-maua-300x143.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 340px) 100vw, 340px" /><figcaption id="caption-attachment-234" class="wp-caption-text">Brasil 200 Réis: Barão de Mauá. Coleção do autor.</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa moeda tem as seguintes características:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Valor: 200 Réis</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Data: 1936-1938</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Composição: Cupro-níquel</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Peso: 6g</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Diâmetro: 23mm</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Espessura: 1,98mm</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Alinhamento: Medalha ↑↑</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Referência: KM537</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Cunhagem total: 15.321.000 peças, sendo por ano:</span>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="2"><span style="font-weight: 400;">1936: 3.028.500</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="2"><span style="font-weight: 400;">1937: 6.505.500</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="2"><span style="font-weight: 400;">1938: 5.787.000</span></li>
</ul>
</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Gravador: Leopoldo Campos (CL)</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Anverso: Locomotiva a vapor, com a data acima, denominação abaixo (200 RS), CL, BRASIL</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Reverso: Retrato do Barão (e Visconde) de Mauá entre as letras MA e UÁ, CL</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Já na ilustração a seguir temos um bilhete emitido pelo Banco Mauá y Cia do Uruguai, no valor de 20 pesos:</span></p>
<figure id="attachment_235" aria-describedby="caption-attachment-235" style="width: 605px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-235 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/cedula-banco-maua.jpg" alt="Título de 20 pesos emitido pelo Banco Mauá do Uruguai" width="605" height="354" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/cedula-banco-maua.jpg 605w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/cedula-banco-maua-300x176.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 605px) 100vw, 605px" /><figcaption id="caption-attachment-235" class="wp-caption-text">Título de 20 pesos emitido pelo Banco Mauá do Uruguai<br />Imagem: https://www.instagram.com/biabernardesbrasil/</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Este título, com a gravura do banqueiro estampada, funcionava como um intermediário entre um certificado bancário e moeda, substituindo o ouro em transações realizadas na região (incluindo os pampas).</span></p>
<p><strong>Dados gerais:</strong></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Valor de Face: 20 Pesos</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Código de Catálogo: World Paper Money P-S277</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Emissão: 01/07/1865</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Tipo: Títulos Especializados</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Composição: Papel</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Impressão: Bradbury, Wilkinson &amp; Co. (England) (BWC)</span></li>
</ul>
<h4><b>Medalha em homenagem ao barão de Mauá</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">E na imagem a seguir temos uma medalha em homenagem ao Barão de Mauá, de 1906, da Companhia Luz Stearica do RJ, da qual ele foi diretor entre 1854 e 1864:</span></p>
<figure id="attachment_236" aria-describedby="caption-attachment-236" style="width: 717px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-236 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/medalha-barao-maua-luz-stearica.jpg" alt="Medalha: Barão de Mauá, Compª Luz Stearica, 1906Imagem: Google Arts &amp; Culture. Acervo do Museu Imperial em Petrópolis, Brasil" width="717" height="352" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/medalha-barao-maua-luz-stearica.jpg 717w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/medalha-barao-maua-luz-stearica-300x147.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 717px) 100vw, 717px" /><figcaption id="caption-attachment-236" class="wp-caption-text">Medalha: Barão de Mauá, Compª Luz Stearica, 1906<br />Imagem: Google Arts &amp; Culture. Acervo do <a href="https://dami.museuimperial.museus.gov.br/handle/acervo/7205" target="_blank" rel="noopener">Museu Imperial em Petrópolis</a>, Brasil</figcaption></figure>
<p><strong>Dados gerais:</strong></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Título: Medalha em homenagem ao barão de Mauá</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Gravador: Augusto Giorgio Girardet</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Data: 1906</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Formato: Circular</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Diâmetro: 51mm</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Material: Bronze</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Catálogos: Catálogo das Medalhas Brasileiras nº 212, Viscondessa de Cavalcanti e Kurt Prober &#8211; Catálogo de Medalhas da República.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Direitos: Museu Imperial/Ibram/MinC</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Anverso: Efígie do Visconde com a inscrição &#8220;Barão de Mauá – 1854 – 1864&#8221;, e a assinatura do gravador &#8220;A. G. Girardet&#8221; no exergo.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Reverso: Inscrições &#8220;Pres<sup>e</sup> Julio B Ottoni – Secrº R. de Freitas lima – Diror Techº E. Grandmasson – 1906&#8243; no centro, e na orla &#8220;Compª luz Stearica – Rio de Janeiro&#8221;.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Borda: Uma cornucópia e inscrição &#8220;Bronze&#8221;.</span></li>
</ul>
<h4><b>Outra medalha: 100 Anos da Estrada de Ferro Santos-Jundiaí</b></h4>
<p>A seguir outra medalha comemorativa que traz a efígie do Barão de Mauá, desta vez comemorando os 100 anos da estrada de ferro Santos &#8211; Jundiaí:</p>
<figure id="attachment_239" aria-describedby="caption-attachment-239" style="width: 706px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-239 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/medalha-barao-maua-ferrovias.jpg" alt="Medalha Comemorativa 100 Anos da Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, com Barão de Mauá" width="706" height="353" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/medalha-barao-maua-ferrovias.jpg 706w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/medalha-barao-maua-ferrovias-300x150.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 706px) 100vw, 706px" /><figcaption id="caption-attachment-239" class="wp-caption-text">Medalha Comemorativa 100 Anos da Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, com efígie do Barão de Mauá.<br />Coleção do Autor.</figcaption></figure>
<p>Essa medalha foi cunhada em 1967 para celebrar os 100 anos da inauguração da histórica linha ferroviária inaugurada originalmente pela São Paulo Railway (SPR), ligando o porto de Santos a Jundiaí — linha que posteriormente passou a ser controlada pelo governo federal sob o nome de Estrada de Ferro Santos a Jundiaí (EFSJ). O Barão de Mauá é celebrado como o grande pioneiro e idealizador inicial do projeto de transposição da Serra do Mar.</p>
<p><strong>Dados gerais:</strong></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Título: Medalha Comemorativa 100 Anos da Estrada de Ferro Santos-Jundiaí</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Fabricação/Gravação: Gravação Olímpica</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Data: 1967</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Formato: Circular</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Diâmetro: 54mm</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Material: Bronze</span></li>
<li aria-level="1">Peso: 75,3g</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Anverso: Busto em alto-relevo de Irineu Evangelista de Sousa, o Barão de Mauá, de frente, vestindo traje formal da época com gravata borboleta. Contornando a orla superior e lateral, lê-se: &#8220;CENTENÁRIO DA E.F. SANTOS A JUNDIAÍ&#8221; (Estrada de Ferro Santos-Jundiaí). Flanqueando o busto, ao centro, traz a inscrição: &#8220;MAUÁ O PIONEIRO&#8221;. Do lado direito do busto, na parte inferior, a inscrição bem pequena &#8220;OLIMPICA&#8221;.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Reverso: Representação arquitetônica em perspectiva da fachada e das plataformas da Estação da Luz, um dos maiores marcos ferroviários do país. Na parte superior, acima do edifício, constam os anos que marcam o centenário: &#8220;1867-1967&#8221;, e no exergo, lê-se em duas linhas: &#8220;ESTAÇÃO DA LUZ / SÃO PAULO&#8221;.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Borda: Lisa, sem inscrições.</span></li>
</ul>
<h2><b>Conclusão</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Irineu Evangelista de Sousa, o Barão de Mauá, não foi apenas um homem de seu tempo, mas um visionário que projetou sua mente para o futuro. Sua história, marcada por conquistas extraordinárias, desafios implacáveis e alguns fracassos, nos oferece um legado inestimável de aprendizado e inspiração.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, apesar de sua grande importância para o início da industrialização do Brasil, o Visconde de Mauá tem sua história pouco conhecida pelo povo brasileiro, e é raramente representado em nossa numismática. Sua única aparição em moedas se deu na série Brasileiros Ilustres, na segunda metade da década de 1930, portanto há quase 100 anos.</span></p>
<p><b>Não estaria na hora de homenageá-lo com uma moeda comemorativa especial?</b></p>
<h2><b>Referências</b></h2>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">RUSSO, A. </span><b>O Livro das Moedas do Brasil</b><span style="font-weight: 400;">. 2ª Edição</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">CALDEIRA, J. </span><b>Mauá: empresário do império</b><span style="font-weight: 400;">. Companhia das Letras, 1ª edição. 1995</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
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		<title>De que material são feitas as Medalhas Olímpicas?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 12:32:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Metais Preciosos]]></category>
		<category><![CDATA[Numismática]]></category>
		<category><![CDATA[Medalhas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>De que material são feitas as Medalhas Olímpicas? Equipes e atletas individuais que competem e chegam ao pódio nas Olimpíadas</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h1><b>De que material são feitas as Medalhas Olímpicas?</b></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">Equipes e atletas individuais que competem e chegam ao pódio nas Olimpíadas recebem as Medalhas Olímpicas, de acordo com sua posição: medalha de ouro para o primeiro lugar, prata para o segundo e bronze para o terceiro. Mas será que essas medalhas são realmente feitas com esses materiais?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na verdade, a composição de cada medalha varia de acordo com as regras estabelecidas pelo </span><a href="https://www.olympics.com/ioc"><span style="font-weight: 400;">Comitê Olímpico Internacional</span></a><span style="font-weight: 400;"> (COI) para cada edição dos Jogos, e não necessariamente são totalmente fabricadas com cada um desses metais ou ligas. Na prática, o que temos é o seguinte:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Medalha de Ouro</b><span style="font-weight: 400;">: Apesar do nome, a medalha de ouro não é feita inteiramente de ouro puro. Desde 1912, elas são produzidas em prata (com teor mínimo de 92,5%) e recebem um revestimento de pelo menos 6 gramas de ouro.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Medalha de Prata</b><span style="font-weight: 400;">: Já essa medalha é feita de prata de alta pureza, com pureza mínima de 92,5% (ou </span><a href="https://diarionumismatico.com.br/o-que-e-prata-sterling-prata-esterlina/"><span style="font-weight: 400;">prata esterlina</span></a><span style="font-weight: 400;">), sem qualquer revestimento de ouro.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Medalha de Bronze</b><span style="font-weight: 400;">: Produzida com uma liga metálica composta principalmente de cobre (cerca de 90%), misturado com pequenas quantidades de zinco e estanho.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Não existe uma explicação oficial do porque das medalhas de ouro não serem feitas de ouro puro, mas muito provavelmente isso se deve ao custo do metal e à grande maleabilidade do ouro, que tornaria as medalhas facilmente danificáveis, pois o ouro é muito fácil de riscar ou entortar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por exemplo, as medalhas de Ouro dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 pesavam 556g. Se elas fossem feitas de ouro puro, teriam um custo aproximado (em março/2025) de R$ 305.000,00 cada medalha, com o </span><a href="https://www.kitco.com/price/precious-metals"><span style="font-weight: 400;">grama de ouro custando cerca de R$ 550,00</span></a><span style="font-weight: 400;">. Mas na prática, elas possuíam apenas 6g de ouro banhando uma base de prata, o que significa &#8220;apenas&#8221; R$ 3.300,00 de ouro por medalha. Noventa e duas vezes menor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma diferença enorme de valor!</span></p>
<figure id="attachment_144" aria-describedby="caption-attachment-144" style="width: 308px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-144 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/medalha-ouro-toquio.jpg" alt="Medalha de Ouro dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020" width="308" height="366" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/medalha-ouro-toquio.jpg 308w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/medalha-ouro-toquio-252x300.jpg 252w" sizes="auto, (max-width: 308px) 100vw, 308px" /><figcaption id="caption-attachment-144" class="wp-caption-text">Medalha de Ouro dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Os países muitas vezes acrescentam especificidades características de sua cultura às medalhas olímpicas. Por exemplo, nos </span><a href="https://www.olympics.com/en/olympic-games/paris-2024/medal-design"><span style="font-weight: 400;">jogos de Paris 2024</span></a><span style="font-weight: 400;">, pedaços de ferro da Torre Eiffel foram acrescentados como detalhes nas medalhas &#8211; cerca de 18g do metal &#8211; criando uma estética muito interessante na medalha, além de um belo contraste de cor.</span></p>
<figure id="attachment_145" aria-describedby="caption-attachment-145" style="width: 282px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-145 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/medalha-ouro-paris-2024.jpg" alt="Medalha de Ouro dos Jogos de Paris 2024. Note o hexágono no centro da medalha, feito com ferro remanescente da Torre Eiffel" width="282" height="254" /><figcaption id="caption-attachment-145" class="wp-caption-text">Medalha de Ouro dos Jogos de Paris 2024. Note o hexágono no centro da medalha, feito com ferro remanescente da construção da Torre Eiffel</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Já nos </span><a href="https://diarionumismatico.com.br/guia-moedas-1-real-olimpiadas-rio/"><span style="font-weight: 400;">Jogos Olímpicos do Rio 2016</span></a><span style="font-weight: 400;">, as medalhas foram desenvolvidas com um apelo sustentável, utilizando materiais reciclados e prata extraída de processos mais ecológicos, provenientes de sobras de espelhos, resíduos de solda e placas de raios X. As medalhas de bronze foram produzidas usando 30 por cento de materiais reciclados, e as fitas foram feitas de 50 por cento de PET reciclado.</span></p>
<figure id="attachment_146-2" aria-describedby="caption-attachment-146-2" style="width: 588px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-146 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/medalhas-jogos-olimpicos-rio.jpg" alt="Conjunto de Medalhas dos Jogos Olímpicos do Rio 2016" width="588" height="272" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/medalhas-jogos-olimpicos-rio.jpg 588w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/medalhas-jogos-olimpicos-rio-300x139.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 588px) 100vw, 588px" /><figcaption id="caption-attachment-146-2" class="wp-caption-text">Conjunto de Medalhas dos Jogos Olímpicos do Rio 2016</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto isso, as medalhas de ouro eram completamente livres de mercúrio (em sua extração), reforçando o compromisso ambiental da edição.</span></p>
<h3><b>Existe alguma medalha que é realmente feita de ouro sólido?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Sim. O exemplo mais notório são as medalhas atuais do Prêmio Nobel, que são feitas com 175g de ouro 18 quilates reciclado, ou seja, 75% de ouro com 25% de prata na liga (tecnicamente, uma liga chamada </span><a href="https://diarionumismatico.com.br/tipos-de-ligas-de-prata-e-suas-aplicacoes/"><i><span style="font-weight: 400;">electrum</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), e banhadas em ouro puro (24 quilates). Até 1980 eram feitas de ouro 23 quilates.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A medalha para o Nobel de Economia pesa 185g.</span></p>
<figure id="attachment_147" aria-describedby="caption-attachment-147" style="width: 341px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-147 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/medalha-ouro-premio-nobel.jpg" alt="Medalha de Ouro do Prêmio Nobel" width="341" height="323" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/medalha-ouro-premio-nobel.jpg 341w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/medalha-ouro-premio-nobel-300x284.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 341px) 100vw, 341px" /><figcaption id="caption-attachment-147" class="wp-caption-text">Medalha de Ouro do Prêmio Nobel</figcaption></figure>
<h2><b>Referências</b></h2>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Site Oficial dos Jogos Olímpicos: </span><a href="https://www.olympics.com/"><span style="font-weight: 400;">https://www.olympics.com</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Medalhas do Prêmio Nobel: </span><a href="https://www.nobelprize.org/prizes/about/the-nobel-medals-and-the-medal-for-the-prize-in-economic-sciences/"><span style="font-weight: 400;">https://www.nobelprize.org/prizes/about/the-nobel-medals-and-the-medal-for-the-prize-in-economic-sciences/</span></a></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://diarionumismatico.com.br/de-que-material-sao-feitas-as-medalhas-olimpicas/">De que material são feitas as Medalhas Olímpicas?</a> apareceu primeiro em <a href="https://diarionumismatico.com.br">Diário Numismático</a>.</p>
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