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	<title>Arquivo de Numismática - Diário Numismático</title>
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	<description>O seu guia de numismática, história, investimentos e a arte de colecionar</description>
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	<title>Arquivo de Numismática - Diário Numismático</title>
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		<title>Atividades de Agosto / 2026 no Diário Numismático</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Sep 2026 15:37:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Numismática]]></category>
		<category><![CDATA[Colecionismo]]></category>
		<category><![CDATA[Museus]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Atividades de Agosto – 2026 no Diário Numismático O mês de agosto de 2026 foi bastante interessante e cheio de</p>
<p>O post <a href="https://diarionumismatico.com.br/atividades-de-agosto-2026-no-diario-numismatico/">Atividades de Agosto / 2026 no Diário Numismático</a> apareceu primeiro em <a href="https://diarionumismatico.com.br">Diário Numismático</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h1><b>Atividades de Agosto – 2026 no Diário Numismático</b></h1>
<p>O mês de agosto de 2026 foi bastante interessante e cheio de atividades numismáticas e relacionadas à artes e colecionismo para mim, principalmente pelo fato de eu estar de férias do trabalho e, assim, ter mais tempo disponível para fazer coisas que normalmente não consigo, principalmente nos dias de semana. Entre visitas a exposições temporárias, museus numismáticos, passeios e aquisição de literatura, posso afirmar que foi um período muito enriquecedor culturalmente e também materialmente, apesar de eu não ter viajado para fora da cidade, fazendo valer a pena essas férias.</p>
<p>As principais atividades que realizei foram as seguintes:</p>
<ul>
<li aria-level="1">Visita à Exposição &#8220;Miró: Mestre das Formas&#8221;</li>
<li aria-level="1">Visita à Exposição &#8220;Rembrandt – O Mestre da Luz e da Sombra&#8221;</li>
<li aria-level="1">Visita ao Museu da Caixa Cultural São Paulo</li>
<li aria-level="1">Reorganização da Coleção de Revistas</li>
<li aria-level="1">Visita às exposições do Farol Santander de São Paulo</li>
<li aria-level="1">Exposição &#8220;Arte no Dinheiro&#8221; no Instituto Itaú Cultural</li>
<li>Aquisições: Livros, Catálogos, Revistas, Peças Numismáticas</li>
</ul>
<p>Vamos a um breve resumo de cada uma delas.</p>
<h2>Exposição &#8220;Miró: Mestre das Formas&#8221;</h2>
<p>Joan Miró foi um pintor, escultor e ceramista espanhol, sendo considerado um dos maiores nomes do surrealismo no século XX.</p>
<p>Fomos conferir uma exposição de obras desse artista no MAB &#8211; Museu de Arte Brasileira da FAAP, no bairro de Higienópolis, em São Paulo.</p>
<p>A exposição, organizada em colaboração com a Fundació Joan Miró, contou com mais de 100 obras, entre pinturas, gravuras, esculturas, tapeçarias, litografias, fotografias e até mesmo filmes englobando a criação desse artista de renome.</p>
<p>As obras expostas são bastante diferentes do que veríamos, por exemplo, em uma exposição de arte &#8220;clássica&#8221;, como Van Gogh ou Da Vinci, justamente por serem representativas do movimento artístico do Surrealismo que, citando a Wikipedia, é um &#8220;movimento artístico e literário que nasceu em Paris na década de 1920, focado na valorização do inconsciente, dos sonhos e da imaginação livre do controle da razão, sendo inspirado profundamente nos estudos de Sigmund Freud sobre o subconsciente e a interpretação dos sonhos.&#8221;</p>
<p>E é isso o que encontramos nas obras: muita abstração, formas livres e oníricas, mostrando cenas que lembram sonhos, pesadelos e o absurdo. Outros artistas que criaram obras nesse estilo incluem Salvador Dalí (também teve uma exposição na FAAP há alguns anos), René Magritte e Frida Kahlo, entre outros.</p>
<figure id="attachment_1146" aria-describedby="caption-attachment-1146" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-1146 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/miro-mulher-passaros-paisagem.jpg" alt="Miró Mulher e pássaros em uma paisagem" width="500" height="701" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/miro-mulher-passaros-paisagem.jpg 500w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/miro-mulher-passaros-paisagem-214x300.jpg 214w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-1146" class="wp-caption-text">Obra de Joan Miró: &#8220;Mulher e pássaros em uma paisagem&#8221;, 1970-1974. Acrílica sobre Tela. Foto: Fábio dos Reis.</figcaption></figure>
<p>Valeu a pena essa exposição? Sim, sem dúvida, mas é importante se informar um pouco sobre o estilo abordado para evitar pensar como algumas pessoas que ouvi comentando durante a exposição coisas como &#8220;meu filho de 5 anos faz melhor que isso&#8221;, ou &#8220;um mofo no muro de casa é mais bonito&#8221;.</p>
<p>Uma surpresa agradável foi que, ao sair do salão de exposições, vimos que havia outra exposição no salão do lado oposto do prédio, esta com obras de artistas brasileiros. Aproveitamos que estávamos ali e fomos ver do que se tratava. A exposição, gratuita, se chamava &#8220;Arte da Nossa Gente&#8221;.</p>
<p>Essa exposição, organizada pelo Instituto Totex em parceria com a FAAP, reuniu mais de 150 obras originais de artistas brasileiros de diferentes regiões do país, em diversos formatos, como pintura, escultura, gravura, bordado e cerâmica.</p>
<p>Fui surpreendido pela qualidade das obras e confesso que gostei demais. Tanto que até mesmo voltei à lojinha do museu e adquiri o catálogo dessa exposição!</p>
<figure id="attachment_1148" aria-describedby="caption-attachment-1148" style="width: 700px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-1148 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/mestre-galdino-esculturas-ceramica.jpg" alt="Mestre Galdino: Sem título. Conjunto de esculturas em cerâmica" width="700" height="434" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/mestre-galdino-esculturas-ceramica.jpg 700w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/mestre-galdino-esculturas-ceramica-300x186.jpg 300w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /><figcaption id="caption-attachment-1148" class="wp-caption-text">Mestre Galdino: Sem título. Conjunto de esculturas em cerâmica. Imagem: Fábio dos Reis</figcaption></figure>
<p>Alguns dos artistas representados incluem Anita Malfatti, Alfredo Volpi, Alcides Pereira dos Santos, Antônio Julião, Mestre Guilherme, Mestre Galdino, Heitor dos Prazeres, entre muitos outros.. Valeu totalmente a pena visitar essa mostra, que deixa bem evidente a alta qualidade do conteúdo artístico produzido no Brasil.</p>
<h2>Exposição &#8220;Rembrandt – O Mestre da Luz e da Sombra&#8221;</h2>
<p>No mesmo dia da visita à FAAP fomos ver uma outra exposição, no centro da cidade, também de um artista de muito renome: Rembrandt.</p>
<p>Expostas no museu da Caixa Cultural, localizado na Praça da Sé, em São Paulo, estavam 69 gravuras originais do artista holandês Rembrandt van Rijn, produzidas entre 1629 e 1665, na exposição intitulada &#8220;Rembrandt – O Mestre da Luz e da Sombra&#8221;.</p>
<p>Eu já havia visitado uma exposição de gravuras de Rembrandt há muitos anos, em 2002, no Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo, e fiquei bastante empolgado para ever essas obras fantásticas e de altíssima qualidade produzidas por esse gênio &#8211; aliás, também já havia visto obras suas na Holanda, e visitado inclusive o local de seu nascimento na cidade de Leiden.</p>
<p>Voltando à exposição da Caixa, ela ocupa um dos andares do prédio, e está muito bem organizada, com salas temáticas e inclusive contando com uma obra interativa bastante interessante. As gravuras foram produzidas por meio das técnicas de água-forte e ponta-seca.</p>
<figure id="attachment_1150" aria-describedby="caption-attachment-1150" style="width: 700px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-1150 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/rembrandt-cristo-cambistas-templo.jpg" alt="Rembrandt: Cristo Expulsando os Cambistas do Templo" width="700" height="568" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/rembrandt-cristo-cambistas-templo.jpg 700w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/rembrandt-cristo-cambistas-templo-300x243.jpg 300w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /><figcaption id="caption-attachment-1150" class="wp-caption-text">Gravura de Rembrandt: &#8220;Cristo Expulsando os Cambistas do Templo&#8221;, de 1635. Água-forte e ponta-seca. Foto: Fábio dos Reis.</figcaption></figure>
<p>Essa exposição já havia passado pelo Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Vitória, e contou principalmente com gravuras de duas categorias principais: retratos e autorretratos e cenas bíblicas</p>
<p>Uma informação importante é que as obras, em sua grande maioria, têm pequenas dimensões, e por conta disso o museu disponibiliza lupas para que o público possa analisar detalhes que são quase imperceptíveis a olho nu, de tão pequenos. É uma exposição que valeu muito a pensa visitar, e ainda por cima gratuita.</p>
<figure id="attachment_1152" aria-describedby="caption-attachment-1152" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-1152 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/rembrandt-pesador-ouro-gravura.jpg" alt="Rembrandt: Jan Uytenbogaert, o Pesador de Ouro" width="600" height="698" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/rembrandt-pesador-ouro-gravura.jpg 600w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/rembrandt-pesador-ouro-gravura-258x300.jpg 258w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-1152" class="wp-caption-text">Rembrandt: &#8220;Jan Uytenbogaert, o Pesador de Ouro&#8221;, 1639. Água-forte e ponta-seca. Foto: Fábio dos Reis.</figcaption></figure>
<p>E eu também recomendo fortemente uma visita ao acervo permanente do museu da Caixa, que também visitei nesse mesmo dia, e do qual falo a seguir.</p>
<h2>Museu da Caixa Cultural São Paulo</h2>
<p>O Museu da CAIXA, localizado no prédio da CAIXA Cultural São Paulo, conta com inúmeros objetos e documentos referentes à história da Caixa Econômica Federal e também ao sistema financeiro do Brasil, além de diversos espaços internos com temática de época e elementos originais conservados, como mobiliário e máquinas.</p>
<p>Na verdade no dia havíamos ido para ver a exposição de gravuras de Rembrandt, como mencionado acima, e então aproveitamos para visitar a exposição permanente desse museu. Confesso que não esperava muita coisa, mas fiquei surpreso ao ver o tamanho e qualidade da coleção, além de seu valor histórico. Gostei muito mesmo.</p>
<p>No museu, além do mobiliário de época e das salas de reuniões, sala do presidente e outros ambientes, também é possível ver itens bastante curiosos, como uma máquina de triturar pedras para extração de ouro, várias balanças para pesar <a href="https://diarionumismatico.com.br/category/metais-preciosos/">metais preciosos</a>, máquinas antigas contadoras de cédulas e moedas, cofres, calculadoras com mais de 70 anos, além de uma pequena coleção numismática com cédulas, moedas, cheques, ordens de pagamento e cartões bancários brasileiros.</p>
<figure id="attachment_1155" aria-describedby="caption-attachment-1155" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-1155 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/maquina-contar-moedas-MPV.jpg" alt="Máquina de Contar Moedas MPV" width="800" height="472" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/maquina-contar-moedas-MPV.jpg 800w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/maquina-contar-moedas-MPV-300x177.jpg 300w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/maquina-contar-moedas-MPV-768x453.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-1155" class="wp-caption-text">Máquina de Contar Moedas MPV da década de 1970, de fabricação nacional. Foto do autor.</figcaption></figure>
<p>Recomendo muito a visita, e pretendo voltar certamente. O prédio da CAIXA Cultural São Paulo, que em si também é uma obra impressionante, fica na Praça da Sé, 111, no Centro Histórico de São Paulo, a dois minutos de caminhada do metrô Sé.</p>
<figure id="attachment_1157" aria-describedby="caption-attachment-1157" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-1157 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/cartoes-meios-pagamento.jpg" alt="Cheques, cartões eletrônicos de débito e crédito, e conta digital" width="800" height="536" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/cartoes-meios-pagamento.jpg 800w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/cartoes-meios-pagamento-300x201.jpg 300w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/cartoes-meios-pagamento-768x515.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-1157" class="wp-caption-text">Cheques, cartões eletrônicos de débito e crédito, e conta digital. Foto do autor.</figcaption></figure>
<h2>Visita ao Farol Santander de São Paulo</h2>
<p>O Farol Santander é um centro cultural, museu e de lazer localizado no famoso Edifício Altino Arantes, no centro de São Paulo, prédio conhecido como o &#8220;Prédio do Banespa&#8221; ou ainda &#8220;Banespão&#8221;. Trata-se de um edifício inaugurado em 1947, com arquitetura inspirada no famoso arranha-céu <em>Empire State Building</em>, em Nova York.</p>
<p>São muitas atrações disponíveis nesse local, então vou comentar apenas as que visitei e que me chamaram mais a atenção.</p>
<p>Primeiramente, fui até lá para ver uma exposição temporária sobre a história dos videogames, batizada de &#8220;Player 1 – 50 anos dos videogames&#8221;.</p>
<p>Esta exposição trouxe uma grande quantidade de consoles históricos, fliperamas, jogos clássicos, incluindo equipamentos muito raros e diversos acessórios, além de mostrar a evolução dessa indústria bilionária de entretenimento.</p>
<figure id="attachment_1160" aria-describedby="caption-attachment-1160" style="width: 700px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-1160 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/atari-home-pong.jpg" alt="Atari Home Pong" width="700" height="419" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/atari-home-pong.jpg 700w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/atari-home-pong-300x180.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px" /><figcaption id="caption-attachment-1160" class="wp-caption-text">O clássico Atari Home Pong, console de 1975. Foto do autor.</figcaption></figure>
<p>Também havia um espaço onde era possível jogar alguns jogos de arcade e interativos</p>
<figure id="attachment_1162" aria-describedby="caption-attachment-1162" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-1162 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/consoles-diversos-exposicao.jpg" alt="consoles de videogame" width="800" height="581" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/consoles-diversos-exposicao.jpg 800w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/consoles-diversos-exposicao-300x218.jpg 300w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/consoles-diversos-exposicao-768x558.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-1162" class="wp-caption-text">Diversos consoles de videogame em uma seção da exposição. Foto do autor.</figcaption></figure>
<p>Logo após me dirigi aos andares que abrigam as exposições fixas da instituição, e me deparei com uma belíssima coleção numismática e da história bancária, incluindo a vasta maioria das moedas do Brasil desde a Independência (circulantes e comemorativas), cédulas, ordens de pagamento, e artefatos como balanças, máquinas autenticadoras de cheques, perfuradora de cartões IBM e mobília original de muitas décadas atrás.</p>
<p>Também estão expostas algumas obras de arte de artistas renomados como Cândido Portinari e Roberto Burle-Marx.</p>
<figure id="attachment_1164" aria-describedby="caption-attachment-1164" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-1164 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/painel-moedas-farol-santander.jpg" alt="Painel de moedas do Brasil no Farol Santander" width="800" height="596" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/painel-moedas-farol-santander.jpg 800w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/painel-moedas-farol-santander-300x224.jpg 300w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/painel-moedas-farol-santander-768x572.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-1164" class="wp-caption-text">Painel de moedas do Brasil no Farol Santander. Foto: Fábio dos Reis.</figcaption></figure>
<p>Uma coisa que me impressionou muito foi uma sala temática contendo uma linda coleção de mapas antigos originais, muitos do período dourado da cartografia holandesa, nos séculos XVI e XVII. Adoro mapas!</p>
<p>Vale totalmente a pena a visita a este local, e pretendo retornar futuramente, principalmente para visitar um local que não deu desta vez: o Bar do Cofre, que é um bar instalado dentro do antigo cofre forte do banco, no subsolo, mantendo as portas de aço e as caixas de depósitos originais.</p>
<figure id="attachment_1166" aria-describedby="caption-attachment-1166" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-1166 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/mapas-antigos-holandeses.jpg" alt="Mapas antigos dos séculos XVI e XVII" width="550" height="682" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/mapas-antigos-holandeses.jpg 550w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/mapas-antigos-holandeses-242x300.jpg 242w" sizes="auto, (max-width: 550px) 100vw, 550px" /><figcaption id="caption-attachment-1166" class="wp-caption-text">Mapas antigos dos séculos XVI e XVII em exposição. Foto: Fábio dos Reis.</figcaption></figure>
<p>O Farol Santander se localiza na Rua João Brícola, 24, no Centro Histórico de São Paulo (perto da estação São Bento do Metrô). A entrada no local é paga, e caso resolva visitar consulte os valores vigentes no <a href="https://www.farolsantander.com.br/" target="_blank" rel="noopener">site oficial</a>, onde também é possível adquirir os ingressos.</p>
<h2>Exposição &#8220;Arte no Dinheiro&#8221; no Instituto Itaú Cultural</h2>
<p>Ao menos uma vez por ano que faço uma visita a esse museu que possui um acervo fantástico e maravilhoso de numismática brasileira, além de muitos outros tipos de itens extremamente importantes de nossa história. Estou falando do Instituto Itaú Cultural, localizado na Av. Paulista, em São Paulo.</p>
<p>O prédio atual abriga várias coleções e exposições em seus 9 andares, mais os pavimentos do subsolo, onde fica por exemplo um auditório. Eu visitei dois espaços específicos nessa visita: os espaços Herculano Pires e Olavo Setúbal, ambos gratuitos.</p>
<p>No Espaço Herculano Pires se encontra a exposição permanente de nome &#8220;Arte no Dinheiro&#8221;, inaugurada em dezembro de 2023 no 6º andar do Itaú Cultural. O espaço reúne moedas, medalhas, cédulas, selos, provas, ensaios, condecorações e outros objetos monetários, combinados com obras de arte contemporânea e recursos interativos, oriundos da coleção de numismática do banco.</p>
<figure id="attachment_1169" aria-describedby="caption-attachment-1169" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-1169 size-large" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/gaveta-patacoes-prata-brasil-1024x541.jpg" alt="Patacões de 960 réis do Brasil" width="800" height="423" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/gaveta-patacoes-prata-brasil-1024x541.jpg 1024w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/gaveta-patacoes-prata-brasil-300x159.jpg 300w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/gaveta-patacoes-prata-brasil-768x406.jpg 768w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/gaveta-patacoes-prata-brasil-390x205.jpg 390w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/gaveta-patacoes-prata-brasil.jpg 1286w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-1169" class="wp-caption-text">Gaveta com 78 patacões (moedas de 960 réis) do Brasil. Acervo do Itaú Cultural. Foto do autor.</figcaption></figure>
<p>São quase 3 mil peças selecionadas de um acervo composto por cerca de sete mil itens. Você vai precisar de um bom tempo para ver tudo &#8211; e é por isso que eu volto lá de tempos em tempos: tem muita coisa para explorar, e em cada visita, descubro algo diferente!</p>
<p>Entre as peças expostas encontram-se peças de alto valor histórico e monetário do Brasil, tais como as famosas <a href="https://diarionumismatico.com.br/dicionario-de-numismatica/">moedas obsidionais</a> (de cerco) do Brasil Holandês, a peça de ouro chamada de &#8220;O Português&#8221;, dúzias de patacões de prata do Brasil Colônia, Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves e do Império, e a valiosíssima Peça da Coroação de D. Pedro I, entre muitas outras.</p>
<figure id="attachment_1170" aria-describedby="caption-attachment-1170" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-1170" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/moedas-obsidionais-brasil-holandes-300x209.jpg" alt="Moedas do Brasil Holandês" width="800" height="558" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/moedas-obsidionais-brasil-holandes-300x209.jpg 300w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/moedas-obsidionais-brasil-holandes-768x535.jpg 768w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/moedas-obsidionais-brasil-holandes-392x272.jpg 392w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/moedas-obsidionais-brasil-holandes-130x90.jpg 130w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/moedas-obsidionais-brasil-holandes.jpg 941w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-1170" class="wp-caption-text">Moedas de ouro obsidionais do Brasil Holandês, cunhadas nos anos de 1645 e 1646, em três valores diferentes: III florins, VI florins e XII florins. Acervo do Itaú Cultural. Foto do autor.</figcaption></figure>
<p>Logo na entrada você pode pegar emprestado uma lupa para te ajudar a observar os detalhes das moedas, cédulas e medalhas, que em alguns casos podem ser bem pequenos e, ao menos para mim, quase invisíveis.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div align="center"><iframe loading="lazy" title="Peça da Coroação de D. Pedro I" src="https://youtube.com/embed/IQmteUKqojM" width="315" height="560" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe><br />
A Famosa Peça da Coroação de D. Pedro I. Acervo do Itaú Cultural.</div>
<p>No andar de baixo do espaço Herculano Pires se localiza o Espaço Olavo Setúbal, onde há outra exposição de alto nível. Ali está parte do acervo da Coleção Brasiliana Itaú. Trata-se de um grande conjunto de documentos e obras relacionados à representação e à história do Brasil: pinturas, gravuras, desenhos, mapas, livros raros, manuscritos, documentos, periódicos, caricaturas e outros materiais.</p>
<figure id="attachment_1176" aria-describedby="caption-attachment-1176" style="width: 623px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-1176 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/mapa-ortelius-america.jpg" alt="Mapa Ortelius" width="623" height="468" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/mapa-ortelius-america.jpg 623w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/mapa-ortelius-america-300x225.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 623px) 100vw, 623px" /><figcaption id="caption-attachment-1176" class="wp-caption-text">Mapa original do famoso cartógrafo flamengo (holandês) Ortelius, da década de 1570. COleção Brasiliana do Itaú. Acervo do Itaú Cultural. Foto do autor.</figcaption></figure>
<p>Vale totalmente a pena visitar esse instituto, e passar horas agradáveis explorando essas coleções fantásticas que contam a história do nosso país e, livros, imagens, moedas e outros objetos.</p>
<p>Um adendo: foi anunciado que haverá uma nova sede do Itaú Cultural, com previsão de inauguração para 2031. Será um prédio com 19 andares, localizado na própria Avenida Paulista, nº 1.267, ao lado do prédio da FIESP e em frente à estação Trianon-Masp do metrô.</p>
<figure id="attachment_1174" aria-describedby="caption-attachment-1174" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-1174" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/moeda-comemorativa-airton-senna.jpg" alt="Moeda de Ouro comemorativa Airton Senna" width="550" height="503" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/moeda-comemorativa-airton-senna.jpg 698w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/moeda-comemorativa-airton-senna-300x274.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 550px) 100vw, 550px" /><figcaption id="caption-attachment-1174" class="wp-caption-text">Moeda de Ouro comemorativa das corridas, <em>pole positions</em> e vitórias do lendário piloto de Fórmula 1 Ayrton Senna. Acervo do Itaú Cultural. Foto do autor.</figcaption></figure>
<h2>Reorganização da Coleção de Revistas</h2>
<p>Além de colecionar itens numismáticos eu também me interesso por outros materiais, como livros e revistas. Gosto particularmente de revistas, pois geralmente são focadas em um tema específico, de forma às vezes aprofundada, e normalmente são bem ilustradas, com fotografias, gráficos, infográficos e imagens de alta qualidade, o que torna a leitura ainda mais agradável.</p>
<p>Tenho uma certa quantidade de revistas, entre 350 e 400 atualmente, de assuntos variados como história, numismática, ciências, aquarismo e eletrônica. Infelizmente, nunca pude organizá-las de forma adequada &#8211; ao menos até o momento. Decidi iniciar uma organização e proteção sistemática desse material todo, pois na prática elas são frágeis e podem se deteriorar com facilidade (e eu já perdi uma coleção quase inteira de National Geographic por causa de cupins!).</p>
<figure id="attachment_1185" aria-describedby="caption-attachment-1185" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-1185 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/09/revistas-numismatica-plastico-PP.jpg" alt="Revistas de Numismática" width="750" height="612" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/09/revistas-numismatica-plastico-PP.jpg 750w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/09/revistas-numismatica-plastico-PP-300x245.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-1185" class="wp-caption-text">Algumas revistas de Numismática já protegidas com plástico PP. Acervo e foto do autor.</figcaption></figure>
<p>Não será uma tarefa fácil, pois há várias coisas a fazer:</p>
<ul>
<li>Separar as revistas por assuntos</li>
<li>Proteger cada revista individualmente com plástico</li>
<li>Acomodar as revistas em caixas, estantes ou arquivos</li>
<li>Organizá-las em ordem (alfabética? cronológica?)</li>
<li>Identificar cada acomodação feita</li>
<li>Registrar as edições que possuo em meio eletrônico</li>
<li>Para cada edição, registrar também os principais assuntos para busca rápida</li>
<li>Mais alguma coisa que eu ainda não pensei</li>
</ul>
<p>Ou seja, tenho muito por fazer ainda. Os primeiros três passos foram realizados esse mês: separei as edições por assuntos, guardei cada revista em um saco plástico individual de PP (polipropileno), e as acomodei em caixas de arquivo de polipropileno corrugado (polionda); cerca de 35 revistas couberam em cada caixa. Deu trabalho, mas foi um ótimo começo: elas já não estão mais espalhadas pelos cantos, pelo chão, nem pegando poeira e tampouco sujeitas à ação de umidade, insetos e outras ameaças.</p>
<figure id="attachment_1186" aria-describedby="caption-attachment-1186" style="width: 700px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-1186 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/09/arquivos-revistas-eletronica.jpg" alt="Revistas em arquivos de plástico" width="700" height="521" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/09/arquivos-revistas-eletronica.jpg 700w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/09/arquivos-revistas-eletronica-300x223.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px" /><figcaption id="caption-attachment-1186" class="wp-caption-text">Arquivos de &#8220;Polionda&#8221; contendo minhas revistas de eletrônica e mecatrônica, protegidas individualmente por sacos plásticos. Foto do autor.</figcaption></figure>
<p>O próximo passo é pensar na forma de organização das revistas e em como identificar o conteúdo de cada caixa de arquivo. Isso é trabalho para as próximas semanas.</p>
<h2>Aquisições do mês</h2>
<p>Como quase todos os meses, adquiri material novo para as coleções. Alguns dos itens incluem revistas, livros e catálogos, comprados tanto em lojas online quanto em sebos físicos. Aliás, gosto deveras de &#8220;garimpar&#8221; em sebos, pois normalmente acabo encontrando livros e revistas fantásticos a custo muito baixo, muitas vezes de edições que nunca havia ouvido falar. E esse mês tive surpresas muito agradáveis nesse quesito.</p>
<p>Existe um termo, &#8220;serendipidade&#8221;, que se refere à descobertas fortuitas realizadas quando, na verdade, se estava procurando outra coisa. É comum na Ciência; um exemplo são os famosos Post-Its. Um cientista da 3M estava tentando criar uma cola superforte, mas sem querer desenvolveu um adesivo fraco que grudava e desgrudava sem estragar o papel, e daí nasceu esse produto. E é mais ou menos isso que ocorre quando procuro livros nos sebos: entro pensando em comprar um livro de um assunto x e acabo descobrindo outros títulos que nem imaginava que existissem.</p>
<p>Desta feita, algumas das surpresas agradáveis foram as edições &#8220;<strong>O Brasil Holandês &#8211; A Família Nassau &#8211; Moedas e Medalhas</strong>&#8220;,  &#8220;<strong>Ouro: Sua história, Seus encantos, Seu valor</strong>&#8221; e &#8220;<strong>A História dos Bancos no Brasil &#8211; Das casas Bancárias aos Conglomerados Financeiros</strong>&#8220;, que encontrei em um sebo em Pinheiros, onde entrei logo após sair da feira de antiguidades da Praça Benedito Calixto.</p>
<figure id="attachment_1187" aria-describedby="caption-attachment-1187" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-1187 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/09/brasil-holandes-livro.jpg" alt="Livro O Brasil Holandês - Família Nassau: Moedas e Medalhas" width="600" height="601" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/09/brasil-holandes-livro.jpg 600w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/09/brasil-holandes-livro-300x300.jpg 300w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/09/brasil-holandes-livro-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-1187" class="wp-caption-text">Livro &#8220;O Brasil Holandês &#8211; A Família Nassau: Moedas e Medalhas&#8221;, adquirido em um sebo. Foto do autor.</figcaption></figure>
<p>Outro belo livro que adquiri, este pela Internet, foi a oitava edição de &#8220;<a href="https://diarionumismatico.com.br/as-marcas-de-cunhagem-nos-morgan-dollars/"><strong>Morgan Silver Dollars</strong></a>&#8220;, de Q. David Bowers, parte da coleção Red Book Series<img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/2122.png" alt="™" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" />.</p>
<p>Finalmente, como citado eu visitei a feira de antiguidades da Praça Benedito Calixto, no bairro de Pinheiros em São Paulo, e adquiri algumas moedas que faltavam para uma coleção de réis do Império do Brasil. Um exemplo pode ser visto na imagem a seguir, que mostra uma moeda de 1000 Réis de <a href="https://diarionumismatico.com.br/tipos-de-ligas-de-prata/">prata</a> do Brasil Imperial, do ano de 1879, com o busto do Imperador D. Pedro II olhando para a esquerda no anverso, e o Brasão de Armas do Império do Brasil no reverso:</p>
<figure id="attachment_1189" aria-describedby="caption-attachment-1189" style="width: 700px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-1189 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/09/brasil-1000-reis-prata-1879.jpg" alt="1000 Réis de 1879" width="700" height="358" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/09/brasil-1000-reis-prata-1879.jpg 700w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/09/brasil-1000-reis-prata-1879-300x153.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px" /><figcaption id="caption-attachment-1189" class="wp-caption-text">Moeda de prata do Império: 1000 Réis de 1879. São 12,75g de prata 0,917. Bela aquisição!. Acervo e foto do autor.</figcaption></figure>
<h2>Resumo</h2>
<p>Bem, é isso. Esse foi o mês de agosto por aqui: férias do trabalho (apesar de curtas), vários passeios interessantes, novas descobertas, organização e aquisições de relevância para as coleções.</p>
<p>Mês que vem tem mais!</p>
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		<title>Como Começar uma Coleção de Moedas: Passo a Passo para Iniciantes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Aug 2026 12:12:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colecionismo]]></category>
		<category><![CDATA[Numismática]]></category>
		<category><![CDATA[Cédulas]]></category>
		<category><![CDATA[Coleções]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Como Começar uma Coleção de Moedas: Guia para Iniciantes Colecionar moedas é um hobby antigo e bastante difundido, com milhões</p>
<p>O post <a href="https://diarionumismatico.com.br/como-comecar-uma-colecao-de-moedas-passo-a-passo-para-iniciantes/">Como Começar uma Coleção de Moedas: Passo a Passo para Iniciantes</a> apareceu primeiro em <a href="https://diarionumismatico.com.br">Diário Numismático</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h1>Como Começar uma Coleção de Moedas: Guia para Iniciantes</h1>
<p>Colecionar moedas é um hobby antigo e bastante difundido, com milhões de praticantes em todo o mundo. Trata-se de uma atividade prática associada à <a href="https://diarionumismatico.com.br/meu-hobby-numismatica/">Numismática</a>, área de estudo dedicada às moedas, aos sistemas monetários e a diversos objetos relacionados, como medalhas, fichas, tokens e, em uma acepção mais ampla, cédulas e outros meios de pagamento, e que traz uma série de benefícios, a meu ver, para seu praticante.</p>
<p>Mas quais seriam esses benefícios? Por que alguém deveria começar uma coleção de moedas (ou cédulas, por exemplo) e o que ganharia com isso? E mais: como fazer isso?</p>
<p>Eu, por exemplo, sou colecionador há mais de 45 anos, e além de colecionar, também estudo ativamente a história das moedas, a economia de cada país e época, o funcionamento de sistemas de trocas diversos e a história em geral de cada lugar, país e época. E assim, quero neste artigo compartilhar minha experiência e minhas ideias sobre o porquê de se iniciar uma coleção numismática e, principalmente, como fazer isso da melhor forma possível, com segurança e de modo a obter bons retornos, educacionais, de bem-estar e até mesmo financeiros.</p>
<h2>Mas por que colecionar moedas?</h2>
<p>Iniciar uma coleção de moedas, ou envolver-se na numismática, vai muito além de simplesmente juntar dinheiro; é um hobby muito gratificante que tem atraído os mais diversos perfis de pessoas, desde imperadores e reis do passado até celebridades e pessoas comuns, como eu e você.</p>
<p>Alguns motivos que eu posso citar para começar uma coleção numismática incluem os seguintes:</p>
<h4>Moedas são objetos históricos</h4>
<p>Colecionar moedas permite que você literalmente segure o passado em suas mãos. Uma simples peça antiga pode ter passado pelas mãos de milhares, ou até mesmo milhões, de pessoas durante sua circulação. Um exemplo são as moedas da Roma Antiga, que circularam há cerca de dois mil anos, e que podem ser encontradas com facilidade hoje a preços praticáveis, mesmo para um iniciante.</p>
<p>Isso proporciona uma forma de contato material com períodos históricos que complementa aquilo que se aprende nos livros, permitindo desvendar histórias sobre impérios, batalhas ou governantes através dos símbolos e inscrições gravados nas peças (chamamos de &#8220;peças&#8221; os objetos numismáticos, como as moedas).</p>
<h4>Estímulo à curiosidade</h4>
<p>A numismática estimula a investigação e a busca, sem dúvida. O hobby combina a curiosidade histórica com a &#8220;adrenalina&#8221; de tentar encontrar uma peça específica em um leilão, em uma feira ou outro lugar; para mim, existe uma enorme satisfação e alegria pessoal quando consigo encontrar uma moeda que faltava em uma série e, assim, completar um conjunto após muito tempo de procura.</p>
<h4>Apreciação estética e de arte</h4>
<p>Muitas moedas, sejam elas antigas ou modernas, podem ser consideradas praticamente obras de arte, elaboradas por escultores e gravadores muitas vezes de renome. O colecionador desenvolve um senso aguçado (digamos, um &#8220;olhar clínico&#8221; de conhecedor) para apreciar a beleza natural, os detalhes minuciosos em moedas minúsculas e até mesmo a coloração original que os metais adquirem ao longo dos anos, a famosa <a href="https://diarionumismatico.com.br/dicionario-de-numismatica/"><em>pátina</em></a>.</p>
<h4>Acessibilidade</h4>
<p>Ao contrário de <em>hobbies</em> ou passatempos que exigem materiais de custo elevado, a numismática não requer a compra de equipamentos caros para começar. Trata-se de uma atividade perfeitamente acessível, na qual é possível iniciar uma coleção garimpando itens diretamente do troco diário, no fundo da bolsa ou nas frestas do sofá. No máximo, você precisará de algum material para armazenar as moedas, talvez uma lupa para apreciá-las melhor, e alguma forma de catalogação e classificação, como catálogos impressos ou online.</p>
<p>Até mesmo moedas da antiga Grécia e Império Romano, com milhares de anos, podem frequentemente ser adquiridas sem que você precise esvaziar sua conta bancária.</p>
<h4>A comunidade</h4>
<p>Tornar-se um colecionador abre as portas para uma comunidade de conhecedores apaixonados, na qual entusiastas estão quase sempre dispostos a compartilhar suas especialidades e conhecimentos. Além disso, o colecionismo é famoso por conseguir unir gerações de uma mesma família, que podem desfrutar juntas dessa viagem no tempo; na minha família, por exemplo, tenho (tinha) dois tios que colecionavam moedas, dos quais ainda possuo algumas peças que ganhei de presente ao longo dos anos.</p>
<h4>Potencial de investimento (com o tempo)</h4>
<p>Na verdade, as moedas podem, e geralmente são, um péssimo investimento para tentar enriquecer de forma rápida, mas ainda assim, algumas coleções bem construídas podem se valorizar ao longo do tempo, embora isso não seja garantido e não deva ser o principal motivo para iniciar no hobby.</p>
<p>Construir uma coleção com paciência, conhecimento e atenção à qualidade ao longo dos anos pode aumentar as chances de preservar ou ampliar seu valor numismático.</p>
<p>Mas como fazer? Como começo uma coleção de moedas (ou cédulas, medalhas, etc.)? É o que discuto a seguir.</p>
<h2><strong>Dicas para começar uma coleção de moedas</strong></h2>
<p>Vejamos algumas dicas para quem quer iniciar nesse hobby fantástico, que é o colecionismo de moedas (e cédulas e outros itens).</p>
<h3>1. Comece com o troco do dia a dia</h3>
<p>A meu ver, a forma mais simples e acessível de dar os primeiros passos é justamente examinando o dinheiro que já passa por você (apesar de ser cada vez mais raro utilizarmos dinheiro físico no dia a dia). Verifique seus bolsos, carteiras, bolsas e até o fundo do sofá na sua sala. Sempre verificar o troco pode levar a encontrar edições comemorativas ou moedas que já não circulam com tanta frequência, proporcionando a &#8220;emoção da caçada&#8221; sem nenhum custo extra.</p>
<p>Um exemplo clássico são as moedas de 1 Real das Olimpíadas do Rio 2016, que são moedas circulantes (e que, no geral, valem R$ 1,00, não se iluda!) mas muito procuradas por colecionadores. Eu mesmo tenho dezenas delas que recebi de troco ao pagar contas em lotéricas, padarias e mercados.</p>
<figure id="attachment_431" aria-describedby="caption-attachment-431" style="width: 307px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-431 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-1-real-bandeira-olimpica.jpg" alt="Moeda da Bandeira Olímpica Rio 2016" width="307" height="296" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-1-real-bandeira-olimpica.jpg 307w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-1-real-bandeira-olimpica-300x289.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 307px) 100vw, 307px" /><figcaption id="caption-attachment-431" class="wp-caption-text">Moeda de R$ 1,00 das Olimpíadas do Rio, que comemora a entrega da Bandeira Olímpica. É bem procurada por colecionadores. Pode estar na sua carteira agora!</figcaption></figure>
<p>Às vezes também é possível encontrar moedas com erros de cunhagem, como por exemplo imagens fora de centro ou inclinadas de forma distinta do padrão da moeda normal. Alguns desses erros de cunhagem podem despertar interesse dos colecionadores e alcançar valores superiores aos de moedas comuns, dependendo do tipo, da raridade, da intensidade do erro e do estado de conservação. Vale a pena olhar com atenção cada moeda que passa pelas nossas mãos. O mesmo se aplica a cédulas.</p>
<p>Também, ao viajar para o exterior, normalmente acabamos por trazer de volta (ou alguém traz para nós) moedas e cédulas que sobraram da viagem e não foram gastas e, aqui, certamente temos uma boa fonte de peças para uma coleção iniciante (ou mesmo já avançada!).</p>
<figure id="attachment_631" aria-describedby="caption-attachment-631" style="width: 403px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-631 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-aluminio-5-centimos-peru.jpg" alt="moeda de 5 cêntimos do Peru" width="403" height="194" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-aluminio-5-centimos-peru.jpg 403w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-aluminio-5-centimos-peru-300x144.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 403px) 100vw, 403px" /><figcaption id="caption-attachment-631" class="wp-caption-text">Simpática moedinha do Peru, com valor de 5 cêntimos, que eu trouxe de uma viagem (junto com muitas outras).</figcaption></figure>
<h3>2. Tenha um foco ou tema</h3>
<p>Tentar colecionar moedas de todas as eras e lugares e tipos pode ser muito difícil e frustrante, além de extremamente caro e inacessível. Não faça isso!</p>
<p>Alguns temas comuns incluem:</p>
<ul>
<li><strong>Assunto</strong>: Foque em moedas comemorativas de eventos históricos, lugares, filmes, animais, esportes ou personagens.</li>
<li><strong>Período Histórico</strong>: Escolha moedas de uma era específica, como moedas do século XX, que dão vida à história de forma tátil, sendo bastante interessantes por isso.</li>
<li><strong>País ou Território</strong>: Uma das formas mais populares de coleção, juntar moedas de um país específico ou de um território é bastante simples e, normalmente, de baixo custo.</li>
<li><strong>Tipo ou Moeda Específica</strong>: Tente completar uma coleção de datas (anos de cunhagem) de um único tipo de moeda, como tentar achar todos os anos de uma moeda de 50 centavos de Real ou de moedas de euro, por exemplo. Ou combine abordagens, como &#8220;moedas de euro somente da Itália, ano a ano&#8221;.</li>
<li><strong>Metais Preciosos</strong>: Se o orçamento permitir, especialize-se em moedas de metais preciosos como ouro ou prata. Mas não recomendo essa temática no início, por conta dos custos, que podem ser elevados.</li>
</ul>
<p>Eu, por exemplo, coleciono moedas de países específicos (como Brasil e Suíça) e com temáticas como Ciência e Tecnologia.</p>
<figure id="attachment_1029" aria-describedby="caption-attachment-1029" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-1029 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/moedas-suica-circulantes.jpg" alt="Moedas da Suíça." width="800" height="415" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/moedas-suica-circulantes.jpg 800w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/moedas-suica-circulantes-300x156.jpg 300w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/moedas-suica-circulantes-768x398.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-1029" class="wp-caption-text">Mini-coleção de moedas da Suíça (Franco Suíço), circulantes (atuais). Imagem: <a href="https://www.snb.ch/en/the-snb/mandates-goals/cash/coins" target="_blank" rel="noopener">Schweizerische Nationalbank</a> (Banco Nacional da Suíça)</figcaption></figure>
<p>Falarei um pouco mais sobre temas numismáticos para iniciantes na próxima seção do artigo.</p>
<h3>3. Respeite seu orçamento e comece devagar</h3>
<p>O colecionismo de moedas pode ser acessível, mas você precisa ser inteligente e ter planejamento. Considere o quanto você pode gastar e lembre-se de que até mesmo moedas antigas e romanas podem ser compradas sem esvaziar sua carteira.</p>
<p>Se você está começando, evite comprar moedas muito caras (que custem acima de centenas de reais) logo de cara; pode ser prudente passar os primeiros meses estudando o mercado e adquirindo peças de baixo custo antes de fazer compras de maior valor, pois a chance de tomar prejuízo é muito grande se você não tiver o conhecimento mínimo ao adquirir peças mais custosas.</p>
<p>Moedas podem custar poucos reais ou milhares de reais, e às vezes a mesma moeda pode ter diferenças de preço absurdas de uma peça para outra, de acordo com fatores como datas-chave e estado de conservação. Por isso, vá com calma no começo.</p>
<p>Gastar excessivamente logo no começo acaba fazendo com que muitas pessoas desistam do hobby rapidamente. Não tenha pressa; adquira catálogos de moedas com preços atualizados para ir entendendo a precificação, e acesse sites que possuam informações sobre as peças e seus valores atualizados, como a plataforma <a href="https://pt.numista.com/" target="_blank" rel="noopener">Numista</a>.</p>
<figure id="attachment_1129" aria-describedby="caption-attachment-1129" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-1129 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/moedas-troco-comuns.jpg" alt="Moedas de real de troco comuns" width="800" height="579" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/moedas-troco-comuns.jpg 800w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/moedas-troco-comuns-300x217.jpg 300w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/moedas-troco-comuns-768x556.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-1129" class="wp-caption-text">Moedas de Real recebidas como troco em compras corriqueiras: uma forma excelente de começar uma coleção com baixíssimo custo. Imagem: Coleção do autor.</figcaption></figure>
<h3>4. Invista em educação numismática</h3>
<p>Continuando o que eu comentei na dica anterior, o conhecimento é a ferramenta mais importante de um colecionador. Dedique um bom tempo para aprender sobre a história das moedas, materiais de fabricação, a dinâmica do mercado, leia o máximo de livros possível, estude catálogos da sua área de interesse e, se possível, assine revistas especializadas ou torne-se membro de alguma associação numismática, como a <a href="https://snb.org.br/" target="_blank" rel="noopener">Sociedade Numismática Brasileira (SNB)</a>.</p>
<p>Assista a vídeos no <a href="https://www.youtube.com/@sociedadenumismaticabrasil68" target="_blank" rel="noopener">YouTube do canal da SNB</a> para aprender muito sobre numismática em geral, e leia artigos em blogs e sites, como o <a href="https://diarionumismatico.com.br/">Diário Numismático</a>!</p>
<p>Outra dica é conferir a programação de museus como o <a href="https://mub3.org.br/" target="_blank" rel="noopener">MUB3 &#8211; Museu da Bolsa do Brasil</a> (fica em São Paulo), onde costuma ocorrer cursos, workshops e palestras, tanto presenciais quanto on-line, e geralmente gratuitos.</p>
<figure id="attachment_1061" aria-describedby="caption-attachment-1061" style="width: 900px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-1061 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/livros-numismatica-colecao.jpg" alt="Livros de numismática" width="900" height="643" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/livros-numismatica-colecao.jpg 900w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/livros-numismatica-colecao-300x214.jpg 300w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/livros-numismatica-colecao-768x549.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px" /><figcaption id="caption-attachment-1061" class="wp-caption-text">Alguns livros da minha biblioteca numismática</figcaption></figure>
<p>Além disso, aprender a avaliar o estado de conservação (classificação ou grading) por conta própria também é fundamental para não depender apenas da avaliação de terceiros, pois o estado de conservação é um dos fatores que mais influenciam o valor de uma peça, às vezes de forma dramática.</p>
<p>A conhecida máxima <em>Buy the book before you buy the coin</em> (&#8220;compre o livro antes de comprar a moeda&#8221;) foi popularizada em 1966 pelo comerciante e especialista em numismática norte-americano Aaron R. Feldman (1894-1976). Significa que você deve ler e estudar livros de referência sobre moedas antes de gastar dinheiro em uma moeda autêntica.</p>
<p>Essa regra de ouro ajuda a evitar falsificações, preços excessivos e escolhas ruins.</p>
<h3>5. Organize e proteja suas moedas</h3>
<p>Assim que começar a reunir suas peças, compre pastas ou álbuns adequados para guardá-las e organizá-las. Tão ruim quanto gastar demais com uma moeda ou comprar uma moeda errada é comprar uma bela peça e deixá-la estragar, perdê-la ou ainda esquecer que a adquiriu ou onde está.</p>
<p>É possível adquirir pastas em branco ou álbuns já categorizados por data ou tipo. Também é possível armazenar as moedas em cápsulas plásticas, <em>coin holders </em>(que são cartões de papelão ou cartolina  dobráveis, com um visor de plástico para a moeda), gaveteiros específicos ou mesmo improvisados, <em>slabs</em> e outras formas de armazenamento e proteção. Isso é essencial para proteger as moedas contra danos, mantendo-as com a melhor aparência possível, além de ser ótimo para visualizar a evolução do seu acervo: coleções organizadas trazem muito mais satisfação ao colecionador.</p>
<figure id="attachment_1064" aria-describedby="caption-attachment-1064" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-1064" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/coin-holder-moedas-300x225.jpg" alt="coin holder para moedas" width="600" height="451" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/coin-holder-moedas-300x225.jpg 300w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/coin-holder-moedas-768x577.jpg 768w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/coin-holder-moedas.jpg 800w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-1064" class="wp-caption-text">Um coin holder para moedas.</figcaption></figure>
<p>Você consegue encontrar esses materiais com facilidade em lojas especializadas tanto físicas quanto na Internet, e mesmo em marketplaces gerais.</p>
<figure id="attachment_1063" aria-describedby="caption-attachment-1063" style="width: 900px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-1063 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/500-reis-brasil-prata-coin-holder.jpg" alt="500 réis do Brasil em prata" width="900" height="511" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/500-reis-brasil-prata-coin-holder.jpg 900w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/500-reis-brasil-prata-coin-holder-300x170.jpg 300w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/500-reis-brasil-prata-coin-holder-768x436.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px" /><figcaption id="caption-attachment-1063" class="wp-caption-text">Algumas moedas de 500 réis do Brasil organizadas em <em>coin holders</em>. Coleção do autor.</figcaption></figure>
<p><em>Uma observação importante:</em> ao adquirir organizadores de moedas e cédulas, certifique-se de que os materiais utilizados sejam <strong>livres de PVC</strong>. Alguns plásticos contendo PVC podem liberar plastificantes e outros compostos ao longo do tempo, formando resíduos sobre a moeda e favorecendo reações que danificam permanentemente sua superfície, podendo assim danificar seriamente uma coleção.</p>
<h3>6. Priorize a qualidade e seja paciente</h3>
<p>As maiores e melhores coleções da história foram construídas ao longo de muitas décadas, com paciência e muito estudo. Seguindo essa ideia, não devemos ter pressa nem sermos afobados ao adquirir peças ou tentar completar uma coleção.</p>
<p>Evite a tentação de comprar uma moeda de baixa qualidade apenas para preencher rapidamente uma lacuna na sua coleção. Como já citado, o valor de uma moeda pode variar significativamente de acordo com seu estado de conservação, e o mesmo se dá com cédulas e medalhas. Isso ocorre quando você vai comprar e quando você resolve se desfazer de uma peça também (vendê-la), de modo que vale mais a pena ser paciente e esperar para comprar uma peça em bom ou ótimo estado, que acrescentará muito mais valor à coleção e trará mais satisfação ao colecionador.</p>
<p>A regra de ouro é: <span style="color: #800000;"><strong>qualidade é melhor que quantidade</strong></span>. É preferível comprar poucas moedas excelentes por ano do que dezenas de moedas comuns ou de baixa qualidade, como moedas riscadas e excessivamente gastas. E, para isso, como sempre é muito importante ter conhecimento e estudar o assunto: aprenda sobre classificação de moedas e cédulas, para entender termos como FC (Flor-de-Cunho), MBC (Muito Bem Conservada) e FE (Flor-de-Estampa), entre outros.</p>
<h2><strong>Temas para coleções</strong></h2>
<p>Vamos falar agora um pouco mais sobre temáticas para coleções. Para evitar a frustração de tentar colecionar moedas de todas as épocas e lugares ao mesmo tempo, eu recomendo que os iniciantes definam limites e objetivos bem claros para a sua coleção.</p>
<p>Vejamos alguns temas e abordagens que eu indico para quem está começando uma coleção de moedas.</p>
<h4><strong>Temas Comemorativos e Culturais</strong></h4>
<p>Essa é uma abordagem muito popular e bastante interessante. Você pode focar em moedas cunhadas para celebrar marcos históricos, eventos ou figuras notáveis. Exemplos de subtemas incluem:</p>
<p>História e Personalidades Históricas: Moedas que trazem reis e imperadores (como o Imperador D. Pedro II do Brasil) e personalidades históricas, ou que circulavam no Brasil Colônia, ou ainda emitidas no início da República.</p>
<p>Cultura Pop e Interesses Pessoais: Existem coleções focadas em personagens de infância, literatura, esportes, temas militares e até filmes e programas de TV. Eu, por exemplo, tenho algumas moedas que homenageiam a antiga série de TV Star Trek, que assistia muito na infância (bem, ainda assisto!).</p>
<p>Existe uma infinidade de moedas que comemoram eventos esportivos, como as Olimpíadas e a Copa do Mundo de Futebol, e que são geralmente fáceis de encontrar e possuem custo baixo para iniciantes (dependendo da moeda, claro).</p>
<h4><strong>Coleção por Denominação ou Tipo de Moeda (Série de Anos)</strong></h4>
<p>Uma maneira muito recomendada de começar é escolher apenas um tipo específico de moeda e tentar construir uma coleção completa com todos os anos de cunhagem da moeda e suas divisões.</p>
<p>Por exemplo, você poderia começar colecionando todas as moedas de 1 Real ano a ano desde que ele surgiu, em 1994, ou ampliar o projeto para incluir, em cada ano, as diferentes denominações do padrão real com as moedas divisionárias de 1, 5, 10, 25 e 50 centavos. Poderia também incluir nessa coleção posteriormente as moedas de real comemorativas circulantes, como a dos 25 anos do Plano Real (&#8220;Beija-Flor&#8221;), ou as dos <a href="https://www.bcb.gov.br/cedulasemoedas/moedascomemorativas" target="_blank" rel="noopener">40, 50 e 60 anos do Banco Central</a>. Essa é uma coleção simples, barata e rica em história econômica do nosso país.</p>
<p>Depois você poderia passar, por exemplo, para outras séries brasileiras, como a série dos Cruzeiros ou ainda Réis da República, ou mesmo séries de moedas de outros países, como as moedas dos Quarter Dollars dos Estados Unidos (25 cents comemorativos dos estados americanos).</p>
<figure id="attachment_1126" aria-describedby="caption-attachment-1126" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-1126 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/moeda-60-anos-banco-central-1-real.jpg" alt="Moeda comemorativa dos 60 Anos do Banco Central do Brasil" width="800" height="408" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/moeda-60-anos-banco-central-1-real.jpg 800w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/moeda-60-anos-banco-central-1-real-300x153.jpg 300w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/moeda-60-anos-banco-central-1-real-768x392.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-1126" class="wp-caption-text">Moeda comemorativa comum dos 60 Anos do Banco Central do Brasil, bimetálica em Aço inoxidável (núcleo) e aço revestido de bronze (anel). Imagem: Coleção do autor.</figcaption></figure>
<h4><strong>Transições de Moedas e Geografia</strong></h4>
<p>Mudanças nas moedas de circulação criam temas muito interessantes para iniciantes. Por exemplo, Pré e Pós-Euro: Muitos colecionadores se dedicam a reunir as moedas que circulavam na União Europeia antes da introdução do euro, ou, inversamente, colecionam sistematicamente cada nova edição do euro assim que é lançada, por cada país.</p>
<p>Outra opção interessante e simples é comprar conjuntos anuais oficiais (sets), que reúnem todas as moedas de circulação diferentes emitidas por um país em um ano específico, geralmente vendidas juntas em uma embalagem oficial, muitas vezes com encarte informativo e certificado de autenticidade. Por exemplo, um kit com todas as moedas de euro da França do ano de 2022.</p>
<p>Alguns comerciantes também montam conjuntos específicos de moedas por conta própria, mas não os confunda com os conjuntos oficiais, que são fabricados pelas casas da moeda ou outros órgãos autorizados.</p>
<figure id="attachment_1069" aria-describedby="caption-attachment-1069" style="width: 700px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-1069 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/moeda-10-ore-dinamarca.jpg" alt="Moeda de 10 øre da Dinamarca" width="700" height="499" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/moeda-10-ore-dinamarca.jpg 700w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/moeda-10-ore-dinamarca-300x214.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px" /><figcaption id="caption-attachment-1069" class="wp-caption-text">Moedas da Escandinávia são uma temática comum. Na imagem, uma moeda de 10 øre da Dinamarca em um <em>coin holder</em>. Coleção do autor.</figcaption></figure>
<h4><strong>Períodos Históricos Específicos</strong></h4>
<p>Colecionar moedas de um período histórico, como moedas da Antiguidade Clássica, permite ter uma conexão tangível com a história, descobrindo como eram os imperadores, a arquitetura e outras características da época. Como exemplo, podemos colecionar moedas especificamente do período imperial brasileiro, principalmente as que circularam durante o governo de D. Pedro II. Muitas dessas moedas podem ser adquiridas por valores inferiores a R$ 50,00*, mesmo algumas peças de prata.</p>
<p><em><strong>O que eu indico: </strong></em>Além das moedas brasileiras, as moedas do Império Romano também são bastante procuradas por aqui, e também são bastante interessantes do ponto de vista histórico. Ao contrário do que muitos pensam, muitas moedas romanas com milhares de anos são relativamente acessíveis e não exigem um orçamento enorme para começar; algumas podem ser adquiridas por valores inferiores a R$ 100,00, se bem pesquisadas*.</p>
<p>Mas tome muito cuidado se for iniciante: este tipo de moeda requer bastante conhecimento para não cair em armadilhas, como comprar peças falsas ou pagar caro demais por uma peça em más condições, e por isso o estudo prévio é imprescindível.</p>
<figure id="attachment_1079" aria-describedby="caption-attachment-1079" style="width: 696px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-1079 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/maximiano.jpg" alt="Moeda Imperador Maximiano de Roma" width="696" height="318" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/maximiano.jpg 696w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/maximiano-300x137.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 696px) 100vw, 696px" /><figcaption id="caption-attachment-1079" class="wp-caption-text">Moeda de Maximiano, imperador romano de 286 a 305 d.C.<br />Apesar de ser uma peça original com mais de 1700 anos de idade, pode ser adquirida a valores baixos, menores até que muitas moedas comemorativas brasileiras atuais.</figcaption></figure>
<h4><strong>Por Metais Preciosos</strong></h4>
<p>Se seu orçamento permitir, especializar-se em moedas de metal precioso é um excelente tema. Para iniciantes, a prata é perfeitamente colecionável. Já o <a href="https://diarionumismatico.com.br/10-curiosidades-sobre-o-ouro/">ouro</a> requer mais atenção, tanto pelo seu custo bem elevado quanto pela possibilidade de encontrar falsificações.</p>
<p>As moedas de prata que circularam durante o governo imperial de D. Pedro II e as que circularam nas primeiras décadas da República são uma ótima pedida, pois costumam custar bem pouco (dependendo da data de cunhagem), e possuem um apelo visual, estético e histórico elevado. Entre as opções de prata estão as moedas de valor facial de 2.000 réis cunhadas entre 1924 e 1934, conhecidas às vezes nos círculos de comerciantes como &#8220;Mocinha&#8221; (pela figura feminina exibida em seu reverso), cunhadas em liga de <a href="https://diarionumismatico.com.br/pureza-de-um-metal-precioso/">prata de teor 500</a> (50% de prata) que podem ser encontradas no comércio com preços a partir de R$ 30,00*.</p>
<p>Já moedas de ouro (ou outros metais, como <a href="https://diarionumismatico.com.br/breve-historia-moedas-platina/">platina</a> e <a href="https://diarionumismatico.com.br/o-que-e-o-paladio/">paládio</a>) deveriam ser deixadas para quando você for mais experiente, tanto pelo seu custo elevado, quanto pela possibilidade de falsificação que, infelizmente, às vezes ocorre. Sempre compre de comerciantes idôneos! (mais sobre onde comprar moedas adiante).</p>
<p><em><strong>*Valores observados na época da publicação deste artigo.</strong></em></p>
<h2>Onde adquirir moedas para coleção?</h2>
<p>Após decidir o tipo de coleção, estudar as características das moedas e ler livros e catálogos, chega a hora de comprar as moedas, e assim realmente iniciar a coleção. Mas onde comprá-las?</p>
<p>Não é difícil encontrar locais que comercializem moedas e cédulas para colecionadores, mas infelizmente nem todo lugar é igual, em termos de confiabilidade e honestidade. Por isso é muito importante saber onde é possível adquirir suas peças com tranquilidade, sabendo que foi feito um bom negócio.</p>
<p>Vou sugerir na sequência alguns locais onde é possível adquirir material numismático, quer sejam as moedas em si, quer sejam materiais para organização e conservação das peças, ou ainda materiais de estudo, assim como seus prós e contras.</p>
<h4>Lojas especializadas e comerciantes confiáveis</h4>
<p>Para realizar compras com segurança, é muito importante procurar comerciantes e estabelecimentos com foco profissional em numismática, sejam eles lojas físicas ou online. Uma das melhores formas de reduzir o risco de adquirir moedas falsificadas é negociar com vendedores reconhecidos no mercado.</p>
<p>O problema é, para um iniciante, saber quem são eles e onde encontrá-los.</p>
<p>Uma dica que pode ser muito útil é procurar comerciantes e lojas diretamente em locais como o prédio da Sociedade Numismática Brasileira, ou de alguma sociedade numismática oficial da região onde você reside, como a Sociedade Numismática Paranaense. Já o que considero arriscado é simplesmente comprar em algum site na Internet que foi encontrado em uma busca qualquer; você pode encontrar lojistas muito confiáveis, ao mesmo tempo que pode se deparar com maus negociantes e falsificadores.</p>
<p>Por isso a recomendação de <em>sempre estudar antes de comprar uma moed</em>a é muito importante, pois vai te ajudar a discernir se um item anunciado é real mesmo ou não passa de um golpe, ou mesmo se não é uma peça legítima, mas com valor muito acima do preço justo.</p>
<h4>Feiras de antiguidades</h4>
<p>Feiras de antiguidades em geral são uma boa opção para realizar compras numismáticas, pois geralmente os vendedores são &#8220;fixos&#8221;, o que significa que você sempre pode voltar ao local para comprar mais peças, ou retornar peças caso desconfie que há algo de errado com elas. Conversar cara a cara é sempre uma boa estratégia para aumentar as chances de fazer um bom negócio e levar para casa peças de boa qualidade e procedência. Além disso, às vezes é possível negociar algum desconto, dentro do possível (lembre-se de que o vendedor está trabalhando para ganhar seu sustento).</p>
<p>Mas tenha em mente que a presença regular do vendedor facilita o contato e a eventual solução de problemas, mas não substitui a avaliação da peça e da reputação do comerciante em si. Além disso, sempre consulte catálogos de preços antes de adquirir peças nesse tipo de local, pois às vezes os valores acabam sendo muito inflados por conta de fatores como custo de expor na feira e presença de turistas.</p>
<figure id="attachment_1142" aria-describedby="caption-attachment-1142" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-1142 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Benedito-Calixto-06.jpg" alt="Feira de Antiguidades da Benedito Calixto" width="800" height="449" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Benedito-Calixto-06.jpg 800w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Benedito-Calixto-06-300x168.jpg 300w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Benedito-Calixto-06-768x431.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-1142" class="wp-caption-text">Cédulas, moedas e outras antiguidades em um barraca na Feira de Antiguidades da Benedito Calixto, em São Paulo. Foto do autor.</figcaption></figure>
<h4>Encontros de colecionadores e feiras numismáticas</h4>
<p>Visitar esses tipos de eventos é uma opção que considero segura e recomendada para comprar novas peças, pois nesses locais geralmente você vai encontrar comerciantes estabelecidos, profissionais e colecionadores experientes, alguns com talvez décadas de estrada.</p>
<p>Além disso, frequentar feiras e encontros permite que você veja e manuseie o maior número possível de moedas presencialmente, o que é um passo importante para você aprender a classificar e avaliar o estado de conservação das peças por conta própria. Consulte na Internet por &#8220;Calendário Numismático&#8221; para descobrir onde esses encontros ocorrem, por todo o Brasil.</p>
<h4>Leilões de moedas e cédulas</h4>
<p>Os leilões oficiais são excelentes canais de compra e costumam reunir peças de grande qualidade e raridade. Muitos dos comerciantes são os mesmos que frequentam os encontros de colecionadores e feiras especializadas. Os leilões podem ser presenciais ou online; porém eu recomendo evitar leilões de marketplaces, como eBay ou ainda compras em sites como Mercado Livre (sim, é possível encontrar boas moedas lá, mas a chance de maus negócios também é elevada. Tome cuidado!)</p>
<p>Um site de leilão online que recomendo, na data de publicação deste artigo, é o <a href="https://www.tpleiloes.com.br/" target="_blank" rel="noopener">Tenor e Pelizzari Leilões</a>, com o qual tive boas experiências e que considero confiável (não ganho nada por indicar, indico porque realmente recomendo).</p>
<h4>Casas da Moeda e distribuidores oficiais</h4>
<p>Casas da moeda e instituições oficiais podem ser boas fontes para emissões comemorativas, em metais preciosos e produtos numismáticos oficiais. Os canais disponíveis variam de país para país; algumas instituições, como a <a href="https://www.royalmint.com/" target="_blank" rel="noopener">The Royal Mint</a>, do Reino Unido, também oferecem serviços relacionados a moedas históricas. No Brasil temos, por exemplo, o <a href="https://clubedamedalha.com.br/" target="_blank" rel="noopener">Clube da Medalha do Brasil</a>, vinculado à <a href="https://www.casadamoeda.gov.br/portal/" target="_blank" rel="noopener">Casa da Moeda do Brasil</a>.</p>
<h4>Associações Numismáticas</h4>
<p>Filiar-se a clubes, sociedades e associações de colecionadores não apenas enriquece a sua educação no hobby, mas também ajuda a expandir a sua rede de contatos e reduz significativamente os riscos de sofrer fraudes nas compras, permitindo conhecer os melhores comerciantes e fazer negócios muito bons.</p>
<p>Entidades como a Sociedade Numismática Brasileira (SNB) e a American Numismatic Association (ANA) oferecem aos seus membros boletins informativos, contatos de comerciantes e de clubes locais e, eventualmente, até mesmo realizam leilões próprios.</p>
<p>E lembre-se: a forma mais simples e acessível de começar ou expandir a sua coleção é verificando o dinheiro que já passa por suas mãos, examinando seus bolsos, carteiras, bolsas e até mesmo as moedas perdidas pela casa. Essa busca ativa permite encontrar moedas comemorativas, como as peças comemorativas de 1 Real tanto das Olimpíadas do Rio quanto outras, como as moedas comemorativas dos 25 e 30 anos do Plano Real.</p>
<h3>Como saber se um comerciante é confiável?</h3>
<p>Suponha que você pesquisou na Internet e encontrou uma loja online ou um vendedor em um marketplace qualquer, e ele tem moedas interessantes e que cabem no seu bolso. Como saber se é seguro comprar nesse lugar?</p>
<p>Para verificar se um vendedor de moedas é confiável e evitar fraudes na construção da sua coleção, recomendo seguir algumas práticas básicas:</p>
<p><strong>Verifique a filiação a Associações Numismáticas</strong>: Vendedores confiáveis frequentemente fazem parte de clubes e associações reconhecidas, como as já citadas anteriormente. Você pode entrar em contato com essas associações, por e-mail ou WhatsApp, para tentar obter maiores informações sobre um comerciante ou loja específica. Participar dessas associações é uma das melhores formas de expandir seus contatos e reduzir bastante os riscos de fraude.</p>
<p><strong>Pesquise as avaliações de outros compradores</strong>: Se estiver utilizando sites de leilões ou comércio online, sempre leia os comentários de clientes anteriores e avalie o histórico e a presença do vendedor na plataforma. Ainda assim, não se iluda: hoje em dia é muito comum que robôs (<em>bots</em>) escrevam avaliações positivas falsas ou infladas, para dar a impressão de que um vendedor é honesto e confiável. Use o bom senso!</p>
<p><strong>Desconfie SEMPRE de ofertas &#8220;milagrosas&#8221;</strong>: No ambiente online e também fora dele, vale a regra de ouro: se uma oferta parece boa demais para ser verdade, provavelmente é. Vendedores não confiáveis podem oferecer falsificações, portanto, fique atento a sinais como peso incorreto, presença de marcas ou falta de nitidez no relevo da peça.</p>
<p>Sempre verifique o valor aproximado da peça em catálogos e compare-o com preços efetivamente praticados no mercado. Diferenças muito grandes merecem investigação: podem ter explicações legítimas, como diferenças de conservação, baixa demanda ou necessidade de venda rápida, mas também podem indicar erro de identificação ou problemas de autenticidade, como uma moeda falsificada. A moeda da imagem a seguir, anunciada em um marketplace online conhecido, é um exemplo de peça que devemos observar com muito cuidado.</p>
<figure id="attachment_1081" aria-describedby="caption-attachment-1081" style="width: 731px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-1081 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/160-reis-brasil-copia-zamac.jpg" alt="Moeda cópia 160 Réis do Brasil" width="731" height="374" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/160-reis-brasil-copia-zamac.jpg 731w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/160-reis-brasil-copia-zamac-300x153.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 731px) 100vw, 731px" /><figcaption id="caption-attachment-1081" class="wp-caption-text">Esta moeda, <a href="https://pt.numista.com/36202" target="_blank" rel="noopener">160 réis do Brasil de 1824</a> é uma cópia, e pode acabar sendo comercializada como se fosse legítima. A original é de prata e bastante rara (esta é de Zamac, liga de Zinco, Alumínio, Magnésio e Cobre). Muito cuidado!<br />Seu valor, se fosse original, superaria os R$ 25.000,00 na data da publicação deste artigo. No anúncio, essa peça estava sendo ofertada por R$ 35,00; o vendedor registrou que se tratava de uma cópia, mas infelizmente alguns não tem escrúpulos e podem tentar passar a peça como original, cobrando valores elevados.<br />Sempre desconfie de preços muito diferentes dos de catálogo.</figcaption></figure>
<p><strong>Priorize lojas especializadas</strong>: Uma das formas de reduzir o risco de comprar moedas falsas é negociar com vendedores reconhecidos no mercado numismático. Revendedores sérios e que se importam com o hobby costumam frequentar regularmente os encontros de colecionadores, feiras e leilões citados anteriormente, além de muitas vezes possuírem lojas físicas e endereço fixo.</p>
<h2>Como proteger a coleção de moedas</h2>
<p>Então você resolveu começar uma coleção de moedas e/ou cédulas, estudou a respeito e adquiriu algumas peças iniciais, e agora deseja guardar essas peças em algum lugar. Nesse momento, surge a dúvida: &#8220;Como guardar e proteger as moedas?&#8221;</p>
<p>A preservação cuidadosa é de extrema importância, visto que o estado de conservação é um dos fatores que mais influenciam o valor de uma peça no mercado numismático (mas não é o único). Além disso, não queremos que uma peça se deteriore ao ponto de se tornar descartável, afinal investimos tempo e dinheiro nela. Mas como proceder?</p>
<p>Para proteger a sua coleção recém-iniciada, recomendo seguir algumas práticas importantes:</p>
<h4>Cuidado no manuseio</h4>
<p>Sempre que for interagir com sua coleção, o manuseio das moedas deve ser feito de forma muito cuidadosa, sempre segurando as peças pelas bordas, e com as mãos muito bem lavadas e livres de sujeira e da oleosidade natural da pele. Para peças especialmente sensíveis ou valiosas, pode-se também utilizar luvas apropriadas de algodão, principalmente ao manusear peças feitas em metais mais reativos, como cobre, bronze e latão. Isso evita que a umidade, os ácidos e essa oleosidade natural deteriorem o metal.</p>
<p>Um cuidado especial se deve ter ao manipular cédulas de papel usando luvas: redobre a atenção, pois as luvas podem diminuir o senso de toque dos dedos, podendo levar ao manuseio mais brusco sem querer, o que pode acabar danificando materiais mais sensíveis, com papel antigo.</p>
<h4>Utilize álbuns e pastas</h4>
<p>Para o armazenamento adequado de moedas e outros itens numismáticos, recomendo, no início,  investir na aquisição de pastas ou álbuns de colecionador (que podem ser em branco ou pré-organizados por data e tipo) para armazenar suas moedas, ajudando a agrupá-las e mantê-las com a melhor aparência possível. Esses álbuns e pastas são facilmente encontráveis em qualquer loja do ramo, ou mesmo em sites especializados ou marketplaces na Internet.</p>
<p>Uma opção interessante para proteger moedas é o uso de <em>coin holders</em>, que são pequenos cartões de papelão ou cartolina grossa, dobráveis, com um visor de plástico inerte no meio (geralmente circular), onde a moeda é posicionada e então o cartão é dobrado e colado ou grampeado, dependendo do modelo adquirido. Esses coin holders são vendidos a granel (individualmente) ou em caixas contendo dezenas ou centenas deles, a preço bastante reduzido.</p>
<p>Inclusive existem álbuns cujos compartimentos de encaixe acomodam exatamente os coin holders, permitindo assim uma proteção dupla para as peças, além da organização adequada do material.</p>
<figure id="attachment_1066" aria-describedby="caption-attachment-1066" style="width: 700px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-1066 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/pasta-moedas-olimpiadas-real.jpg" alt="Um real comemorativo moeda" width="700" height="458" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/pasta-moedas-olimpiadas-real.jpg 700w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/pasta-moedas-olimpiadas-real-300x196.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px" /><figcaption id="caption-attachment-1066" class="wp-caption-text">Álbum com moedas de 1 real comemorativas do Brasil. Da coleção do autor.</figcaption></figure>
<p>Além disso, é possível acomodar moedas em cápsulas plásticas, geralmente de acrílico, que são vendidas em diversos tamanhos para proteger moedas de diâmetros variados. Valem a pena, principalmente para moedas de custo um pouco maior, pois reduzem o manuseio e o contato direto da peça com o ambiente, além de protegê-la contra choques físicos.</p>
<p>Independente de você usar pastas, folhas, álbuns, cápsulas ou coin holders, preste muita atenção na dica seguinte, pois ela pode fazer a diferença entre manter uma peça por décadas, impecável, ou por alguns meses, perdendo-a para corrosão.</p>
<p>Além do material do suporte citado, convém armazenar a coleção em ambiente seco, sem grandes variações de temperatura e longe da exposição direta ao sol. Umidade elevada favorece processos de corrosão, especialmente em metais mais reativos.</p>
<h4>Proveniência</h4>
<p>Outro cuidado importante, especialmente ao adquirir moedas antigas, raras ou de maior valor, é registrar e preservar sua proveniência, ou seja, todas as informações disponíveis sobre a origem e o histórico da peça. Sempre que possível, guarde notas fiscais, recibos, certificados, etiquetas de comerciantes, números de lotes de leilões, fotografias e qualquer documentação fornecida no momento da compra; eu, por exemplo, ainda tenho faturas de compras de moedas realizadas há mais de 20 anos.</p>
<p>Em peças mais antigas, também pode ser interessante registrar coleções anteriores às quais a moeda pertenceu, se esta informação estiver disponível, ou outros dados conhecidos sobre sua trajetória. Além de ajudar na organização e catalogação do acervo, uma proveniência bem documentada pode facilitar futuras pesquisas, contribuir para a avaliação da autenticidade da peça e tornar sua eventual venda ou transferência mais fácil, rápida e segura.</p>
<h4>Somente use materiais livres de PVC</h4>
<p>É de suma importância guardar as moedas e cédulas em materiais que sejam totalmente livres de PVC. Plásticos desse tipo são inadequados, pois podem liberar plastificantes e produtos de degradação ao longo do tempo, formando resíduos e favorecendo reações capazes de danificar a superfície das moedas. O uso de cápsulas e envelopes específicos para moedas, produzidos com materiais adequados como acrílico e polipropileno (PP), ajuda a evitar danos e contribui para a conservação do acervo por longos períodos.</p>
<h4>Regra de Ouro</h4>
<p>Uma regra a ser seguida no mundo da numismática é: &#8220;<strong><em>Nunca limpe as moedas</em></strong>&#8220;. Essa é a regra central e mais rigorosa da preservação de peças como moedas e medalhas. Embora o iniciante possa sentir a tentação de polir ou lavar as peças com produtos químicos para deixá-las brilhantes, essa prática remove a pátina natural (camada de proteção e coloração que o metal adquire com a idade), o que reduz drasticamente o valor de mercado e pode até mesmo danificar a peça. E peças &#8220;limpas&#8221; são facilmente identificáveis como tal, pela aparência que apresentam.</p>
<p>Colecionadores experientes acabam desenvolvendo um olhar clínico para apreciar a beleza natural e a coloração original das moedas, cientes de que peças históricas não precisam brilhar como novas para serem altamente desejáveis. Deixe a moeda carregar sua história, em vez de apagá-la com uma limpeza rigorosa.</p>
<p>A presença de terra, incrustações ou outros resíduos não significa que a peça deva ser limpa em casa. Em moedas colecionáveis, especialmente antigas ou de maior valor, a remoção de resíduos deve ser avaliada caso a caso, pois procedimentos adequados variam conforme o metal, a superfície e o tipo de contaminação. Na dúvida, deve-se procurar orientação especializada. Leve a peça a um profissional se for o caso.</p>
<p>Além disso, conforme a coleção for crescendo e peças de maior valor forem sendo agregadas, será necessário pensar em alguma forma de proteção mais avançada, como o uso de um cofre, principalmente contra meliantes que possam porventura subtrair as peças em um roubo ou assalto, por exemplo.</p>
<p>E muito cuidado também se deve ter ao transportar as peças de um lugar para outro, por exemplo ao comprá-las e levá-las para casa. Um amigo meu teve o infortúnio de ter o automóvel roubado, há cerca de uns 15 anos, e no porta-luvas do carro estava uma coleção de moedas da antiguidade clássica que valiam algo em torno de R$ 20.000,00 em dinheiro atual. Um grande prejuízo, e dobrado no caso.</p>
<h2><strong>Como aprender mais sobre Numismática?</strong></h2>
<p>Como dito anteriormente, aprender sobre numismática e sobre o funcionamento do mercado é o passo mais importante para se tornar um colecionador bem-sucedido e evitar problemas.</p>
<p>Mas como aprender? Será que existe algum &#8220;curso&#8221; para se tornar numismata ou colecionador? Na verdade, não existe uma formação única ou obrigatória para se tornar colecionador ou estudioso de numismática. O aprendizado costuma ocorrer por meio de livros, catálogos, cursos livres, palestras, associações, eventos e experiência prática.</p>
<p>O que eu recomendo para adquirir e aprofundar seus conhecimentos é o seguinte:</p>
<h4>Livros e Catálogos Especializados</h4>
<p>A leitura é fundamental. Leia o máximo de livros que puder e invista em catálogos específicos da sua área de interesse, como catálogos de moedas do Brasil, ou de cédulas, por exemplo. Os catálogos são essenciais para identificar tiragens oficiais (quantidades de peças fabricadas), descobrir anos de cunhagem e reconhecer variantes que valorizam a peça. No Brasil, por exemplo, o Catálogo Bentes é uma referência bastante utilizada, assim como o Livro das Moedas do Brasil, de Claudio Amato e Irlei Neves. A propósito, tenho ambos e por isso os recomendo.</p>
<p>Além disso, você pode buscar obras antigas em sebos e antiquários ou até mesmo em bibliotecas públicas. Muitos de meus livros de numismática e catálogos eu comprei em sebos na cidade de São Paulo, a preços incrivelmente baixos. Vale a pena procurar.</p>
<h4>Clubes e Associações Numismáticas</h4>
<p>Filiar-se a associações e sociedades pode ser bastante útil; já falei sobre isso. Entidades como a <a href="https://snb.org.br" target="_blank" rel="noopener">SNB</a>, a <a href="https://afnb-bsb-colecionismo.blogspot.com/" target="_blank" rel="noopener">Associação Filatélica e Numismática de Brasília (AFNB)</a>, <a href="http://www.snp.org.br/" target="_blank" rel="noopener">Sociedade Numismática Paranaense (SNP)</a>, <a href="https://www.facebook.com/sociedadenumismaticadejoinville/" target="_blank" rel="noopener">Sociedade Numismática de Joinville (SNJ)</a> oferecem aos seus membros acesso a bibliotecas para consulta, boletins informativos periódicos, palestras e eventos, onde você pode, por exemplo, conversar com profissionais e aprender coisas como avaliar o estado de conservação (classificação ou grading) das moedas.</p>
<p>Além disso, participar dessas associações ajuda a reduzir o risco de fraudes, embora não o elimine completamente; esteja sempre ciente disto!</p>
<h4>Periódicos e Revistas</h4>
<p>Assinar publicações especializadas é uma ótima maneira de se manter atualizado sobre as tendências e o mercado. Infelizmente não temos uma revista de circulação periódica no Brasil dedicada à  numismática, além dos boletins de associações e sociedades, e essas revistas citadas, por serem estrangeiras, possuem um custo relativamente elevado de aquisição ou assinatura, sendo cobradas em dólar, euro, libras ou outras moedas. Ainda assim, podem valer a pena, pela sua qualidade gráfica impecável e volume de informações de grande importância.</p>
<p>Algumas revistas recomendadas incluem a <a href="https://www.money.org/numismatist/" target="_blank" rel="noopener">The Numismatist</a> (oficial da American Numismatic Association, ANA), <a href="https://www.coinagemag.com/" target="_blank" rel="noopener">COINage Magazine</a> (americana), <a href="https://www.battenberg-bayerland.de/sammeln/zeitschriften-und-abos" target="_blank" rel="noopener">Münzen &amp; Sammeln</a> (da Alemanha) e <a href="https://www.tokenpublishing.com/coins" target="_blank" rel="noopener">Coin News</a> (Reino Unido). Um outro recurso muito interessante, e que pode ser lido online, é o boletim eletrônico <a href="http://e-sylum.org/" target="_blank" rel="noopener">The E-Sylum</a>, publicado pela Numismatic Bibliomania Society (Sociedade de Bibliomania Numismática), e voltado principalmente à literatura numismática, como livros da área.</p>
<figure id="attachment_1067" aria-describedby="caption-attachment-1067" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-1067 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/revista-coinage-moedas.jpg" alt="Revista COINage" width="500" height="637" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/revista-coinage-moedas.jpg 500w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/revista-coinage-moedas-235x300.jpg 235w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-1067" class="wp-caption-text">Um exemplar da revista numismática &#8220;COINage&#8221;. Da biblioteca do autor.</figcaption></figure>
<h4>Recursos Digitais: a Internet</h4>
<p>A internet, como sabemos, é uma fonte inesgotável de conhecimento numismático (como este blog demonstra!). Use esse recurso a seu favor. Você pode, por exemplo, visitar sites de casas da moeda, associações numismáticas e algumas lojas online, como a Casa da Moeda do Brasil, <a href="https://www.money.org/" target="_blank" rel="noopener">American Numismatic Association (ANA)</a>, The Royal Mint e a <a href="https://unannumismatica.org/" target="_blank" rel="noopener">UNAN &#8211; Unión Americana de Numismática</a>, que muitas vezes oferecem seções educacionais bastante ricas, com glossários, guias de anatomia das moedas, especificações de cunhagem e histórias sobre achados raros.</p>
<p>E, claro, fóruns e blogs numismáticos como o <a href="https://diarionumismatico.com.br/">Diário Numismático</a> <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f60a.png" alt="😊" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> e outros, que sempre trazem conteúdo novo e atualizado sobre o mundo das moedas, cédulas, medalhas e afins. Já sites como o <a href="https://pt.numista.com/" target="_blank" rel="noopener">Numista</a> permitem criar registros das peças de sua coleção, além de contar com catálogos de preços atualizados e descrições completas de cada moeda ou cédula, o que é um recurso muito valioso em seu aprendizado. Eu recomendo fortemente que os iniciantes criem uma conta nesse site (é totalmente gratuito) para controlar e catalogar sua coleção desde o início, além de aprender muito sobre numismática em geral.</p>
<p>Para cada moeda, podem ser registrados pelo menos dados como país/emissor, denominação, ano, casa da moeda, material, peso, diâmetro, conservação, origem, data de aquisição, valor pago e fotografia.</p>
<h4>A Comunidade</h4>
<p>A comunidade de colecionadores, no geral, costuma ser muito acolhedora e disposta a compartilhar informações (há exceções, como em todo lugar). Faça amizade com outros colecionadores, converse com revendedores confiáveis que frequentam feiras e leilões e não tenha medo de fazer perguntas: quanto mais você perguntar, mais vai aprender. O melhor conhecimento atualizado sobre o mercado muitas vezes vem dessas conversas com pessoas que são ativas no meio.</p>
<h2>Erros comuns de quem começa</h2>
<p>Quando começamos a colecionar moedas, ou outros itens quaisquer, é muito comum que nos empolguemos bastante no início e tentemos comprar todos os tipos de peças que apareçam, pois todas parecem super interessantes &#8211; e  isso é natural, afinal se trata de um hobby bastante recompensador.</p>
<p>O problema é que a falta de experiência pode levar a compras impulsivas, gastos desnecessários e escolhas que, mais tarde, deixam de fazer sentido dentro da coleção. Alguns erros aparecem com frequência entre iniciantes e podem ser evitados com planejamento, paciência e estudo.</p>
<p>Dessa forma, elenco alguns pontos importantes a observar no início de uma coleção (e ao longo de toda a vida) e que, a meu ver, devem ser evitados:</p>
<h4>Tentar colecionar tudo ao mesmo tempo</h4>
<p>A quantidade de moedas existentes é enorme, abrangendo diferentes países, períodos históricos, metais, denominações e temas. Por isso, tentar colecionar tudo costuma resultar em uma coleção pouco organizada e em gastos difíceis de controlar. É preferível definir inicialmente um foco, como determinado país, período, tipo de moeda ou tema — e ampliar a coleção gradualmente conforme o conhecimento aumenta.</p>
<h4>Limpar as moedas</h4>
<p>Já falei sobre isso, não é? Mas não custa reforçar: a regra central e mais rigorosa da preservação é <em>nunca limpar suas moedas</em>. A remoção da pátina (a coloração natural de proteção que a moeda adquire com o tempo) reduz drasticamente o valor de mercado e pode danificar permanentemente a peça. A tentativa de limpar uma moeda em casa pode alterar sua superfície, remover a pátina ou produzir danos.</p>
<p>Quando houver terra, resíduos ou produtos de corrosão que realmente precisem ser removidos, especialmente em peças de valor, o ideal é procurar orientação especializada ou serviços de conservação numismática. Procedimentos aceitáveis variam conforme o metal, a superfície e o tipo de contaminação.</p>
<h4>Comprar por impulso</h4>
<p>Outro erro frequente é adquirir uma moeda simplesmente porque ela apareceu em uma feira, leilão ou anúncio e pareceu interessante naquele momento. Antes de comprar, vale a pena pesquisar a peça, comparar preços, verificar seu estado de conservação e avaliar se ela realmente faz sentido dentro dos objetivos da coleção.</p>
<p>Muitas oportunidades semelhantes aparecem novamente, portanto quase nunca há necessidade de decidir com pressa.</p>
<h4>Gastar muito dinheiro sem ter estudado o mercado</h4>
<p>Se você é iniciante e ainda não conhece a dinâmica do mercado, evite investir grandes quantias de dinheiro (como a compra de peças que custem centenas a milhares de reais) logo de cara. O ideal é começar aos poucos e dedicar os meses iniciais apenas para estudar o mercado numismático antes de dar passos financeiros maiores. Compras mais caras podem ficar para quando houver maior segurança na avaliação das peças.</p>
<p>Leia os catálogos de preços atualizados!</p>
<h4>Priorizar a quantidade sobre a qualidade</h4>
<p>Uma coleção numerosa não é necessariamente uma coleção melhor. Em muitos casos, é mais interessante adquirir poucas moedas em bom estado de conservação do que acumular dezenas de peças muito gastas, danificadas ou sem relação entre si. A qualidade, a coerência e o interesse histórico das peças tendem a trazer mais satisfação ao longo do tempo. E preste muita atenção neste  ponto: o estado de conservação pode fazer uma grande diferença no valor de uma peça.</p>
<h4>Pensar a curto prazo ou apenas no lucro</h4>
<p>Evite iniciar no hobby de forma &#8220;desapaixonada&#8221;, esperando obter lucros rápidos. Numismática é uma área de estudo e o colecionismo é também um hobby fascinante, mas se você deseja usá-la como um investimento talvez seja melhor procurar uma corretora de valores e estudar o mercado de ações ou fundos imobiliários, por exemplo.</p>
<p>Moedas geralmente não são adequadas para quem busca retorno financeiro rápido, entre outros motivos pelas diferenças entre os preços de compra e venda. Se a valorização também fizer parte dos objetivos, convém adotar uma perspectiva de longo prazo, sem presumir que o aumento de valor necessariamente ocorrerá, e desconfie de corretores, anúncios ou informativos que prometem que suas moedas vão valorizar muito em pouco tempo. <em>Se isso fosse verdade, eles mesmos esperariam para vendê-las!</em></p>
<h4>Confiar apenas na opinião do vendedor</h4>
<p>Mesmo ao negociar com comerciantes experientes, o colecionador deve desenvolver seu próprio conhecimento. É importante aprender a reconhecer diferentes estados de conservação, consultar catálogos, comparar exemplares e compreender os fatores que influenciam o preço. Mesmo utilizando avaliações de comerciantes ou serviços profissionais de classificação, é importante desenvolver conhecimento próprio para compreender os critérios empregados e avaliar melhor as peças que pretende adquirir; estude (nunca é demais reforçar esse ponto) e veja pessoalmente o maior número de moedas possível para desenvolver o seu próprio conhecimento, evitando assim pagar muito mais caro por uma peça do que ela realmente vale, mesmo sendo legítima.</p>
<p>A opinião de terceiros pode ser útil, mas não deve substituir completamente a avaliação pessoal.</p>
<h4>Armazenar incorretamente</h4>
<p>Evite manusear suas moedas sem cuidado e nunca, jamais as guarde em plásticos ou materiais que contenham PVC, pois eles podem liberar plastificantes e produtos de degradação ao longo do tempo, formando resíduos e favorecendo reações capazes de danificar a superfície das moedas, muitas vezes de forma irreversível (ou seja, mesmo limpando a moeda não pode mais ser recuperada). Entre os materiais comumente empregados na conservação numismática e que são mais seguros estão o poliéster (como Mylar), o polietileno e o polipropileno.</p>
<p>Como já disse também, use os famosos <em>coin holders</em> de papelão auto-adesivos ou de grampear, que possuem a janela transparente feita de Mylar, ou ainda cápsulas de acrílico. Ambos são muito fáceis de encontrar no comércio especializado ou em sites na Internet.</p>
<figure id="attachment_1127" aria-describedby="caption-attachment-1127" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-1127 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/moedas-estragadas-corrosao.jpg" alt="Moedas corroídas e estragadas" width="800" height="603" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/moedas-estragadas-corrosao.jpg 800w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/moedas-estragadas-corrosao-300x226.jpg 300w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/08/moedas-estragadas-corrosao-768x579.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-1127" class="wp-caption-text">Moedas corroídas e estragadas, com oxidação forte. São peças perdidas, com pouquíssimas chances de recuperação. Imagem: Coleção do autor.</figcaption></figure>
<p>No fim, muitos desses erros possuem a mesma origem: pressa e falta de conhecimento. Uma boa coleção costuma ser construída gradualmente, com pesquisa, organização e escolhas conscientes. Quanto mais o colecionador aprende sobre as peças que pretende adquirir, menores tendem a ser as chances de cometer erros dispendiosos ou de acumular itens que depois já não despertam interesse.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Iniciar uma coleção de moedas é começar uma atividade que reúne história, economia, arte e pesquisa. Como vimos ao longo do artigo, o colecionismo de moedas é um hobby bastante acessível, que você pode começar de forma bastante simples, apenas verificando o troco no bolso ou as moedas esquecidas pela casa, e pode evoluir para a busca de peças de grande valor histórico, como moedas do antigo Império Romano ou edições comemorativas em metais preciosos ou comuns.</p>
<p>Em resumo, colecionar moedas vai muito além de um mero acúmulo de objetos metálicos: trata-se de uma prática que desenvolve a disciplina, estimula a apreciação estética e histórica, nos leva a aprender sobre economia, finanças e organização, e cria laços entre pessoas que muitas vezes duram vários anos ou até mesmo décadas; além disso, <em>pode</em> ser uma atividade rentável em alguns casos.</p>
<p>A melhor maneira de começar é dar o primeiro passo devagar, manter o orçamento sob controle, registrar e catalogar a coleção desde o primeiro dia, estudar e, acima de tudo, divertir-se descobrindo as narrativas que cada nova moeda tem a contar. Cada uma delas é um pequeno documento histórico, e podemos aprender muito com elas.</p>
<h2>Referências</h2>
<ul>
<li><strong>UNITED STATES MINT</strong>. <em>Get Started Collecting Coins</em>. Disponível em: <a href="https://www.usmint.gov/learn/collecting-basics/get-started-collecting-coins" target="_blank" rel="noopener">https://www.usmint.gov/learn/collecting-basics/get-started-collecting-coins</a>. Acesso em: 13 ago. 2026.</li>
<li><strong>ANA (AMERICAN NUMISMATIC ASSOCIATION)</strong>. <em>The 10 Rules of Successful Coin Collecting</em>. Disponível em: <a href="https://www.money.org/ten-rules/" target="_blank" rel="noopener">https://www.money.org/ten-rules/</a>. Acesso em: 13 ago. 2026.</li>
<li><strong>EMPIRE DES MONNAIES</strong>. <em>Bien Débuter dans la Numismatique en 5 étapes.</em> Disponível em: <a href="https://empiredesmonnaies.fr/debuter-numismatique/" target="_blank" rel="noopener">https://empiredesmonnaies.fr/debuter-numismatique/</a>. Acesso em: 12 ago. 2026.</li>
<li><strong>THE ROYAL MINT</strong>. <em>The Beginners Guide to Coin Collecting</em>. Disponível em: <a href="https://www.royalmint.com/collect/get-into-coin-collecting/beginners-guide-to-coin-collecting/" target="_blank" rel="noopener">https://www.royalmint.com/collect/get-into-coin-collecting/beginners-guide-to-coin-collecting/</a>. Acesso em: 11 ago. 2026.</li>
<li><strong>THE LONDON MINT OFFICE</strong>. Coin Collecting: A beginners’ guide. Disponível em: <a href="https://www.londonmintoffice.org/learn-discover/277-coin-collecting-a-beginners-guide" target="_blank" rel="noopener">https://www.londonmintoffice.org/learn-discover/277-coin-collecting-a-beginners-guide</a>. Acesso em: 10 ago. 2026.</li>
<li><strong>APMEX</strong>. <em>World Coin Collecting for Beginners</em>. Disponível em: <a href="https://learn.apmex.com/learning-guide/coin-collecting/world-coin-collecting-for-beginners/" target="_blank" rel="noopener">https://learn.apmex.com/learning-guide/coin-collecting/world-coin-collecting-for-beginners/</a>. Acesso em: 09 ago. 2026.</li>
<li><strong>MEHLHAUSEN, W. J.</strong> <em><a href="https://www.battenberg-bayerland.de/uploads/produkt/handbuch-muenzensammeln/handbuch-muenzensammeln-leseprobe-2022-09-27-140334.pdf" target="_blank" rel="noopener">Handbuch Münzensammeln</a></em>. (PDF). 2022, Battenberg.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://diarionumismatico.com.br/como-comecar-uma-colecao-de-moedas-passo-a-passo-para-iniciantes/">Como Começar uma Coleção de Moedas: Passo a Passo para Iniciantes</a> apareceu primeiro em <a href="https://diarionumismatico.com.br">Diário Numismático</a>.</p>
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		<title>As Marcas de Cunhagem nos Morgan Dollars</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 12:05:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Numismática]]></category>
		<category><![CDATA[Dólar]]></category>
		<category><![CDATA[Moedas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://diarionumismatico.com.br/?p=886</guid>

					<description><![CDATA[<p>Marcas de Cunhagem nos Morgan Dollars O Morgan Dollar é uma das moedas de prata mais famosas, colecionáveis e historicamente</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h1>Marcas de Cunhagem nos Morgan Dollars</h1>
<p>O <b data-path-to-node="0" data-index-in-node="2">Morgan Dollar</b> é uma das moedas de prata mais famosas, colecionáveis e historicamente significativas dos Estados Unidos. Cunhada originalmente entre <b data-path-to-node="0" data-index-in-node="151">1878 e 1904</b>, e com um breve retorno em <b data-path-to-node="0" data-index-in-node="190">1921</b> (além de edições comemorativas modernas a partir de 2021), ela é uma peça numismática muito procurada por colecionadores e também por investidores, devido à sua composição em prata e valor acessível no mercado (com exceção de datas-chave específicas).</p>
<figure id="attachment_900" aria-describedby="caption-attachment-900" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-900 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/07/morgan-dolar-1901-raro-filadelfia.png" alt="Raro Morgan Dollar de 1901, cunhado na Filadélfia." width="500" height="263" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/07/morgan-dolar-1901-raro-filadelfia.png 500w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/07/morgan-dolar-1901-raro-filadelfia-300x158.png 300w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/07/morgan-dolar-1901-raro-filadelfia-390x205.png 390w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-900" class="wp-caption-text">Morgan Dollar de 1901, cunhado na Filadélfia. Imagem: Stack’s Bowers</figcaption></figure>
<h2>História Rápida</h2>
<p>A moeda recebe o nome de seu designer, <b data-path-to-node="3" data-index-in-node="39">George T. Morgan</b>, um gravador inglês que se mudou para a Casa da Moeda dos EUA (<i data-path-to-node="3" data-index-in-node="119">US Mint</i>). No anverso, rompendo com a tradição de usar figuras gregas idealizadas, Morgan usou como modelo uma mulher real, a professora Anna Willess Williams, para representar a <b data-path-to-node="5,0,0" data-index-in-node="176"><em>Lady Libert</em>y </b>(Liberdade) de perfil. Ela usa um barrete frígio adornado com ramos de algodão e trigo, simbolizando a produção agrícola americana. Também se lê a inscrição &#8220;E PLURIBUS UNUM&#8221; (&#8220;de muitos, um&#8221;) e a data da moeda.</p>
<p>Já no reverso a moeda apresenta uma águia heráldica de asas abertas segurando flechas e um ramo de oliveira, cercada por uma coroa de louros, com as inscrições &#8220;UNITED STATES OF AMERICA&#8221;, &#8220;In God We Trust&#8221; e &#8220;ONE DOLLAR&#8221;, além da marca de cunhagem (quando presente).</p>
<h3 data-path-to-node="6">Especificações Técnicas</h3>
<ul>
<li data-path-to-node="7,0,0"><b data-path-to-node="7,0,0" data-index-in-node="0">Composição:</b> 90% Prata e 10% Cobre</li>
<li data-path-to-node="7,0,0"><b data-path-to-node="7,1,0" data-index-in-node="0">Peso total:</b> 26,73 gramas.</li>
<li data-path-to-node="7,0,0"><b data-path-to-node="7,2,0" data-index-in-node="0">Conteúdo de prata pura:</b> 24,05 gramas (aproximadamente 0,7734 <a href="https://diarionumismatico.com.br/o-que-e-uma-onca-troy/">onças troy</a>).</li>
<li data-path-to-node="7,0,0"><b data-path-to-node="7,3,0" data-index-in-node="0">Diâmetro:</b> 38,1 mm.</li>
</ul>
<h2 data-path-to-node="1">As Marcas de Cunhagem do Morgan Dollar</h2>
<p data-path-to-node="1">Ao longo de toda a história do <b data-path-to-node="0" data-index-in-node="31">Morgan Dollar</b>, as moedas foram produzidas em <b data-path-to-node="0" data-index-in-node="76">5 casas da moeda diferentes</b> (<i data-path-to-node="0" data-index-in-node="105">mints</i>). Para identificar onde uma peça específica foi fabricada, basta olhar o reverso da moeda: a marca fica centralizada na parte inferior, bem abaixo da coroa de louros e logo acima das letras <b data-path-to-node="0" data-index-in-node="301">&#8220;D&#8221;</b> e <b data-path-to-node="0" data-index-in-node="307">&#8220;O&#8221;</b> da palavra <i data-path-to-node="0" data-index-in-node="322">DOLLAR</i>.</p>
<p data-path-to-node="1">As cinco marcas de cunhagem são CC (Carson City), S (São Francisco), D (Denver), O (New Orleans) e sem marca (Filadélfia). Vejamos algumas informações importantes sobre cada uma delas.</p>
<figure id="attachment_895" aria-describedby="caption-attachment-895" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-895 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/07/morgan-dollar-marcas-cunhagem.jpg" alt="Morgan Dollar Mint Marks" width="800" height="443" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/07/morgan-dollar-marcas-cunhagem.jpg 800w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/07/morgan-dollar-marcas-cunhagem-300x166.jpg 300w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/07/morgan-dollar-marcas-cunhagem-768x425.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-895" class="wp-caption-text">Posição da Marca de Cunhagem de um Morgan Dollar</figcaption></figure>
<h2 data-path-to-node="3">Sem Marca de Cunhagem: Filadélfia</h2>
<ul data-path-to-node="4">
<li>
<p data-path-to-node="4,0,0"><b data-path-to-node="4,0,0" data-index-in-node="0">Identificador:</b> Espaço em branco (sem nenhuma letra gravada).</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="4,1,0"><b data-path-to-node="4,1,0" data-index-in-node="0">Anos de Produção:</b> 1878–1904 e 1921.</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="4,2,0"><b data-path-to-node="4,2,0" data-index-in-node="0">Histórico:</b> A Filadélfia era a casa da moeda principal e a &#8220;matriz&#8221; dos EUA. Por tradição na época, as moedas cunhadas lá não recebiam nenhuma letra de identificação. Foi onde se produziu a grande maioria dos Morgan Dollars e também as raríssimas peças em acabamento <i data-path-to-node="4,2,0" data-index-in-node="270">Proof</i> (Prova).</p>
</li>
</ul>
<h2 data-path-to-node="5"><b data-path-to-node="5" data-index-in-node="3">CC</b>: Carson City</h2>
<ul data-path-to-node="6">
<li>
<p data-path-to-node="6,0,0"><b data-path-to-node="6,0,0" data-index-in-node="0">Identificador:</b> As letras <b data-path-to-node="6,0,0" data-index-in-node="25">CC</b>.</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="6,1,0"><b data-path-to-node="6,1,0" data-index-in-node="0">Anos de Produção:</b> 1878–1885 e 1889–1893.</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="6,2,0"><b data-path-to-node="6,2,0" data-index-in-node="0">Histórico:</b> Localizada em Nevada, bem ao lado da famosa mina de prata <i data-path-to-node="6,2,0" data-index-in-node="69">Comstock Lode</i>. As moedas com a marca <b data-path-to-node="6,2,0" data-index-in-node="106">CC</b> são como um símbolo numismático do &#8220;Velho Oeste&#8221; americano. Devido às tiragens geralmente baixas e ao fechamento definitivo da fábrica em 1893, os Morgan Dollars com a marca CC são bastante desejados pelos colecionadores e costumam ter um valor superior no mercado em relação aos demais.</p>
</li>
</ul>
<h2 data-path-to-node="7"><b data-path-to-node="7" data-index-in-node="3">O</b>: Nova Orleans</h2>
<ul data-path-to-node="8">
<li>
<p data-path-to-node="8,0,0"><b data-path-to-node="8,0,0" data-index-in-node="0">Identificador:</b> Letra <b data-path-to-node="8,0,0" data-index-in-node="23">O</b>.</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="8,1,0"><b data-path-to-node="8,1,0" data-index-in-node="0">Anos de Produção:</b> 1879–1904.</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="8,2,0"><b data-path-to-node="8,2,0" data-index-in-node="0">Histórico:</b> Localizada na Louisiana, esta casa da moeda tem um passado histórico bem interessante, chegando a ser operada pelo estado da Louisiana e pelos Confederados durante a Guerra Civil Americana. Produziu mais de 186 milhões de Morgan Dollars. As peças de Nova Orleans são famosas entre os numismatas por apresentarem frequentemente uma cunhagem &#8220;fraca&#8221; (<i data-path-to-node="8,2,0" data-index-in-node="342">weak strike</i>), com menos detalhes no cabelo da Liberdade e nas penas da águia.</p>
</li>
</ul>
<h2 data-path-to-node="9"><b data-path-to-node="9" data-index-in-node="3">S</b>: São Francisco</h2>
<ul data-path-to-node="10">
<li>
<p data-path-to-node="10,0,0"><b data-path-to-node="10,0,0" data-index-in-node="0">Identificador:</b> Letra <b data-path-to-node="10,0,0" data-index-in-node="23">S</b>.</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="10,1,0"><b data-path-to-node="10,1,0" data-index-in-node="0">Anos de Produção:</b> 1878–1904 e 1921.</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="10,2,0"><b data-path-to-node="10,2,0" data-index-in-node="0">Histórico:</b> A fábrica da Costa Oeste foi responsável por produzir algumas das moedas mais bonitas da série. As peças de São Francisco são reconhecidas pelo seu brilho intenso e pela qualidade excepcional de cunhagem (<i data-path-to-node="10,2,0" data-index-in-node="216">sharp strike</i>). Abriga a moeda de circulação regular mais valiosa da coleção: a lendária <b data-path-to-node="10,2,0" data-index-in-node="304">1893-S</b>, que teve apenas 100.000 peças produzidas.</p>
</li>
</ul>
<h2 data-path-to-node="11"><b data-path-to-node="11" data-index-in-node="3">D</b>: Denver</h2>
<ul data-path-to-node="12">
<li>
<p data-path-to-node="12,0,0"><b data-path-to-node="12,0,0" data-index-in-node="0">Identificador:</b> <b data-path-to-node="12,0,0" data-index-in-node="23">D</b>.</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="12,1,0"><b data-path-to-node="12,1,0" data-index-in-node="0">Ano de Produção:</b> <b data-path-to-node="12,1,0" data-index-in-node="17">Apenas em 1921.</b></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="12,2,0"><b data-path-to-node="12,2,0" data-index-in-node="0">Histórico:</b> A Casa da Moeda de Denver só começou a operar a cunhagem de moedas de prata em 1906 (dois anos após a interrupção da série original do Morgan). Portanto, a marca <b data-path-to-node="12,2,0" data-index-in-node="173">D</b> aparece somente nas moedas do último ano da série histórica (1921), quando a produção foi retomada temporariamente.</p>
</li>
</ul>
<h2>Tiragem total por casa da moeda</h2>
<p>Considerando apenas as emissões históricas de 1878 a 1904 e 1921, excluindo as versões comemorativas a partir de 2021</p>
<table class="w-fit min-w-(--thread-content-width)" data-start="911" data-end="1130">
<thead data-start="911" data-end="950">
<tr data-start="911" data-end="950">
<th class="last:pe-10" data-start="911" data-end="929" data-col-size="sm">Marca monetária</th>
<th class="last:pe-10" data-start="929" data-end="950" data-col-size="sm">Tiragem</th>
</tr>
</thead>
<tbody data-start="962" data-end="1130">
<tr data-start="962" data-end="993">
<td data-start="962" data-end="974" data-col-size="sm">Sem marca</td>
<td data-start="974" data-end="993" data-col-size="sm"><strong data-start="976" data-end="991">305.434.356</strong></td>
</tr>
<tr data-start="994" data-end="1017">
<td data-start="994" data-end="998" data-col-size="sm">O</td>
<td data-start="998" data-end="1017" data-col-size="sm"><strong data-start="1000" data-end="1015">186.137.529</strong></td>
</tr>
<tr data-start="1018" data-end="1041">
<td data-start="1018" data-end="1022" data-col-size="sm">S</td>
<td data-start="1022" data-end="1041" data-col-size="sm"><strong data-start="1024" data-end="1039">131.188.373</strong></td>
</tr>
<tr data-start="1042" data-end="1064">
<td data-start="1042" data-end="1046" data-col-size="sm">D</td>
<td data-start="1046" data-end="1064" data-col-size="sm"><strong data-start="1048" data-end="1062">20.345.000</strong></td>
</tr>
<tr data-start="1065" data-end="1088">
<td data-start="1065" data-end="1070" data-col-size="sm">CC</td>
<td data-start="1070" data-end="1088" data-col-size="sm"><strong data-start="1072" data-end="1086">13.872.041</strong></td>
</tr>
<tr data-start="1089" data-end="1130">
<td data-start="1089" data-end="1111" data-col-size="sm"><strong data-start="1091" data-end="1110">Total</strong></td>
<td data-start="1111" data-end="1130" data-col-size="sm"><strong data-start="1113" data-end="1128">656.977.299</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h2>O Dólar Morgan Comemorativo</h2>
<p>Em 2021, por ocasião do centenário do encerramento da série histórica do Morgan Dollar e o início da cunhagem do Peace Dollar, teve início a emissão de novos Morgan Dollars comemorativos. A produção foi autorizada pela 1921 Silver Dollar Coin Anniversary Act, transformada na Lei Pública nº 116-286 em 5 de janeiro de 2021. A legislação permitiu também que a U.S. Mint continuasse produzindo novas versões em anos posteriores.</p>
<p>Apesar de serem chamadas de &#8220;comemorativas&#8221;, na verdade elas são tratadas pela Casa da Moeda dos EUA como moedas colecionáveis de um dólar, não destinadas à circulação cotidiana. Com valor facial de US$ 1, são comercializadas por valores muito superiores, por conta obviamente da prata com que são fabricadas, dos custos de produção, da embalagem e de seu caráter numismático.</p>
<p>Essas versões modernas mantêm o desenho básico criado por George T. Morgan, mas não são réplicas absolutamente idênticas às moedas históricas.</p>
<h4>Características das emissões modernas</h4>
<ul>
<li><strong>Composição</strong>: Prata 0,999</li>
<li><strong>Peso de prata</strong>: Aproximadamente 0,859 onça troy, ou cerca de 26,72 gramas</li>
<li><strong>Diâmetro</strong>: 38,1 milímetros</li>
<li><strong>Bordo</strong>: serrilhado</li>
<li><strong>Valor facial</strong>: um dólar</li>
<li><strong>Circulante</strong>: Não. Produção específica para colecionadores.</li>
</ul>
<h3 class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-section-id="8lgeuf" data-start="1778" data-end="1797">Emissões de 2021</h3>
<p data-start="1799" data-end="1899">A emissão inaugural moderna foi a mais diversificada quanto às marcas. Foram lançadas cinco versões:</p>
<div class="TyagGW_tableContainer">
<div class="group TyagGW_tableWrapper flex flex-col-reverse w-fit" tabindex="-1">
<table class="w-fit min-w-(--thread-content-width)" data-start="1901" data-end="2267">
<thead data-start="1901" data-end="1960">
<tr data-start="1901" data-end="1960">
<th class="last:pe-10" data-start="1901" data-end="1910" data-col-size="sm">Versão</th>
<th class="last:pe-10" data-start="1910" data-end="1935" data-col-size="sm">Local real de produção</th>
<th class="last:pe-10" data-start="1935" data-end="1960" data-col-size="sm">Tipo de identificação</th>
</tr>
</thead>
<tbody data-start="1975" data-end="2267">
<tr data-start="1975" data-end="2028">
<td data-start="1975" data-end="1992" data-col-size="sm">2021 sem marca</td>
<td data-start="1992" data-end="2005" data-col-size="sm">Filadélfia</td>
<td data-start="2005" data-end="2028" data-col-size="sm">Sem marca monetária</td>
</tr>
<tr data-start="2029" data-end="2095">
<td data-start="2029" data-end="2039" data-col-size="sm">2021-CC</td>
<td data-start="2039" data-end="2052" data-col-size="sm">Filadélfia</td>
<td data-start="2052" data-end="2095" data-col-size="sm"><em data-start="2054" data-end="2066">Privy mark*</em> em homenagem a Carson City</td>
</tr>
<tr data-start="2096" data-end="2162">
<td data-start="2096" data-end="2105" data-col-size="sm">2021-O</td>
<td data-start="2105" data-end="2118" data-col-size="sm">Filadélfia</td>
<td data-start="2118" data-end="2162" data-col-size="sm"><em data-start="2120" data-end="2132">Privy mark*</em> em homenagem a Nova Orleans</td>
</tr>
<tr data-start="2163" data-end="2211">
<td data-start="2163" data-end="2172" data-col-size="sm">2021-D</td>
<td data-start="2172" data-end="2181" data-col-size="sm">Denver</td>
<td data-start="2181" data-end="2211" data-col-size="sm">Marca monetária verdadeira</td>
</tr>
<tr data-start="2212" data-end="2267">
<td data-start="2212" data-end="2221" data-col-size="sm">2021-S</td>
<td data-start="2221" data-end="2237" data-col-size="sm">São Francisco</td>
<td data-start="2237" data-end="2267" data-col-size="sm">Marca monetária verdadeira</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p data-start="0" data-end="363">Cada versão teve tiragem autorizada de <strong>175.000</strong> exemplares, totalizando <strong>875.000</strong> Morgan Dollars cunhados em 2021.</p>
<p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="0" data-end="363"><strong data-start="0" data-end="14">*Privy mark</strong> é uma marca especial, distintiva ou símbolo comemorativo. Trata-se de uma marca adicionada à moeda para identificar uma emissão especial, homenagear um acontecimento, indicar uma série específica ou recordar uma instituição. Ela não necessariamente informa onde a moeda foi cunhada.</p>
<p data-start="365" data-end="526">Nas Morgan Dollars de 2021, as marcas &#8220;<strong data-start="403" data-end="411">CC&#8221;</strong> e &#8220;<strong data-start="414" data-end="421">O&#8221;</strong> são <em data-start="426" data-end="439">privy marks</em>, e não marcas de casa da moeda no sentido habitual. Elas homenageiam, respectivamente:</p>
<ul data-start="528" data-end="623">
<li data-section-id="zq2cu8" data-start="528" data-end="575"><strong data-start="530" data-end="536">CC</strong> — antiga Casa da Moeda de Carson City;</li>
<li data-section-id="1ukedy9" data-start="576" data-end="623"><strong data-start="578" data-end="583">O</strong> — antiga Casa da Moeda de Nova Orleans.</li>
</ul>
<p data-start="625" data-end="991">Essas duas instalações já não estavam em funcionamento em 2021. Por isso, as moedas com &#8220;CC&#8221; e &#8220;O&#8221; <strong data-start="724" data-end="781">não foram cunhadas em Carson City nem em Nova Orleans</strong>. Ambas foram produzidas na Casa da Moeda da Filadélfia.</p>
<p data-start="625" data-end="991">Já as letras D e S são marcas monetárias verdadeiras<strong data-start="1487" data-end="1531">.</strong> Elas indicam a instalação que efetivamente produziu a moeda: Denver e São Francisco, respectivamente. As sem marca de cunhagem também foram produzidas na Casa da Moeda da Filadélfia.</p>
<h4 data-start="625" data-end="991">2022-2026</h4>
<p>Em 2022 não foram produzidos Morgan Dollars comemorativos, devido à dificuldade de obtenção de discos de prata, consequência de problemas nas cadeias de fornecimento associadas à pandemia de COVID-19.</p>
<p>Em 2023, 2024 e 2025 foram emitidas moedas com as marcas das casas da moeda da Filadélfia (sem letra) e São Francisco (S).</p>
<p>Já em 2026 elas devem ser produzidas na Filadélfia e em West Point (ambas sem marca monetária de cunhagem), com modificações relacionadas ao 250º aniversário da independência dos Estados Unidos: data dupla, privy mark do Sino da Liberdade e novos acabamentos, como &#8220;Enhanced Uncirculated&#8221;.</p>
<p><strong>Lembrando:</strong></p>
<ul>
<li>Morgan Dollars históricos: Cunhados entre 1878–1904 e 1921.</li>
<li>Morgan Dollars modernos ou comemorativos: De 2021 em diante, com interrupção em 2022.</li>
</ul>
<h2 class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-section-id="1lzlmb2" data-start="1132" data-end="1168">Cinco menores tiragens históricas</h2>
<p data-path-to-node="0">Na numismática, o valor de uma moeda é determinado pela tríade <b data-path-to-node="0" data-index-in-node="94">tiragem original</b>, <b data-path-to-node="0" data-index-in-node="122">taxa de sobrevivência</b> (quantas moedas não foram derretidas ou destruídas ao longo da história) e o <b data-path-to-node="0" data-index-in-node="207">estado de conservação </b>(<em>grade</em>).</p>
<p id="p-rc_afef1dcff503b851-37" data-path-to-node="1"><span class="citation-191">Dentro da série, existem moedas conhecidas como </span><strong><span class="citation-191">Datas Chave</span></strong><span class="citation-191 citation-end-191"> (<em>key dates</em>), que são as grandes raridades que todo colecionador sério busca.</span> <span class="citation-190 citation-end-190">As peças mais raras e valiosas do Morgan Dollar dividem-se em raridades absolutas e raridades por condição.</span></p>
<p data-start="1170" data-end="1329">A tabela a seguir mostra quais são as cinco moedas com menor tiragem (quantidade fabricada). Aqui, foram excluídas as moedas comemorativas de 2021 e consideradas apenas as emissões regulares históricas.</p>
<div class="TyagGW_tableContainer">
<div class="group TyagGW_tableWrapper flex flex-col-reverse w-fit" tabindex="-1">
<table class="w-fit min-w-(--thread-content-width)" data-start="1331" data-end="1646">
<thead data-start="1331" data-end="1378">
<tr data-start="1331" data-end="1378">
<th class="last:pe-10" data-start="1331" data-end="1341" data-col-size="sm">Posição</th>
<th class="last:pe-10" data-start="1341" data-end="1351" data-col-size="sm">Emissão</th>
<th class="last:pe-10" data-start="1351" data-end="1367" data-col-size="sm">Casa da moeda</th>
<th class="last:pe-10" data-start="1367" data-end="1378" data-col-size="sm">Tiragem</th>
</tr>
</thead>
<tbody data-start="1399" data-end="1646">
<tr data-start="1399" data-end="1447">
<td data-start="1399" data-end="1403" data-col-size="sm">1</td>
<td data-start="1403" data-end="1416" data-col-size="sm"><strong data-start="1405" data-end="1415">1893-S</strong></td>
<td data-start="1416" data-end="1432" data-col-size="sm">São Francisco</td>
<td data-start="1432" data-end="1447" data-col-size="sm"><strong data-start="1434" data-end="1445">100.000</strong></td>
</tr>
<tr data-start="1448" data-end="1502">
<td data-start="1448" data-end="1452" data-col-size="sm">2</td>
<td data-start="1452" data-end="1463" data-col-size="sm"><strong data-start="1454" data-end="1462">1894</strong></td>
<td data-start="1463" data-end="1487" data-col-size="sm">Filadélfia, sem marca</td>
<td data-start="1487" data-end="1502" data-col-size="sm"><strong data-start="1489" data-end="1500">110.000</strong></td>
</tr>
<tr data-start="1503" data-end="1550">
<td data-start="1503" data-end="1507" data-col-size="sm">3</td>
<td data-start="1507" data-end="1521" data-col-size="sm"><strong data-start="1509" data-end="1520">1885-CC</strong></td>
<td data-start="1521" data-end="1535" data-col-size="sm">Carson City</td>
<td data-start="1535" data-end="1550" data-col-size="sm"><strong data-start="1537" data-end="1548">238.000</strong></td>
</tr>
<tr data-start="1551" data-end="1598">
<td data-start="1551" data-end="1555" data-col-size="sm">4</td>
<td data-start="1555" data-end="1569" data-col-size="sm"><strong data-start="1557" data-end="1568">1881-CC</strong></td>
<td data-start="1569" data-end="1583" data-col-size="sm">Carson City</td>
<td data-start="1583" data-end="1598" data-col-size="sm"><strong data-start="1585" data-end="1596">296.000</strong></td>
</tr>
<tr data-start="1599" data-end="1646">
<td data-start="1599" data-end="1603" data-col-size="sm">5</td>
<td data-start="1603" data-end="1616" data-col-size="sm"><strong data-start="1605" data-end="1615">1893-O</strong></td>
<td data-start="1616" data-end="1631" data-col-size="sm">Nova Orleans</td>
<td data-start="1631" data-end="1646" data-col-size="sm"><strong data-start="1633" data-end="1644">300.000</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p data-start="1648" data-end="1867">Essas são os cinco dólares Morgan menos cunhados. A peça 1893-S, com apenas 100 mil exemplares, apresenta a menor tiragem entre todas, sendo assim, rara.</p>
<p data-start="1869" data-end="2170" data-is-last-node="" data-is-only-node="">É importante observar que <em>menor tiragem</em> não significa automaticamente <em>maior raridade</em> atual ou <em>maior valo</em>r. Como frisado acima, o número de exemplares sobreviventes, o estado de conservação, o número de moedas preservadas em qualidade elevada e a procura dos colecionadores também influenciam (e muito!) a condição de data-chave.</p>
<h2 data-path-to-node="16">Principais Datas Chave</h2>
<p data-path-to-node="17">Na tabela abaixo temos as principais datas-chave dos Morgan Dollars:</p>
<div class="TyagGW_tableContainer">
<div class="group TyagGW_tableWrapper flex flex-col-reverse w-fit" tabindex="-1">
<table class="w-fit min-w-(--thread-content-width)" data-start="0" data-end="738">
<thead data-start="0" data-end="72">
<tr data-start="0" data-end="72">
<th class="last:pe-10" data-start="0" data-end="10" data-col-size="sm">Emissão</th>
<th class="last:pe-10" data-start="10" data-end="26" data-col-size="sm">Casa da moeda</th>
<th class="last:pe-10" data-start="26" data-end="47" data-col-size="sm">Tiragem registrada</th>
<th class="last:pe-10" data-start="47" data-end="72" data-col-size="md">Motivo da importância</th>
</tr>
</thead>
<tbody data-start="92" data-end="738">
<tr data-start="92" data-end="237">
<td data-start="92" data-end="105" data-col-size="sm"><strong data-start="94" data-end="104">1893-S</strong></td>
<td data-start="105" data-end="121" data-col-size="sm">São Francisco</td>
<td data-start="121" data-end="135" data-col-size="sm"><strong data-start="123" data-end="134">100.000</strong></td>
<td data-start="135" data-end="237" data-col-size="md">Menor tiragem entre as emissões regulares e poucos exemplares preservados em estado não circulado.</td>
</tr>
<tr data-start="238" data-end="381">
<td data-start="238" data-end="255" data-col-size="sm"><strong data-start="240" data-end="254">1895 Proof</strong></td>
<td data-start="255" data-end="268" data-col-size="sm">Filadélfia</td>
<td data-start="268" data-end="284" data-col-size="sm"><strong data-start="270" data-end="283">880 Proof</strong></td>
<td data-start="284" data-end="381" data-col-size="md">Não são conhecidos exemplares regulares de circulação; é chamada de “rei dos Morgan Dollars”.</td>
</tr>
<tr data-start="382" data-end="508">
<td data-start="382" data-end="396" data-col-size="sm"><strong data-start="384" data-end="395">1889-CC</strong></td>
<td data-start="396" data-end="410" data-col-size="sm">Carson City</td>
<td data-start="410" data-end="424" data-col-size="sm"><strong data-start="412" data-end="423">350.000</strong></td>
<td data-start="424" data-end="508" data-col-size="md">Baixa população sobrevivente, principalmente em estados de conservação elevados.</td>
</tr>
<tr data-start="509" data-end="624">
<td data-start="509" data-end="523" data-col-size="sm"><strong data-start="511" data-end="522">1893-CC</strong></td>
<td data-start="523" data-end="537" data-col-size="sm">Carson City</td>
<td data-start="537" data-end="551" data-col-size="sm"><strong data-start="539" data-end="550">677.000</strong></td>
<td data-start="551" data-end="624" data-col-size="md">Último Morgan Dollar cunhado em Carson City e raro em graus elevados.</td>
</tr>
<tr data-start="625" data-end="738">
<td data-start="625" data-end="638" data-col-size="sm"><strong data-start="627" data-end="637">1895-O</strong></td>
<td data-start="638" data-end="653" data-col-size="sm">Nova Orleans</td>
<td data-start="653" data-end="667" data-col-size="sm"><strong data-start="655" data-end="666">450.000</strong></td>
<td data-start="667" data-end="738" data-col-size="md">Escasso em condição circulada e muito raro em estado não circulado.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p data-start="740" data-end="1017" data-is-last-node="" data-is-only-node="">A peça <strong data-start="742" data-end="756">1895 Proof</strong> deve ser interpretada separadamente das demais: é uma peça especial que teve apenas 12.000 moedas regulares, mas nenhum exemplar de circulação é conhecido de forma conclusiva. Os únicos exemplares confirmados são 880 que foram produzidos com acabamento Proof. Por isso, ela é muito rara e alcança valores bem elevados de comercialização.</p>
<p data-start="740" data-end="1017" data-is-last-node="" data-is-only-node="">Como podemos notar, a raridade atual deve ser avaliada pela população sobrevivente, e não apenas pela quantidade originalmente cunhada.</p>
<h2 data-path-to-node="17">Referências</h2>
<ul>
<li>APMEX. <em><strong>Morgan Dollar Mintages 1878-2021</strong></em>. Disponível em: <a href="https://learn.apmex.com/learning-guide/coin-collecting/morgan-dollar-mintages-1878-2021/" target="_blank" rel="noopener">https://learn.apmex.com/learning-guide/coin-collecting/morgan-dollar-mintages-1878-2021/</a></li>
<li>Bowers, Q. D. <em><strong>The official red book of Morgan silver dollars, 1878 to 1921 : America&#8217;s most popular classic coins</strong></em>. 2004, Whitman.</li>
<li>Hero Bullion. <em><strong>Morgan Silver Dollar Mint Marks – An Illustrated Guide</strong></em>. Disponível em: <a href="https://www.herobullion.com/morgan-silver-dollar-mint-marks/" target="_blank" rel="noopener">https://www.herobullion.com/morgan-silver-dollar-mint-marks/</a></li>
<li>NGC. <em><strong>Morgan Dollar Price Guide</strong></em>. Disponível em: <a href="https://www.ngccoin.com/price-guide/united-states/dollars/49" target="_blank" rel="noopener">https://www.ngccoin.com/price-guide/united-states/dollars/49</a>/</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://diarionumismatico.com.br/as-marcas-de-cunhagem-nos-morgan-dollars/">As Marcas de Cunhagem nos Morgan Dollars</a> apareceu primeiro em <a href="https://diarionumismatico.com.br">Diário Numismático</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Qual a diferença entre recunho e restrike de moedas (numismática)?</title>
		<link>https://diarionumismatico.com.br/qual-a-diferenca-entre-recunho-e-restrike-de-moedas-numismatica/</link>
					<comments>https://diarionumismatico.com.br/qual-a-diferenca-entre-recunho-e-restrike-de-moedas-numismatica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 14:36:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Numismática]]></category>
		<category><![CDATA[Moedas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Qual a diferença entre recunho e restrike de moedas (numismática)? Participando de um leilão numismático um tempo atrás, surgiu uma</p>
<p>O post <a href="https://diarionumismatico.com.br/qual-a-diferenca-entre-recunho-e-restrike-de-moedas-numismatica/">Qual a diferença entre recunho e restrike de moedas (numismática)?</a> apareceu primeiro em <a href="https://diarionumismatico.com.br">Diário Numismático</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h1>Qual a diferença entre recunho e restrike de moedas (numismática)?</h1>
<p>Participando de um leilão numismático um tempo atrás, surgiu uma dúvida entre os participantes com relação a uma das peças ofertadas. Na descrição da peça aparecia o termo &#8220;<em>restrike</em>&#8220;, e algumas pessoas indagaram o que significava aquilo: seria uma peça autêntica? refundida? uma cópia? ou uma moeda original com algum tipo de modificação?</p>
<p>Para completar a confusão, um dos participantes levantou mais uma dúvida: <em>seria restrike a mesma coisa que peça recunhada (recunho)?</em></p>
<p>Bem, as dúvidas foram devidamente sanadas na hora por outros participantes, e então pensei que seria interessante explicar a diferença entre esses dois termos que aparecem de vez em quando em artigos, descrições de itens e catálogos de moedas.</p>
<h2>O que é um Recunho</h2>
<div class="n6owBd awi2gc" data-sfc-cp="" data-sfc-root="ep" data-sfc-cb="" data-hveid="CAIIAAgBCAYQAA" data-complete="true" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif; font-size: 16px; font-weight: 400; margin: 0px 0px 16px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(10, 10, 10);"><span data-subtree="aimfl,mfl" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif; font-size: 16px; font-weight: 400; margin: 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(10, 10, 10);">Em numismática, </span>recunho<!--TgQPHd||[]--> diz respeito a uma moeda que foi <strong class="Yjhzub" data-sfc-root="ep" data-sfc-cb="" data-complete="true" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif; font-size: 16px; font-weight: 700; margin: 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(10, 10, 10);">cunhada novamente<!--TgQPHd||[]--></strong> (batida) sobre outra moeda já existente, geralmente com o objetivo de alterar seu valor facial ou validar uma nova denominação.</div>
<div data-sfc-cp="" data-sfc-root="ep" data-sfc-cb="" data-hveid="CAIIAAgBCAYQAA" data-complete="true" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif; font-size: 16px; font-weight: 400; margin: 0px 0px 16px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(10, 10, 10);"></div>
<div data-sfc-cp="" data-sfc-root="ep" data-sfc-cb="" data-hveid="CAIIAAgBCAYQAA" data-complete="true" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif; font-size: 16px; font-weight: 400; margin: 0px 0px 16px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(10, 10, 10);">O recunho também era muito usado por governos para &#8220;nacionalizar&#8221; moedas estrangeiras que entravam no território através do comércio, economizando o custo de derreter o metal e preparar novos discos (planchas) do zero.</div>
<div data-sfc-cp="" data-sfc-root="ep" data-sfc-cb="" data-hveid="CAIIAAgBCAYQAA" data-complete="true" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif; font-size: 16px; font-weight: 400; margin: 0px 0px 16px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(10, 10, 10);"></div>
<div class="n6owBd awi2gc" data-sfc-cp="" data-sfc-root="ep" data-sfc-cb="" data-hveid="CAIIAAgBCAYQAA" data-complete="true" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif; font-size: 16px; font-weight: 400; margin: 0px 0px 16px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(10, 10, 10);"><!--TgQPHd||[]--><!--TgQPHd||[]-->Em outras palavras, um recunho c<span class="T286Pc" data-sfc-cp="" data-sfc-root="ep" data-sfc-cb="" data-complete="true" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif; font-size: 16px; font-weight: 400; margin: 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(10, 10, 10);">onsiste em pegar uma moeda que já circulou (chamamos de &#8220;moeda base&#8221;) e batê-la novamente com um novo par de cunhos, com o objetivo de f</span><span class="T286Pc" data-sfc-cp="" data-sfc-root="ep" data-sfc-cb="" data-complete="true" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif; font-size: 16px; font-weight: 400; margin: 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(10, 10, 10);">azer com que a moeda antiga circule como nova, ou para reavaliar seu valor.</span></div>
<div class="" data-bfc="" data-ved="2ahUKEwiTn6qFjsuVAxVLLLkGHa76Cv8Qi4wTegoIAggACAEIDRAA" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif; font-size: 16px; font-weight: 400; margin: 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(10, 10, 10);">
<p><span class="T286Pc" data-sfc-cp="" data-sfc-root="ep" data-sfc-cb="" data-complete="true" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif; font-size: 16px; font-weight: 400; margin: 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(10, 10, 10);">Para os numismatas é bastante interessante tentar identificar os vestígios da moeda original por baixo da nova cunhagem, como datas antigas, letras ou outros símbolos que estavam presentes na moeda-base</span><!--TgQPHd||[]--></p>
<p><span class="T286Pc" data-sfc-cp="" data-sfc-root="ep" data-sfc-cb="" data-complete="true" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif; font-size: 16px; font-weight: 400; margin: 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(10, 10, 10);"><strong class="Yjhzub" data-sfc-root="ep" data-sfc-cb="" data-complete="true" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif; font-size: 16px; font-weight: 700; margin: 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(10, 10, 10);">Exemplo clássico:<!--TgQPHd||[]--></strong> Os famosos <strong class="Yjhzub" data-sfc-root="ep" data-sfc-cb="" data-complete="true" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif; font-size: 16px; font-weight: 700; margin: 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(10, 10, 10);">Patacões (960 Réis)<!--TgQPHd||[]--></strong> do Brasil Império, que muitas vezes eram cunhados sobre antigas moedas espanholas de <em class="eujQNb" data-sfc-root="ep" data-sfc-cb="" data-complete="true" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif; font-size: 16px; font-weight: 400; margin: 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(10, 10, 10);">8 Reales<!--TgQPHd||[]--></em> (os chamados &#8220;dólares espanhóis&#8221;). Isso era feito porque o peso e o teor de prata eram extremamente compatíveis entre as duas  moedas, tornando o processo muito eficiente para as Casas da Moeda da Bahia, do Rio de Janeiro e de Minas Gerais.</span><!--TgQPHd||[]--></p>
<p><!--TgQPHd||[]--></p>
<figure id="attachment_845" aria-describedby="caption-attachment-845" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-845 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/07/960-reis-sobre-8-reales-mexico.jpg" alt="Moeda de 960 réis (patacão) do Brasil, de 1819, recunhada sobre 8 reales do México de 1818" width="800" height="393" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/07/960-reis-sobre-8-reales-mexico.jpg 800w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/07/960-reis-sobre-8-reales-mexico-300x147.jpg 300w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/07/960-reis-sobre-8-reales-mexico-768x377.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-845" class="wp-caption-text">Moeda de 960 réis (patacão) do Brasil, de 1819, D. João VI, recunhada sobre 8 reales do México de 1818.<br />Imagem: CV Coins &amp; Collectables.</figcaption></figure>
</div>
<div class="Fsg96" data-sfc-cp="" data-sfc-root="ep" data-sfc-cb="" data-complete="true" data-sfc-inited="2" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif; font-size: 16px; font-weight: 400; margin: 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(10, 10, 10);"><!--TgQPHd||[]--></div>
<div class="" data-bfc="" data-ved="2ahUKEwiTn6qFjsuVAxVLLLkGHa76Cv8Qi4wTegoIAggACAEIERAA" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif; font-size: 16px; font-weight: 400; margin: 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(10, 10, 10);">
<h2 class="otQkpb" role="heading" aria-level="3" data-sfc-root="ep" data-complete="true" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif; font-size: 20px; font-weight: 600; margin: 24px 0px 12px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(0, 29, 53);">O que é um Restrike<!--TgQPHd||[]--></h2>
<p data-path-to-node="16,9">Já o <b data-path-to-node="16,9" data-index-in-node="5">restrike</b> (termo em inglês para &#8220;rebatida oficial&#8221;) é uma reedição oficial de uma moeda histórica, produzida pela casa da moeda original utilizando os cunhos originais, matrizes ou novos cunhos idênticos aos da época. Trata-se, portanto, de uma reprodução autorizada pelo governo emissor, fabricada anos ou até séculos após a emissão original.</p>
<p data-path-to-node="16,10">Esse processo tem vários objetivos, como gerar receita para o emissor ou permitir que colecionadores tenham acesso a designs clássicos cujos originais de época hoje custam fortunas em leilões. Assim, os <i data-path-to-node="16,10" data-index-in-node="203">restrikes</i> são considerados peças de coleção, e não moedas destinadas à circulação.</p>
<p data-path-to-node="16,11">O termo-chave aqui é a <b data-path-to-node="16,11" data-index-in-node="23">oficialidade</b>. Se a reedição não for feita pela autoridade emissora oficial, não é um <i data-path-to-node="16,11" data-index-in-node="108">restrike</i>, mas sim uma cópia ou falsificação. O <i data-path-to-node="16,11" data-index-in-node="155">restrike</i> mantém o peso, o teor de metal nobre e o design do projeto original. Às vezes, para evitar fraudes, essas peças trazem marcas de cunhagem sutis ou uma data &#8220;congelada&#8221; no tempo. Em outros casos, porém, são tão idênticas às originais que apenas a ausência de pátina, o desgaste nulo e o brilho de cunha entregam que se trata de uma peça moderna.</p>
</div>
<div class="" data-bfc="" data-ved="2ahUKEwiTn6qFjsuVAxVLLLkGHa76Cv8Qi4wTegoIAggACAEIFBAA" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif; font-size: 16px; font-weight: 400; margin: 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(10, 10, 10);">
<p><!--TgQPHd||[]--></p>
<p><span class="T286Pc" data-sfc-cp="" data-sfc-root="ep" data-sfc-cb="" data-complete="true" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif; font-size: 16px; font-weight: 400; margin: 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(10, 10, 10);"><strong class="Yjhzub" data-sfc-root="ep" data-sfc-cb="" data-complete="true" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif; font-size: 16px; font-weight: 700; margin: 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(10, 10, 10);">Exemplos clássicos:<!--TgQPHd||[]--></strong> O famoso Taler de Maria Theresa da Áustria, que exibe a data &#8220;congelada&#8221; de 1780 e continua a ser emitido pela Casa da Moeda Austríaca até hoje; e as moedas de ouro de 50 Pesos mexicanos, cujas rebatidas oficiais frequentemente trazem a data fixa de 1947.</span></p>
<figure id="attachment_839" aria-describedby="caption-attachment-839" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-839" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/07/maria-theresa-thaler-restrike-1780-300x149.jpg" alt="Thaler de Maria Theresa 1780, restrike moderno. 28,15g de prata .833, 40,9mm de diâmetro." width="600" height="298" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/07/maria-theresa-thaler-restrike-1780-300x149.jpg 300w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/07/maria-theresa-thaler-restrike-1780.jpg 709w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-839" class="wp-caption-text">Thaler de Maria Theresa de 1780, restrike moderno. 28,15g de prata .833, 40,9mm de diâmetro.<br />Imagem: GB Classic Coins</figcaption></figure>
<h2>Comparação entre Recunho e Restrike</h2>
<p data-path-to-node="3">Sendo assim, apesar de ambos os processos envolverem o ato de aplicar um cunho sobre o metal, eles pertencem a momentos históricos, contextos econômicos e processos de fabricação bem diferentes.</p>
<p data-path-to-node="4">Na tabela abaixo comparo alguns critérios que podemos usar para diferenciar Recunho de Restrike:</p>
<table data-path-to-node="5">
<thead>
<tr>
<th style="text-align: center;"><strong>Critério</strong></th>
<th style="text-align: center;"><strong>Recunho</strong></th>
<th style="text-align: center;"><strong>Restrike</strong></th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><span data-path-to-node="5,1,0,0"><b data-path-to-node="5,1,0,0" data-index-in-node="0">Disco de Metal</b></span></td>
<td>Usa uma moeda pronta e já cunhada anteriormente (moeda-base). O metal não é derretido; a nova imagem é prensada por cima da antiga.</td>
<td>Utiliza um disco virgem (plancha nova), preparado do zero com o mesmo teor de metal, peso e diâmetro da moeda histórica original.</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;"><span data-path-to-node="5,2,0,0"><b data-path-to-node="5,2,0,0" data-index-in-node="0">Finalidade Principal</b></span></td>
<td>Prática e emergencial: medida rápida de governos para nacionalizar moedas estrangeiras ou atualizar valores faciais em tempos de crise.</td>
<td>Comercial ou comemorativa: atender à demanda de colecionadores ou investidores de metal precioso (<i data-path-to-node="5,2,2,0" data-index-in-node="98">bullion</i>).</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;"><span data-path-to-node="5,3,0,0"><b data-path-to-node="5,3,0,0" data-index-in-node="0">Época de Produção</b></span></td>
<td>Contemporânea: ocorre durante o período ativo de circulação da moeda e do padrão monetário vigente.</td>
<td>Extratemporânea: produzida anos, décadas ou até séculos após a moeda original ter saído de circulação.</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;"><span data-path-to-node="5,4,0,0"><b data-path-to-node="5,4,0,0" data-index-in-node="0">Características Visuais</b></span></td>
<td>Peça única que exibe &#8220;fantasmas&#8221; ou marcas sobrepostas da moeda-base por baixo do novo cunho, além de marcas de circulação.</td>
<td>Peça perfeita em estado de &#8220;flor de cunho&#8221;, com brilho original de fábrica e ausência total de desgastes ou detalhes de moedas anteriores.</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;"><span data-path-to-node="5,5,0,0"><b data-path-to-node="5,5,0,0" data-index-in-node="0">Oficialidade</b></span></td>
<td>Sempre oficial, emitido pelo governo da época para viabilizar e validar o meio de pagamento circulante.</td>
<td>Deve ser obrigatoriamente emitido pela casa da moeda original (ou sua sucessora legal). Se for feito por terceiros privados, é classificado como cópia ou medalha.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<blockquote><p><b data-path-to-node="7,0" data-index-in-node="0">Regra geral:</b> No <b data-path-to-node="7,0" data-index-in-node="36">Recunho</b>, uma moeda já existente ganha uma <i data-path-to-node="7,0" data-index-in-node="72">nova identidade</i> para continuar circulando. Já no <b data-path-to-node="7,0" data-index-in-node="118">Restrike</b>, uma moeda, geralmente antiga, ganha uma <i data-path-to-node="7,0" data-index-in-node="155">nova cópia oficial</i> para ser comercializada aos colecionadores e outros interessados, como investidores.</p></blockquote>
<p>Espero que a explicação tenha ficado simples e clara. É isso aí!</p>
<h2>Referências</h2>
<ul>
<li>AMANDRY, M. <em><strong>Dictionnaire de Numismatique</strong></em>. Larousse/HER. 2001</li>
<li>COSTA, N. C. <em><strong>Dicionário de Numismática</strong></em>. Livraria Sulina, 1969.</li>
<li>ABREU, P.A.R. <a href="https://www.academia.edu/105280689/960_REIS_E_SEUS_RECUNHOS" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>960 Réis e seus Recunhos</strong></em></a>. Artigo da RNB (Revista Numismática Brasileira), Vol. XXIII, No1-2, 2019 via Academia.edu.</li>
<li>VANNI, M. e BLASCO, S. 2025. <em><strong>Guia de Identificação dos 8 Reales nos 960 Réis</strong></em>.</li>
</ul>
</div>
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			</item>
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		<title>Moedas de Alumínio na Numismática</title>
		<link>https://diarionumismatico.com.br/moedas-de-aluminio-na-numismatica/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 14:46:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Metais e Ligas]]></category>
		<category><![CDATA[Numismática]]></category>
		<category><![CDATA[Metais]]></category>
		<category><![CDATA[Moedas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Moedas de Alumínio na Numismática Desde os primórdios da cunhagem, as moedas tem sido fabricadas usando-se diferentes tipos de metais.</p>
<p>O post <a href="https://diarionumismatico.com.br/moedas-de-aluminio-na-numismatica/">Moedas de Alumínio na Numismática</a> apareceu primeiro em <a href="https://diarionumismatico.com.br">Diário Numismático</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h1><b>Moedas de Alumínio na Numismática</b></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde os primórdios da cunhagem, as moedas tem sido fabricadas usando-se diferentes tipos de metais. Começando na </span><a href="https://diarionumismatico.com.br/o-estater-lidio-a-primeira-moeda-do-mundo/"><span style="font-weight: 400;">Ásia menor com a liga de electrum</span></a><span style="font-weight: 400;">, depois com moedas de seus constituintes prata e ouro, e no Extremo Oriente com moedas de cobre, ao longo do tempo outros metais foram sendo empregados, às vezes sozinhos, às vezes em ligas metálicas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um metal utilizado em tempos relativamente recentes na fabricação de moedas é o alumínio. Enquanto metais preciosos como o ouro e a </span><a href="https://diarionumismatico.com.br/tipos-de-ligas-de-prata-e-suas-aplicacoes/"><span style="font-weight: 400;">prata</span></a><span style="font-weight: 400;"> já eram usados há mais de 2.500 anos para esse fim, o alumínio, que foi descoberto apenas em 1824 pelo cientista dinamarquês </span><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hans_Christian_%C3%98rsted"><span style="font-weight: 400;">Hans Christian Ørsted</span></a><span style="font-weight: 400;">, veio a ser usado em moedas apenas no século XX.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No início, pela dificuldade de obtenção do metal a partir de seus minérios (o principal é a bauxita), o alumínio era considerado um metal precioso, mais valorizado que o ouro até. Porém, a partir de 1886, com a invenção de um processo de produção muito mais eficiente desenvolvido por engenheiros franceses e americanos, começou a ser produzido em massa e seu valor caiu até atingir o de um metal base comum.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na verdade, o alumínio é o terceiro elemento mais abundante na crosta terrestre, atrás apenas do oxigênio e do silício.</span></p>
<h2><b>Características do Alumínio</b></h2>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Nome: Alumínio</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Símbolo: Al</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Descobridor: Hans Christian Ørsted</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Ano da descoberta: 1824</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Número Atômico: 13</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Densidade: 2,699 g/cm3</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Ponto de Fusão: 660,32 °C</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Ponto de Ebulição: 2470 °C</span></li>
</ul>
<h2><b>O uso do alumínio em moedas</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Por quê o alumínio foi e é utilizado na fabricação de moedas? As moedas de alumínio foram introduzidas, na maioria das vezes, para substituir metais mais &#8220;nobres&#8221;, quando esses metais se tornavam muito caros ou eram muito requisitados para outras aplicações, levando à sua escassez. Um exemplo típico é a ocorrência de guerras, quando metais e ligas como o cobre ou o aço eram necessários para os esforços de guerra, ou ainda durante depressões financeiras, quando os preços desses metais disparava.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como o alumínio é um metal muito barato, leve e facilmente trabalhável, acabou sendo usando em vários momentos da história na cunhagem de moedas, em substituição a esses outros materiais.</span></p>
<h2><b>Exemplos de Moedas de Alumínio</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Vejamos alguns exemplos de moedas de alumínio emitidas e usadas em diversos países do mundo.</span></p>
<h3><b>África Ocidental Britânica, 1/10 de penny</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Esta é uma das primeiras moedas de alumínio cunhadas na história, juntamente com a peça de 1 cent da África Oriental Britânica, ambas fabricadas primeiramente no ano de 1907.</span></p>
<figure id="attachment_629" aria-describedby="caption-attachment-629" style="width: 403px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-629 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-aluminio-africa-ocidental-britanica.jpg" alt="Moeda da África Ocidental Britânica, uma das primeiras moedas de alumínio da história." width="403" height="204" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-aluminio-africa-ocidental-britanica.jpg 403w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-aluminio-africa-ocidental-britanica-300x152.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 403px) 100vw, 403px" /><figcaption id="caption-attachment-629" class="wp-caption-text">Moeda da África Ocidental Britânica, uma das primeiras moedas de alumínio da história.</figcaption></figure>
<h3><b>Japão, 1 yen de alumínio</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Moeda bastante comum, esta peça de 1 yen que mostra um ramo de bambu em germinação no anverso, circulou de 1955 a 1989, com diâmetro de 20 mm e pesando apenas 1 g (o alumínio é bem leve!)</span></p>
<figure id="attachment_630" aria-describedby="caption-attachment-630" style="width: 408px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-630 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-aluminio-1-iene-japao.jpg" alt="Moeda de 1 iene de alumínio do Japão" width="408" height="194" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-aluminio-1-iene-japao.jpg 408w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-aluminio-1-iene-japao-300x143.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 408px) 100vw, 408px" /><figcaption id="caption-attachment-630" class="wp-caption-text">Moeda de 1 iene de alumínio do Japão</figcaption></figure>
<h3><b>Peru, 5 céntimos de alumínio</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre 2007 e 2018 circularam no Peru moedas de alumínio nos valores de 1 e 5 céntimos, divisões tanto do Novo Sol quanto do Sol atual. Com um diâmetro de 18 mm, a moeda de 5 céntimos mostrada abaixo pesava apenas 1,02 g, com uma espessura de 1,7 mm.</span></p>
<figure id="attachment_631-2" aria-describedby="caption-attachment-631-2" style="width: 403px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-631 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-aluminio-5-centimos-peru.jpg" alt="Moeda do Peru, 5 Céntimos de Nuevo Sol, em alumínio." width="403" height="194" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-aluminio-5-centimos-peru.jpg 403w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-aluminio-5-centimos-peru-300x144.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 403px) 100vw, 403px" /><figcaption id="caption-attachment-631-2" class="wp-caption-text">Moeda do Peru, 5 Céntimos de Nuevo Sol, em alumínio.</figcaption></figure>
<h3><b>10 Liras de liga de alumínio da Itália</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro exemplo de moeda de alumínio de grande circulação é esta moeda de 10 Liras da Itália, que circulou entre 1951 e 2001, tendo sido substituída pela adoção do Euro no país.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na prática, esta moeda não é de alumínio puro, mas sim de uma liga composta por 96,2% de alumínio, com 3,5% de magnésio e 0,3% de manganês, pesando 1,6 g com um diâmetro de 23,25 mm e 1,5 mm de espessura.</span></p>
<figure id="attachment_632" aria-describedby="caption-attachment-632" style="width: 406px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-632 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-aluminio-10-liras-italia.jpg" alt="Moeda de 10 Liras da Itália em liga de alumínio" width="406" height="190" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-aluminio-10-liras-italia.jpg 406w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-aluminio-10-liras-italia-300x140.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 406px) 100vw, 406px" /><figcaption id="caption-attachment-632" class="wp-caption-text">Moeda de 10 Liras da Itália em liga de alumínio</figcaption></figure>
<h3><b>1 Franco de Alumínio da França. 2ª Guerra Mundial</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Emitida pelo Estado Francês (Regime de Vichy), esta moeda possui 1,3 g de alumínio com 23 mm de diâmetro e 1,45 mm de espessura. Circulou entre os anos 1942 a 1944, durante a Segunda Guerra Mundial.</span></p>
<figure id="attachment_633" aria-describedby="caption-attachment-633" style="width: 398px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-633 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-aluminio-1-franco-franca.jpg" alt="Moeda de Alumínio da França, 1 Franco" width="398" height="193" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-aluminio-1-franco-franca.jpg 398w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-aluminio-1-franco-franca-300x145.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 398px) 100vw, 398px" /><figcaption id="caption-attachment-633" class="wp-caption-text">Moeda de Alumínio da França, 1 Franco</figcaption></figure>
<h3><b>1 Forint de Alumínio da Hungria</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Esta moeda, emitida pela Hungria, foi cunhada em alumínio com um peso de 1,4 g, diâmetro de 22,8 mm e uma espessura de 1,8 mm, tendo circulado entre os anos de 1967 a 1989.</span></p>
<figure id="attachment_634" aria-describedby="caption-attachment-634" style="width: 388px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-634 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-aluminio-1-forint-hungria.jpg" alt="Moeda de 1 Forint de Alumínio da Hungria" width="388" height="188" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-aluminio-1-forint-hungria.jpg 388w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-aluminio-1-forint-hungria-300x145.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 388px) 100vw, 388px" /><figcaption id="caption-attachment-634" class="wp-caption-text">Moeda de 1 Forint de Alumínio da Hungria</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ela também é uma liga, contendo 97% de alumínio e 3% de magnésio.</span></p>
<h3><b>10 Aurar de Alumínio da Islândia</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A Islândia também emitiu moedas de alumínio, como esta peça com valor facial de 10 Aurar (equivalente a 10 &#8220;centavos&#8221; da antiga Króna ou Coroa Islandesa) , que circulou entre 1971 e 1974. A moeda, uma liga de alumínio (96,5%) e magnésio (3,5%), pesava apenas 0,449 g com um diâmetro de 15,00 mm, e uma espessura de 1,20 mm.</span></p>
<figure id="attachment_635" aria-describedby="caption-attachment-635" style="width: 402px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-635 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-aluminio-10-aurar-islandia.jpg" alt="Moeda da Islândia, 10 Aurar de Alumínio, anos 1970" width="402" height="194" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-aluminio-10-aurar-islandia.jpg 402w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-aluminio-10-aurar-islandia-300x145.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 402px) 100vw, 402px" /><figcaption id="caption-attachment-635" class="wp-caption-text">Moeda da Islândia, 10 Aurar de Alumínio, anos 1970</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Esta é a peça mais &#8220;leve&#8221; que possuo em minha coleção, superando até os fanams de ouro indianos, que possuem meio grama de metal (nesse caso, precioso).</span></p>
<h3><b>2 Kopiikas da Ucrânia de Alumínio</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A próxima peça é uma moeda da Ucrânia, no valor de 2 Kopiikas, circulante entre 1992 e 1996. Com apenas 0,64 g de peso, tem 17,3 mm de diâmetro e 1,2 mm de espessura.</span></p>
<figure id="attachment_636" aria-describedby="caption-attachment-636" style="width: 415px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-636 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-aluminio-2-kopiikas-ucrania.jpg" alt="Moeda de alumínio da Ucrânia: 2 Kopiikas" width="415" height="196" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-aluminio-2-kopiikas-ucrania.jpg 415w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-aluminio-2-kopiikas-ucrania-300x142.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 415px) 100vw, 415px" /><figcaption id="caption-attachment-636" class="wp-caption-text">Moeda de alumínio da Ucrânia: 2 Kopiikas</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Belas peças não? E o Brasil, será que temos ou já tivemos moedas de alumínio por aqui?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A resposta é SIM. Na próxima seção vamos conhecer rapidamente a série brasileira de moedas de alumínio, que circulou de meados dos anos 1950 até o meio da década de 1960.</span></p>
<h2><b>A série de moedas de alumínio do Brasil</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O Brasil já teve uma série de moedas de alumínio circulantes, da série do antigo cruzeiro. Elas circularam entre 1956 e 1967, e possuíam as seguintes denominações e características:</span></p>
<table>
<thead>
<tr>
<th colspan="4">
<h3><b>Série de moedas de alumínio do Brasil</b></h3>
</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td><b>Valor facial</b></td>
<td><b>Ano de Emissão</b></td>
<td><b>Diâmetro (mm)</b></td>
<td><b>Peso (g)</b></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">10 centavos</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">1956-1961</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">17,41</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">1,02</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">20 centavos</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">1956-1961</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">19,00</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">1,45</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">50 centavos</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">1956-1961</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">21,07</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">1,83</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">1 cruzeiro</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">1957-1961</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">23,23</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">2,38</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">2 cruzeiros</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">1957-1961</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">25,26</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">2,76</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">10 cruzeiros</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">1965</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">23,00</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">2,15</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">20 cruzeiros</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">1965</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">25,00</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">2,45</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="font-weight: 400;">Na tabela a seguir podemos visualizar imagens das moedas de alumínio do Brasil, tanto anverso quanto reverso. As moedas de 10, 20 e 50 centavos, assim como as de 1 e 2 cruzeiros, compartilham no anverso o Brasão de Armas da República e a legenda REPÚBLICA DOS ESTADOS UNIDOS DO BRASIL.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já as moedas de 10 e 20 cruzeiros possuem um anverso diferente, mostrando um mapa topográfico do Brasil, com a legenda BRASIL..</span></p>
<table>
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><b>Valor facial</b></td>
<td style="text-align: center;"><b>Imagem</b></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left; vertical-align: middle;"><span style="font-weight: 400;">10 centavos</span></td>
<td style="text-align: center; vertical-align: middle;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-638 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-aluminio-brasil-10-centavos.jpg" alt="Moeda de Alumínio do Brasil - 10 centavos" width="285" height="138" /></td>
</tr>
<tr>
<td style="vertical-align: middle;"><span style="font-weight: 400;">20 centavos</span></td>
<td style="vertical-align: middle;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-639 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-aluminio-brasil-20-centavos.jpg" alt="Moeda de Alumínio do Brasil - 20 centavos" width="291" height="137" /></td>
</tr>
<tr>
<td style="vertical-align: middle;"><span style="font-weight: 400;">50 centavos</span></td>
<td style="vertical-align: middle;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-640 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-aluminio-brasil-50-centavos.jpg" alt="Moeda de Alumínio do Brasil - 50 centavos" width="296" height="137" /></td>
</tr>
<tr>
<td style="vertical-align: middle;"><span style="font-weight: 400;">1 cruzeiro</span></td>
<td style="vertical-align: middle;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-641 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-aluminio-brasil-1-cruzeiro.jpg" alt="Moeda de Alumínio do Brasil - 1 cruzeiro" width="294" height="135" /></td>
</tr>
<tr>
<td style="vertical-align: middle;"><span style="font-weight: 400;">2 cruzeiros</span></td>
<td style="vertical-align: middle;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-642 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-aluminio-brasil-2-cruzeiros.jpg" alt="Moeda de Alumínio do Brasil - 2 cruzeiros" width="290" height="139" /></td>
</tr>
<tr>
<td style="vertical-align: middle;"><span style="font-weight: 400;">10 cruzeiros</span></td>
<td style="vertical-align: middle;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-643 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-aluminio-brasil-10-cruzeiros.jpg" alt="Moeda de Alumínio do Brasil - 10 cruzeiros" width="293" height="138" /></td>
</tr>
<tr>
<td style="vertical-align: middle;"><span style="font-weight: 400;">20 cruzeiros</span></td>
<td style="vertical-align: middle;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-644 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-aluminio-brasil-20-cruzeiros.jpg" alt="Moeda de Alumínio do Brasil - 20 cruzeiros" width="290" height="141" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h2><b>Conclusão</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As moedas de alumínio são muito interessantes como tema de coleção, sendo relativamente recentes na história da Numismática. Colecionar séries completas delas não é difícil, principalmente pelo seu custo, que tende a ser bem baixo em comparação com outros tipos de moedas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E você, coleciona moedas de alumínio? Se sim, quais? As brasileiras (que são muito interessantes), ou de outros países? Deixe nos comentários logo abaixo do artigo!.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Gatos na Numismática &#8211; Coleção Temática de Moedas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 14:19:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Numismática]]></category>
		<category><![CDATA[Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Moedas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Gatos na Numismática &#8211; Coleção Temática de Moedas O gato é o segundo animal de estimação mais comum no mundo,</p>
<p>O post <a href="https://diarionumismatico.com.br/gatos-na-numismatica-colecao-tematica-de-moedas/">Gatos na Numismática &#8211; Coleção Temática de Moedas</a> apareceu primeiro em <a href="https://diarionumismatico.com.br">Diário Numismático</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h1><b>Gatos na Numismática &#8211; Coleção Temática de Moedas</b></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">O gato é o segundo animal de estimação mais comum no mundo, atrás do cachorro &#8211; em em muitos países, o primeiro &#8211; por conta de sua personalidade independente e ao mesmo tempo carinhosa e afetiva. Em alguns países são reverenciados como seres especiais, que devem ser protegidos, ao passo que em outros lugares são considerados de má sorte, por superstição.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A relação entre gatos e humanos já é antiga, remontando a milhares de anos. Por conta disso, era de se esperar que nossos amigos felinos acabassem por aparecer no mundo da numismática, quer seja em moedas, cédulas ou até mesmo medalhas, ao longo do tempo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste artigo vamos conhecer algumas moedas que tem como motivo nossos amigos felinos.</span></p>
<figure id="attachment_598" aria-describedby="caption-attachment-598" style="width: 552px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-598 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/gata-kiki-prupru.jpg" alt="Uma das gatas de casa, a Kiki." width="552" height="386" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/gata-kiki-prupru.jpg 552w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/gata-kiki-prupru-300x210.jpg 300w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/gata-kiki-prupru-130x90.jpg 130w" sizes="auto, (max-width: 552px) 100vw, 552px" /><figcaption id="caption-attachment-598" class="wp-caption-text">Uma das gatas de casa, a Kiki.</figcaption></figure>
<h2><b>Moedas com Gatos</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Vejamos algumas moedas com gatos de todo o mundo, incluindo raças de gatos, gatos lendários ou famosos, e gatos estilizados.</span></p>
<h3><b>1 Dólar Australiano de 2021, comemorativa</b></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-599 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-1-dolar-australia.jpg" alt="Moeda de 1 dólar australiano, gato" width="518" height="244" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-1-dolar-australia.jpg 518w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-1-dolar-australia-300x141.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 518px) 100vw, 518px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa moeda comemora os 150 anos da </span><a href="https://www.rspca.org.au/"><i><span style="font-weight: 400;">Royal Society for the Prevention of Cruelty to Animals</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (Sociedade Real para a Prevenção da Crueldade com Animais), associação existente na Austrália (e no Reino Unido) que promove o bem-estar dos animais por meio da educação do público, resgate de animais e verificação de denúncias de maus-tratos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No anverso, um retrato da Rainha Elizabeth II coroada, olhando para a direita, e as inscrições &#8220;ELIZABETH II AUSTRALIA 2021 1 DOLLAR JC&#8221;. No reverso, um gato sentado olhando para a frente, colorizado, e o texto &#8220;RSPCA 150 YEARS&#8221;</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Denominação: Dólar Australiano</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Emissor: Austrália</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Data: 2021</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Composição: Bronze-alumínio</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Peso: 9g</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Diâmetro: 25,0mm</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A moeda é parte de uma série de 8 peças que mostram vários animais, incluindo cachorro, golfinho, cavalo, galinha e outros.</span></p>
<h3><b>1 Rublo da Bielorrússia (Belarus) de 2008, comemorativa</b></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-603 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-1-rublo-bielorrusia.jpg" alt="1 Rublo da Bielorrússia (Belarus) de 2008" width="511" height="251" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-1-rublo-bielorrusia.jpg 511w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-1-rublo-bielorrusia-300x147.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 511px) 100vw, 511px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No anverso, uma imagem em relevo do Escudo de Armas da Bielorrúsia no topo, com a imagem de um gato em pé no centro, sobre símbolos que representam a família, e as inscrições РУБЕЛЬ (1 rublo) e РЭСПУБЛІКА БЕЛАРУСЬ (República da Bielorrúsia).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No reverso, o símbolo de uma casa com janelas e cortinas abertas simbolizando hospitalidade e lar, com a inscrição НАВАСЕЛЛЕ (). Cunhada na Casa da Moeda da Polônia. https://en.mennica.com.pl/</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Denominação: Rublo da Bielorrúsia (BYR)</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Emissor: Bielorrúsia</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Data: 2008Composição: Cuproníquel</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Peso: 13,16g</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Diâmetro: 32,0mm</span></li>
</ul>
<h3><b>500 Francos CFA, de Burkina Faso, 2016 comemorativa da série Gatos do Mundo</b></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-604 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-500-francos-burkina-fasso.jpg" alt="500 Francos CFA, de Burkina Faso" width="520" height="250" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-500-francos-burkina-fasso.jpg 520w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-500-francos-burkina-fasso-300x144.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 520px) 100vw, 520px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No anverso, o escudo de armas de Burkina Faso com as inscrições &#8220;REPUBLIQUE DU BURKINA FASO</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">BURKINA FASO Unité Progrès Justice 5000 FRANCS CFA&#8221;. No reverso, a imagem colorizada de um gato Maine Coon olhando de frente, sentado, e a impressão de uma pata felina ao fundo, mais a inscrição &#8220;MAINE COON 2016&#8221;. Moeda não-circulante.</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Denominação: Franco CFA</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Emissor: Burkina Paso</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Data: 2016</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Composição: Prata .999</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Peso: 7g</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Diâmetro: 30,0mm</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A moeda é parte de uma série chamada &#8220;Cats of the World&#8221; (Gatos do Mundo), que inclui peças com figuras de várias raças de gatos, como Gato Europeu de Pelo Curto, Angorá Turco, Sphynx, Gato Persa, Siamês, Russian Blue e outros.</span></p>
<h3><b>1000 Francos de Camarões, &#8220;Gato Hacker&#8221;, comemorativa de 2025</b></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-605 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-1000-francos-camaroes.jpg" alt="1000 Francos de Camarões, &quot;Gato Hacker&quot;" width="521" height="247" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-1000-francos-camaroes.jpg 521w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-1000-francos-camaroes-300x142.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 521px) 100vw, 521px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A moeda traz no anverso o brasão de armas da República dos Camarões, com a data, valor facial e o nome do país, e figuras de cães e gatos ao redor. No reverso, uma imagem colorizada de um gato simulando a atividade de um hacker, com um computador ao fundo, gerada por inteligência artificial, com a inscrição AI·NIMALS CATS &amp; DOGS abaixo.</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Denominação: Franco CFA</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Emissor: Camarões</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Data: 2025</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Composição: Prata .999</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Peso: 31,1g (</span><a href="https://diarionumismatico.com.br/o-que-e-uma-onca-troy/"><span style="font-weight: 400;">uma onça</span></a><span style="font-weight: 400;">)</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Diâmetro: 40,0mm</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A série &#8220;AI-nimals&#8221; (IA-nimais, animais de inteligência artificial) de Camarões é composta por 10 peças não circulantes com imagens geradas por IA de cães e gatos mostrando atividades humanas diversas, feitas com uma onça de prata .999, no valor de 1000 francos CFA.</span></p>
<h3><b>50 Cents do Canadá, comemorativa de 1999, série Canada Cats</b></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-606 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-50-cents-canada.jpg" alt="50 Cents do Canadá, comemorativa de 1999, série Canada Cats" width="494" height="242" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-50-cents-canada.jpg 494w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-50-cents-canada-300x147.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 494px) 100vw, 494px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Moeda não-circulante de 50 cents do Canadá, em </span><a href="https://diarionumismatico.com.br/o-que-e-prata-sterling-prata-esterlina/"><span style="font-weight: 400;">prata de lei</span></a><span style="font-weight: 400;"> (.925), que traz no anverso a cabeça da Rainha Elizabeth II olhando para a direita e usando diadema real, colar e brincos, com as inscrições &#8220;ELIZABETH II D•G•REGINA&#8221;.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No reverso, um gato da raça tonquinês caminhando para a esquerda, e as inscrições &#8220;CANADA JAC 1999 TONKINESE 50 CENTS TONKINOIS&#8221;. Cunhada na </span><a href="https://www.mint.ca/en"><span style="font-weight: 400;">Casa da Moeda Real de Ottawa</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Denominação: Dólar Canadense</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Emissor: Canadá</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Data: 1999</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Composição: Prata .925</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Peso: 9,3g</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Diâmetro: 27,1mm</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A moeda é parte ds série &#8220;Cats of Canada&#8221; (Gatos do Canadá), que inclui, além do gato tonquinês, moedas com o Lince, Puma e Gato Cymric.</span></p>
<h3><b>50 Libras de Ouro, Egito, comemorativa 1993-1994</b></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-607 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-50-libras-ouro-egito.jpg" alt="50 Libras de Ouro, Egito" width="510" height="247" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-50-libras-ouro-egito.jpg 510w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-50-libras-ouro-egito-300x145.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 510px) 100vw, 510px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Moeda comemorativa não-circulante do Egito, em ouro 900, que traz no anverso as inscrições جمهورية  مصر العربية que significam &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">jumhuria misr alearabia</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8221; (República do Egito), mais as legendas ARE e ECC, respectivamente: &#8220;Arab Republic of Egypt&#8221; e &#8220;Egyptian Coin Center&#8221;, e as datas 1415 1994 (nos calendários islâmico Hijiri e gregoriano)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No reverso, um gato representando a deusa Bastet sentado à direita.</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Denominação: Libra Egípcia</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Emissor: Egito</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Data: 1993-1994</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Composição: Ouro .900</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Peso: 8,5g</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Diâmetro: 24mm</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A moeda é parte da série &#8220;Ancient Treasure&#8221; (Tesouros Antigos), que inclui, além da deusa Bastet, moedas com outros deuses antigos do Egito, a Rainha Cleópatra, a Esfinge, as Pirâmides e os Faraós Ramsés II e Tutancâmon.</span></p>
<h3><b>50 Cents de Fiji, comemorativa de 2021</b></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-608 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-50-cents-fiji.jpg" alt="50 Cents de Fiji" width="507" height="243" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-50-cents-fiji.jpg 507w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-50-cents-fiji-300x144.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 507px) 100vw, 507px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Peça não-circulante de Fiji em prata que traz no anverso o escudo de armas com as inscrições FIJI 2021 50 CENTS 10z .999 FINE SILVER e no reverso um gato doméstico em um jardim, sobre a grama, com a inscrição CATS. Essa moeda pertence a uma série chamada &#8220;Cats&#8221;.</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Denominação: Dólar de Fiji</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Emissor: Fiji</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Data: 2021</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Composição: Prata .999</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Peso: 31,1035g (uma onça)</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Diâmetro: 40,0mm</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A série &#8220;Cats&#8221; (&#8220;Gatos&#8221;) de Fiji é composta por 4 peças não-circulantes com imagens de gatos, feitas com uma onça de prata .999, nos valores de 50 cents e 5 dólares fijianos.</span></p>
<h3><b>6 Marcos, Cidade de Thale am Harz, 1923 &#8211; Cunhagem de emergência</b></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-609 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-6-marcos-thale-am-harz.jpg" alt="6 Marcos, Cidade de Thale am Harz" width="503" height="247" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-6-marcos-thale-am-harz.jpg 503w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-6-marcos-thale-am-harz-300x147.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 503px) 100vw, 503px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Moeda &#8220;notgeld&#8221; da cidade de Thale am Harz (Província Prussiana da Saxônia), trazendo no anverso o busto de Wotan, deus Germânico correspondente ao deus nórdico Odin, e no reverso um gato da floresta com ramos de carvalho.</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Denominação: Marco</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Emissor: Cidade de Thale Am Harz (Prússia / República de Weimar)</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Data: 1923</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Composição: Tombac (liga de cobre e zinco, com alto teor de cobre)</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Peso: 19,81g</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Diâmetro: 38,3mm</span></li>
</ul>
<p><b>Cunhagem de emergência</b><span style="font-weight: 400;"> é à produção de moedas em situações extraordinárias, geralmente motivadas por crises econômicas, escassez de dinheiro em circulação, guerras ou ainda falhas na produção regular.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas moedas muitas vezes são fabricadas com materiais alternativos, em locais improvisados ou ainda com características diferenciadas das emissões regulares, visando suprir a demanda urgente por numerário.</span></p>
<h3><b>100 Forint da Hungria, comemorativa de 1985 &#8220;Gato Selvagem&#8221;</b></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-610 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-100-forint-hungria.jpg" alt="100 Forint da Hungria Gato Selvagem" width="508" height="251" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-100-forint-hungria.jpg 508w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-100-forint-hungria-300x148.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 508px) 100vw, 508px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Moeda não-circulante da Hungria, em alpaca (nickel brass) que traz no anverso incrições ornamentadas e o valor facial da moeda, e no reverso um gato selvagem de frente com as inscrições &#8230;HA KEDVES AZ ÉLETE&#8230; FELIS SILVESTRIS VADMACSKA (em húngaro).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cunhada na Casa da Moeda da Hungria</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Denominação: Forint (Florim Húngaro)</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Emissor: Hungria</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Data: 1985</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Composição: Níquel prata (Alpaca)</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Peso: 12,0g</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Diâmetro: 32,0mm</span></li>
</ul>
<h3><b>5 Hryven da Ucrânia, comemorativa do Ano do Gato</b></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-611 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-5-hryven-ucrania.jpg" alt="5 Hryven da Ucrânia Ano do Gato" width="511" height="250" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-5-hryven-ucrania.jpg 511w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-5-hryven-ucrania-300x147.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 511px) 100vw, 511px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Moeda não-circulante da Ucrânia, comemorativa do Ano do Gato, em <a href="https://diarionumismatico.com.br/o-que-e-prata-sterling/">prata esterlina</a>, que traz no anverso o escudo de armas da Ucrânia e as inscrições em alfabeto cirílico НАЦІОНАЛЬНИЙ БАНК УКРАЇНИ (Banco Nacional da Ucrânia) e o valor facial 5 ГРИВЕНЬ (5 Hryvnias), além do ano 2011 e valor de fino da prata. Ornamentações de plantas completam o anverso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No reverso, um gato em pé à direita, entre mais ornamentações vegetais e os 12 símbolos do calendário oriental.</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Denominação: Hryvnia</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Emissor: Ucrânia</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Data: 2011</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Composição: <a href="https://diarionumismatico.com.br/o-que-e-prata-sterling/">Prata .925</a></span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Peso: 16,82g</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Diâmetro: 33mm</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A moeda é parte da série Calendário Lunar Oriental, que traz uma peça representando cada signo de horóscopos orientais, como o chinês e o vietnamita. As peças incluem os seguintes animais: cachorro, porco, rato, boi, tigre, dragão, cobra, cavalo, bode, macaco e galo (calendário chinês), além desta peça do gato, animal presente apenas no calendário vietnamita, que, porém, não possui o boi, que é substituído por um búfalo.</span></p>
<h3><b>50 Euros da Itália, comemorativa de ouro .900, ano de 2011</b></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-612 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-50-euros-ouro-italia.jpg" alt="50 Euros da Itália, comemorativa de ouro .900 Gato Romano" width="513" height="239" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-50-euros-ouro-italia.jpg 513w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-50-euros-ouro-italia-300x140.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 513px) 100vw, 513px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Moeda comemorativa não-circulante da Itália, em ouro .900, que traz no anverso a cabeça de Roma com capacete voltada para a direita, tirada de um denário, que era um moeda de prata do antigo sistema monetário romano. Inscrição: REPUBBLICA ITALIANA ⠂</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No reverso, o detalhe de um mosaico que mostra um gato prestes a agarrar uma ave, com as inscrições &#8220;FAUNA NELL⠂ARTE 2011 50 EURO&#8221;. Nome do gravador (V. DE SETA) e marca de cunhagem (R) presentes também.</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Denominação: Euro</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Emissor: Itália</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Data: 2011</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Composição: Ouro 900</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Peso: 16,13g</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Diâmetro: 28mm</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A moeda é parte da série &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">Fauna Nell Arte</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8221; (Fauna na Arte), que traz peças representando animais em composições artísticas de vários períodos, como Roma Antiga, Arte Gótica, Renascença, Rococó e Arte Contemporânea.</span></p>
<h3><b>1000 Ienes do Japão, comemorativa de 2024</b></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-613 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-1000-ienes-japao.jpg" alt="1000 Ienes do Japão Gato" width="512" height="254" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-1000-ienes-japao.jpg 512w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-1000-ienes-japao-300x149.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Moeda comemorativa não-circulante dos 100 anos do Sistema de Parques Nacionais do Japão, em prata 999, que traz no anverso a Baía de Kabira e um Gato Selvagem Iriomote, com as inscrições 日本国 (Japão) 千円 (1000 Ienes) e 西表石垣国立公園 (Parque Nacional Iriomote-Ishigaki), em japonês.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No reverso, o logotipo do sistema de parques unificado japonês, com as inscrições 国立公園制度１００年 (100º Aniversário do Sistema de Parques Nacionais) National Parks of Japan, • 1000 YEN • 令 和６年 • (ANo 6 do Reiwa).</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Denominação: Iene</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Emissor: Japão</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Data: 2024</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Composição: Prata 999</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Peso: 31,1g (onça de prata)</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Diâmetro: 40mm</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A moeda é parte da série Parques Nacionais do Japão (Fauna na Arte), que traz 6 peças comemorando parques do sistema nacionais de parques japonês, cada uma com um animal diferente em seu reverso. Cunhada na Casa da Moeda do Japão (日本造幣局).</span></p>
<h3><b>5 Euros da Letônia, comemorativa de 2015</b></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-614 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-5-euros-letonia.jpg" alt="5 Euros da Letônia Gato" width="495" height="248" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-5-euros-letonia.jpg 495w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-5-euros-letonia-300x150.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 495px) 100vw, 495px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Moeda comemorativa não-circulante da Letônia, em prata 925 e colorizada, que traz no anverso o desenho de uma cama com 5 gatos dormindo. Os nomes dos gatos estão inscritos oa redor da cama: Muris, Ņuris, Incis, Mincis e Puncis. No pé da cama, o ano 2015.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No reverso, um gato grande com uma tijela de mingau em pé, no centro, e outros gatos menores com tijelas e colheres são mostrados de cada lado do gato maior. Inscrição KAĶI 5 EURO (Gatos 5 Euros) acima.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na borda da moeda lê-se as inscrições LATVIJAS BANKA (Banco da Letônia) e LATVIJAS REPUBLIKA (República da Letônia). Cunhada na Casa da Moeda da Lituânia (</span><a href="https://kalykla.lt/"><span style="font-weight: 400;">Lietuvos Monetu Kalykla</span></a><span style="font-weight: 400;">).</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Denominação: Euro</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Emissor: Letônia</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Data: 2015</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Composição: Prata 925</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Peso: 31,47g</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Diâmetro: 38,61mm</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A moeda é parte da série Moedas de Contos de Fadas, e faz alusão a um conto popular da Letônia, o &#8220;conto dos cinco gatos&#8221;.</span></p>
<h3><b>1000 Tugrik de Ouro da Mongólia, comemorativa de 1999</b></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-615 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-1000-tugrik-ouro-mongolia.jpg" alt="1000 Tugrik de Ouro da Mongólia Gato" width="520" height="238" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-1000-tugrik-ouro-mongolia.jpg 520w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-1000-tugrik-ouro-mongolia-300x137.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 520px) 100vw, 520px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Moeda comemorativa não-circulante da Mongólia, em ouro puro, que traz no anverso o Soyombo, símbolo nacional do país. Também as inscrições ᠮᠤᠩᠭᠤᠯ ᠤᠯᠤᠰ MONGOLIA (Monggol Ulus / Mongolia) e 1000 ᠲᠥᠭᠦᠷᠢᠭ᠌ (1000 Tögrög)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No reverso, a cabeça de um gato de frente com diamantes de 0,1 quilates inseridos nos olhos, e a data 1999.</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Denominação: Tögrög</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Emissor: Mongólia</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Data: 1999</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Composição: Ouro .999</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Peso: 7,77g</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Diâmetro: 22,5mm</span></li>
</ul>
<h3><b>1 Dólar de Niue, comemorativa de 2014</b></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-616 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-1-dolar-niue.jpg" alt="1 Dólar de Niue Gato" width="510" height="242" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-1-dolar-niue.jpg 510w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-1-dolar-niue-300x142.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 510px) 100vw, 510px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Gato Persa, da série &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">Man&#8217;s best friends &#8211; Cats</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8221; (Melhores Amigos do Homem &#8211; Gatos).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Peça de Niue (país na Oceania) não-circulante, para colecionadores, em prata que traz no anverso a efígie da Rainha Elizabeth II com uma mulher que brinca com alguns gatos, e no reverso um gato persa com as inscrições PERSIAN CAT / KOT PERSKI (em polonês).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cunhada na Casa da Moeda da Polônia (Mennica Polska)</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Denominação: Dólar da Nova Zelândia</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Emissor: Niue</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Data: 2014</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Composição: Prata .999</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Peso: 17,5g</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Diâmetro: 38,61mm</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa série inclui moedas que retratam as seguintes raças de gatos: Gato de Bengala, Gato-de-pelo-curto-britânico, Gato-de-pelo-curto-europeu, Gato Javanês, Gato Persa (mostrada aqui), Gato-de-pelo-curto-escocês, Devon Rex e Gato Somali.</span></p>
<h3><b>1 Dólar de Tuvalu, comemorativa não-circulante &#8220;Maneki Neko&#8221;</b></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-541 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/dolar-tuvalu-maneki-neko.jpg" alt="1 Dólar de Tuvalu, comemorativa não-circulante &quot;Maneki Neko&quot;" width="483" height="393" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/dolar-tuvalu-maneki-neko.jpg 483w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/dolar-tuvalu-maneki-neko-300x244.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 483px) 100vw, 483px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Moeda com formato diferente do convencional, retangular, que mostra no anverso a figura de um Maneki Neko, que é um gato japonês da sorte, geralmente representado com uma pata levantada em um gesto de aceno. Trata-se de um símbolo tradicional de prosperidade, fortuna e boa sorte, sendo muito comum em comércios e lares no Japão e em outros países asiáticos, além de residências de descendentes e simpatizantes da cultura oriental em muitos outros lugares.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dependendo da cor e da posição da pata, ele pode ter significados específicos, como por exemplo atrair riqueza, clientes ou proteção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No reverso a moeda traz as inscrições ELIZABETH II TUVALU 1oz 9999 Ag 1 DOLLAR 2018, com a cabeça coroada da Rainha Elizabeth olhando à direita.</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Denominação: Dólar Australiano</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Emissor: Tuvalu</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Data: 2018</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Composição: Prata .9999</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Peso: 31,107g</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Diâmetro: 46,6 × 27,6mm</span></li>
</ul>
<h3><b>1 Dólar de Niue, comemorativa de 2024</b></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-617 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-1-dolar-niue-1.jpg" alt="1 Dólar de Niue Gato" width="510" height="242" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-1-dolar-niue-1.jpg 510w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-1-dolar-niue-1-300x142.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 510px) 100vw, 510px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Peça de Niue (país na Oceania) não-circulante, para colecionadores, em prata que traz no anverso o selo público de Niue com a silhueta de um gato, e no reverso um gato siamês com as inscrições SIAMESE CAT / SIAMSKÁ KOČKA (em tcheco).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cunhada na Casa da Moeda da República Checa (Česká mincovna)</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Denominação: Dólar da Nova Zelândia</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Emissor: Niue</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Data: 2024</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Composição: Prata .999</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Peso: 31,1g</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Diâmetro: 37,0mm</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Peça pertencente à série </span><i><span style="font-weight: 400;">Cat Breeds</span></i><span style="font-weight: 400;"> (Raças de Gatos). Além da moeda do Gato Siamês, essa série também tem moedas com imagens de Gato de pelo curto Inglês, Maine Coon, Gato Persa e Ragdoll.</span></p>
<h3><b>1 Dólar de Palau, comemorativa de ouro de 2018</b></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-618 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-1-dolar-palau-ouro.jpg" alt="1 Dólar de Palau, comemorativa de ouro Gato" width="503" height="314" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-1-dolar-palau-ouro.jpg 503w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-1-dolar-palau-ouro-300x187.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 503px) 100vw, 503px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Moeda não-circulante comemorativa de Palau, em ouro .9999, no formato peculiar de um Maneki Neko. No anverso, a inscrição REPUBLIC OF PALAU 1$ e no reverso, apenas a figura do gato da sorte.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No reverso, a cabeça de um gato com diamantes de 0,1 quilates nos olhos, e a data 1999.</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Denominação: Dólar dos Estados Unidos</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Emissor: Palau</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Data: 2018</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Composição: Ouro .9999</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Peso: 0,5g</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Diâmetro: 13,92mm</span></li>
</ul>
<h3><b>1 Sol Peruano, comemorativa circulante de 2019</b></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-619 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-1-sol-peru.jpg" alt="1 Sol Peruano Gato" width="517" height="251" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-1-sol-peru.jpg 517w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-1-sol-peru-300x146.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 517px) 100vw, 517px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Moeda circulante comemorativa do Peru, em latão de níquel, da séria Fauna Ameaçada do Peru. No anverso, o brasão de armas peruano sobre a data 2019, e a inscrição BANCO CENTRAL DE RESERVA DEL PERÚ.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No reverso, a figura de um gato andino com as inscrições GATO ANDINO </span><i><span style="font-weight: 400;">Leopardus jacobita</span></i><span style="font-weight: 400;"> 1 SOL.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">Leopardus jacobita</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma espécie de gato selvagem que habita as regiões montanhosas dos andes, no centro e sul do Peru, terras altas da Bolívia e norte da Argentina e Chile. Também é conhecido pelos nomes de Titi (do idioma Aimara), Chinchay, Osjo (do idioma quéchua), Gato Lince, Gato Montês, Gato dos Andes ou ainda Gato Sagrado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como o gênero indica (Leopardus), esse animal é mais aparentado à Jaguatirica ou Ocelote (</span><i><span style="font-weight: 400;">Leopardus pardalis</span></i><span style="font-weight: 400;">) do que ao gato doméstico (</span><i><span style="font-weight: 400;">Felis Catus</span></i><span style="font-weight: 400;">).</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Denominação: Sol</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Emissor: Peru</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Data: 2019</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Composição: Latão de Níquel</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Peso: 7,32g</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Diâmetro: 25,5mm</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A moeda é parte da série Fauna Ameaçada do Peru, que conta com 10 moedas que trazem animais típicos do país que estão ameaçados de extinção. Outro felino que aparece nessa série é o Jaguar, que conhecemos aqui no Brasil como Onça-Pintada (</span><i><span style="font-weight: 400;">Panthera onca</span></i><span style="font-weight: 400;">).</span></p>
<h3><b>1 Lira Turca de 2010, comemorativa não-circulante</b></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-620 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-1-lira-turquia.jpg" alt="1 Lira Turca de 2010 Gato Angorá" width="511" height="244" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-1-lira-turquia.jpg 511w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-1-lira-turquia-300x143.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 511px) 100vw, 511px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Moeda não-circulante comemorativa da Turquia, bimetálica, da série Animal Bimetal. No anverso, o valor facial e ano de emissão com ramos de plantas em flor em ambos os lados, lua e estrela islâmicas acima. Inscrições TÜRKİYE CUMHURİYETİ 1 TÜRK LİRASI ao redor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No reverso, a cabeça um Gato Angorá Turco olhando para a esquerda, com a inscrição ANKARA KEDİSİ (Gato de Ankara, em turco.)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O nome Angorá é derivado de um tipo de lã sedosa originária da cidade de Angora, no centro da Turquia (hoje, Ankara), e a raça de gato recebeu esse nome pois seu pelo lembra o toque dessa lã.</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Denominação: Nova Lira Turca</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Emissor: Turquia</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Data: 2010</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Composição: Bimetálica: núcleo de cuproníquel e anel de latão</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Peso: 8,2g</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Diâmetro: 26,15mm</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A série Animal Bimetal consiste em 12 moedas representando animais variados da fauna turca, incluindo, entre outros, o Leopardo da Anatólia, Leão Asiático, Cavalo Turco Byerley e o Urso Marrom.</span></p>
<h2><b>Moedas com Personalidades Felinas</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Além das moedas que retratam os gatos &#8220;do mundo real&#8221;, com suas raças, comportamentos e habitats, também encontramos moedas que trazem como tema personalidades felinas, como gatos de desenhos animados, filmes e até lendas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Abaixo mostro algumas peças que trazem essa temática, incluindo personagens muito conhecidos, principalmente do público infantil.</span></p>
<h3><b>1/2 Dólar das Ilhas Cook, comemorativa de 1999, Garfield</b></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-621 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-ilhas-cook-garfield.jpg" alt="1/2 Dólar das Ilhas Cook, comemorativa de 1999, Garfield" width="512" height="243" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-ilhas-cook-garfield.jpg 512w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-ilhas-cook-garfield-300x142.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Garfield é um gato fictício criado pelo cartunista Jim Davis. Fez sua primeira aparição em 19 de junho de 1978 em tiras de quadrinhos. Originário dos Estados Unidos, esse gato laranja e mal-humorado é conhecido por ter uma personalidade sarcástica, ser preguiçoso e bastante voraz, especialmente quando se trata de comer lasanha.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Garfield acabou se tornando um dos personagens mais icônicos da cultura pop, aparecendo em tirinhas de jornal, desenhos animados, filmes e muitos produtos licenciados, como esta moeda.</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Denominação: Dólar da Nova Zelândia</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Emissor: Ilhas Cook</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Data: 1999</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Composição: Cupro-níquel</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Peso: 26,9g</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Diâmetro: 39,0mm</span></li>
</ul>
<h3><b>25 cents das Ilhas Cook, comemorativa de 2021, </b><b><i>Cheshire Cat</i></b><b> (Alice no País das Maravilhas)</b></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-622 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-ilhas-cook-cheshire-cat.jpg" alt="25 cents das Ilhas Cook, comemorativa de 2021, Cheshire Cat" width="518" height="258" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-ilhas-cook-cheshire-cat.jpg 518w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-ilhas-cook-cheshire-cat-300x149.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 518px) 100vw, 518px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Gato Cheshire é um personagem enigmático e misterioso do livro clássico &#8220;Alice no País das Maravilhas&#8221;, escrito por Lewis Carroll e publicado em 1865. Originário da Inglaterra, o gato é conhecido por ter um sorriso largo e a capacidade de aparecer e desaparecer à vontade, muitas vezes deixando apenas seu sorriso visível no ar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aqui no Brasil ficou conhecido como Gato Risonho ou Gato que Ri nas traduções do livro de Carroll.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sua personalidade sarcástica e filosófica, aliada à sua aparência única, faz dele um dos personagens mais memoráveis da obra, desafiando Alice com perguntas e enigmas enquanto lhe oferece conselhos ambíguos.</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Denominação: Dólar da Nova Zelândia</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Emissor: Ilhas Cook</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Data: 2021</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Composição: Prata .999</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Peso: 8g</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Diâmetro: 28,5mm</span></li>
</ul>
<h3><b>30 Dólares do Canadá, comemorativa de 2015, Gato Frajola e Piu Piu</b></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-623 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-canada-frajola.jpg" alt="30 Dólares do Canadá, comemorativa de 2015, Gato Frajola e Piu Piu" width="513" height="246" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-canada-frajola.jpg 513w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-canada-frajola-300x144.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 513px) 100vw, 513px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Frajola, ou Sylvester, é um gato de desenho animado criado por Friz Freleng em 1945, como parte dos Looney Tunes e Merrie Melodies dos estúdios Warner Bros. Originário dos Estados Unidos, ele é conhecido por sua eterna perseguição ao passarinho Piu-Piu (</span><i><span style="font-weight: 400;">Tweety Bird</span></i><span style="font-weight: 400;">), tentando capturá-lo de todas as formas, mas sempre sendo frustrado no final.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Frajola é tão conhecido aqui no Brasil que virou até nome &#8220;informal&#8221; para raça de gato: quando um gato branco e preto aparece, muitas pessoas dizem &#8220;veja, um frajolinha!&#8221;.</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Denominação: Dólar Canadense</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Emissor: Canadá</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Data: 2019</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Composição: Prata .9999</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Peso: 62,67g (2 onças de prata)</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Diâmetro: 54mm</span></li>
</ul>
<h3><b>2 Dólares de Niue, comemorativa de 2019, Gato Félix</b></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-624 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-niue-gato-felix.jpg" alt="2 Dólares de Niue, comemorativa de 2019, Gato Félix" width="529" height="252" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-niue-gato-felix.jpg 529w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-niue-gato-felix-300x143.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 529px) 100vw, 529px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Gato Félix é um dos personagens animados mais antigos e icônicos, tendo surgido na época do cinema mudo, criado por Pat Sullivan e Otto Messmer em 1919. Com uma silhueta preta e expressões exageradas, Félix se tornou um dos primeiros personagens de animação a alcançar sucesso global. Aqui ele aparece no anverso em pé, ligeiramente virado para a esquerda, com as inscrições FELIX THE CAT 100th ANNIVERSARY.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Suas histórias eram repletas de criatividade e surrealismo, muitas vezes envolvendo o uso de sua bolsa mágica, que podia se transformar em diversos objetos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No reverso, busto da Rainha Elizabeth II coroada, com as inscrições ELIZABETH II NIUE TWO DOLLARS 2019</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Denominação: Dólar da Nova Zelândia</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Emissor: Niue</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Data: 2019</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Composição: Prata .999</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Peso: 31,1g</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Diâmetro: 40mm</span></li>
</ul>
<h3><b>1 Real do Brasil, comemorativa das Olimpíadas do Rio em 2016</b></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-625 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-1-real-brasil.jpg" alt="1 Real do Brasil, comemorativa das Olimpíadas do Rio em 2016 Vinícius" width="505" height="250" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-1-real-brasil.jpg 505w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-gato-1-real-brasil-300x149.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 505px) 100vw, 505px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No anverso, a mascote dos Jogos Olímpicos Rio 2016 Vinícius, que não é &#8220;exclusivamente&#8221; um gato. Completam a composição a marca dos Jogos Olímpicos Rio 2016 e a legenda &#8220;Brasil&#8221;. No reverso, valor facial 1 em detalhe estilizado do brasão nacional (constelação do Cruzeiro do Sul).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A mascote Vinícius foi batizada em homenagem ao famoso compositor Vinicius de Moraes (que compôs &#8220;Garota de Ipanema&#8221; junto com Tom Jobim &#8211; que dá nome a outra mascote da série). Seu design representa a fauna selvagem brasileira, combinando &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">a agilidade dos gatos, o balanço dos macacos e a graça dos pássaros</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;.</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Denominação: Real</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Emissor: Brasil</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Data: 2016</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Composição: Bimetálica: núcleo de aço inoxidável e anel de aço revestido de bronze</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Peso: 7,0g</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Diâmetro: 27,0mm</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Tiragem autorizada: 20 milhões de moedas</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Quantidade em circulação: 15.500 (</span><a href="https://www3.bcb.gov.br/mec-circulante/"><span style="font-weight: 400;">dados do Banco Central</span></a><span style="font-weight: 400;">)</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa moeda de R$ 1,00 pertence à série dos Jogos Olímpicos do Rio 2016, que consiste em moedas de 1 real bimetálicas (circulantes), e as não-circulantes 5 reais em prata e 10 reais em ouro.</span></p>
<h2><b>Conclusão</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando se trata de variedade de temáticas, a Numismática é riquíssima e bastante diversa, e não é surpresa encontrar tantas moedas com o tema &#8220;Gato&#8221; disponíveis. A maioria delas é moeda comemorativa, geralmente não-circulante, mas algumas peças foram feitas para circular, como o 1 Sol do Peru, a Lira da Turquia e o Real das Olimpíadas descritas anteriormente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Claro que muitas outras moedas com gatos existem além das mostradas neste artigo, incluindo as séries completas citadas, como &#8220;Gatos do Mundo&#8221;, Man&#8217;s best friends &#8211; Cats (Melhores amigos do homem &#8211; Gatos) e Canada Cats (Gatos do Canadá), entre outras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E você? Tem alguma moeda com a  temática &#8220;Gato&#8221; ou algum outro animal? Escreva na área de comentários abaixo!</span></p>
<h2><b>Referências</b></h2>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Royal Canadian Mint: </span><a href="https://www.mint.ca/en"><span style="font-weight: 400;">https://www.mint.ca/en</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Mennica Polska (Casa da Moeda da Polônia): </span><a href="https://en.mennica.com.pl/"><span style="font-weight: 400;">https://en.mennica.com.pl/</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Professional Coin Grading Service (PCGS): </span><a href="https://www.pcgs.com/"><span style="font-weight: 400;">https://www.pcgs.com/</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Banco Nacional da Ucrânia: </span><a href="https://bank.gov.ua/"><span style="font-weight: 400;">https://bank.gov.ua/</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Casa da Moeda do Japão (Japan Mint): </span><a href="https://www.mint.go.jp/"><span style="font-weight: 400;">https://www.mint.go.jp/</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Istituto Poligrafico e Zecca dello Stato Italiano: </span><a href="https://www.ipzs.it/ext/index.html"><span style="font-weight: 400;">https://www.ipzs.it/ext/index.html</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Casa da Moeda da Lituânia: </span><a href="https://kalykla.lt/"><span style="font-weight: 400;">https://kalykla.lt/</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Banco Central do Brasil: </span><a href="https://www.bcb.gov.br/cedulasemoedas"><span style="font-weight: 400;">https://www.bcb.gov.br/cedulasemoedas</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">CIT Liechtenstein: </span><a href="https://www.cit.li/en"><span style="font-weight: 400;">https://www.cit.li/en</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Numista: </span><a href="https://en.numista.com/"><span style="font-weight: 400;">https://en.numista.com/</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Banco Central de Reserva del Perú: </span><a href="https://www.bcrp.gob.pe/"><span style="font-weight: 400;">https://www.bcrp.gob.pe/</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Royal Australian Mint: </span><a href="https://www.ramint.gov.au/"><span style="font-weight: 400;">https://www.ramint.gov.au/</span></a></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O que é uma Moeda Bimetálica?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 13:03:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Numismática]]></category>
		<category><![CDATA[Moedas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que é uma Moeda Bimetálica? Uma moeda bimetálica é uma moeda constituída por dois metais ou ligas, geralmente contendo</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h1><b>O que é uma Moeda Bimetálica?</b></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma moeda bimetálica é uma moeda constituída por dois metais ou ligas, geralmente contendo um centro (núcleo) de um material e um anel externo de outro. Também são moedas bimetálicas as moedas constituídas por um disco de metal revestido por uma camada de outro metal; chamamos comumente a essas moedas de &#8220;</span><a href="https://diarionumismatico.com.br/o-que-sao-moedas-clad-ou-moedas-revestidas/"><i><span style="font-weight: 400;">clad</span></i></a><span style="font-weight: 400;">&#8220;.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste artigo darei ênfase às moedas bimetálicas que mostram claramente a separação entre os materiais &#8211; ou seja, as moedas que possuem um núcleo e um anel que o circunda, e as </span><a href="https://diarionumismatico.com.br/o-que-sao-moedas-clad-ou-moedas-revestidas/"><span style="font-weight: 400;">moedas clad</span></a><span style="font-weight: 400;"> serão tratadas brevemente, com aprofundamento em outro artigo.</span></p>
<h2><b>A primeira moeda bimetálica moderna</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A primeira moeda circulante moderna bimetálica cunhada foi uma moeda de 500 liras italianas, emitida em 1982, até 2001. Anteriormente, outras moedas e medalhas feitas de dois metais ou ligas já haviam sido cunhadas, porém de forma muito ocasional ou até mesmo não-oficial. Alguns exemplos incluem determinados medalhões fabricados nos tempos do Império Romano, feitos de bronze e </span><i><span style="font-weight: 400;">orichalcum</span></i><span style="font-weight: 400;">, e algumas moedas inglesas chamadas de &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">farthings</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8221; no final do século XVII, feitas de estanho e cobre.</span></p>
<figure id="attachment_584" aria-describedby="caption-attachment-584" style="width: 394px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-584 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-bimetalica-500-liras-italia.jpg" alt="500 liras da Itália, primeira moeda bimetálica moderna." width="394" height="195" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-bimetalica-500-liras-italia.jpg 394w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-bimetalica-500-liras-italia-300x148.jpg 300w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-bimetalica-500-liras-italia-392x195.jpg 392w" sizes="auto, (max-width: 394px) 100vw, 394px" /><figcaption id="caption-attachment-584" class="wp-caption-text">500 liras da Itália, primeira moeda bimetálica moderna. Imagem: © Numista (CC BY)</figcaption></figure>
<h2><b>Exemplos de moedas bimetálicas</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A seguir podemos ver alguns exemplos de moedas bimetálicas variadas, de diversos países do mundo:</span></p>
<figure id="attachment_585" aria-describedby="caption-attachment-585" style="width: 429px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-585 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-bimetalica-2-libras-inglaterra.jpg" alt="2 Libras da Inglaterra de 2023, comemorativa Ada Lovelace (1ª programadora da história). Bimetálica com núcleo de cuproníquel em anel de latão de níquel." width="429" height="206" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-bimetalica-2-libras-inglaterra.jpg 429w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-bimetalica-2-libras-inglaterra-300x144.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 429px) 100vw, 429px" /><figcaption id="caption-attachment-585" class="wp-caption-text">2 Libras da Inglaterra de 2023, comemorativa Ada Lovelace (1ª programadora da história). Bimetálica com núcleo de cuproníquel em anel de latão de níquel. © The Royal Mint</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<figure id="attachment_586" aria-describedby="caption-attachment-586" style="width: 431px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-586 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-bimetalica-1-bolivar-venezuela.jpg" alt="1 Bolívar da Venezuela. Bimetálica com núcleo de cuproníquel em um anel de bronze de alumínio." width="431" height="204" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-bimetalica-1-bolivar-venezuela.jpg 431w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-bimetalica-1-bolivar-venezuela-300x142.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 431px) 100vw, 431px" /><figcaption id="caption-attachment-586" class="wp-caption-text">1 Bolívar da Venezuela. Bimetálica com núcleo de cuproníquel em um anel de bronze de alumínio.</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<figure id="attachment_587" aria-describedby="caption-attachment-587" style="width: 427px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-587 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-bimetalica-10-euros-vaticano.jpg" alt="10 euros do Vaticano 2025, Papa Bonifácio VIII anunciando o Jubileu do ano 1300. Bimetálica com núcleo de prata 916,7 e anel de cobre." width="427" height="208" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-bimetalica-10-euros-vaticano.jpg 427w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-bimetalica-10-euros-vaticano-300x146.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 427px) 100vw, 427px" /><figcaption id="caption-attachment-587" class="wp-caption-text">10 euros do Vaticano 2025, Papa Bonifácio VIII anunciando o Jubileu do ano 1300. Bimetálica com núcleo de prata 916,7 e anel de cobre.<br />© Ufficio Filatelico Numismatico Vaticano</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<figure id="attachment_588" aria-describedby="caption-attachment-588" style="width: 426px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-588 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-bimetalica-25-euros-austria-cosmologia.jpg" alt="25 euros da Áustria de 2015, comemorativa &quot;Cosmologia&quot;, bimetálica com núcleo de nióbio e anel em prata 900." width="426" height="206" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-bimetalica-25-euros-austria-cosmologia.jpg 426w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-bimetalica-25-euros-austria-cosmologia-300x145.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 426px) 100vw, 426px" /><figcaption id="caption-attachment-588" class="wp-caption-text">25 euros da Áustria de 2015, comemorativa &#8220;Cosmologia&#8221;, bimetálica com núcleo de nióbio e anel em prata 900.<br />© Münze Österreich AG</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<figure id="attachment_589" aria-describedby="caption-attachment-589" style="width: 424px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-589 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-bimetalica-1-real-brasil.jpg" alt="1 Real do Brasil. Bimetálica com núcleo de aço inoxidável em anel de aço banhado em bronze (a partir de 2002)." width="424" height="212" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-bimetalica-1-real-brasil.jpg 424w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-bimetalica-1-real-brasil-300x150.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 424px) 100vw, 424px" /><figcaption id="caption-attachment-589" class="wp-caption-text">1 Real do Brasil. Bimetálica com núcleo de aço inoxidável em anel de aço banhado em bronze (a partir de 2002).</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<figure id="attachment_590" aria-describedby="caption-attachment-590" style="width: 427px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-590 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-bimetalica-10-yuan-china.jpg" alt="10 Yuan da China, comemorativa do Trem de Alta Velocidade. Bimetálica com núcleo de cuproníquel e anel de latão." width="427" height="207" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-bimetalica-10-yuan-china.jpg 427w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-bimetalica-10-yuan-china-300x145.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 427px) 100vw, 427px" /><figcaption id="caption-attachment-590" class="wp-caption-text">10 Yuan da China, comemorativa do Trem de Alta Velocidade. Bimetálica com núcleo de cuproníquel e anel de latão.</figcaption></figure>
<h2><b>Moedas clad</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Moedas &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">clad</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8221; (revestidas) são moedas compostas feitas de múltiplas camadas de diferentes metais unidas. A palavra &#8220;clad&#8221; se refere a essa construção em camadas, onde um metal de núcleo é revestido por camadas externas de um metal ou liga diferente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Moedas são geralmente cunhadas dessa forma principalmente por economia, pois essa técnica permite que as casas da moeda usem metais de núcleo menos valiosos, mantendo uma aparência e peso desejáveis com as camadas externas de material mais valioso ou vistoso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, as camadas externas, muitas vezes uma liga de cuproníquel, bronze-aluminio ou outra liga, são resistentes ao desgaste e à corrosão, prolongando a vida útil das moedas em circulação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Exemplos comuns incluem as moedas de dez centavos (</span><i><span style="font-weight: 400;">dimes</span></i><span style="font-weight: 400;">), vinte e cinco centavos (</span><i><span style="font-weight: 400;">quarters</span></i><span style="font-weight: 400;">) e cinquenta centavos (</span><i><span style="font-weight: 400;">half dollars</span></i><span style="font-weight: 400;">) de dólar dos EUA cunhadas após 1965, que possuem um núcleo de cobre com camadas externas de uma liga de cuproníquel.</span></p>
<figure id="attachment_519" aria-describedby="caption-attachment-519" style="width: 432px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-519 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-one-dime-eua-clad.jpg" alt="10 cents dos EUA (1 dime) de 2017. Cobre revestido de cuproníquel (clad)." width="432" height="213" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-one-dime-eua-clad.jpg 432w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-one-dime-eua-clad-300x148.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 432px) 100vw, 432px" /><figcaption id="caption-attachment-519" class="wp-caption-text">10 cents dos EUA (1 dime) de 2017. Cobre revestido de cuproníquel (clad). © brismike (CC BY-NC)</figcaption></figure>
<h2><b>Como são produzidas as moedas bimetálicas?</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção de uma moeda bimetálica envolve um processo técnico bastante preciso, que exige equipamentos específicos para unir duas partes metálicas diferentes — geralmente um para o núcleo central (miolo) e outro para o anel externo (aro).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No geral, o processo de fabricação segue as seguintes etapas:</span></p>
<ol>
<li><b> Preparação dos blanks (discos metálicos)</b><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Antes da união, os dois componentes são produzidos separadamente.</span></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">O miolo é cortado em forma de disco a partir de uma chapa de metal (por exemplo, bronze-alumínio ou níquel-latão).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O anel externo também é cortado a partir de outra liga metálica, como aço revestido ou cuproníquel, com um orifício central do tamanho exato do núcleo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses discos são chamados de </span><i><span style="font-weight: 400;">blanks</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<ol start="2">
<li><b> Montagem do blank bimetálico</b><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Os dois componentes são montados mecanicamente, geralmente de forma manual ou semiautomática nos primeiros testes. O núcleo é inserido no anel e posicionados juntos em uma matriz especial.</span></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">Importante: ainda não estão unidos de forma permanente nesse momento — o encaixe é apenas posicional.</span></p>
<ol start="3">
<li><b> Cunhagem (moagem com pressão)</b><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">A união definitiva acontece no momento da cunhagem, quando o conjunto é submetido a uma forte pressão entre os cunhos do anverso e reverso.</span></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa pressão elevada provoca:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">A expansão do miolo, que se encaixa firmemente no anel;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">A compressão do aro, que se molda ao núcleo, criando uma fixação mecânica resistente;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">E a gravação simultânea do design nos dois lados da moeda.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">O encaixe é tão ajustado que, mesmo sem adesivo ou solda, a separação das partes torna-se extremamente difícil.</span></p>
<ol start="4">
<li><b> Controle de qualidade</b><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Finalmente, cada moeda passa por inspeções automáticas ou manuais. Nesta etapa são verificados:</span></li>
</ol>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">O alinhamento correto entre os dois metais</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">A nitidez das gravuras</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">A firmeza do encaixe</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Quaisquer peças que apresentem imperfeições devem ser descartadas.</span></p>
<figure id="attachment_591" aria-describedby="caption-attachment-591" style="width: 447px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-591 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-bimetalica-infografico.jpg" alt="Infográfico: Processo de cunhagem de uma moeda bimetálica." width="447" height="707" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-bimetalica-infografico.jpg 447w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-bimetalica-infografico-190x300.jpg 190w" sizes="auto, (max-width: 447px) 100vw, 447px" /><figcaption id="caption-attachment-591" class="wp-caption-text">Infográfico: Processo de cunhagem de uma moeda bimetálica.</figcaption></figure>
<h2><b>E o que é Bimetalismo?</b></h2>
<p><b>Bimetalismo</b><span style="font-weight: 400;"> é um </span><i><span style="font-weight: 400;">sistema monetário</span></i><span style="font-weight: 400;"> no qual o valor da unidade monetária é definido em termos de uma quantidade fixa de dois metais preciosos diferentes, tipicamente ouro e prata, estabelecendo uma taxa de câmbio fixa entre eles. Em outras palavras, a moeda de um país era lastreada tanto em ouro quanto em prata, e havia uma proporção legalmente definida entre o valor dos dois metais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hoje, o bimetalismo é principalmente de interesse histórico no estudo da economia monetária. O sistema monetário global atual é baseado em </span><i><span style="font-weight: 400;">moedas fiduciárias</span></i><span style="font-weight: 400;">, cujo valor não é intrinsecamente ligado a metais preciosos (sem lastro).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Note que bimetalismo é um conceito diferente da moeda bimetálica tratada neste artigo:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Bimetalismo é o sistema monetário</b><span style="font-weight: 400;">. É a organização de um sistema de dinheiro onde o valor da unidade monetária é definido em termos de uma quantidade fixa de dois metais preciosos, como citado acima, com uma taxa de câmbio legalmente estabelecida entre eles.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">É a política ou o padrão monetário adotado por um governo ou país.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Já a moeda bimetálica é um tipo específico de moeda física</b><span style="font-weight: 400;">, feita de dois metais ou ligas diferentes, geralmente dispostos com um anel externo de um metal e um centro de outro metal, com cores contrastantes. Essas moedas são cunhadas para circulação ou como itens colecionáveis.</span></li>
</ul>
<h2><b>Existem moedas com mais de dois metais?</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Sim, moedas com mais de dois metais ou duas partes metálicas distintas (trimetálicas ou multimetálicas) existem, apesar de serem muito menos comuns do que as moedas monometálicas (feitas de um único metal ou liga) ou bimetálicas (feitas de dois metais ou ligas).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns exemplos incluem as moedas trimetálicas francesas de 20 francos emitidas em 1992 e 1994. Essas moedas tinham um núcleo de cobre-alumínio-níquel, um anel interno de níquel e um anel externo de cobre-alumínio-níquel. Tecnicamente, são moedas bimetálicas (dois metais ou ligas diferentes), mas com esses materiais dispostos em três partes distintas da moeda.</span></p>
<figure id="attachment_592" aria-describedby="caption-attachment-592" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-592 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-trimetalica-20-francos-franca.jpg" alt="20 Francos da França, de 1994. Moeda trimetálica com um núcleo de cobre-alumínio-níquel, anel interno de níquel mais um anel externo de cobre-alumínio-níquel." width="433" height="209" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-trimetalica-20-francos-franca.jpg 433w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-trimetalica-20-francos-franca-300x145.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 433px) 100vw, 433px" /><figcaption id="caption-attachment-592" class="wp-caption-text">20 Francos da França, de 1994. Moeda trimetálica com um núcleo de cobre-alumínio-níquel, anel interno de níquel mais um anel externo de cobre-alumínio-níquel.<br />Anverso © nordboutik59 – Reverso © Jérémy Pureur</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O Principado de Mônaco também emitiu moedas trimetálicas de 20 francos em conjunto com a França em 1992.</span></p>
<h2><b>Conclusão</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste artigo apresentei as moedas bimetálicas, muito comuns na cunhagem de vários países do mundo, inclusive no Brasil, onde a principal moeda &#8211; R$ 1,00 &#8211; é uma peça bimetálica com núcleo e anel externo de materiais distintos. As moedas desse tipo são, inclusive, tema de coleção específica: há quem colecione exclusivamente moedas bimetálicas do mundo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vimos como as moedas bimetálicas são fabricadas, o que são moedas trimetálicas, e a diferença entre os termos &#8220;moeda bimetálica&#8221; e &#8220;bimetalismo&#8221;, além de visualizarmos alguns exemplos dessas belas peças, feitas em metais e ligas das mais variadas.</span></p>
<h3><b>Perguntas e respostas</b></h3>
<p><b>Qual a relação entre moeda bimetálica e bimetalismo?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Bimetalismo é o sistema monetário que define o valor da moeda em relação a dois metais preciosos, geralmente o ouro e a prata. Moeda bimetálica é uma moeda física fabricada com dois metais ou ligas diferentes, em partes distintas da moeda.</span></p>
<p><b>O que é uma moeda bimetálica?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Moeda composta por dois metais ou ligas metálicas distintas, geralmente um formando o núcleo (miolo) e outro um anel externo, unidos durante o processo de cunhagem para formar uma única peça.</span></p>
<p><b>O que é uma moeda trimetálica?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Moeda que utiliza três metais ou ligas diferentes em sua composição, geralmente em camadas ou seções visíveis, com o objetivo de reforçar a segurança e criar um design mais atraente para a peça.</span></p>
<p><b>Qual foi a primeira moeda bimetálica moderna?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A primeira moeda bimetálica moderna foi emitida pela Itália em 1982, com valor de 500 liras, apresentando centro de bronze-alumínio e um anel de aço inoxidável.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
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		<title>Guia completo das moedas de 1 Real das Olimpíadas do Rio de 2016</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 12:31:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Numismática]]></category>
		<category><![CDATA[Esportes]]></category>
		<category><![CDATA[Moedas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Guia completo das moedas de 1 Real das Olimpíadas do Rio de 2016 As moedas das Olimpíadas do Rio 2016</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h1><b>Guia completo das moedas de 1 Real das Olimpíadas do Rio de 2016</b></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">As moedas das Olimpíadas do Rio 2016 foram uma série de moedas comemorativas lançadas pelo Banco Central do Brasil para celebrar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos realizados no Rio de Janeiro. Essa coleção foi parte de um programa numismático especial, que incluía moedas de circulação comum e moedas de prata e ouro para colecionadores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste artigo abordo exclusivamente as moedas de circulação comum, com valor facial de R$ 1,00 (1 Real).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As moedas comemorativas das Olimpíadas do Rio 2016 tinham como objetivo celebrar a primeira edição dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos realizados no Brasil, além de promover a cultura e a história brasileira por meio de designs artísticos e simbólicos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas moedas, hoje, são bastante procuradas e se tornaram itens cobiçados por numismatas (colecionadores e estudiosos de moedas) e também fãs de esportes, e representam um marco importante na história do Brasil e também das Olimpíadas.</span></p>
<figure id="attachment_561" aria-describedby="caption-attachment-561" style="width: 497px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-561 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/logo-olimpiada-paraolimpiada-rio-2016.jpg" alt="Logotipos dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio 2016" width="497" height="310" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/logo-olimpiada-paraolimpiada-rio-2016.jpg 497w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/logo-olimpiada-paraolimpiada-rio-2016-300x187.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 497px) 100vw, 497px" /><figcaption id="caption-attachment-561" class="wp-caption-text">Logotipos dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio 2016</figcaption></figure>
<h2><b>Série de 1 Real, comemorativas circulantes</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As moedas não chegaram de uma vez, mas sim em lotes lançados a cada seis meses. Cada lançamento trazia quatro novas bimetálicas para circulação, acompanhadas por quatro edições em prata e uma em ouro, formando um conjunto bastante que hoje é bem procurado por colecionadores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A emissão começou em agosto de 2014, quando as primeiras moedas chegaram ao público. Depois, vieram os próximos lotes: fevereiro de 2015, agosto de 2015 e, por fim, fevereiro de 2016, garantindo que a coleção fosse se construindo aos poucos, mantendo a expectativa de novos lançamentos sempre no ar, e estivesse completa antes das Olimpíadas em si.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As edições em prata e ouro serão abordadas em outro artigo aqui no blog. Vejamos as de um real.</span></p>
<h2><b>Moedas de 1 Real das Olimpíadas do Rio: Características</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As moedas de R$ 1,00 das Olimpíadas do Rio possuem as seguintes características técnicas:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Valor Facial: R$ 1</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Tiragem Autorizada: Máximo de 20 milhões de unidades por tipo</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Composição: Núcleo de Aço Inoxidável e Anel de Aço revestido de Bronze</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Peso: 7g</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Diâmetro: 27mm</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Espessura: 1,95mm</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Borda: Serrilhada</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Anverso: De acordo com cada moeda, retratando um esporte olímpico ou paralímpico, ou ainda as mascotes e a bandeira olímpica.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Reverso: Design tradicional das moedas de 1 Real, com o valor facial ao centro, cercado por elementos gráficos que aludem à arte marajoara e a palavra &#8220;Brasil&#8221;..</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A seguir temos a imagem do reverso da moeda, que é comum a todas da série, só variando o ano da emissão:</span></p>
<figure id="attachment_550" aria-describedby="caption-attachment-550" style="width: 327px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-550 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-1-real-reversobrasil.jpg" alt="Reverso da Moeda de 1 Real" width="327" height="304" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-1-real-reversobrasil.jpg 327w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-1-real-reversobrasil-300x279.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 327px) 100vw, 327px" /><figcaption id="caption-attachment-550" class="wp-caption-text">Reverso da Moeda de 1 Real de 2014</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">As moedas de 1 real dos jogos olímpicos retratam 10 esportes olímpicos, 4 esportes paralímpicos e duas mascotes, além da moeda da entrega da bandeira, lançada anteriormente.</span></p>
<h2><b>Esportes Representados nas moedas das Olimpíadas</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Os Jogos Olímpicos do Rio 2016, oficialmente conhecidos como Jogos da XXXI Olimpíada, foram realizados no Rio de Janeiro, Brasil, entre os dias 5 e 21 de agosto de 2016. Foi a primeira vez que os Jogos Olímpicos foram sediados na América do Sul, marcando um momento histórico para o nosso País e para o movimento olímpico internacional.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foram disputadas 306 medalhas em 28 esportes olímpicos, incluindo duas novas modalidades: golfe (que retornou após 112 anos) e <em>rugby sevens</em> (que estreou no programa olímpico).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Brasil teve seu melhor desempenho na história dos Jogos Olímpicos até então, conquistando 19 medalhas no total (7 de ouro, 6 de prata e 6 de bronze), com destaque para o futebol masculino, que ganhou sua primeira medalha de ouro olímpica, com a vitória sobre a Alemanha na final.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para comemorar as Olimpíadas do Rio, foram lançadas moedas de um real com imagens de dez esportes:</span></p>
<p style="text-align: center;"><b>Golfe<br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-562 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-olimpiada-rio-golfe.jpg" alt="Moeda Olimpíada do Rio Golfe" width="301" height="287" /><br />
</b></p>
<p style="text-align: center;"><b>Atletismo<br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-563 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-olimpiada-rio-atletismo.jpg" alt="Moeda Olimpíada do Rio Atletismo" width="307" height="289" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-olimpiada-rio-atletismo.jpg 307w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-olimpiada-rio-atletismo-300x282.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 307px) 100vw, 307px" /><br />
</b></p>
<p style="text-align: center;"><b>Rugby<br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-565 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-olimpiada-rio-rugby.jpg" alt="Moeda Olimpíada do Rio Rugby" width="299" height="289" /><br />
</b></p>
<p style="text-align: center;"><b>Vela<br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-566 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-olimpiada-rio-vela.jpg" alt="Moeda Olimpíada do Rio Vela" width="303" height="295" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-olimpiada-rio-vela.jpg 303w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-olimpiada-rio-vela-300x292.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 303px) 100vw, 303px" /><br />
</b></p>
<p style="text-align: center;"><b>Basquetebol<br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-567 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-olimpiada-rio-basquete.jpg" alt="Moeda Olimpíada do Rio Basquete" width="295" height="282" /><br />
</b></p>
<p style="text-align: center;"><b>Judô<br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-568 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-olimpiada-rio-judo.jpg" alt="Moeda Olimpíada do Rio Judo" width="301" height="288" /><br />
</b></p>
<p style="text-align: center;"><b>Voleibol<br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-569 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-olimpiada-rio-volei.jpg" alt="Moeda Olimpíada do Rio Vôlei" width="305" height="286" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-olimpiada-rio-volei.jpg 305w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-olimpiada-rio-volei-300x281.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 305px) 100vw, 305px" /><br />
</b></p>
<p style="text-align: center;"><b>Futebol<br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-535 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-olimpiara-rio-futebol-anv.jpg" alt="Moeda Olimpíada do Rio Futebol" width="310" height="286" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-olimpiara-rio-futebol-anv.jpg 310w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-olimpiara-rio-futebol-anv-300x277.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 310px) 100vw, 310px" /><br />
</b></p>
<p style="text-align: center;"><b>Natação<br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-570 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-olimpiada-rio-natacao.jpg" alt="Moeda Olimpíada do Rio Natação" width="312" height="293" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-olimpiada-rio-natacao.jpg 312w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-olimpiada-rio-natacao-300x282.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 312px) 100vw, 312px" /><br />
</b></p>
<p style="text-align: center;"><b>Boxe<br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-571 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-olimpiada-rio-boxe.jpg" alt="Moeda Olimpíada do Rio Boxe" width="308" height="301" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-olimpiada-rio-boxe.jpg 308w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-olimpiada-rio-boxe-300x293.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 308px) 100vw, 308px" /><br />
</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tanto as moedas das Olimpíadas quanto as das paraolimpíadas também foram lançadas em cartelas (blisters) como a mostrada abaixo, exclusivamente para colecionadores:</span></p>
<figure id="attachment_572" aria-describedby="caption-attachment-572" style="width: 512px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-572 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-olimpiada-rio-cartela-blister.jpg" alt="Cartela com Moeda de 1 Real das Olimpíadas (Imagem: Banco Central do Brasil)" width="512" height="337" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-olimpiada-rio-cartela-blister.jpg 512w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-olimpiada-rio-cartela-blister-300x197.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px" /><figcaption id="caption-attachment-572" class="wp-caption-text">Cartela com Moeda de 1 Real das Olimpíadas (Imagem: Banco Central do Brasil)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, as moedas comemorativas de um real das olimpíadas e paralimpíadas também foram lançadas em cartelas contendo quatro moedas cada, de acordo com o conjunto, como no exemplo abaixo:</span></p>
<figure id="attachment_573" aria-describedby="caption-attachment-573" style="width: 359px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-573 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-olimpiada-rio-cartela-quatro.jpg" alt="Cartela com Quatro Moedas de 1 Real das Olimpíadas" width="359" height="382" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-olimpiada-rio-cartela-quatro.jpg 359w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-olimpiada-rio-cartela-quatro-282x300.jpg 282w" sizes="auto, (max-width: 359px) 100vw, 359px" /><figcaption id="caption-attachment-573" class="wp-caption-text">Cartela com Quatro Moedas de 1 Real das Olimpíadas (Imagem: Banco Central do Brasil)</figcaption></figure>
<h3><b>Mascote dos Jogos Olímpicos</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Também foi lançada a moeda de um real com a mascote dos jogos olímpicos, chamada de Vinícius, batizada em homenagem ao famoso compositor Vinicius de Moraes (que compôs “Garota de Ipanema” junto com Tom Jobim – que dá nome a outra mascote da série). Seu design representa a fauna selvagem brasileira.</span></p>
<figure id="attachment_575" aria-describedby="caption-attachment-575" style="width: 309px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-575 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-olimpiada-rio-mascote-vinicius.jpg" alt="Mascote dos Jogos Olímpicos do Rio 2016: Vinícius" width="309" height="280" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-olimpiada-rio-mascote-vinicius.jpg 309w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-olimpiada-rio-mascote-vinicius-300x272.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 309px) 100vw, 309px" /><figcaption id="caption-attachment-575" class="wp-caption-text">Mascote dos Jogos Olímpicos do Rio 2016: Vinícius</figcaption></figure>
<h2><b>Esportes Representados nas moedas das Paralimpíadas</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As Paralimpíadas (Jogos Paralímpicos) ou Paraolimpíadas (Jogos Paraolímpicos) do Rio 2016, oficialmente conhecidas como Jogos Paralímpicos de Verão de 2016, foram a 15ª edição dos Jogos Paralímpicos de Verão e ocorreram no Rio de Janeiro, Brasil, entre os dias 7 e 18 de setembro de 2016.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foi a primeira vez que os Jogos Paralímpicos foram sediados na América do Sul, marcando um momento histórico para o esporte paralímpico e para o Brasil. Foram disputadas 528 medalhas em 22 modalidades, incluindo atletismo, natação, basquete em cadeira de rodas, futebol de 5 (para cegos), goalball, tênis em cadeira de rodas, entre outros.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Brasil teve seu melhor desempenho na história das Paralimpíadas até então, terminando em 8º lugar no quadro de medalhas, com 72 medalhas no total (14 de ouro, 29 de prata e 29 de bronze).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os destaques foram para atletas como Daniel Dias (natação), que conquistou 9 medalhas, e Terezinha Guilhermina (atletismo), que ganhou 3 medalhas de ouro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para comemorar as Paraolimpíadas do Rio, foram lançadas moedas de um real com imagens de quatro esportes:</span></p>
<p style="text-align: center;"><b>Atletismo Paralímpico<br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-576 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-paraolimpiada-rio-atletismo.jpg" alt="Moeda dos Jogos Paralímpicos do Rio, Atletismo" width="299" height="284" /><br />
</b></p>
<p style="text-align: center;"><b>Paracanoagem<br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-577 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-paraolimpiada-rio-paracanoagem.jpg" alt="Moeda dos Jogos Paralímpicos do Rio, Paracanoagem" width="307" height="289" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-paraolimpiada-rio-paracanoagem.jpg 307w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-paraolimpiada-rio-paracanoagem-300x282.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 307px) 100vw, 307px" /><br />
</b></p>
<p style="text-align: center;"><b>Paratriatlo<br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-paraolimpiada-rio-paratriatlo.jpg" alt="Moeda dos Jogos Paralímpicos do Rio, Paratriatlo" width="301" height="287" /><br />
</b></p>
<p style="text-align: center;"><b>Natação Paralímpica<br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-579 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-paraolimpiada-rio-natacao-paralimpica.jpg" alt="Moeda dos Jogos Paralímpicos do Rio, Natação Paralímpica" width="296" height="289" /><br />
</b></p>
<h3><b>Mascote dos Jogos Paralímpicos</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, também foi lançada a moeda de um real com a mascote dos jogos paralímpicos, chamada de Tom, em homenagem ao músico Tom Jobim. O design dessa moeda representa a flora brasileira, com uma mistura de plantas brasileiras:</span></p>
<figure id="attachment_580" aria-describedby="caption-attachment-580" style="width: 295px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-580 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-olimpiada-rio-mascote-tom.jpg" alt="Mascote dos Jogos Paraolímpicos do Rio 2016: Tom" width="295" height="287" /><figcaption id="caption-attachment-580" class="wp-caption-text">Mascote dos Jogos Paraolímpicos do Rio 2016: Tom</figcaption></figure>
<h3><b>A Bandeira Olímpica</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A moeda da <a href="https://diarionumismatico.com.br/vexilologia-estudo-de-bandeiras-estandartes-e-insignias/">Bandeira</a> Olímpica de 1 Real foi a primeira moeda comemorativa lançada pelo Banco Central do Brasil em homenagem aos Jogos Olímpicos do Rio 2016. Emitida em 2012, essa moeda marcou a entrega oficial da Bandeira Olímpica ao Brasil, simbolizando a transição dos Jogos de Londres 2012 para os Jogos do Rio de Janeiro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No anverso, a moeda traz a imagem da Bandeira Olímpica tremulando ao vento, com os cinco anéis olímpicos representando a união dos continentes. Abaixo, a inscrição &#8220;Entrega da Bandeira Olímpica&#8221;. Já o reverso mostra design tradicional das moedas de 1 Real, com o valor facial ao centro, cercado por elementos gráficos e a palavra &#8220;Brasil&#8221;.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como as demais moedas de um real das olimpíadas, a bandeira é bimetálica, com núcleo dourado de aço revestido de bronze e anel prateado de aço inoxidável.</span></p>
<figure id="attachment_431-2" aria-describedby="caption-attachment-431-2" style="width: 307px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-431 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-1-real-bandeira-olimpica.jpg" alt="Anverso da Moeda da Entrega da bandeira Olímpica - Rio 2016" width="307" height="296" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-1-real-bandeira-olimpica.jpg 307w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-1-real-bandeira-olimpica-300x289.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 307px) 100vw, 307px" /><figcaption id="caption-attachment-431-2" class="wp-caption-text">Anverso da Moeda da Entrega da bandeira Olímpica &#8211; Rio 2016</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A &#8220;</span><b>Bandeira</b><span style="font-weight: 400;">&#8220;, como essa moeda é conhecida, foi a única da série comemorativa lançada antes do ciclo oficial de moedas das Olimpíadas, tornando-se um item de grande interesse para os colecionadores, especialmente por ser o primeiro marco numismático das Olimpíadas do Rio 2016.</span></p>
<h2><b>Medalhas do Brasil : Rio 2016</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Qual foi o desempenho do Brasil nas Olimpíadas do Rio? Nas tabelas abaixo podemos ver a quantidade de medalhas que nossos atletas ganharam nos jogos olímpicos e paralímpicos de 2016:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quadro de Medalhas do Brasil nos Jogos Olímpicos do Rio 2016</span></p>
<table>
<thead>
<tr>
<th><b>Medalha</b></th>
<th><b>Esportes</b></th>
<th><b>Total</b></th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Ouro</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Atletismo</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Boxe</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Futebol Masculino</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Judô</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Vela</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Voleibol de Praia</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Voleibol Masculino</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">7</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Prata</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Canoagem</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Ginástica Artística</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Tiro Esportivo</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Voleibol de Praia Feminino</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">6</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Bronze</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Canoagem</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Ginástica Artística</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Judô</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Natação</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Taekwondo</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">6</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="font-weight: 400;">Quadro de Medalhas do Brasil nos Jogos Paralímpicos do Rio 2016</span></p>
<table>
<thead>
<tr>
<th><b>Medalha</b></th>
<th><b>Esportes</b></th>
<th><b>Total</b></th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Ouro</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Atletismo</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Natação</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Futebol de 5</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Goalball</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">14</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Prata</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Atletismo</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Natação</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Halterofilismo</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Tênis de Mesa</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">29</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Bronze</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Atletismo</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Natação</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Judô</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Ciclismo de Estrada</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Halterofilismo</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Tênis de Mesa</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Voleibol Sentado</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">29</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h2><b>Onde Comprar ou Vender as Moedas das Olimpíadas?</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Comprar ou vender essas moedas é bastante simples. Eu recomendo uma visita à feiras de antiguidades, que costumam ter barracas dedicadas à Numismática, pois assim é possível conversar diretamente com os comerciantes e negociar um preço justo pelas peças, tanto na aquisição quanto na venda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em São Paulo &#8211; Capital, onde vivo, gosto particularmente da Feira de Antiguidades da Praça Benedito Calixto, que ocorre aos sábados em Pinheiros, que costuma ter entre 3 e 4 barracas desse tipo, com vendedores sempre bem dispostos. A feira do MASP, aos domingos, também é uma boa pedida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Caso você viva em outra cidade, vale a pena procurar esse tipo de local, que costuma existir ao menos em grandes cidades.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também é possível comprar essas peças pela Internet, porém nesse caso recomendo enfaticamente que você pesquise bem a reputação da loja &#8211; há lojas muito sérias e justas, porém também existem comerciantes inescrupulosos que podem te levar a fazer um mau negócio. Particularmente, muitas vezes eu evito de comprar moedas e antiguidades em geral em sites de e-commerce como Mercado Livre (às vezes há boas oportunidades lá), por conta de valores abusivos que são cobrados, além da possibilidade de adquirir peças falsas. E jamais compre cédulas ou moedas em geral em sites como Temu, Ali Express e similares; a chance de sair no prejuízo é enorme.</span></p>
<h3><b>E quanto vale uma moeda de 1 real das olimpíadas?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Não tanto quanto as pessoas pensam! Apesar de às vezes aparecerem notícias de moedas dessas sendo negociadas a milhares de reais, a verdade é que elas são relativamente comuns, e por isso seu valor de mercado é baixo. É possível adquiri-las por valores entre R$ 5,00 e R$ 10,00, em ótimo estado &#8211; lembrando que, quanto melhor o estado da moeda, mais valorizada ela tende a ser.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A moeda da Bandeira é a que costuma ter o valor mais elevado, mas mesmo assim, se aparecer alguém tentando te cobrar centenas de reais por ela, deixe pra lá &#8211; provavelmente não vale.</span></p>
<h2><b>Como armazenar as moedas das olimpíadas</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Por conta do material de que são feitas, principalmente o anel externo, essas moedas tendem a ficar escurecidas ao longo do tempo por reação do metal com gases na atmosfera, principalmente em ambientes poluídos. Por isso, recomendo armazenar as moedas em cápsulas ou cartelas plásticas adequadas (preferencialmente sem PVC). Cápsulas de 27mm são ideais; tenho uma das minhas séries dessas moedas armazenadas dessa forma.</span></p>
<figure id="attachment_538" aria-describedby="caption-attachment-538" style="width: 498px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-538 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moedas-olimpiadas-rio-capsulas.jpg" alt="Moedas de 1 Real das Olimpíadas em Cápsulas de 27mm. Imagem: Coleção do Autor." width="498" height="232" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moedas-olimpiadas-rio-capsulas.jpg 498w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moedas-olimpiadas-rio-capsulas-300x140.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 498px) 100vw, 498px" /><figcaption id="caption-attachment-538" class="wp-caption-text">Moedas de 1 Real das Olimpíadas em Cápsulas de 27mm. Imagem: Coleção do Autor.</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Também é possível guardá-las em álbuns, que são vendidos também nas feiras de antiguidades, pela Internet ou em encontros especiais de colecionadores, que ocorrem regularmente em várias cidades do país. Além disso, há expositores especiais para as moedas, em madeira, com locais para inserção de todas as peças e exposição com os nomes de cada modalidade esportiva, tanto no formato de expositor de mesa quanto de quadro para pendurar.</span></p>
<figure id="attachment_440" aria-describedby="caption-attachment-440" style="width: 465px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-440 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moedas-olimpiadas-rio-2016-conjunto.jpg" alt="Expositor para Moedas de 1 Real das Olimpíadas." width="465" height="495" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moedas-olimpiadas-rio-2016-conjunto.jpg 465w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moedas-olimpiadas-rio-2016-conjunto-282x300.jpg 282w" sizes="auto, (max-width: 465px) 100vw, 465px" /><figcaption id="caption-attachment-440" class="wp-caption-text">Expositor para Moedas de 1 Real das Olimpíadas. Imagem: Coleção do Autor.</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse tipo de insumo, ao contrário das moedas em si, vale a pena ser adquirido em sites como Mercado Livre ou AliExpress, pois costumam ter boa qualidade e preços razoáveis.</span></p>
<h2><b>Referências</b></h2>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Banco Central do Brasil &#8211; </span><a href="https://www.bcb.gov.br/cedulasemoedas/moedascomemorativasJogosOPR2016"><span style="font-weight: 400;">Moedas Comemorativas dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Comitê Olímpico Internacional &#8211; </span><a href="https://www.olympics.com/pt/olympic-games/rio-2016/mascot"><span style="font-weight: 400;">Rio 2016: A Mascote</span></a></li>
</ul>
<h2><b>Perguntas e Respostas</b></h2>
<p><b>Quanto vale a moeda de 1 real do gato das olimpíadas?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O valor dessa moeda, que tem a mascote Vinicius gravada, é variável e, como sempre, depende da condição da moeda. Mas no geral ela pode ser adquirida por valores que vão de R$ 2,00 a até cerca de R$ 20,00 quando em excelente estado de conservação.</span></p>
<p><b>Quanto vale a moeda de 1 real com a mascote?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As moedas de R$ 1,00 que tem uma mascote são a moeda do Tom (mascote das Paralimpíadas do Rio 2016) e a moeda do Vinícius (mascote das Olimpíadas do Rio 2016). Ambas valem de R$ 2,00 a em torno de R$ 20,00, se estiverem em ótimo estado de conservação.</span></p>
<p><b>Existe alguma moeda de 1 real que vale 7 mil reais?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apenas moedas das olimpíadas extremamente raras podem atingir esse valor, e na prática nenhuma delas é rara, pois foram fabricadas aos milhões. Porém, se alguma moeda apresentar algum erro de cunhagem, como grafia errada dos textos, por exemplo, poderá sim chegar a um valor de revenda elevado. Mas isso é extremamente raro; no geral, essas moedas valem até cerca de dez reais a unidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A exceção é a moeda da Entrega da Bandeira Olímpica que, por ser mais difícil de encontrar, pode atingir valores mais elevados, até cerca de R$ 200,00 quanto extremamente bem conservada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Bruno Pelizzari, atual Presidente da Sociedade Numismática Brasileira, disse em </span><a href="https://istoedinheiro.com.br/moedas-da-olimpiada-rio-2016-sao-vendida-na-internet-por-ate-r-3-700-quanto-de-fato-valem/"><span style="font-weight: 400;">entrevista à revista IstoÉ Dinheiro</span></a><span style="font-weight: 400;"> que &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">Essas moedas de R$ 1 são a grande especulação, a maior fábrica de fake news da numismática brasileira hoje &#8230; Elas tiveram uma tiragem de 20 milhões, uma tiragem considerada alta. Isso faz com que elas não tenham um grande valor de mercado.</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;</span></p>
<p><b>Qual é a moeda mais valiosa das Olimpíadas?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A moeda das Olimpíadas do Rio mais valiosa é a da Bandeira, que foi lançada na verdade em 2012, comemorando a passagem da Bandeira Olímpica de Londres para o Rio de Janeiro. Ela pode ser encontrada em valores que variam de R$ 70,00 a R$ 200,00 aproximadamente (valores em 2025).</span></p>
<p><b>Quantas moedas foram lançadas nas Olimpíadas do Rio?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Especificamente para as Olimpíadas do Rio 2016, o Banco Central do Brasil lançou um total de 36 moedas comemorativas, divididas em três tipos de acordo com o material de fabricação:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">16 moedas de 1 real bimetálicas para circulação comum, homenageando esportes olímpicos e paralímpicos, além de duas mascotes &#8211; são as moedas apresentadas neste artigo.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Além disso, foi lançada em 2012 a moeda da Entrega da Bandeira Olímpica.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">16 moedas de prata, com os esportes Corrida, Ciclismo, Remo e Vôlei e Praia no anverso, e no reverso imagens dos temas arquitetura, fauna, flora e música brasileiras.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">4 moedas de ouro, com valor facial de 10 Reais, homenageando os esportes corrida de 100 metros rasos, salto com vara, luta olímpica, e uma peça com a Tocha Olímpica. Todas trazem no anverso a estátua do Cristo Redentor.</span></li>
</ul>
<p>O post <a href="https://diarionumismatico.com.br/guia-completo-das-moedas-de-1-real-das-olimpiadas-do-rio-de-2016/">Guia completo das moedas de 1 Real das Olimpíadas do Rio de 2016</a> apareceu primeiro em <a href="https://diarionumismatico.com.br">Diário Numismático</a>.</p>
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		<title>O Estáter Lídio: a primeira moeda do mundo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 11:51:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Numismática]]></category>
		<category><![CDATA[Moedas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Estáter Lídio: a primeira moeda do mundo O Estáter (Stater) Lídio era a moeda oficial do Império Lídio, introduzida</p>
<p>O post <a href="https://diarionumismatico.com.br/o-estater-lidio-a-primeira-moeda-do-mundo/">O Estáter Lídio: a primeira moeda do mundo</a> apareceu primeiro em <a href="https://diarionumismatico.com.br">Diário Numismático</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h1><b>O Estáter Lídio: a primeira moeda do mundo</b></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">O Estáter (</span><i><span style="font-weight: 400;">Stater</span></i><span style="font-weight: 400;">) Lídio era a moeda oficial do Império Lídio, introduzida antes de o reino cair nas mãos do Império Persa. Acredita-se que os primeiros Estáteres datam de cerca da segunda metade do século VII a.C, durante o reinado do rei Alyattes (r. 619-560 a.C.). De acordo com um consenso de historiadores numismáticos, o Estáter Lídio foi a primeira moeda emitida oficialmente por um governo na história mundial e foi o modelo para praticamente todas as cunhagens subsequentes.</span></p>
<figure id="attachment_468" aria-describedby="caption-attachment-468" style="width: 464px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-468 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-lidia-electrum.jpg" alt="Stater Lídio de Electrum. Denominação: 1⁄3 stater, séc. VI a.C" width="464" height="178" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-lidia-electrum.jpg 464w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-lidia-electrum-300x115.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 464px) 100vw, 464px" /><figcaption id="caption-attachment-468" class="wp-caption-text">Stater Lídio de Electrum (Estáter).<br />Denominação: 1⁄3 stater, séc. VI a.C<br />Classical Numismatic Group, Inc. http://www.cngcoins.com CC BY-SA 3.0</figcaption></figure>
<h2><b>Antecedentes do Comércio Antigo</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Para que uma moeda seja legitimamente considerada tal, ela deve ser claramente emitida por uma autoridade governamental. Isso distingue moedas de fichas, itens de troca e outras formas limitadas de dinheiro. Embora não existam requisitos para que uma moeda seja feita de metal, isso é em grande parte inevitável para que a moeda funcione como dinheiro (como unidade contábil, intermediário de troca e reserva de valor), pois deve ser portátil, não perecível, difícil de falsificar e conferir valor (seja intrinsecamente ou por decreto).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O historiador do século XIX, Barclay V. Head, observou que “os metais preciosos há muito . . . foram considerados pelos povos civilizados do Oriente como sendo a medida de valor menos sujeita a flutuações, mais compacta em volume e mais diretamente conversível.”</span></p>
<figure id="attachment_555" aria-describedby="caption-attachment-555" style="width: 467px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-555 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/mapa-lidia-asia-menor.jpg" alt="Mapa da Lídia, na Ásia Menor" width="467" height="315" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/mapa-lidia-asia-menor.jpg 467w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/mapa-lidia-asia-menor-300x202.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 467px) 100vw, 467px" /><figcaption id="caption-attachment-555" class="wp-caption-text">Mapa da Lídia, na Ásia Menor</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O ouro e a <a href="https://diarionumismatico.com.br/a-prata-na-antiguidade/">prata</a> eram usados como meio de facilitar as trocas comerciais, muito antes do surgimento das primeiras moedas. Anéis ou lingotes (barras) de metais preciosos eram usados por viajantes e comerciantes em todo o mundo antigo, mas tinham o inconveniente de ter que ser pesados e verificados cada vez que uma transação ocorria, a fim de calcular e verificar seu valor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As moedas, com seus pesos padronizados, eliminaram esse problema demorado, tornando-as um canalizador de comércio mais eficiente e conveniente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É apropriado, e vale a pena observar, que os lídios engendraram uma cultura mercantil; Heródoto aclamou-os (com exagero) como os “primeiros comerciantes do mundo”, pois ganharam a reputação de serem importantes interlocutores entre o Oriente e o Ocidente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em sua monografia </span><strong><i>The Coinage of Lydia and Persia</i></strong><span style="font-weight: 400;">, Barclay Head observou “o espírito de atividade comercial que os nativos da Lídia possuíam”, enquanto outro historiador do século 19, Ernst R. Curtius, comparou seu talento para bancar os intermediários ao dos fenícios. : “Os lídios tornaram-se em terra o que os fenícios eram no mar, os mediadores entre a Hélade [Grécia] e a Ásia.” Com a sua expansão territorial estratégica perto do Bósforo e do Helesponto (atual Estreito de Dardanelos), que efetivamente ligam o Mar Negro ao Mar Egeu, não é surpresa que o Império Lídio do final do século VII – início do século VI a.C. fosse o lar de um próspera tradição mercantil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os lídios até atribuíam um status especial aos comerciantes dentro da sua sociedade: eles eram conhecidos como </span><i><span style="font-weight: 400;">agoraios</span></i><span style="font-weight: 400;">, ou “Povo do Mercado”, e gozavam de uma posição mais elevada do que os plebeus na hierarquia social.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, não está claro se os primeiros Estáters da Lídia realmente circularam em trocas comerciais. Em sítios arqueológicos perto da cidade de Sardes (capital da Lídia), por exemplo, não foram encontrados Estáters nas ruínas de lojas e mercados. Seria de se esperar encontrá-los nesses locais se fossem usados como dinheiro dentro do reino. Mais provavelmente, estas moedas foram acumuladas pelo rei e pelos ricos, talvez emitidas para a cobrança de impostos, e utilizadas no comércio de longa distância entre a Lídia e os seus vizinhos, uma vez que muitos Estáters foram recuperados de templos jónicos.</span></p>
<figure id="attachment_556" aria-describedby="caption-attachment-556" style="width: 705px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-556 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/templo-artemis-sardis-lidia.jpg" alt="Templo de Ártemis em Sardis" width="705" height="444" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/templo-artemis-sardis-lidia.jpg 705w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/templo-artemis-sardis-lidia-300x189.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 705px) 100vw, 705px" /><figcaption id="caption-attachment-556" class="wp-caption-text">Templo de Ártemis em Sardis</figcaption></figure>
<h2><b>Nota sobre consenso histórico</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Existem, no entanto, teorias históricas concorrentes sobre as primeiras moedas emitidas pelo governo que surgiram anteriormente na Grécia, na Índia ou na China. Nos dois últimos casos, a maioria dos historiadores concluiu que, embora a cunhagem provavelmente tenha surgido na China e na Índia independentemente da Lídia, as evidências sugerem que estes desenvolvimentos ocorreram </span><i><span style="font-weight: 400;">após</span></i><span style="font-weight: 400;"> a introdução do Estáter.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O caso da Grécia parece dever-se em grande parte ao viés ocidental de historiadores mais contemporâneos. No entanto, revela que a verdadeira gênese das moedas como dinheiro continua a ser um tema controverso de investigação histórica.</span></p>
<h2><b>Composição e aparência das moedas da Lídia</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O Estáter lídio era composto de </span><b>electrum</b><span style="font-weight: 400;">, uma liga natural de ouro e prata; embora muitas vezes se diga que as moedas foram cunhadas com essa liga natural, na verdade elas eram feitas de uma mistura específica e bastante consistente de aproximadamente 55% de ouro, 45% de prata e uma pequena quantidade de cobre. Isso indica que prata e cobre eram adicionados ao electrum natural para obter uma liga metálica mais durável e balanceada. Embora o cobre extra degradasse ligeiramente o valor intrínseco da moeda, permitia-lhe exibir uma tonalidade dourada, ao contrário da cor branco-dourada pálida do electrum puro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Existem peças mais grosseiras gravadas em electrum que possivelmente são anteriores ao Estáter. Estas primeiras “pré-moedas” de electrum eram “lisas”, sem qualquer emblema cunhado que as ligasse a uma autoridade emissora. Às vezes, eles apresentavam estrias em um de seus lados, o que os historiadores especulam que pode ser uma referência ao rio Pactolus, rico em electrum, que fornecia a matéria-prima para essas peças. (Diz-se que o Pactolus adquiriu sua abundância metálica quando o mítico rei Midas do reino vizinho da Frígia se banhou em suas águas para remover sua maldição do “toque de ouro”).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Parece, no entanto, que muitas das culturas gregas asiáticas – especialmente em Mileto (ou Miletos) e Jônia, ao longo da costa do Egeu – estavam usando, ou talvez experimentando, essas peças de electrum na mesma época dos Lídios. Foram as inovações administrativas de Alyattes e seu filho Creso (ou Kroisos) que diferenciaram os Estáters da Lídia dos demais locais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para numismatas e historiadores numismáticos, a importância da cunhagem lídio foi a nova ideia de que bater ou carimbar uma peça de metal precioso com uma espécie de “selo do Estado” poderia conferir-lhe status oficial como dinheiro, indicando a disposição do Estado em aceitar a peça como pagamento. Esta é a característica crucial que distingue os Estáters lídios das formas anteriores de dinheiro e os conecta a todas as moedas subsequentes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os Estáters tinham formatos um tanto irregulares, muitos deles ovais ou em forma de feijão, mas tinham um peso bastante consistente de 220 grãos de trigo. (Essa medida é um tanto complicada pela variação entre os grãos de trigo, grãos de cevada e sementes de alfarroba que formaram a base para os diferentes padrões de peso na antiguidade.) Esse peso é o que definia um “Estáter”. Na verdade, todas as “unidades” ou denominações de moedas antigas – como siclos, dracmas e similares – eram expressões de unidades de peso, e não de um valor específico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O termo “Estáter”, por exemplo, era usado genericamente na Grécia antiga para significar “</span><i><span style="font-weight: 400;">aquilo que equilibra a balança</span></i><span style="font-weight: 400;">“.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As moedas eram cunhadas em Sardes (ou Sardis), com um desenho inconfundível que representava a cidade: as partes dianteiras de um leão (à esquerda) e de um touro (à direita) de frente um para o outro. Variedades menores usam apenas o </span><i><span style="font-weight: 400;">prótomo</span></i><span style="font-weight: 400;"> (busto ou cabeça) do leão voltado para a direita com um pequeno raio de sol acima que muitos observadores modernos confundiram com uma “verruga no nariz”. A imagem era criada em uma batida, como evidenciado pelos dois quadrados incrustados localizados no verso da moeda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este design é de importância crucial, não só pelo seu simbolismo Assírio, mas também pela sua presença identificadora. O uso da marca “Leão da Lídia” mostrou que essas moedas eram a marca oficial do rei em seu reino, uma ideia que não vemos empregada no mundo antigo antes da Lídia. Rapidamente, no entanto, outros reinos e impérios adotaram o mesmo esquema de senhoriagem que Alyattes tinha, e Creso continuou a partir daí.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A moeda fracionária mais comum nesse sistema era o terço de Estáter, ou “trite”, que – exatamente como o nome sugere – tinha um terço do peso do Estáter. Algumas fontes presumiram que o valor de um trite equivalia a um mês de subsistência; outros avaliaram o seu valor monetário um pouco mais baixo. Além dos terços, havia também os sextos de Estáter, os décimos segundos, assim como Estáters nas frações de 1/24, 1/48 e 1/96.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após o sucesso do Estáter lídio, muitas das culturas vizinhas da Anatólia e da Hélade começaram a imitar o modelo lídio, emitindo para circulação as suas próprias moedas de electrum carimbadas com a marca da respectiva cidade-estado, ou algum outro emblema de identificação. Depois que Creso introduziu o primeiro padrão de moeda bimetálica, com moedas de ouro e prata de alta pureza, os gregos capitalizaram a noção e adaptaram seu próprio sistema de cunhagem de prata baseado no dracma. Muito provavelmente foram os jônicos gregos que tomaram a invenção lídia da moeda e a aplicaram no mercado de varejo com suas moedas de prata menores.</span></p>
<h2><b>Legado do Estáter Lídio</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Como mencionado acima, o rei Creso (r. 560-547 a.C.), sucessor de Alyattes, decidiu melhorar a moeda de electrum introduzindo Estáters de ouro e prata separados de alta pureza metálica. Estas moedas tinham a vantagem de possuir um valor intrínseco mais definido dos metais subjacentes, enquanto o valor do electrum era mais difícil de calcular devido à mistura dos metais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto servia como vice-rei de seu pai Alyattes na parte noroeste do Império Lídio, Creso sem dúvida observou a disseminação de pré-moedas de ouro vindas dos reinos orientais da Média e da Babilônia. Acredita-se que esta experiência o iluminou sobre o potencial que um Estáter circulante de ouro tinha para aumentar a influência e o poder da Lídia no exterior, especialmente com os seus parceiros comerciais gregos. Embora haja alguma controvérsia sobre esta reforma monetária que ocorreu mais tarde no reinado de Alyattes, e não sob o reinado de Creso, o consenso histórico atribui o desenvolvimento a Creso, classificando até mesmo os Estáters deste período como “creseidas”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As novas moedas creseidas de ouro e prata substituíram as emissões de electrum. Elas ainda estavam divididas nas mesmas denominações fracionárias, embora os novos Estáters de ouro pesassem 126 </span><i><span style="font-weight: 400;">grains</span></i><span style="font-weight: 400;"> e os de prata pesassem 168 </span><i><span style="font-weight: 400;">grains</span></i><span style="font-weight: 400;">. Desta forma, foi mantida uma taxa de câmbio conveniente de dez Estáters de prata para um Estáter de ouro. A importância deste padrão cambial não deve ser negligenciada, pois revela que Creso teve muito cuidado em produzir moedas que pudessem ser utilizadas internacionalmente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A cunhagem de moedas com uma taxa de câmbio familiar e uniforme – conferindo-lhes um caráter internacional – contribuiu para a expansão do alcance imperial da Lídia, especialmente na época de Creso, quando os territórios da costa oeste da Ásia Menor foram (na sua maior parte, pacificamente) incorporados ao Império Lídio como estados vassalos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No auge do poder da Lídia, em meados do século VI a.C., diz-se que o rei Creso procurou o Oráculo em Delfos e perguntou o que resultaria de uma guerra com Ciro, o Grande, da Pérsia (Ciro II). O Oráculo respondeu que um grande império seria destruído. Embora Creso presumisse que isso se referia ao Império Persa, a premonição provou-se ironicamente verdadeira em relação ao seu próprio império, que foi conquistado pelos invasores persas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ele deveria ter perguntado na sequência “Mas qual reino?”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo depois que a Lídia (e todo o seu domínio) foi incorporada ao Império Persa, a cunhagem de creseidas permaneceu em uso por algum tempo. Foi encontrado um número tão grande de Estáters de ouro e prata do tipo Lídio que datam de depois da queda de Creso, de fato, que muitos historiadores numismáticos acreditam que os novos governadores persas da Anatólia continuaram a cunhar moedas inalteradas a partir mesmas matrizes de cunhos de Sardis por algum tempo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois do Estáter lídio, nenhuma moeda de ouro do mundo antigo desfrutou da mesma difusão e reconhecimento até que o dárico de ouro emitido por Dario, o Grande, da Pérsia (Dario I), surgisse pouco antes do início do século V a.C. Tanto entre os povos da antiguidade quanto entre os numismatas contemporâneos, o dárico adquiriu o apelido de “Arqueiro” por portar a imagem do rei guerreiro segurando um arco e flecha. No entanto, os Estáters de electrum, ouro e prata da Lídia não têm comparação em qualquer discussão sobre a origem das moedas.</span></p>
<h2><b>Referências</b></h2>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Mapa da Lidia</b><span style="font-weight: 400;">: Imagem por Roke, disponível em </span><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/File:Map_of_Lydia_ancient_times.jpg"><span style="font-weight: 400;">https://en.wikipedia.org/wiki/File:Map_of_Lydia_ancient_times.jpg</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Imagem do Templo de Ártemis em Sardis</b><span style="font-weight: 400;">: Classical Numismatic Group, Inc. </span><a href="http://www.cngcoins.com/"><span style="font-weight: 400;">http://www.cngcoins.com</span></a><span style="font-weight: 400;">, CC BY-SA 3.0 &lt;http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/&gt;, via Wikimedia Commons</span></li>
</ul>
<h2><b>Perguntas e Respostas</b></h2>
<ol>
<li><b> O que é um Estáter Lídio e qual é a sua importância na história das moedas?</b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">O Estáter era a moeda oficial do antigo Império Lídio, considerada a primeira moeda oficialmente emitida por um governo na história mundial. Sua introdução é atribuída ao rei Alyattes no século VII a.C., e serviu de modelo para a maioria das cunhagens subsequentes.</span></p>
<ol start="2">
<li><b> Por que o uso de moedas de metal foi considerado uma evolução significativa em relação à forma como o coméricio era feito anteriormente?</b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes do surgimento das primeiras moedas, metais como ouro, prata e outros já eram usados como meio de facilitar as trocas comerciais. No entanto, anéis ou lingotes de metal tinham que ser pesados e verificados a cada transação, o que era demorado. O surgimento das moedas, com seus pesos padronizados, eliminou esse problema, tornando o comércio mais eficiente e conveniente.</span></p>
<ol start="3">
<li><b> Os Estáteres lídios eram usados como meio de troca (moeda circulante) interna?</b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">Não está claro se os estáters lídios realmente circularam em trocas comerciais internas porque não foram encontrados em sítios arqueológicos próximos a lojas e mercados. É mais provável que essas moedas tenham sido acumuladas pelo rei e pelos ricos, talvez emitidas para cobrança de impostos, e usadas no comércio de longa distância entre a Lídia e seus vizinhos.</span></p>
<ol start="4">
<li><b> É certo que os Lídios foram os primeiros a emitir moeda metálica no mundo?</b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">Existem teorias concorrentes sobre as primeiras moedas emitidas pelo governo, com algumas alegando que surgiram na Grécia, na Índia ou na China. A controvérsia reside na falta de consenso sobre a verdadeira gênese das moedas como dinheiro e na interpretação de evidências históricas. Ainda assim, geralmente consideramos o stater da Lídia como a primeira moeda cunhada na história.</span></p>
<ol start="5">
<li><b> Qual era a composição do Estáter lídio?</b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">Os primeiros estáteres eram compostos de electrum, uma liga de ouro e prata, com uma proporção de aproximadamente 55% de ouro, 45% de prata e uma pequena quantidade de cobre (proporções variáveis na prática). Sua aparência dourada era resultado do cobre adicionado à liga. Posteriormente passaram a ser feitos de ouro puro, refinado.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">As moedas eram frequentemente ovais ou em forma de feijão e tinham um peso de 220 grãos de trigo.</span></p>
<ol start="6">
<li><b> O que era o Leão da Lídia?</b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">O “Leão da Lídia” era um símbolo distintivo presente nos estáteres lídios, que representava a cidade de Sárdis, a capital da Lídia, e era uma marca oficial do rei em seu reino. Essa imagem consistia nas partes dianteiras de um leão e de um touro de frente um para o outro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O design do “Leão da Lídia” não só conferia identidade às moedas, mas também indicava a disposição do Estado em aceitar a peça como pagamento, tornando-a oficialmente reconhecida como dinheiro. O símbolo do leão era uma inovação importante, pois estabeleceu um padrão para todas as moedas subsequentes e contribuiu para o desenvolvimento do comércio internacional.</span></p>
<ol start="7">
<li><b> Qual foi a importância do Estáter da Lídia nas culturas vizinhas?</b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">Após o sucesso do estáter lídio, outras culturas começaram a imitar esse modelo, emitindo suas próprias moedas de electrum com marcas distintas de suas respectivas cidades-estado. A introdução do padrão de moeda bimetálica por Creso incentivou os gregos a adotar seu próprio sistema de cunhagem de prata baseado no dracma, capitalizando a ideia lídia da moeda para o comércio de varejo.</span></p>
<ol start="8">
<li><b> Foi o Rei Creso quem cunhou as primeiras moedas do mundo?</b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">Não, Creso não foi quem cunhou as primeiras moedas do mundo. As primeiras moedas do mundo foram cunhadas antes de seu reinado. As primeiras moedas (estáter de electrum) foram introduzidas antes do reinado de Creso, durante o período de seu antecessor, Alyattes, por volta da segunda metade do século VII a.C.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Acredita-se que os Estáters lídios foram as primeiras moedas emitidas oficialmente por um governo na história mundial e serviram de modelo para praticamente todas as cunhagens subsequentes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Creso introduziu Estáters de ouro e prata separados de alta pureza metálica, substituindo as emissões de electrum. Essas moedas tinham um valor intrínseco mais definido dos metais subjacentes, facilitando o cálculo de seu valor em comparação com o electrum.</span></p>
<h2><b>Licença e Direitos Autorais</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Traduzido e adaptado de Millman, Everett. “</span><a href="https://www.worldhistory.org/article/797/"><span style="font-weight: 400;">The Importance of the Lydian Stater as the World’s First Coin</span></a><span style="font-weight: 400;">.” World History Encyclopedia. World History Encyclopedia, 27 Mar 2015. Web. 13 May 2024.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">O detentor dos direitos autorais publicou este conteúdo sob a seguinte licença: </span><a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/deed.en"><span style="font-weight: 400;">Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Dicionário de Numismática</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 11:29:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Numismática]]></category>
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		<category><![CDATA[Exonumia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dicionário de Numismática A numismática tem sua própria linguagem, repleta de termos técnicos que ajudam a descrever cada detalhe de</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h1><b>Dicionário de Numismática</b></h1>
<p><span style="font-weight: 400;">A numismática tem sua própria linguagem, repleta de termos técnicos que ajudam a descrever cada detalhe de uma moeda ou medalha, e que a princípio pode parecer um pouco assustadora, devido à grande quantidade de jargão e palavras especializadas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para facilitar o entendimento dos termos técnicos numismáticos empregados por comerciantes, colecionadores e estudiosos, trago a seguir uma explicação sucinta dos principais vocábulos usados na área, em uma espécie de mini glossário numismático.</span></p>
<h2><b>Pequeno Glossário de Numismática</b></h2>
<h3><strong>AE</strong></h3>
<p>Abreviatura internacional utilizada para designar moedas de bronze (do latim <em>aes</em>).</p>
<h3><b>Aes Grave</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Tipo de moeda de bronze fundido utilizado na Roma Antiga entre os séculos IV e III a.C. Era caracterizado por seu grande peso e espessura, sendo uma das primeiras tentativas dos romanos de padronizar um sistema monetário metálico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferente das moedas cunhadas, o Aes Grave era moldado e possuía figuras simbólicas, como animais e divindades, representando valores fracionários dentro do sistema de troca. A palavra &#8220;aes&#8221; pode ser traduzida como cobre ou bronze, a partir do Latim.</span></p>
<h3><b>Aes Rude</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes da introdução do Aes Grave, os romanos usavam o Aes Rude, que consistia em pedaços irregulares de bronze, sem marcações ou símbolos, usados como forma primitiva de dinheiro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses fragmentos de metal serviam como um meio de troca baseado no peso e foram uma das primeiras tentativas de criar uma economia monetária antes da padronização das moedas.</span></p>
<h3><b>Aes Signatum</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O Aes Signatum foi um estágio intermediário entre o Aes Rude e as moedas propriamente ditas. Tratava-se de barras de bronze retangulares, fundidas com símbolos e imagens para garantir autenticidade e valor fixo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Usado principalmente no centro da Itália entre os séculos V e III a.C., o Aes Signatum foi um precursor das moedas cunhadas e ajudou a consolidar o sistema monetário romano.</span></p>
<figure id="attachment_534" aria-describedby="caption-attachment-534" style="width: 505px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-534 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/aes-signatum-roma.jpg" alt="Aes signatum, República Romana após 450 a.C. Biblioteca do Vaticano, Roma." width="505" height="238" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/aes-signatum-roma.jpg 505w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/aes-signatum-roma-300x141.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 505px) 100vw, 505px" /><figcaption id="caption-attachment-534" class="wp-caption-text">Aes signatum, República Romana após 450 a.C. Biblioteca do Vaticano, Roma.<br />By LmK &#8211; Own work, CC BY 3.0</figcaption></figure>
<h3><b>Alto Relevo</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando os elementos gravados em uma moeda ou medalha são mais salientes do que o normal (mais altos), dizemos que ela possui alto relevo. Esse tipo de cunhagem dá um aspecto tridimensional mais acentuado à peça, tornando os detalhes visuais mais expressivos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, moedas com alto relevo tendem a sofrer mais desgaste com o tempo, pois as áreas elevadas são as primeiras a perder definição com o manuseio frequente.</span></p>
<h3><strong>American Eagle</strong></h3>
<p>Uma das séries de moedas de investimento (bullion) mais conhecidas e negociadas no mercado financeiro global, emitida anualmente pela Casa da Moeda dos Estados Unidos (United States Mint) desde 1986. A coleção conta com emissões oficiais em ouro, prata, platina e paládio.</p>
<p>A versão mais popular da série é a de prata (Silver Eagle), que possui o valor nominal de 1 dólar e contém exatamente 1 onça troy (31,103 gramas) de prata pura com teor de 99,9%. O design de seu anverso recupera a célebre escultura &#8220;Walking Liberty&#8221; (Liberdade Caminhando) criada por Adolph A. Weinman em 1916.</p>
<h3><strong>Antoniniano</strong></h3>
<p>Moeda romana de prata, introduzida no ano de 215, pelo imperador Caracala (Marco Aurélio Antonino &#8211; daí o nome &#8220;antoniniano&#8221;. Apresentando no anverso o busto do imperador com coroa radiada (enquanto o denário trazia um busto com coroa de louros) ou o busto da imperatriz sobre uma lua crescente, essa nova denominação pesava inicialmente 1/64 de libra romana (5,07 g) &#8211;<br />
1,5x o peso do denário -, mas circulava como equivalente a dois denários. Sua emissão cessou após 219, e a cunhagem só foi retomada (com um peso reduzido a 4,60 g) em 238. A partir de então, seu peso e teor de prata diminuíram progressivamente.</p>
<p>Por volta de 270, o antoniniano pesava apenas 2,80 g e continha somente cerca de 2,5% de prata.</p>
<h3><strong>Antoninianus</strong></h3>
<p>Ver Antoniniano</p>
<h3><b>Anverso</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O anverso é o lado principal de uma moeda, geralmente onde se encontra a figura central mais representativa, como o retrato de um governante, o brasão de um país ou um símbolo nacional. Em moedas contemporâneas, é comum que esse lado traga a efígie de uma autoridade, algum design oficial da nação emissora ou ainda imagens que comemoram algum personagem ou acontecimento importante.</span></p>
<figure id="attachment_535" aria-describedby="caption-attachment-535" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-535 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-olimpiara-rio-futebol-anv.jpg" alt="Anverso de uma moeda comemorativa das Olimpíadas do Rio 2016." width="310" height="286" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-olimpiara-rio-futebol-anv.jpg 310w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-olimpiara-rio-futebol-anv-300x277.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 310px) 100vw, 310px" /><figcaption id="caption-attachment-535" class="wp-caption-text">Anverso de uma moeda comemorativa das Olimpíadas do Rio 2016. Imagem: Fábio dos Reis</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Também chamado de &#8220;cara&#8221; da moeda.</span></p>
<h3><strong>AR</strong></h3>
<p>Sigla internacional usada para designar moedas de prata (do latim <em>argentum</em>).</p>
<h3><strong>Aspron trachy</strong></h3>
<p>Moeda bizantina feita de bilhão, às vezes de cobre puro (séculos XI a XIV), de formato côncavo, introduzida sob o imperador Aleixo I Comneno (1081–1118); valia 1/48 do <em>hiperpíron</em> (hipérpiro), ou ainda 100 <em>númias</em>.</p>
<h3><b>Aureus</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O Aureus foi uma moeda de ouro do Império Romano, cunhada pela primeira vez no século I a.C. e utilizada até o século IV d.C., quando foi substituída pelo Solidus.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Era uma moeda de alto valor, inicialmente equivalente a 25 denários de prata, e era frequentemente usada para pagamentos de soldados, transações comerciais importantes e como símbolo de prestígio imperial. Seu peso variava entre 7 e 8 gramas de ouro puro.</span></p>
<h3><strong>Austral</strong></h3>
<p>Unidade monetária da Argentina de 1985 a 1992: 1 austral equivalia a 100 centavos; depois, uma moeda fracionária a partir de 1992: 10.000 austrais equivaliam a 1 peso.</p>
<h3><b>Autenticação</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Processo pelo qual especialistas verificam a legitimidade, composição metálica e estado de conservação de uma moeda, garantindo que não se trata de uma falsificação. Casas de certificação como a </span><a href="https://www.ngccoin.com/"><span style="font-weight: 400;">NGC (Numismatic Guaranty Company)</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a </span><a href="https://www.pcgs.com/"><span style="font-weight: 400;">PCGS (Professional Coin Grading Service)</span></a><span style="font-weight: 400;"> encapsulam moedas em suportes plásticos lacrados e atribuem notas baseadas na Escala Sheldon (1 a 70).</span></p>
<figure id="attachment_536" aria-describedby="caption-attachment-536" style="width: 357px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-536 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-ouro-1000-yuan-china.jpg" alt="Moeda graduada pelo NGC, no valor de 1000 Yuan da China, em ouro." width="357" height="461" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-ouro-1000-yuan-china.jpg 357w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-ouro-1000-yuan-china-232x300.jpg 232w" sizes="auto, (max-width: 357px) 100vw, 357px" /><figcaption id="caption-attachment-536" class="wp-caption-text">Moeda graduada pelo NGC, no valor de 1000 Yuan da China, em ouro. Imagem: Numismatic Guaranty Company</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A autenticação aumenta o valor e a confiança no mercado numismático.</span></p>
<h3><strong>AV</strong></h3>
<p>Abreviatura internacional utilizada para designar moedas de ouro (do latim <em>aurum</em>).</p>
<h3><b>Baixo Relevo</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O baixo relevo é o oposto do alto relevo. Aqui, as gravuras e inscrições da moeda são feitas com um relevo mais sutil, tornando a superfície da moeda mais uniforme e menos propensa ao desgaste. Esse tipo de design é comum em moedas de circulação, pois melhora a durabilidade e facilita a produção em larga escala.</span></p>
<h3><strong>Balboa</strong></h3>
<p>Unidade monetária do Panamá desde a proclamação da independência em 1903, nomeada em homenagem ao conquistador espanhol Vasco Núñez de Balboa, que descobriu o Pacífico em 1518.</p>
<h3><b>BC (Bem Conservada)</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Classificação de moeda bastante circulada, com desgaste acentuado nos relevos, podendo apresentar arranhões e marcas de manuseio intenso. Ainda é possível identificar as principais inscrições e detalhes do design.</span></p>
<h3><b>Billon</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Ou Bilhão, é uma liga metálica composta por prata e cobre, onde a quantidade de prata é reduzida, geralmente ficando abaixo de 50%. Essa mistura foi muito usada ao longo da história para cunhar moedas e medalhas em períodos de escassez de prata e em épocas de desvalorização monetária, permitindo que os governos economizassem metais preciosos sem eliminar totalmente a presença da prata na composição das moedas. Em casos raros, a liga billon pode ser feita com ouro em vez da prata.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse tipo de moeda era comum na Antiguidade, Idade Média e no início da Era Moderna, sendo usadas por impérios como o Romano, Bizantino e os reinos europeus medievais. Devido ao baixo teor de prata, essas moedas tinham um brilho metálico menos intenso e muitas vezes apresentavam rápida oxidação e escurecimento, adquirindo um aspecto desgastado ao longo do tempo.</span></p>
<figure id="attachment_466" aria-describedby="caption-attachment-466" style="width: 352px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-466 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/prata-trachy-billon-bizantino.jpg" alt="Moeda &quot;Trachy&quot; em Billon, Império Bizantino, c. 1208-1222" width="352" height="155" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/prata-trachy-billon-bizantino.jpg 352w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/prata-trachy-billon-bizantino-300x132.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 352px) 100vw, 352px" /><figcaption id="caption-attachment-466" class="wp-caption-text">Moeda &#8220;Trachy&#8221; em Billon, Império Bizantino, c. 1208-1222</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A palavra billon vem do francês, derivado do latim </span><i><span style="font-weight: 400;">bille</span></i><span style="font-weight: 400;">, que significa &#8220;lingote&#8221;.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não confundir com </span><b>Bullion</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h3><strong>Bimetalismo</strong></h3>
<p>Sistema monetário no qual moedas feitas de dois metais diferentes coexistem, idealmente relacionadas por uma proporção fixa. Isso implica que a relação entre os preços de mercado dos dois metais &#8211; ouro e prata &#8211; permaneça constante. Raramente essa condição ideal é atendida.</p>
<p>Não confundir com <a href="https://diarionumismatico.com.br/o-que-e-uma-moeda-bimetalica/">Moeda Bimetálica</a>, que é uma moeda física fabricada com a junção (não liga) de dois metais diferentes.</p>
<h3><b>Blank</b></h3>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Blank</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um disco metálico liso, sem qualquer gravação, que ainda não foi cunhado. Ele será transformado em moeda após passar pelo processo de cunhagem, quando os cunhos pressionam o metal para marcar os desenhos e inscrições da peça.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dependendo do estágio do processo, um blank pode ser chamado também de </span><i><span style="font-weight: 400;">planchet</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h3><strong>Blister</strong></h3>
<p>Tipo de embalagem rígida, durável e transparente, geralmente de plástico especial e selada sobre um cartão decorativo ou suporte cartonado, utilizada para armazenar, proteger e comercializar moedas ou conjuntos numismáticos diretamente de fábrica.</p>
<p>Diferente das cápsulas de acrílico tradicionais que podem ser abertas facilmente, o blister é uma embalagem oficial de lançamento que costuma conter informações históricas sobre a peça, especificações técnicas (peso, diâmetro, liga metálica, tiragem máxima, etc.) e o próprio certificado de autenticidade emitido pela Casa da Moeda.</p>
<p>Manter a moeda lacrada em seu blister original preserva seu estado de conservação original e costuma agregar valor comercial no mercado.</p>
<h3><b>BNC (Brilhante Não Circulado)</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Brilhante não circulado (BNC), d0 inglês &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">Brilliant Uncirculated</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8221; (BU), se refere a uma classificação numismática usada para descrever moedas que nunca entraram em circulação e mantêm seu brilho original de cunhagem, mas sem o refinamento adicional das moedas </span><i><span style="font-weight: 400;">proof</span></i><span style="font-weight: 400;">. Essas moedas são produzidas em grande escala para serem lançadas no mercado, mas com um cuidado especial para evitar desgastes e imperfeições comuns nas moedas que circulam no dia a dia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de serem cunhadas com cunhos novos e apresentarem uma aparência mais nítida e brilhante do que as moedas comuns, as BNC podem conter pequenas marcas de contato, já que normalmente são armazenadas e transportadas sem o mesmo rigor das versões proof.</span></p>
<h3><b>Borda</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A borda é a extremidade da moeda, ou seja, sua parte lateral. Ela pode ser simples (Lisa), arredondada, denteada, com legenda em relevo ou incusa, com padrões, espinha de peixe, serrilha reta ou inclinada, ranhurada, carimbada, decorada com inscrições ou até mesmo com desenhos, entre outras. Algumas moedas utilizam bordas com marcas especiais para dificultar falsificações e evitar o desbaste de metal precioso, uma prática comum nos tempos antigos para adulterar o peso da moeda.</span></p>
<h3><b>Borda Fresada</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A borda de uma moeda com linhas ranhuradas ao redor do perímetro. Também conhecida como Borda </span><i><span style="font-weight: 400;">Reeded</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h3><b>Bronze</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Liga metálica composta principalmente de cobre e estanho, podendo conter pequenas quantidades de outros metais. Desde a Antiguidade, o bronze foi amplamente utilizado na cunhagem de moedas devido à sua durabilidade, resistência à corrosão e facilidade de fundição.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitas moedas de circulação do século XX, como os centavos americanos e algumas emissões brasileiras, usaram ligas de bronze ou bronze-alumínio.</span></p>
<figure id="attachment_537" aria-describedby="caption-attachment-537" style="width: 350px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-537 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-bronze-brasil-40-reis.jpg" alt="Moeda de bronze do Brasil, 40 Réis de 1900, República." width="350" height="170" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-bronze-brasil-40-reis.jpg 350w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-bronze-brasil-40-reis-300x146.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px" /><figcaption id="caption-attachment-537" class="wp-caption-text">Moeda de bronze do Brasil, 40 Réis de 1900, República.</figcaption></figure>
<h3><b>Bullion</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O termo que se refere a moedas, barras ou lingotes de metais preciosos, como ouro, prata e platina, que são produzidos com grau muito alto de pureza e utilizados principalmente como reserva de valor e investimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferente das moedas de circulação comum, as </span><a href="https://diarionumismatico.com.br/o-que-e-bullion-guia-completo-para-investidores-iniciantes/"><span style="font-weight: 400;">moedas bullion</span></a><span style="font-weight: 400;"> são cunhadas para investidores e colecionadores, tendo seu valor baseado no peso do metal precioso, e não no valor nominal impresso na peça. Exemplos famosos incluem as moedas Krugerrand (África do Sul), American Eagle (EUA) e Panda (China).</span></p>
<figure id="attachment_412" aria-describedby="caption-attachment-412" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-412" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/bullion-moedas-ouro-prata-300x151.jpg" alt="Moedas Bullion dos Estados Unidos em Ouro e Prata" width="600" height="303" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/bullion-moedas-ouro-prata-300x151.jpg 300w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/bullion-moedas-ouro-prata-768x387.jpg 768w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/bullion-moedas-ouro-prata.jpg 991w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-412" class="wp-caption-text">Moedas Bullion dos Estados Unidos em Ouro e Prata</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Não confundir com </span><b>Billon</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h3><b>Busto</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Representação da cabeça ou parte superior do tronco de uma figura, geralmente um governante, imperador ou personagem histórico, presente no anverso da moeda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A tradição de usar bustos começou na Antiguidade, especialmente no Império Romano, e continua até hoje em muitas moedas nacionais, como as que apresentam a efígie de monarcas britânicos.</span></p>
<h3><b>Cameo</b></h3>
<p>Termo de origem inglesa que descreve o efeito visual de forte contraste entre os elementos em relevo e o fundo (campo) de uma moeda ou medalha. Nesse acabamento, as partes altas do design, como a efígie, brasões e inscrições, apresentam uma textura fosca, acetinada ou jateada, enquanto o fundo plano é perfeitamente polido, refletindo a luz de forma limpa, como um espelho.</p>
<h3><b>Campo</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O campo de uma moeda é a área lisa ao redor dos elementos gravados, ou seja, a parte do metal que não contém relevos significativos, desenhos ou inscrições. Em moedas bem preservadas, o campo costuma ser brilhante e sem arranhões, sendo um dos pontos de análise na classificação de conservação numismática.</span></p>
<h3><b>Cápsula</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Invólucro de proteção transparente, geralmente feita de acrílico ou policarbonato, utilizada para armazenar e preservar moedas, medalhas e cédulas. Essas cápsulas evitam o contato direto com o ar, poeira, umidade e possíveis riscos causados pelo manuseio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">São bastante usadas por colecionadores para manter o estado de conservação de peças raras e valiosas.</span></p>
<figure id="attachment_538-2" aria-describedby="caption-attachment-538-2" style="width: 498px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-538 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moedas-olimpiadas-rio-capsulas.jpg" alt="Coleção de Moedas das Olimpíadas do Rio armazenadas em cápsulas de 27mm." width="498" height="232" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moedas-olimpiadas-rio-capsulas.jpg 498w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moedas-olimpiadas-rio-capsulas-300x140.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 498px) 100vw, 498px" /><figcaption id="caption-attachment-538-2" class="wp-caption-text">Coleção de Moedas das Olimpíadas do Rio armazenadas em cápsulas de 27mm. Imagem: Fábio dos Reis</figcaption></figure>
<h3><b>Carimbo</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O carimbo em moedas é uma marca adicional aplicada após a cunhagem original, geralmente para indicar revalidação, mudança de valor ou nova autoridade monetária.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitas moedas antigas e coloniais receberam carimbos quando um novo governo assumia o controle ou quando havia necessidade de revalorizar moedas estrangeiras para uso local. Exemplo clássico são os carimbos que eram aplicados sobre moedas de cobre durante o Brasil Colônia.</span></p>
<h3><b>Casa da Moeda</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Instituição responsável pela fabricação de moedas e cédulas de um país, garantindo a produção segura e padronizada do dinheiro em circulação. Além de moedas de uso corrente, muitas Casas da Moeda também produzem moedas comemorativas, medalhas, passaportes e outros documentos de segurança, como selos e certificados oficiais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No Brasil, a </span><a href="https://www.casadamoeda.gov.br/"><span style="font-weight: 400;">Casa da Moeda do Brasil</span></a><span style="font-weight: 400;"> (CMB) foi fundada em 08 de Março de 1694, sendo uma das mais antigas das Américas e responsável pela cunhagem do real até os dias atuais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em alguns países, há múltiplas Casas da Moeda operando simultaneamente, como nos Estados Unidos, que possuem diferentes filiais marcadas por siglas como P (Filadélfia), D (Denver) e S (San Francisco). Essas marcas ajudam a identificar onde determinada moeda foi cunhada, tornando-se um detalhe importante na numismática.</span></p>
<h3><strong>Cédula de Reposição</strong></h3>
<p>Cédulas que são impressas especificamente para substituir notas que apresentaram defeitos de fabricação (erros de impressão, corte ou manchas de tinta) durante o processo de produção na Casa da Moeda, antes de o lote ser enviado ao Banco Central.</p>
<p>Como os maços de dinheiro precisam seguir uma numeração estritamente sequencial por motivos de segurança e controle contábil, as notas defeituosas são destruídas e substituídas por essas cédulas especiais de reposição. Para serem facilmente identificadas pelas autoridades econômicas e pelas máquinas contadoras, elas possuem uma marcação distinta em seu número de série.</p>
<p>No Brasil, dependendo da época da emissão, as cédulas de reposição podiam ser identificadas por um asterisco (*) gravado antes da numeração (muito comum nas décadas de 1970 a 1990) ou pelo uso de séries de letras específicas (como as séries que começam com a letra &#8220;Z&#8221; no padrão moderno do Real).</p>
<p>Como a taxa de erro na impressão moderna é muito baixa, a tiragem das cédulas de reposição é bem reduzida se comparada às séries normais, e assim são peças escassas e valorizadas pelos colecionadores.</p>
<h3><strong>Cerceio</strong></h3>
<p>Prática fraudulenta e ilegal que consistia em raspar, limar ou até mesmo cortar pequenas frações de metal da borda de moedas feitas de ouro ou prata antes de devolvê-las à circulação. Seu objetivo era acumular as limalhas do metal precioso para fundi-las e depois vendê-las, enquanto a moeda danificada continuava sendo gasta no comércio pelo seu valor nominal (de face) total.</p>
<p>Esse foi um dos maiores problemas econômicos enfrentados por reinos e impérios desde a Antiguidade até o início da Era Moderna, pois causava uma desvalorização crônica da massa monetária real do país. Para combater essa prática, os governos começaram a desenvolver tecnologias de fabricação mais complexas, como a inclusão de inscrições e ranhuras nas bordas das moedas (as serrilhas), tornando qualquer tentativa de desgaste imediatamente visível ao público e aos comerciantes.</p>
<h3><b>Circulated (Circulada)</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O termo </span><i><span style="font-weight: 400;">Circulated</span></i><span style="font-weight: 400;"> (Circulada) refere-se a moedas que já foram usadas como meio de pagamento e passaram por circulação no dia a dia. Essas moedas apresentam sinais de desgaste devido ao manuseio, como riscos, perda de brilho, pequenas amassaduras e desgaste nos relevos, dependendo do tempo e da intensidade de uso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quanto mais tempo uma moeda circula, mais evidentes são os efeitos do uso. Por isso, na numismática, moedas circuladas são classificadas em diferentes graus de conservação, desde pouco desgastadas (Very Fine &#8211; VF, Extremely Fine &#8211; EF) até bastante gastas (Good &#8211; G, Fair &#8211; F, Poor &#8211; P).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora moedas circuladas geralmente tenham menor valor numismático do que exemplares Brilhantes Não Circulados (BNC) ou Proof, algumas ainda podem ser muito valiosas, por exemplo se forem raras ou tiverem erros de cunhagem.</span></p>
<h3><b>Clad</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O termo clad refere-se a moedas feitas com um núcleo de metal revestido por camadas externas de outro metal, formando uma estrutura laminada. Esse processo, amplamente adotado no século XX, foi uma alternativa econômica à cunhagem de moedas de metais puros.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um exemplo clássico são as moedas de meio dólar dos EUA pós-1965, que possuem um núcleo de cobre recoberto por uma liga de cobre e níquel (cuproníquel), mantendo a aparência prateada sem o uso de prata maciça.</span></p>
<figure id="attachment_519-2" aria-describedby="caption-attachment-519-2" style="width: 432px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-519 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-one-dime-eua-clad.jpg" alt="Moeda de 10 Cents dos EUA (Dime), em cobre revestido de cuproníquel, com o busto do presidente Roosevelt." width="432" height="213" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-one-dime-eua-clad.jpg 432w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-one-dime-eua-clad-300x148.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 432px) 100vw, 432px" /><figcaption id="caption-attachment-519-2" class="wp-caption-text">Moeda de 10 Cents dos EUA (Dime), em cobre revestido de cuproníquel, com o busto do presidente Roosevelt.</figcaption></figure>
<h3><b>Classificação</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A classificação de moedas é um sistema usado na numismática para determinar o estado de conservação de uma peça, com base no desgaste sofrido ao longo do tempo. Quanto melhor preservada a moeda, maior seu valor para colecionadores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No Brasil, as classificações mais comuns seguem uma escala tradicional que vai do estado mais gasto ao mais preservado, sendo os principais termos BC, MBC, SOB, FDC ou FC e BNC, entre outros (ver os respectivos verbetes).</span></p>
<h3><b>Coin Holder</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Qualquer tipo de suporte ou embalagem projetada para armazenar e proteger moedas. Existem vários tipos de coin holders, incluindo cápsulas de acrílico, flips de plástico, envelopes de papel com visor e páginas para álbuns especializados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses suportes são muito importantes para preservar a integridade das moedas, evitando riscos, oxidação e desgaste devido ao manuseio e interação com gases na atmosfera.</span></p>
<h3><b>Composição</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A composição de uma moeda indica a mistura de metais utilizada em sua fabricação. Dependendo da época e do propósito, as moedas podem ser feitas de metais preciosos, como ouro e prata, ou de ligas metálicas, como cuproníquel (cobre e níquel), bronze-alumínio e aço inoxidável.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A composição afeta o valor, a durabilidade e a aparência da moeda, sendo um fator importante na numismática. Em moedas antigas, a composição também pode indicar períodos de crise econômica, como a redução do teor de prata no denário romano ao longo dos séculos.</span></p>
<figure id="attachment_299" aria-describedby="caption-attachment-299" style="width: 599px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-299" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/austria-25-euros-niobio-2008-300x149.jpg" alt="Moeda de 25 Euros da Áustria, bimetálica composta por prata e nióbio" width="599" height="297" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/austria-25-euros-niobio-2008-300x149.jpg 300w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/austria-25-euros-niobio-2008-768x381.jpg 768w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/austria-25-euros-niobio-2008.jpg 1023w" sizes="auto, (max-width: 599px) 100vw, 599px" /><figcaption id="caption-attachment-299" class="wp-caption-text">Moeda de 25 Euros da Áustria, bimetálica composta por prata e nióbio</figcaption></figure>
<h3><b>Conto de Réis</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O Conto de Réis foi uma unidade monetária utilizada no Brasil até a adoção do Cruzeiro em 1942. Representava um valor de 1.000.000 de réis, ou 1000 &#8220;mil-réis&#8221;, sendo amplamente utilizado em documentos oficiais, contratos e transações de grande porte.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como o réis era uma unidade pequena, valores expressivos, como preços de imóveis e gastos do governo, eram frequentemente mencionados em contos de réis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Até hoje muitas pessoas usam a expressão &#8220;conto&#8221;, no coloquial, para se referirem a valores equivalentes a milhares de reais, como por exemplo &#8220;três contos&#8221; = R$ 3.000,00</span></p>
<h3><b>Contramarca</b></h3>
<p>Marca ou carimbo, produzido com um punção, que apresenta uma letra, nome, inscrição, numeral, símbolo ou efígie — aplicado a uma moeda após esta ter sido cunhada, fundida ou impressa. As contramarcas servem como indicadores políticos (novo soberano, mudança no poder político, etc.) ou dados econômicos (sinal de circulação restrita ou alterada, recirculação de moeda desmonetizada, assimilação de moeda estrangeira ao sistema monetário nacional, marca de verificação de teor e peso ou indicação de alteração de valor).</p>
<h3><strong>Cruzeiro</strong></h3>
<p>Unidade monetária do Brasil de 1942 a 1967; 1 cruzeiro é subdividido em 100 centavos.</p>
<h3><strong>Cruzeiro Novo</strong></h3>
<p>Unidade monetáriado Brasil de 1967 a 1985; 1 cruzeiro novo é subdividido em 100 centavos.</p>
<h3><strong>Cruzeiro Real</strong></h3>
<p>Unidade monetária do Brasil de 1993 a 1994; 1 cruzeiro real é subdividido em 1.000 cruzeiros.</p>
<h3><b>Cunhagem</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Processo de fabricação de uma moeda, no qual um disco de metal (blank ou planchet) é pressionado entre dois cunhos metálicos para receber a imagem do anverso e do reverso. Esse processo pode ser feito manualmente (como nas antigas moedas romanas e gregas) ou por máquinas industriais de alta precisão, como nas casas da moeda modernas.</span></p>
<h3><b>Cunho</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O cunho é a matriz metálica utilizada para pressionar o desenho sobre o disco de metal (flan) e transformar uma peça em moeda. Em um processo de cunhagem, dois cunhos são usados – um para o anverso e outro para o reverso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O estado de desgaste do cunho pode influenciar a nitidez dos detalhes da moeda.</span></p>
<figure id="attachment_539" aria-describedby="caption-attachment-539" style="width: 446px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-539 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/cunhos-moedas-peru.jpg" alt="Cunhos de Moedas Peruanas. Museu Numismático de Lima" width="446" height="352" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/cunhos-moedas-peru.jpg 446w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/cunhos-moedas-peru-300x237.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 446px) 100vw, 446px" /><figcaption id="caption-attachment-539" class="wp-caption-text">Cunhos de Moedas Peruanas. Imagem: Museu Numismático de Lima, do autor.</figcaption></figure>
<h3><b>Cuproníquel</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O cuproníquel é uma liga metálica composta por cobre e níquel, com pequenas variações na proporção de cada elemento dependendo do país e do período de cunhagem, geralmente possuindo até cerca de 30% de níquel.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa liga é muito usada na fabricação de moedas de circulação, pois combina resistência à corrosão, durabilidade e um tom prateado semelhante ao da prata. Além disso, por ser um material mais barato do que os metais preciosos, o cuproníquel substituiu a prata em diversas emissões de moedas modernas.</span></p>
<h3><b>Curso Legal</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma moeda com curso legal é aquela que foi oficialmente emitida por uma autoridade monetária e pode ser usada como meio de pagamento dentro do país emissor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, algumas moedas, como as moedas comemorativas em ouro e prata, embora tenham curso legal, raramente são usadas em transações comerciais, pois seu valor numismático ou metálico supera seu valor nominal.</span></p>
<h3><strong>Decadracma</strong></h3>
<p>Moeda grega de valor equivalente a 10 dracmas, emitida excepcionalmente em Atenas, Agrigento, Siracusa (assinada por gravadores como Kimon e Evainetos), Cartago, Babilônia ou no Egito.</p>
<h3><b>Denário</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O denário foi a principal moeda de prata do Império Romano, introduzida por volta de 211 a.C. e amplamente utilizada até o século III d.C. Inicialmente, era uma moeda de prata quase pura, mas com o tempo sua composição foi sendo degradada devido a crises econômicas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O denário foi a base de muitas moedas posteriores e influenciou o nome de unidades monetárias modernas, como o dinar, e até mesmo a palavra &#8220;dinheiro&#8221;.</span></p>
<figure id="attachment_540" aria-describedby="caption-attachment-540" style="width: 399px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-540 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/denario-prata-trajano-roma.jpg" alt="Denário de Prata do Império Romano, do Imperador Trajano (98-117 d.C.)." width="399" height="189" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/denario-prata-trajano-roma.jpg 399w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/denario-prata-trajano-roma-300x142.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 399px) 100vw, 399px" /><figcaption id="caption-attachment-540" class="wp-caption-text">Denário de Prata do Império Romano, do Imperador Trajano (98-117 d.C.). Imagem: Herakles Numismatics</figcaption></figure>
<h3><b>Denominação</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Denominação de uma moeda é o valor numérico oficial que ela representa dentro do sistema monetário de um país. Por exemplo, no Brasil, temos denominações como 1 centavo, 5 centavos, 1 real, etc.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O valor de uma moeda nem sempre corresponde ao seu valor real no mercado numismático, pois raridade, metal e conservação podem aumentar significativamente seu preço entre colecionadores.</span></p>
<h3><b>Diâmetro</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O diâmetro de uma moeda é a medida de sua largura, geralmente expressa em milímetros. Essa característica é um dos elementos técnicos que definem uma moeda, ajudando a diferenciá-la de outras emissões. O diâmetro pode influenciar a facilidade de manuseio e o design,  sendo que quanto maior o diâmetro mais detalhes podem ser cunhados na superfície da moeda.</span></p>
<h3>Dinar</h3>
<p>Nome derivado do latim denarius, que designava a moeda de ouro padrão do sistema monetário árabe; emitida pela primeira vez no final do século VII, foi modelada com base no solidus bizantino (peso: aproximadamente 4,25 g).</p>
<h3>Dirham</h3>
<p>Nome derivado do grego drachma, que designa a moeda de prata padrão do sistema monetário árabe, emitida pela primeira vez no século X, com peso de aproximadamente 3 g.</p>
<h3><b>Dobrão</b></h3>
<p>Moeda de ouro com peso aproximado de 54 g e valor de 5 moedas, cunhada durante o reinado de D. João V, Rei de Portugal (1706–1750), entre 1724 e 1727 na Casa da Moeda de Minas Gerais, no Brasil.</p>
<h3><b>Dólar</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Unidade monetária oficial de diversos países, sendo o </span><a href="https://diarionumismatico.com.br/quais-sao-os-paises-que-usam-o-dolar-dos-estados-unidos/"><span style="font-weight: 400;">dólar americano</span></a><span style="font-weight: 400;"> (USD) o mais famoso e utilizado globalmente. O termo tem origem na moeda de prata europeia conhecida como </span><b>táler</b><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">thaler</span></i><span style="font-weight: 400;">), que foi amplamente usada no comércio internacional desde o século XVI.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O dólar espanhol, também chamado de peça de oito (</span><i><span style="font-weight: 400;">real de a ocho</span></i><span style="font-weight: 400;">), foi uma das moedas mais importantes do comércio global antes da ascensão do dólar moderno.</span></p>
<figure id="attachment_541" aria-describedby="caption-attachment-541" style="width: 483px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-541 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/dolar-tuvalu-maneki-neko.jpg" alt="Moeda de 1 Dólar de Tuvalu em Prata .9999, comemorativa não-circulante &quot;Maneki Neko&quot;" width="483" height="393" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/dolar-tuvalu-maneki-neko.jpg 483w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/dolar-tuvalu-maneki-neko-300x244.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 483px) 100vw, 483px" /><figcaption id="caption-attachment-541" class="wp-caption-text">Moeda de 1 Dólar de Tuvalu em Prata .9999, comemorativa não-circulante &#8220;Maneki Neko&#8221;</figcaption></figure>
<h3><b>Dracma</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O dracma foi a principal moeda da Grécia Antiga, cunhada em prata, e amplamente utilizada entre os séculos VI a.C. e III d.C.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seu peso e valor variavam conforme a cidade-estado emissora, mas foi uma das moedas mais influentes do mundo antigo, sendo a base para sistemas monetários de várias civilizações, incluindo os persas e os romanos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em sua forma moderna, foi a moeda da Grécia de 1832 até 2002, quando foi definitivamente substituída pelo Euro.</span></p>
<h3><b>Drapeado</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O drapeado é um detalhe artístico encontrado em muitas moedas, especialmente naquelas que retratam figuras humanas, como monarcas, deuses ou personagens históricos. Ele se refere ao efeito das dobras e caimentos das vestimentas esculpidas na moeda, imitando o tecido de mantos, togas ou túnicas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quanto mais detalhado e realista o drapeado, mais refinado é o trabalho do gravador.</span></p>
<h3><b>Ducado</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O ducado foi uma moeda de ouro bastante valorizada, cunhada em Veneza a partir do século XIII e posteriormente adotada por diversos estados europeus. Tornou-se um padrão de comércio devido à sua pureza e confiabilidade, sendo aceito nas transações internacionais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O florim húngaro e o ducado austríaco foram algumas das versões mais conhecidas dessa moeda.</span></p>
<h3><strong>Dupondio (Dupondius)</strong></h3>
<p>Uma moeda romana que valia dois asses. Inicialmente fundida em bronze no século III a.C., essa moeda passou a ser cunhada regularmente em oricalco a partir do governo de Augusto (27 a.C. – 14 d.C.).</p>
<h3><b>Electrum</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Liga natural de ouro e prata, encontrada em jazidas minerais e utilizada desde a Antiguidade. Civilizações como os gregos antigos (na Lídia) cunharam </span><a href="https://diarionumismatico.com.br/o-estater-lidio-a-primeira-moeda-do-mundo/"><span style="font-weight: 400;">moedas de electrum</span></a><span style="font-weight: 400;"> antes mesmo do surgimento da padronização da cunhagem com ouro puro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O tom dourado pálido desse material varia dependendo da proporção de ouro e </span><a href="https://diarionumismatico.com.br/a-prata-na-antiguidade/"><span style="font-weight: 400;">prata na liga</span></a><span style="font-weight: 400;">, tornando-a um material altamente valorizado e histórico na numismática.</span></p>
<figure id="attachment_468-2" aria-describedby="caption-attachment-468-2" style="width: 464px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-468 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-lidia-electrum.jpg" alt="Stater Lídio de Electrum. Denominação: 1⁄3 stater, séc. VI a.C" width="464" height="178" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-lidia-electrum.jpg 464w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-lidia-electrum-300x115.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 464px) 100vw, 464px" /><figcaption id="caption-attachment-468-2" class="wp-caption-text">Stater Lídio de Electrum. Denominação: 1⁄3 stater, séc. VI a.C Classical Numismatic Group, Inc. http://www.cngcoins.com CC BY-SA 3.0</figcaption></figure>
<h3><b>Ensaio</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O termo ensaio se refere a moedas ou medalhas experimentais, produzidas para testar novos designs, materiais ou processos de cunhagem antes da produção em larga escala. Algumas dessas peças nunca entram em circulação e se tornam extremamente raras e valiosas para colecionadores.</span></p>
<p>Também pode se referir ao processo de análise química de uma moeda para verificar se ela atende aos padrões legais de teor de metal precioso.</p>
<h3><b>Erro</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Erros de cunhagem são falhas que ocorrem durante a fabricação de uma moeda, tornando-a única e, em muitos casos, altamente valorizada por colecionadores. Esses erros podem incluir desalinhamento do cunho, falhas de impressão, dupla batida, ausência de detalhes, metais trocados e outros defeitos incomuns.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Normalmente as moedas com erro valem muito mais do que suas versões corretas, pois são raras e cobiçadas dentro do meio numismático.</span></p>
<h3><b>Escala Sheldon</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A Escala Sheldon é um sistema de classificação usado principalmente nos Estados Unidos para avaliar o estado de conservação das moedas. Criada pelo Dr. William Sheldon em 1949, ela vai de 1 a 70, sendo 1 para moedas muito gastas e 70 para moedas em estado perfeito, sem qualquer marca de manuseio (*Mint State &#8211; MS 70*).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse sistema é amplamente utilizado em serviços de certificação numismática.</span></p>
<h3><b>Espécie (Specimen)</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Na numismática, a palavra espécie (</span><i><span style="font-weight: 400;">specimen</span></i><span style="font-weight: 400;">) pode ter diferentes significados. Ele pode se referir a moedas ou cédulas criadas exclusivamente para demonstração, como amostras enviadas a bancos e governos antes da produção em massa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No caso de cédulas, um </span><i><span style="font-weight: 400;">specimen</span></i><span style="font-weight: 400;"> geralmente vem com inscrições ou perfurações indicando que não possui valor de circulação, sendo um item de interesse para colecionadores.</span></p>
<h3><b>Estado Emissor</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O estado emissor de uma moeda refere-se à autoridade governamental ou ao país que a emitiu oficialmente. No Brasil, por exemplo, o Banco Central e a Casa da Moeda do Brasil são os órgãos responsáveis pela emissão de moedas e cédulas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já em países com múltiplas casas da moeda, como os Estados Unidos e a Alemanha, diferentes estados emissores podem ser identificados por marcas de cunhagem específicas.</span></p>
<h3><b>Exergo</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O exergo é a parte inferior de uma moeda ou medalha, geralmente separada por uma linha do restante do design. É nesse espaço que se encontram informações como o ano de emissão, a marca da casa da moeda ou inscrições adicionais que complementam o desenho principal.</span></p>
<h3><b>Falsificação</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A falsificação de moedas e cédulas ocorre quando peças ilegítimas são produzidas para enganar colecionadores ou circular como dinheiro real. No mundo numismático, falsificações podem incluir desde moedas modernas feitas para enganar o comércio, até réplicas de moedas raras, destinadas ao mercado colecionista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Métodos avançados de autenticação, como testes metalúrgicos e certificação em slab, ajudam a evitar e detectar fraudes.</span></p>
<h3>Fanam</h3>
<p>Do sânscrito <em><strong>pana</strong></em>. Refere-se a:</p>
<ol>
<li>Unidade monetária do sul da Índia baseada no peso da semente de manjadi (árvore Adenanthera pavonina) (0,32 a 0,39 g);</li>
<li>Moeda de ouro com esse peso que surgiu no sul da Índia no século X e foi posteriormente utilizada em muitas regiões, como o Reino de Vijayanagara, Ceilão, Mysore, a Costa do Malabar e Travancore. Fanams de prata foram cunhados a partir do século XVI.</li>
</ol>
<h3><b>Fantasia</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma moeda fantasia é uma peça fabricada sem curso legal, muitas vezes criada como item promocional, lembrança ou homenagem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferente das moedas falsas, que tentam imitar peças legítimas, as moedas de fantasia não têm intenção de enganar e geralmente são vendidas para colecionadores como souvenirs.</span></p>
<h3><b>FC (Flor de Cunho)</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Estado máximo de conservação de uma moeda, com qualidade excepcionalmente alta. A moeda nunca circulou e mantém seu brilho original, sem desgastes, amassados ou marcas significativas. Moedas nesse estado são altamente valorizadas por colecionadores.</span></p>
<h3><strong>Fine Silver</strong></h3>
<p>Termo em inglês que se traduz literalmente como &#8220;Prata Fina&#8221; ou &#8220;Prata Pura&#8221;. É a nomenclatura padrão utilizada internacionalmente no comércio de metais preciosos e na numismática para especificar o metal que apresenta um <a href="https://diarionumismatico.com.br/pureza-de-um-metal-precioso/">grau de pureza</a> extremamente alto, normalmente igual ou superior a 99,9% (normalmente gravado nas peças sob a fração decimal de .999).</p>
<p>Diferente da prata utilizada em moedas de circulação histórica ou na joalheria (como a prata de lei ou prata esterlina .925, que leva 7,5% de cobre para ganhar dureza), o metal classificado como <em>fine silver</em> é mole demais para o manuseio diário no comércio. Por essa razão, sua aplicação é restrita a barras e moedas de investimento modernas (<a href="https://diarionumismatico.com.br/o-que-e-bullion-e-como-investir/">bullion</a>), cujo valor financeiro está atrelado diretamente à cotação diária do metal na bolsa.</p>
<h3><strong>Flan</strong></h3>
<p>Termo que designa o disco de metal, de formato mais ou menos regular, destinado a receber a impressão dos cunhos e, assim, tornar-se uma moeda. Deriva do verbo latino <em>flo, flas, flare</em>, que significa &#8220;fundir&#8221;.</p>
<h3><strong>Flor de Estampa</strong></h3>
<p>Grau máximo de conservação atribuído a uma cédula de papel-moeda dentro da escala de classificação na notafilia. Se refere a uma nota perfeita, que nunca entrou em circulação e que não apresenta absolutamente nenhum sinal de manuseio, desgaste ou imperfeição física.</p>
<p>Para ser considerada Flor de Estampa, a cédula deve manter sua rigidez original (o papel deve ser firme e &#8220;crocante&#8221;), os cantos devem estar perfeitamente agudos e retos, e a superfície não pode conter marcas de contagem de dedos, dobras, vincos, manchas, sujeira ou outros defeitos quaisquer. É o equivalente exato ao termo Flor de Cunho usado para as moedas, e ao termo internacional Uncirculated (UNC) ou Crisp Uncirculated (CU).</p>
<h3><b>Follis</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Moeda de bronze introduzida pelo Império Romano no final do século III d.C., durante as reformas monetárias do imperador Diocleciano. Originalmente, tinha um fino revestimento de prata, mas com o tempo sua qualidade se deteriorou, tornando-se uma moeda predominantemente de bronze.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foi bastante usada no Império Bizantino, até ser substituída por outras denominações ao longo da história.</span></p>
<h3>Fourrée</h3>
<p>Refere-se a uma moeda falsa com núcleo de metal comum, geralmente revestida com uma fina camada de metal precioso, como a prata.</p>
<h3><b>Grau de Conservação</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Classificação que avalia o estado físico de uma moeda, considerando fatores como desgaste, brilho original, marcas de manuseio e nitidez dos relevos. Quanto melhor o estado da peça, maior seu valor para colecionadores. No Brasil, as classificações mais comuns são:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">BC (Bem Conservada) – Desgaste significativo.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">MBC (Muito Bem Conservada) – Marcas de uso, mas detalhes ainda visíveis.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">SOB (Soberba) – Pouco desgaste, brilho parcial.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">FDC (Flor de Cunho) – Sem circulação, com brilho original intacto.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos Estados Unidos, a Escala Sheldon (1 a 70) é utilizada para uma avaliação ainda mais precisa.</span></p>
<h3><b>Gravador</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Artista responsável por projetar os desenhos e relevos que aparecem em uma moeda ou medalha. Muitos gravadores famosos, como Benedetto Pistrucci (criador do design de São Jorge e o dragão na moeda britânica) e Augustin Dupré (responsável pelo franco francês do século XVIII), deixaram um grande legado artístico e técnico na numismática.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Gravadores ilustres de moedas brasileiras incluem Christian Lüster, Zeferino Ferrez, Calmon Barreto, Leopoldo Alves de Campos e Arlindo Bastos, entre muitos outros.</span></p>
<h3>Hipérpiro</h3>
<p>Moeda bizantina de ouro côncava (20 1/2 quilates) cunhada entre os séculos XI e XIV; introduzida por Aleixo I Comneno em 1092, era avaliada em 12 <em>miliaresia</em> ou 6.000 <em>númia</em>. Durante os séculos XIV e XV, tornou-se moeda corrente.</p>
<p>Este nome também se aplica ao <em>stavraton</em>, uma pesada moeda de prata (8,50 g) que valia metade do hiperpiro (como moeda corrente). O stavraton circulava juntamente com uma moeda que valia um oitavo de um hiperpiro.</p>
<h3><b>Hoard (Tesouro)</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A palavra </span><i><span style="font-weight: 400;">hoard</span></i><span style="font-weight: 400;"> significa um grande conjunto de moedas armazenado, enterrado ou acumulado ao longo do tempo, geralmente encontrado em escavações arqueológicas ou escondido por razões de segurança em períodos de guerra e crise.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns dos mais famosos hoards da história incluem tesouros romanos enterrados antes de invasões e grandes depósitos de moedas de prata e ouro preservados em navios naufragados.</span></p>
<figure id="attachment_542" aria-describedby="caption-attachment-542" style="width: 554px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-542 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moedas-romanas-hoard-oxford.jpg" alt="Tesouro (hoard) de 4957 moedas romanas encontrado em Chalgrove, Oxford (Inglaterra)" width="554" height="396" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moedas-romanas-hoard-oxford.jpg 554w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moedas-romanas-hoard-oxford-300x214.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 554px) 100vw, 554px" /><figcaption id="caption-attachment-542" class="wp-caption-text">Tesouro (hoard) de 4957 moedas romanas encontrado em Chalgrove, Oxford (Inglaterra)</figcaption></figure>
<h3>Hryvnia</h3>
<p>Unidade monetária da Ucrânia desde 1996. Forma ucraniana da palavra russa <em>grivna</em>.</p>
<p>1 hryvnia = 100 kopiyok (sing. kopiyka, forma ucraniana de <em>kopeck</em>).</p>
<h3>Hyperpyron</h3>
<p>Ver Hipérpiro</p>
<h3><b>Incuso</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma moeda ou medalha é dita incusa quando apresenta um detalhe gravado em baixo relevo ou quando a impressão de um lado fica levemente marcada no outro devido a falhas na cunhagem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Às vezes as moedas incusas são resultado de erros de fabricação, enquanto outras são intencionais, como algumas raras moedas com letras incusas nas bordas.</span></p>
<h3>Inti</h3>
<p>Unidade monetária do Peru de 1986 a 1990: 1 inti = 1.000 soles de ouro; com a reforma de 1991, o inti foi substituído pelo <strong>nuevo sol</strong> (avaliado em 1.000.000 intis), que é dividido em 100 &#8220;novos&#8221; centimos.</p>
<h3><b>ISO 4217</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Norma internacional que define códigos de três letras para moedas e divisas utilizadas globalmente. Foi criada pela Organização Internacional para Padronização (ISO) para padronizar a identificação de moedas em transações financeiras internacionais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por exemplo, o real brasileiro é identificado pelo código BRL, o dólar americano como USD, o euro como EUR e a prata (commodity) como XAG. Esse sistema evita confusões entre </span><a href="https://diarionumismatico.com.br/moedas-dos-paises-do-mundo-na-atualidade/"><span style="font-weight: 400;">moedas de países diferentes</span></a><span style="font-weight: 400;"> que possam ter nomes semelhantes. Criptomoedas não possuem código ISO 4217.</span></p>
<h3><strong>Jeton</strong></h3>
<p>Peça metálica semelhante a uma moeda ou medalha, mas sem valor de face, que foi bastante usada na Europa Central (principalmente França e Alemanha) entre os séculos XIII e XVIII como uma ficha de cálculo em mesas de contabilidade e ábacos.</p>
<p>Antes da adoção geral dos algarismos arábicos e do cálculo escrito em papel, os comerciantes, banqueiros e funcionários do governo utilizavam os jetons sobre tabuleiros quadriculados (as &#8220;mesas de contar&#8221;) para realizar operações aritméticas básicas de forma visual e rápida. Com o avanço dos métodos modernos de matemática escrita, os jetons perderam sua função utilitária original e passaram a ser fabricados como peças comemorativas, fichas de jogos de azar (similar às fichas de poker) ou moedas de troca restrita dentro de corporações de ofício.</p>
<p>A palavra vem do francês <em>jeter</em>, que significa &#8220;lançar&#8221; ou &#8220;atirar&#8221;, referência ao ato de mover ou lançar as fichas sobre a mesa de contagem. São objeto de estudo da <a href="https://diarionumismatico.com.br/o-que-e-exonumia-uma-breve-introducao/">Exonumia</a> em numismática.</p>
<h3>Jiao</h3>
<p>Uma unidade monetária fracionária da República Popular da China (desde 1949), equivalente a um décimo de um yuan.</p>
<h3><b>Joachimstal</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O nome Joachimstal tem grande importância na história da numismática, pois é um local da atual República Tcheca onde, no século XVI, foram cunhadas as famosas moedas de prata chamadas </span><i><span style="font-weight: 400;">Joachimsthaler</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas moedas foram precursoras do termo &#8220;dólar&#8221;, pois o nome (abreviado) thaler foi posteriormente adotado para diversas moedas europeias e inspirou a denominação do dólar moderno.</span></p>
<h3>Joachimsthaler</h3>
<p>Termo alemão que significa &#8220;<em><strong>taler de Joachim</strong></em>&#8220;. Nome dado aos taleres cunhados com prata extraída das minas de Joachimsthal, na Boêmia. A primeira moeda com esse nome, pesando 27,20 g, foi cunhada em 1518 pelo Conde Stephen von Schlick, proprietário da mina; ela apresenta o leão da Boêmia de cauda dupla no anverso e uma figura de corpo inteiro de São Joaquim e o brasão da família Schlick no reverso.</p>
<p>Esse taler, também conhecido como &#8220;<em><strong>Schlickthaler</strong></em>&#8220;, foi a primeira emissão de um tipo que alcançaria enorme sucesso ao longo dos três séculos seguintes. A moeda passou a ser conhecida como &#8220;jocondale&#8221; em francês, &#8220;iefimok&#8221; em russo e &#8220;joachimik&#8221; em polonês, e acabaria dando origem, séculos mais tarde, ao nome &#8220;dólar&#8221; .</p>
<h3><strong>Kina</strong></h3>
<p>Unidade monetária da Papua-Nova Guiné desde 1975; 1 kina equivale a 100 toeas.</p>
<h3><strong>Kip</strong></h3>
<p>Unidade monetária do Laos desde 1955; 1 kip divide-se em 100 att.</p>
<h3><strong>Klippe</strong></h3>
<p>Termo alemão que designa qualquer moeda cunhada seja com um cunho redondo sobre um disco (ou lâmina) quadrado ou em forma de losango, seja diretamente com um cunho quadrado ou em forma de losango.</p>
<h3><b>KM#</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Ver </span><a href="https://docs.google.com/document/d/1Ijagc5TL6w17oco_MMD3XCd7Soh6iYOylKwjmd65e14/edit#bookmark=id.sq37hok47dgp"><i><span style="font-weight: 400;">Referência KM#</span></i></a></p>
<h3><strong>Korona</strong></h3>
<p>Unidade monetária da Hungria, dividida em 100 fillér, de 1892 a 1926.</p>
<h3><b>Krause</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O termo Krause geralmente faz referência a Chester Krause, numismata e fundador da Krause Publications, responsável pela publicação de catálogos numismáticos bastante utilizados, como o Standard Catalog of World Coins e o Standard Catalog of World Paper Money.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses livros são considerados a principal referência mundial para a identificação, precificação e estudo de moedas e cédulas.</span></p>
<h3><strong>Krona</strong></h3>
<p>1. Unidade monetária da Islândia (subdividida em 100 eyrir) criada em 1º de dezembro de 1918. 2. Unidade monetária da Suécia (subdividida em 100 öre) desde 1878.</p>
<h3><strong>Krugerrand</strong></h3>
<p>Nome dado às moedas de ouro cunhadas na África do Sul desde 1967, que apresentam o busto de Paul Kruger — primeiro presidente da República do Transvaal em 1883 — no anverso e um springbok no reverso. Também são cunhadas versões de 1/10, 1/4 e 1/2 onça.</p>
<h3><strong>Kwacha</strong></h3>
<p>Unidade monetária do Malawi desde 1971 (1 kwacha equivale a 100 tambala) e da Zâmbia desde 1968 (1 kwacha equivale a 100 ngwee).</p>
<h3><strong>Kwanza</strong></h3>
<p>Unidade monetária de Angola desde 1975; 1 kwanza vale 100 lwei.</p>
<h3><strong>Kyat</strong></h3>
<p>Unidade monetária de Mianmar desde 1952; 1 kyat equivale a 100 pyas.</p>
<h3><strong>Lari</strong></h3>
<p>Moeda da Geórgia desde 1993; 1 lari equivale a 100 tetri.</p>
<h3><b>Latão</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O latão é uma liga metálica composta principalmente de cobre e zinco, com coloração amarelada semelhante ao ouro. Essa liga é bastante utilizada na cunhagem de moedas, especialmente para substituir metais preciosos em moedas de circulação.</span></p>
<h3><strong>Lats</strong></h3>
<p>Unidade monetária da Letônia de 1923 a 1940 e desde a restauração da independência em 1991; 1 lats equivale a 100 santims. Suas formas de plural são lati ou latu.</p>
<h3><b>Laureado</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma moeda laureada é aquela que apresenta a figura de uma pessoa (geralmente um monarca ou governante) com uma coroa de louros na cabeça. Esse estilo tem origem na Roma Antiga e foi usado ao longo da história como símbolo de glória e vitória.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um exemplo moderno é o primeiro retrato da Rainha da Inglaterra, Elizabeth II, que foi usado em moedas do Reino Unido de 1953 a 1967.</span></p>
<h3><b>Legenda</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A legenda é o conjunto de inscrições que aparecem em uma moeda, podendo estar no anverso, no reverso ou ao longo da borda. As legendas normalmente contém o nome do país, o lema nacional, a denominação ou homenagens a figuras históricas, locais importantes, fauna e flora do lugar, entre outras.</span></p>
<h3><b>Leilão</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O leilão numismático é um dos principais meios de comercialização de moedas raras e cédulas valiosas. Os leilões podem ocorrer presencialmente ou online, organizados por casas especializadas ou vendedores independentes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os lances podem ser feitos em tempo real ou serem previamente cadastrados (&#8220;lance externo&#8221;), e o valor final pode variar dependendo do interesse dos colecionadores e investidores.</span></p>
<h3>Lek</h3>
<p>Unidade monetária da Albânia; 1 lek equivale a 100 kindarqa.</p>
<h3><strong>Lempira</strong></h3>
<p>Unidade monetária de Honduras desde 1926; 1 lempira equivale a 100 centavos.</p>
<h3><strong>Lev</strong></h3>
<p>Unidade monetária da Bulgária desde 1880; 1 lev subdivide-se em 100 stotinki.</p>
<h3><strong>Leu</strong></h3>
<p>(pl.: lei) Unidade monetária da Moldávia desde 1993 (1 leu equivale a 100 cupon) e da Romênia desde 1867 (1 leu equivale a 100 bani).</p>
<h3><strong>Libra</strong></h3>
<p>1. Palavra espanhola para &#8220;libra&#8221; (unidade de peso ou moeda).<br />
2. Moeda de ouro peruana no valor de 10 soles, cunhada de 1898 a 1969; também foram cunhadas as denominações de 1/5 e 1/2.</p>
<h3><strong>Libra esterlina</strong></h3>
<p>Unidade monetária da Inglaterra, da Escócia a partir de 1707 e da Irlanda de 1804 a 1921.</p>
<h3><b>Liga</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Combinação de dois ou mais metais, geralmente para criar um material mais forte e resistente à corrosão ou com características de cor e brilho desejados. Exemplos de ligas utilizadas na fabricação de moedas incluem o bronze, cupro-níquel, aço inoxidável, <a href="https://diarionumismatico.com.br/o-que-e-ouro-nordico/">ouro nórdico</a>, bronze de alumínio e </span><a href="https://diarionumismatico.com.br/o-que-e-prata-sterling-prata-esterlina/"><span style="font-weight: 400;">prata esterlina</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h3><strong>Likuta</strong></h3>
<p>(pl.: makuta). Moeda fracionária do Zaire de 1967 a 1997 e, posteriormente, da República Democrática do Congo.</p>
<h3><b>Lingote</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Barra de metal precioso, como ouro, prata ou platina, fundida para armazenamento e investimento. Diferente das moedas, os lingotes não possuem valor nominal e seu preço é determinado pelo peso e pela cotação do metal no mercado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitos investidores preferem lingotes a moedas bullion devido à menor taxa de fabricação.</span></p>
<figure id="attachment_543" aria-describedby="caption-attachment-543" style="width: 697px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-543 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/barra-ouro-brasil.jpg" alt="Barra de Ouro numerada produzida em Casas de Fundição no Brasil, datada de 1811." width="697" height="137" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/barra-ouro-brasil.jpg 697w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/barra-ouro-brasil-300x59.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 697px) 100vw, 697px" /><figcaption id="caption-attachment-543" class="wp-caption-text">Barra de Ouro numerada produzida em Casas de Fundição no Brasil, datada de 1811.<br />Imagem: Museu Numismático Herculano Pires, no Itaú Cultural</figcaption></figure>
<h3><strong>Lipa</strong></h3>
<p>Moeda fracionária da Croácia desde 1994; 100 lipa equivalem a 1 kuna.</p>
<h3><strong>Lira</strong></h3>
<p>1. Moeda utilizada em vários estados italianos antes da unificação e moeda do Reino da Itália sob ocupação francesa (1800–1814). Adotada oficialmente como moeda nacional em 24 de agosto de 1862. 2. Moeda oficial da Cidade do Vaticano desde 1866, por decisão do Papa Pio IX (1846–1878). 3. Unidade monetária em Malta (desde 1971) e na Turquia (desde 1930).</p>
<h3><strong>Loti</strong></h3>
<p>(pl. maloti). Unidade monetária do Lesoto desde 1979; 1 loti equivale a 100 lisente (sing. sente).</p>
<h3><strong>Luhlanga</strong></h3>
<p>Moeda fracionária da Suazilândia desde 1974; 25 luhlanga equivalem a 1 lilangeni; 1 luhlanga equivale a 100 centavos.</p>
<h3><strong>Macuquina</strong></h3>
<p>Moedas de prata e ouro de formato irregular, cunhadas à martelo pela Espanha em suas casas da moeda nas Américas para uso local. A origem da palavra é incerta; alguns sugerem que deriva do quéchua ou de outra língua indígena, enquanto outros acreditam tratar-se de uma corruptela latino-americana de um termo de gíria profissional. O que sabemos é que o termo surgiu no início do século XVIII.</p>
<h3><strong>Macuta</strong></h3>
<p>Moeda fracionária angolana, utilizada de 1910 a 1975, com valor de 5 centavos.</p>
<h3><b>Marca da Casa da Moeda</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A marca da Casa da Moeda (</span><i><span style="font-weight: 400;">Mint Mark</span></i><span style="font-weight: 400;">) é um pequeno símbolo ou sigla que identifica o local onde a moeda foi fabricada. Cada país pode ter múltiplas casas da moeda, e essas marcas ajudam colecionadores a identificar a origem da peça.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por exemplo, moedas dos Estados Unidos do tipo Morgan Silver Dollar podem ter marcas de casas da moeda como &#8220;CC&#8221; para casa da moeda de Carson City, &#8220;S&#8221; para São Francisco, &#8220;O&#8221; para New Orleans e &#8220;D&#8221; para Denver. Para estas mesmas moedas, a ausência da marca monetária indica cunhagem na Filadélfia.</span></p>
<figure id="attachment_544" aria-describedby="caption-attachment-544" style="width: 324px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-544 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/morgan-dollar-new-orleans.jpg" alt="Reverso de um Morgan Silver Dollar cunhado em New Orleans (seta indica a marca monetária 'O')" width="324" height="298" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/morgan-dollar-new-orleans.jpg 324w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/morgan-dollar-new-orleans-300x276.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 324px) 100vw, 324px" /><figcaption id="caption-attachment-544" class="wp-caption-text">Reverso de um Morgan Silver Dollar cunhado em New Orleans (seta indica a marca monetária &#8216;O&#8217;)</figcaption></figure>
<h3><b>Matriz</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A matriz, também chamada de die em inglês, é o molde metálico utilizado para gravar os desenhos e inscrições nas moedas. Durante a cunhagem, a matriz pressiona o planchet com enorme força, transferindo os detalhes para o metal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando uma matriz apresenta falhas ou desgastes, pode resultar em variações e erros de cunhagem, que muitas vezes se tornam objetos de estudo e interesse numismático.</span></p>
<h3><strong>MBC (Muito Bem Conservada)</strong></h3>
<p>Sigla nacional usada para classificar um dos estados de conservação mais comuns no mercado numismático e notafílico. Uma peça classificada como MBC já circulou no dia a dia do comércio, mas apresenta um nível de desgaste moderado e perfeitamente aceitável.</p>
<p>No caso das moedas, um exemplar MBC deve apresentar ao menos 70% dos detalhes do seu design original intactos. Todos os elementos principais — como a efígie, o brasão, as letras das legendas e os algarismos da data — devem estar perfeitamente visíveis e legíveis a olho nu, sem a necessidade de lentes de aumento. O desgaste é perceptível apenas nos pontos mais altos do relevo e o brilho original de cunhagem costuma estar ausente.</p>
<p>Na escala internacional (Escala Sheldon), a MBC equivale aproximadamente ao grau Very Fine (VF).</p>
<h3><strong>Medalha</strong></h3>
<p>Peça metálica, geralmente circular, mas que também pode assumir formatos ovais, poligonais ou irregulares, fundida ou cunhada com o objetivo de comemorar um acontecimento histórico, homenagear uma personalidade, premiar um mérito (esportivo, militar ou acadêmico) ou servir como suporte para uma expressão artística e religiosa.</p>
<p>Apesar de compartilhar os mesmos métodos de fabricação, maquinários, artistas gravadores e ligas metálicas (como ouro, prata, bronze e cuproníquel) das moedas, a medalha se distingue destas por um fator fundamental: a medalha não possui valor de face (nominal) e não emana de uma autoridade monetária com a função de circular na economia como meio de pagamento.</p>
<p>Além disso, enquanto a emissão de moedas de circulação é uma prerrogativa exclusiva e centralizada dos governos soberanos por meio de seus Bancos Centrais, as medalhas possuem uma natureza muito mais flexível, podendo ser encomendadas e distribuídas tanto por instituições oficiais e militares quanto por entidades privadas, empresas, associações culturais, clubes ou ordens religiosas (até mesmo eu ou você).</p>
<figure id="attachment_146" aria-describedby="caption-attachment-146" style="width: 588px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-146 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/medalhas-jogos-olimpicos-rio.jpg" alt="Medalhas dos Jogos Olímpicos do Rio 2016" width="588" height="272" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/medalhas-jogos-olimpicos-rio.jpg 588w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/medalhas-jogos-olimpicos-rio-300x139.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 588px) 100vw, 588px" /><figcaption id="caption-attachment-146" class="wp-caption-text">Medalhas dos Jogos Olímpicos do Rio 2016</figcaption></figure>
<p>Exemplos clássicos incluem as medalhas de premiação dos Jogos Olímpicos, condecorações de bravura militar e medalhas comemorativas emitidas por Casas da Moeda para celebrar efemérides institucionais.</p>
<p>A área da numismática que se dedica especificamente ao estudo, catalogação e preservação dessas peças é a Medalhística.</p>
<h3><b>Metal Base</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Metais comuns usados na cunhagem de moedas, em contraste com metais preciosos como ouro e prata. Entre os metais base mais utilizados estão cobre, níquel, alumínio, ferro e zinco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o passar do tempo, moedas feitas de ouro e prata foram sendo substituídas por metais base, tornando a produção mais barata e acessível.</span></p>
<h3><b>Moeda</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Objeto metálico cunhado ou moldado que representa um valor monetário e serve como meio de troca em um sistema econômico. As primeiras moedas ocidentais surgiram por volta de 600 a.C. na Lídia (atual Turquia) e rapidamente se espalharam pelo mundo antigo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferente do escambo, as moedas facilitam as transações comerciais, pois padronizam valores e permitem a acumulação de riqueza. Além de sua função econômica, as moedas também carregam símbolos culturais, políticos e históricos, sendo um dos principais objetos de estudo da numismática.</span></p>
<h3><b>Moeda bimetálica</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Moedas bimetálicas são aquelas que combinam dois metais diferentes, geralmente um núcleo central e um anel externo, fundidos ou prensados juntos durante a cunhagem. Esse tipo de moeda se tornou comum em diversas nações, pois além do visual diferenciado, oferece maior segurança contra falsificações.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um exemplo clássico é a moeda de 1 real do Brasil, com um núcleo de aço inoxidável e um anel de aço revestido de bronze.</span></p>
<figure id="attachment_431-3" aria-describedby="caption-attachment-431-3" style="width: 307px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-431 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-1-real-bandeira-olimpica.jpg" alt="Moeda Bimetálica Brasileira: 1 Real, entrega da Bandeira Olímpica (2012)" width="307" height="296" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-1-real-bandeira-olimpica.jpg 307w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-1-real-bandeira-olimpica-300x289.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 307px) 100vw, 307px" /><figcaption id="caption-attachment-431-3" class="wp-caption-text">Moeda Bimetálica Brasileira: 1 Real, entrega da Bandeira Olímpica (2012)</figcaption></figure>
<h3><b>Moeda colorizada</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Peça que recebeu aplicação de tinta especial ou verniz colorido sobre seu design original, geralmente em edições comemorativas. Embora algumas moedas sejam oficialmente emitidas já com cores, muitas vezes esse processo é feito por empresas privadas ou colecionadores, alterando a estética da peça sem modificar sua cunhagem.</span></p>
<h3><b>Moeda Comemorativa</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Moeda especial cunhada para marcar um evento, figura histórica ou ocasião importante. Essas moedas podem ser feitas tanto para circulação comum quanto para colecionadores, geralmente apresentando designs exclusivos e edições limitadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um exemplo são as </span><a href="https://diarionumismatico.com.br/guia-moedas-1-real-olimpiadas-rio/"><span style="font-weight: 400;">moedas de 1 real dos Jogos Olímpicos Rio 2016</span></a><span style="font-weight: 400;">, que homenagearam diversas modalidades esportivas e símbolos nacionais.</span></p>
<figure id="attachment_545" aria-describedby="caption-attachment-545" style="width: 321px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-545 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-plano-real-beija-flor.jpg" alt="Moeda Comemorativa dos 25 Anos do Plano Real (Beija-Flor)" width="321" height="287" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-plano-real-beija-flor.jpg 321w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-plano-real-beija-flor-300x268.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 321px) 100vw, 321px" /><figcaption id="caption-attachment-545" class="wp-caption-text">Moeda Comemorativa dos 25 Anos do Plano Real (Beija-Flor)</figcaption></figure>
<h3><b>Moeda de cerco (ou de sítio)</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Tipo especial de moeda cunhada e utilizada em situações de guerra ou cercos militares, quando uma cidade ou fortaleza ficava isolada e sem acesso ao sistema monetário regular. Nessas circunstâncias, os governantes ou líderes locais precisavam criar uma solução temporária para manter a economia funcionando dentro da área sitiada, resultando na emissão de moedas improvisadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também conhecidas como </span><a href="https://docs.google.com/document/d/1Ijagc5TL6w17oco_MMD3XCd7Soh6iYOylKwjmd65e14/edit#bookmark=id.74kncaojkss1"><i><span style="font-weight: 400;">moedas obsidionais</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, essas moedas eram frequentemente produzidas com materiais alternativos, como prata, cobre, estanho, chumbo e até papel ou couro, dependendo dos recursos disponíveis. Muitas vezes, objetos de valor, como talheres e joias, eram derretidos para a fabricação dessas moedas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Exemplos históricos incluem as moedas de cerco de Pernambuco, que foram emitidas entre 1645 e 1646, durante a Insurreição Pernambucana, quando os portugueses cercaram os holandeses no Recife, durante a luta para expulsá-los do Brasil. Com a escassez de moedas circulantes dentro do território controlado pelos holandeses, o governo da Companhia das Índias Ocidentais (WIC) ordenou a cunhagem de moedas improvisadas em prata e ouro, utilizando materiais disponíveis, como talheres e objetos derretidos.</span></p>
<figure id="attachment_803" aria-describedby="caption-attachment-803" style="width: 744px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-803 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moedas-brasil-holandes-itau-cultural.jpg" alt="Moedas de Cerco: Florins do Brasil Holandês. Imagem: Museu Numismático do Itaú Cultural" width="744" height="627" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moedas-brasil-holandes-itau-cultural.jpg 744w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moedas-brasil-holandes-itau-cultural-300x253.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 744px) 100vw, 744px" /><figcaption id="caption-attachment-803" class="wp-caption-text">Moedas de Cerco: Florins do Brasil Holandês. Imagem: Museu Numismático do Itaú Cultural</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">São peças altamente valorizadas na numismática, tanto por sua raridade quanto pelo contexto dramático em que foram criadas.</span></p>
<h3>Moeda Fiduciária</h3>
<p>Moeda corrente cujo valor se baseia na confiança, sendo estabelecido por um acordo implícito ou explícito por um governo ou organização.</p>
<h3><b>Moeda Cash</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As moedas cash foram moedas tradicionais da China, utilizadas por mais de dois mil anos, desde a dinastia Qin (221 a.C.) até o início do século XX. Elas eram geralmente circulares com um furo quadrado no centro, permitindo que fossem amarradas em feixes para facilitar o transporte.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Feitas de bronze, latão ou ferro, essas moedas foram um dos sistemas monetários mais duradouros da história e influenciaram moedas de outros países asiáticos, como Japão, Coreia e Vietnã.</span></p>
<h3><b>Moeda Espada</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As moedas espada eram um tipo de dinheiro metálico usado na China Antiga, especialmente durante o Período dos Estados Combatentes (475–221 a.C.). Elas tinham o formato de pequenas espadas ou punhais, refletindo o simbolismo militar da época.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como as moedas faca, eram usadas antes da padronização das moedas cash e representam um dos formatos mais curiosos da história monetária chinesa.</span></p>
<figure id="attachment_547" aria-describedby="caption-attachment-547" style="width: 385px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-547 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-espada-chinesa.jpg" alt="Moeda Espada Chinesa, c. 350-250 a.C." width="385" height="289" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-espada-chinesa.jpg 385w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-espada-chinesa-300x225.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 385px) 100vw, 385px" /><figcaption id="caption-attachment-547" class="wp-caption-text">Moeda Espada Chinesa, c. 350-250 a.C. Imagem: Civitas Galleries</figcaption></figure>
<h3><b>Moeda Faca</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As moedas faca foram uma forma de dinheiro metálico usada na China Antiga, com um formato alongado que lembrava uma lâmina ou adaga. Foram bastante empregadas entre os séculos VII e III a.C., antes da unificação da moeda chinesa sob o imperador Qin Shi Huang, que criou a moeda denominada </span><b>banliang</b><span style="font-weight: 400;"> (半兩).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora não fossem afiadas como armas, seu formato simbolizava o poder militar e a riqueza, sendo frequentemente encontradas em sítios arqueológicos chineses.</span></p>
<h3><b>Moeda fundida</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Moedas produzidas ao despejar metal em um molde. Esse método foi usado para as primeiras moedas de bronze da Roma Antiga e moedas chinesas &#8220;cash&#8221;, mas raramente é usado hoje. Moedas falsificadas modernas geralmente são fundidas.</span></p>
<h3><strong>Moeda particular</strong></h3>
<p>Nome dado a um item semelhante a uma moeda que é emitida por uma entidade privada, como um comerciante, empresa, fazenda, mineradora ou município, e não pela autoridade monetária oficial ou Banco Central de um país. Também conhecidas pelo termo inglês token, essas peças possuem poder de compra restrito, sendo aceitas apenas no estabelecimento do emissor ou em uma região geográfica muito limitada.</p>
<p>As moedas particulares surgiam quase sempre em momentos de grave crise econômica ou escassez crônica de moedas oficiais de pequeno valor (troco) emitidas pelo governo. No Brasil do final do século XIX e início do século XX, um exemplo clássico de moeda particular foram os &#8220;vales&#8221; ou &#8220;fichas de fazenda&#8221;, muito utilizados na economia cafeeira e nos seringais da Amazônia para pagar os trabalhadores, que eram obrigados a gastar os valores nos armazéns pertencentes aos próprios patrões.</p>
<h3><b>Moneyer</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Profissional responsável pela cunhagem de moedas em épocas antigas e medievais. Durante o Império Romano e na Idade Média, moneyers eram artesãos especializados que supervisionavam a produção monetária e, muitas vezes, marcavam suas iniciais nas moedas que cunhavam.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Moneyers famosos na Roma Antiga incluem Caecilius Metellus, Q. Lutatius Catulus e A. Terentius Varro, entre outros.</span></p>
<h3><strong>Mossa</strong></h3>
<p>Mossa é um vestígio de pancada, amassado ou deformação física localizada na superfície ou, com maior frequência, na lateral (borda) de uma moeda ou medalha. Ocorre devido a acidentes mecânicos ao longo da vida útil da peça, como quedas no chão ou o choque violento contra outras moedas dentro de sacos de transporte e caixas registradoras.</p>
<p>Na classificação numismática e ao atribuir de graus de conservação, são consideradas defeitos da peça. Mesmo que uma moeda antiga tenha um relevo muito bem preservado e com pouco desgaste, a presença de uma mossa grande na borda penaliza significativamente o valor comercial e o apelo estético da peça entre os colecionadores.</p>
<h3><b>Não-circulante</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma moeda não-circulante (ou NCLT – Non Circulating Legal Tender) é uma moeda oficial de um país que possui curso legal, mas que não foi emitida para circulação diária. Elas são produzidas principalmente para colecionadores e investidores, geralmente em metais preciosos ou com acabamentos especiais, como as edições proof.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo tendo valor facial, essas moedas raramente são usadas como meio de pagamento.</span></p>
<figure id="attachment_423" aria-describedby="caption-attachment-423" style="width: 404px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-423 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-austria-filarmonica-viena-prata.jpg" alt="Moeda da Áustria, em prata, com valor facial de 1,50 euros, não-circulante." width="404" height="404" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-austria-filarmonica-viena-prata.jpg 404w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-austria-filarmonica-viena-prata-300x300.jpg 300w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-austria-filarmonica-viena-prata-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 404px) 100vw, 404px" /><figcaption id="caption-attachment-423" class="wp-caption-text">Moeda da Áustria, em prata, com valor facial de 1,50 euros, não-circulante.</figcaption></figure>
<h3><b>Numismática</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A numismática é o estudo e a coleção de moedas, medalhas, cédulas e outros objetos monetários, abrangendo aspectos históricos, artísticos, econômicos e culturais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais do que um simples hobby, a numismática tem um papel importante na preservação da história e no entendimento da evolução dos sistemas monetários ao longo dos séculos.</span></p>
<h3><b>Numismata</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O numismata é a pessoa que estuda, coleciona ou comercializa moedas, medalhas e cédulas. Um numismata pode ter interesse histórico, científico ou financeiro na numismática, dedicando-se à pesquisa de diferentes épocas e regiões, identificando raridades e avaliando o valor de peças específicas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns numismatas se concentram em períodos específicos, como o Brasil Império ou moedas do Império Romano, enquanto outros colecionam peças do mundo inteiro.</span></p>
<figure id="attachment_548" aria-describedby="caption-attachment-548" style="width: 285px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-548 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/julius-meili-busto.jpg" alt="Julius Meili, considerado o Pai da Numismática no Brasil" width="285" height="324" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/julius-meili-busto.jpg 285w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/julius-meili-busto-264x300.jpg 264w" sizes="auto, (max-width: 285px) 100vw, 285px" /><figcaption id="caption-attachment-548" class="wp-caption-text">Julius Meili, considerado o Pai da Numismática no Brasil</figcaption></figure>
<h3><b>Obsidional</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma moeda obsidional é uma </span><a href="https://docs.google.com/document/d/1Ijagc5TL6w17oco_MMD3XCd7Soh6iYOylKwjmd65e14/edit#bookmark=id.d40f1y17wllj"><span style="font-weight: 400;">moeda de cerco</span></a><span style="font-weight: 400;">, cunhada em situações extremas, como guerras ou cercos militares, quando o suprimento regular de dinheiro se tornava inacessível. Essas moedas eram feitas de materiais improvisados, como bronze, estanho, chumbo e até papel, sendo utilizadas temporariamente para manter a economia dentro da cidade ou fortaleza sitiada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No Brasil, um exemplo são as moedas de cerco de Pernambuco (1645-1646), cunhadas pelos holandeses durante a Insurreição Pernambucana (guerra de Portugal contra o Brasil Holandês).</span></p>
<h3><b>Onça Troy</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Unidade de medida mais utilizada para pesar metais preciosos, equivalente a 31,1035 gramas. O sistema troy surgiu na Idade Média, na cidade de Troyes, na França, e ainda hoje é usado para determinar o preço de ouro, prata e platina no mercado global.</span></p>
<h3><b>Ouro Nórdico</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O Ouro Nórdico é uma liga metálica desenvolvida na Finlândia, composta por 89% de cobre, 5% de alumínio, 5% de zinco e 1% de estanho, utilizada na fabricação de moedas modernas que possuem coloração bastante semelhante ao ouro. Trata-se de um tipo de bronze de alumínio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar do nome, essa liga não contém ouro verdadeiro, mas foi adotada em diversas moedas europeias, incluindo as moedas de 10, 20 e 50 centavos de euro, devido à sua beleza, resistência à corrosão e facilidade de cunhagem.</span></p>
<h3><b>Pátina</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A pátina é a camada de oxidação que se forma naturalmente na superfície de uma moeda ao longo do tempo. Ela pode apresentar colorações variadas, como verde, azul, marrom ou dourado, dependendo do metal e das condições de armazenamento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em moedas antigas, a pátina é altamente valorizada, pois indica autenticidade e conservação adequada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ver também </span><a href="https://docs.google.com/document/d/1Ijagc5TL6w17oco_MMD3XCd7Soh6iYOylKwjmd65e14/edit#bookmark=id.am7gnqadpwbv"><b>Tom</b></a><b>.</b></p>
<h3>Peace Dollar</h3>
<p>Moeda histórica de prata com valor nominal de 1 dólar, cunhada pelos Estados Unidos entre 1921 e 1928, e novamente em curtos períodos em 1934 e 1935. Desenhada pelo escultor Anthony de Francisci, a moeda foi concebida para comemorar oficialmente a paz alcançada após o término da Primeira Guerra Mundial.</p>
<p>Apresenta no anverso o perfil da Liberdade portando uma coroa de raios inspirada na Estátua da Liberdade. O reverso quebra a tradição de &#8220;agressividade&#8221; das águias heráldicas americanas: exibe uma águia calma, pousada no alto de um penhasco, segurando um ramo de oliveira (símbolo universal da paz) e observando o nascer do sol, com a palavra &#8220;PEACE&#8221; (Paz) gravada em sua base. A peça é composta por <a href="https://diarionumismatico.com.br/tipos-de-ligas-de-prata/">prata .900</a>.</p>
<h3><b>Peça de Oito</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A Peça de Oito (&#8220;<em>Real de a Ocho</em>&#8220;) foi uma moeda de prata espanhola amplamente usada entre os séculos XVI e XIX, tornando-se uma das moedas mais influentes da história. Cunhada a partir da prata extraída das Américas, especialmente de Potosí (Bolívia), valia 8 reais espanhóis e serviu como referência para diversas moedas modernas, incluindo o dólar americano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Era tão confiável que foi utilizada como moeda global em rotas comerciais da Europa, Ásia e América. Frequentemente associada a histórias de piratas, a Peça de Oito era cortada em frações para facilitar o troco, dando origem à expressão &#8220;pieces of eight&#8221;.</span></p>
<h3><b>Peso</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O peso de uma moeda é a sua massa, geralmente expressa em gramas. Essa característica é fundamental na numismática, pois o peso pode indicar o metal usado na cunhagem e até denunciar falsificações. Em moedas antigas de ouro e prata, o peso era um fator determinante para o valor da moeda, pois estava diretamente ligado ao seu teor metálico e ao seu poder de compra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Moedas fabricadas com metais preciosos para colecionadores e investimento, na atualidade, podem ter seu peso expresso em </span><a href="https://diarionumismatico.com.br/o-que-e-uma-onca-troy/"><i><span style="font-weight: 400;">onças troy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, sendo que uma onça troy equivale a aproximadamente 31,1g.</span></p>
<h3><strong>Peso monetário</strong></h3>
<p>Objeto metálico calibrado, fabricado geralmente em bronze ou latão (em formatos quadrangulares, circulares ou poligonais), utilizado por comerciantes, cambistas e autoridades fiscais para verificar a autenticidade e o peso exato de moedas de ouro e prata em circulação.</p>
<p>Como o valor de uma moeda na Antiguidade e na Idade Média dependia da quantidade de metal precioso que ela continha, o peso monetário servia como o contra-peso perfeito em uma balança de precisão. Cada peso era fabricado para corresponder exatamente ao padrão oficial de uma moeda específica (por exemplo, havia um peso específico para verificar a moeda de 8 Reales espanhola ou peças de ouro portuguesas). Se a moeda colocada na balança pesasse menos do que o seu respectivo peso monetário, o comerciante sabia imediatamente que a peça era falsa, havia sido cerceada ou estava muito gasta.</p>
<h3><b>Piedfort</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Pronunciada &#8220;piéfór&#8221;, uma moeda piedfort é uma moeda cunhada em um planchet (disco) que é mais grosso do que o normal, normalmente duas vezes mais espesso.</span></p>
<h3><b>Planchet</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Disco metálico que será transformado em moeda após passar pelo processo de cunhagem. O termo é frequentemente usado como sinônimo de blank, embora algumas definições considerem que o planchet já tenha passado por algumas etapas de preparação antes da cunhagem final.</span></p>
<h3><b>Potosí</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Potosí foi uma das maiores fontes de prata do Império Espanhol, localizada na atual Bolívia. Descoberta em 1545, a mina do Cerro Rico de Potosí tornou-se a principal </span><a href="https://diarionumismatico.com.br/os-conquistadores-espanhois-e-a-exploracao-da-prata-nas-americas/"><span style="font-weight: 400;">fornecedora de prata para a Espanha</span></a><span style="font-weight: 400;">, abastecendo o comércio global por mais de dois séculos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As moedas de prata cunhadas em Potosí eram altamente valorizadas e circularam amplamente, inclusive no Brasil e no resto das colônias espanholas. O nome Potosí se tornou sinônimo de riqueza, originando a expressão espanhola “vale um Potosí”, usada até hoje para descrever algo de grande valor.</span></p>
<figure id="attachment_119" aria-describedby="caption-attachment-119" style="width: 517px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-119 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/cidade-potosi-bolivia.jpg" alt="Localização de Potosí, na Bolívia" width="517" height="545" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/cidade-potosi-bolivia.jpg 517w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/cidade-potosi-bolivia-285x300.jpg 285w" sizes="auto, (max-width: 517px) 100vw, 517px" /><figcaption id="caption-attachment-119" class="wp-caption-text">Localização de Potosí, na Bolívia</figcaption></figure>
<h3><b>Prata Baixa</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A expressão prata baixa refere-se a ligas de prata com um teor reduzido do metal precioso, misturado com uma maior quantidade de cobre ou outros metais. Diferente da prata esterlina (92,5%) ou da prata 900, que têm altos teores de prata, a prata baixa contém uma porcentagem inferior, tornando a liga mais resistente, porém com menor brilho e valor comercial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Moedas e medalhas feitas com prata baixa são comuns em períodos de escassez de metais preciosos, como durante guerras ou crises econômicas.</span></p>
<h3><b>Preço Spot</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Valor atual de mercado de um metal precioso, como ouro, prata ou platina, para compra e venda imediata. Esse preço é determinado com base na oferta e demanda global e é atualizado constantemente nos mercados financeiros.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No mundo numismático, o preço spot é um dos fatores que influenciam o valor de moedas bullion, que são muitas vezes negociadas pelo peso do metal em vez de seu valor numismático.</span></p>
<h3><b>Prensa</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Máquina empregada no processo de cunhagem para imprimir os desenhos e inscrições em uma moeda. Com o avanço da tecnologia, as prensas evoluíram de métodos manuais para sistemas industriais automatizados, capazes de produzir milhares de moedas por minuto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Algumas prensas históricas, como as prensas a vapor do século XIX, são itens de interesse para colecionadores e museus numismáticos.</span></p>
<h3><b>Proof</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Tipo de classificação proof se refere a moedas produzidas com um alto padrão de qualidade, utilizando técnicas especiais de polimento do cunho e do disco metálico antes da cunhagem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O resultado são moedas com detalhes extremamente nítidos, brilho espelhado e, muitas vezes, o efeito cameo. São moedas de alto padrão voltadas para colecionadores e não destinadas à circulação comum.</span></p>
<p>Para criar uma moeda proof, os cunhos e os discos metálicos passam por um polimento exaustivo até atingirem uma superfície espelhada. Além disso, as moedas podem ser batidas várias vezes sob pressões elevadas em prensas hidráulicas para garantir que até os mínimos detalhes do relevo fiquem perfeitamente nítidos.</p>
<h3><b>Proto-moeda</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Formas primitivas de dinheiro utilizadas antes da invenção das moedas propriamente ditas. Esses objetos tinham valor reconhecido em trocas comerciais, mas ainda não eram padronizados nem emitidos por uma autoridade central.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Exemplos incluem conchas, lingotes de metais, grãos de cevada, pedaços de electrum (liga natural de ouro e prata) e até ferramentas metálicas, como as moedas faca chinesas.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">As proto-moedas representam a transição entre o escambo e o sistema monetário estruturado, sendo essenciais para a evolução do dinheiro como conhecemos hoje.</span></p>
<h3><b>Prova</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O termo prova pode ter diferentes significados na numismática. Ele pode se referir a um exemplar de teste de uma moeda antes de sua produção em larga escala, muitas vezes usado para ajustes de design ou avaliação de qualidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também pode ser usado para designar exemplares experimentais, como moedas que nunca chegaram a ser lançadas oficialmente. As moedas prova costumam trazer palavra &#8220;PROVA&#8221; inscrita no anverso ou reverso (ou essa mesma palavra no idioma da moeda, como PROVE em inglês).</span></p>
<figure id="attachment_549" aria-describedby="caption-attachment-549" style="width: 344px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-549 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-brasil-10-centavos-ensaio.jpg" alt="Moeda do Brasil, 10 centavos de 1980, Prova. Essa moeda nunca circulou, sendo apenas um ensaio. Note a inscrição &quot;PROVA&quot; acima da letra C de CENTAVOS." width="344" height="168" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-brasil-10-centavos-ensaio.jpg 344w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-brasil-10-centavos-ensaio-300x147.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 344px) 100vw, 344px" /><figcaption id="caption-attachment-549" class="wp-caption-text">Moeda do Brasil, 10 centavos de 1980, Prova. Essa moeda nunca circulou, sendo apenas um ensaio. Note a inscrição &#8220;PROVA&#8221; acima da letra C de CENTAVOS.</figcaption></figure>
<h3><strong>Quilate</strong></h3>
<p>Termo que se referia originalmente à semente da árvore alfarroba (Ceratonia siliqua), com peso de 0,19 g &#8211; a qual, no Baixo Império Romano, representava 1/24 de um solidus de ouro. Por extensão, designa 1/24 de pureza em ligas de ouro: um lingote de ouro de 18 quilates contém 18/24 de ouro e 6/24 de outro metal, mais frequentemente cobre.</p>
<p>Em textos, é frequentemente encontrado sob a abreviação &#8220;K&#8221;.</p>
<h3><a href="https://diarionumismatico.com.br/qual-a-diferenca-entre-recunho-e-restrike-de-moedas-numismatica/"><strong>Recunho</strong></a></h3>
<p>É o processo, ou seu resultado, de bater um novo design ou cunho sobre uma moeda que já havia sido fabricada anteriormente e estava pronta ou em circulação. Em vez de utilizar um disco metálico liso e virgem (<em>blank</em> ou <em>planchet</em>), a autoridade monetária aproveita uma moeda preexistente como base para a nova cunhagem.</p>
<p>Essa prática foi comum ao longo da história em períodos de transição política rápida, guerras ou escassez crônica de metal precioso, pois permitia colocar novas moedas em circulação sem gastar tempo e recursos fundindo o metal antigo. No Brasil Colônia e Império, por exemplo, era muito frequente recunhar moedas espanholas de prata (os famosos &#8220;pesos&#8221; ou &#8220;8 reales&#8221;) para transformá-las em patacões de 960 Réis.</p>
<p>Uma coisa interessante sobre os recunhos é que muitas vezes a batida do novo cunho não apagava completamente o design anterior, sendo assim possível identificar vestígios de datas, letras ou desenhos da moeda original sob a nova gravação.</p>
<h3><b>Referência KM#</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A referência KM# (Krause-Mishler Number) é um sistema de catalogação de moedas utilizado internacionalmente, criado pelos numismatas Chester Krause e Clifford Mishler. Esse número é atribuído a cada moeda listada no Standard Catalog of World Coins, facilitando a identificação e padronização de moedas do mundo todo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O sistema organiza as moedas por país, período e características, sendo globalmente utilizado por colecionadores e comerciantes.</span></p>
<h3><b>Relevo</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O relevo de uma moeda refere-se à altura dos elementos gravados em relação ao plano de fundo. O relevo pode ser alto (quando as figuras se destacam mais) ou baixo (quando a impressão é mais sutil). A qualidade do relevo impacta a durabilidade da moeda, sua estética e, muitas vezes, sua raridade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Algumas moedas são cunhadas com efeito proof ou cameo, que realçam o contraste entre o relevo e o fundo espelhado.</span></p>
<h3><a href="https://diarionumismatico.com.br/qual-a-diferenca-entre-recunho-e-restrike-de-moedas-numismatica/"><strong>Restrike</strong></a></h3>
<p>Termo em inglês que designa uma moeda cunhada a partir de cunhos originais (ou matrizes idênticas a eles), mas em uma data posterior ao período oficial de emissão daquela peça. Para ser considerado um restrike legítimo, o processo deve ser realizado oficialmente pela própria Casa da Moeda emissora original ou com a devida autorização legal do governo responsável.</p>
<p>Costumam ser produzidos pelas autoridades monetárias para atender ao mercado de colecionadores que buscam designs históricos raros, ou para servir como moedas de investimento em metal precioso (bullion).<br />
Um exemplo muito famoso é o Thaler de Maria Teresa: apesar de exibir sempre a data de 1780, a peça continuou sendo cunhada oficialmente pela Áustria (e por outras Casas da Moeda autorizadas) durante séculos para ser usada no comércio internacional.</p>
<p>Não se deve confundir com falsificação ou cópia ilegal. O restrike é um item oficial e legítimo, embora seu valor numismático geralmente seja diferente das peças cunhadas no ano da emissão original (quando é possível diferenciar).</p>
<h3><b>Reverso</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O reverso é o lado oposto ao anverso da moeda. Em algumas emissões, esse lado apresenta o valor nominal (valor da moeda), elementos decorativos ou símbolos específicos relacionados ao tema da moeda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em séries comemorativas, o reverso muitas vezes exibe artes exclusivas representando eventos ou personagens históricos. É a &#8220;coroa&#8221; da moeda.</span></p>
<figure id="attachment_550-2" aria-describedby="caption-attachment-550-2" style="width: 327px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-550 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-1-real-reversobrasil.jpg" alt="Reverso da moeda de R$ 1,00 do Brasil" width="327" height="304" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-1-real-reversobrasil.jpg 327w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/moeda-1-real-reversobrasil-300x279.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 327px) 100vw, 327px" /><figcaption id="caption-attachment-550-2" class="wp-caption-text">Reverso da moeda de R$ 1,00 do Brasil</figcaption></figure>
<h3><b>Senhoriagem</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Lucro obtido pelo governo ou pela Casa da Moeda ao emitir moeda, resultante da diferença entre o custo de produção e o valor nominal da moeda. Se fabricar uma moeda de 1 real custa apenas 10 centavos, o governo obtém uma senhoriagem de 90 centavos por unidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A senhoriagem pode ser negativa &#8211; ou seja, dar prejuízo ao Governo &#8211; caso o custo de produção de uma moeda seja maior que seu valor nominal. Neste caso, ou a moeda passa a ser fabricada com materiais mais baratos, ou deixa de ser emitida por completo, como ocorreu com a moeda de 1 centavo de Real do brasil e com a moeda de 1 cent (penny) dos Estados Unidos, descontinuada por Donald Trump em 2025.</span></p>
<h3><strong>Serrilha</strong></h3>
<p>Padrão de ranhuras, sulcos paralelos, estrias ou serrilhados gravados verticalmente ou de forma inclinada ao longo de toda a lateral (borda) de uma moeda.</p>
<p>Introduzida como um elemento essencial de segurança a partir do século XVII com a mecanização das Casas da Moeda, a serrilha cumpre duas funções importantes: proteger a moeda contra o cerceio (qualquer tentativa de limar o bordo destruiria o padrão de ranhuras, denunciando a fraude) e auxiliar pessoas com deficiência visual a identificar o valor da peça pelo tato diferenciado de sua borda.</p>
<h3><b>Sestércio</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O sestércio (em latim, </span><i><span style="font-weight: 400;">sestertius</span></i><span style="font-weight: 400;">) foi uma moeda da Roma Antiga, originalmente feita de prata no período republicano, mas que passou a ser cunhada em bronze / latão durante o Império Romano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De grande tamanho e alto relevo, era largamente usada no comércio e tinha grande importância na economia romana. Seu nome deriva da expressão latina &#8220;semis-tertius&#8221;, significando dois e meio, pois valia 2,5 asses (plural de As, outra moeda romana de bronze).</span></p>
<h3><b>Slab</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">slab</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma cápsula rígida de acrílico, geralmente retangular, utilizada para armazenar e proteger moedas certificadas por empresas de autenticação, como PCGS e NGC.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas cápsulas lacradas incluem uma etiqueta com informações sobre a moeda, seu grau de conservação e um número de série. O encapsulamento em slab garante a preservação da peça e costuma aumentar seu valor no mercado de colecionismo.</span></p>
<h3><b>SNB (Sociedade Numismática Brasileira)</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A SNB – </span><a href="https://snb.org.br/"><span style="font-weight: 400;">Sociedade Numismática Brasileira</span></a><span style="font-weight: 400;"> é a principal entidade numismática do Brasil, fundada em 1924. A organização tem como objetivo promover o estudo e a divulgação da numismática no país, reunindo colecionadores, pesquisadores e comerciantes do ramo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sociedade publica materiais especializados, organiza encontros numismáticos e mantém um acervo histórico de moedas e cédulas. Seu trabalho é fundamental para preservar e difundir o conhecimento sobre a numismática brasileira.</span></p>
<h3><strong>SOB (Soberba)</strong></h3>
<p>Sigla que define um estado de conservação muito alto para moedas e cédulas, logo abaixo do estado perfeito (Flor de Cunho / Flor de Estampa). Uma peça considerada Soberba teve pouquíssima ou quase nenhuma circulação no meio comercial, tendo sido poupada do desgaste severo do manuseio público.</p>
<p>Para moedas, a classificação SOB exige que a peça preserve no mínimo 90% dos detalhes originais da cunhagem em perfeito estado de nitidez. Os relevos devem estar firmes e sem achatamentos, sendo tolerados apenas sinais mínimos de contato ou microfricções decorrentes do armazenamento na Casa da Moeda ou em sacos de transporte. Muito importante, uma moeda soberba ainda deve reter uma porcentagem elevada do seu brilho original de cunhagem.</p>
<p>No cenário internacional, corresponde ao grau Extremely Fine (EF ou XF).</p>
<h3><b>Solidus</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Moeda de ouro introduzida pelo imperador Constantino, o Grande, no início do século IV d.C., substituindo o Aureus. Foi uma moeda bastante duradoura e se tornou o padrão do comércio no Império Bizantino por quase mil anos. Seu peso era cerca de 4,5 gramas de ouro puro, e sua influência foi tão grande que inspirou a criação de moedas posteriores, como o dinar islâmico e o florim medieval.</span></p>
<figure id="attachment_551" aria-describedby="caption-attachment-551" style="width: 405px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-551 size-full" src="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/solidus-ouro-bizantino-justiniano.jpg" alt="Solidus de Ouro do Imperador Bizantino Justiniano I, c. 527-565 AD. Imagem: Den of Antiquity" width="405" height="192" srcset="https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/solidus-ouro-bizantino-justiniano.jpg 405w, https://diarionumismatico.com.br/wp-content/uploads/2026/06/solidus-ouro-bizantino-justiniano-300x142.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 405px) 100vw, 405px" /><figcaption id="caption-attachment-551" class="wp-caption-text">Solidus de Ouro do Imperador Bizantino Justiniano I, c. 527-565 AD. Imagem: Den of Antiquity</figcaption></figure>
<h3><b>Standard Catalog of World Coins</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Coleção de catálogos numismáticos publicados pela </span><a href="https://sites.prh.com/krausepublications"><span style="font-weight: 400;">Krause Publications</span></a><span style="font-weight: 400;">, pertencente à editora Penguin Random House, que contém uma listagem detalhada de moedas emitidas em todo o mundo desde o século XVII até os dias atuais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O catálogo é organizado por país e período, inclui informações como KM# (referência Krause-Mishler), metais, peso, tiragem e valores estimados. É muito utilizado por colecionadores, comerciantes e estudiosos para identificação e precificação de moedas.</span></p>
<h3><b>Standard Catalog of World Paper Money</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Catálogo numismático publicado pela Krause Publications, especializado na listagem de cédulas emitidas globalmente desde o século XIV até os dias atuais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O catálogo é organizado por país e período, inclui informações como datas de emissão, valores faciais, assinaturas, elementos de segurança, numeração e preços estimados. Utilizado por colecionadores, comerciantes e estudiosos para identificação e avaliação de cédulas.</span></p>
<h3><b>Tiragem</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A tiragem é a quantidade total de moedas produzidas de um determinado tipo, ano ou série. Uma tiragem baixa pode tornar uma moeda mais rara e valiosa, enquanto uma tiragem muito alta (na casa dos milhões de unidades) tende a reduzir seu valor para colecionadores.</span></p>
<h3><b>Token (Ficha)</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Um token ou ficha é um objeto semelhante a uma moeda, mas que não tem curso legal e é usado em sistemas privados ou fechados de pagamento, como transporte público, cassinos, máquinas automáticas e clubes privados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns tokens são altamente colecionáveis e têm valor histórico, especialmente os usados no século XIX e início do século XX.</span></p>
<h3><b>Tom</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A película superficial causada pela oxidação, geralmente verde ou marrom, encontrada principalmente em moedas antigas de prata, cobre ou bronze. Também conhecida como &#8216;Pátina&#8217;, essa característica pode realçar os detalhes em moedas de prata e, portanto, aumentar sua procura. Veja também Pátina.</span></p>
<h3><b>Valor Facial</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O valor facial de uma moeda é o valor impresso nela pelo governo emissor, representando seu poder de compra dentro do sistema monetário oficial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por exemplo, uma moeda de 1 real tem esse valor facial, independentemente do material ou do interesse numismático. No entanto, algumas moedas comemorativas ou bullion podem ter um valor de mercado muito superior ao seu valor facial, devido à raridade ou ao metal precioso utilizado. Neste caso falamos em </span><i><span style="font-weight: 400;">Valor Nominal</span></i><span style="font-weight: 400;"> (ver verbete a seguir)</span></p>
<h3><b>Valor Nominal</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O valor nominal de uma moeda é o valor impresso nela, ou seja, o montante que ela representa oficialmente em circulação. Por exemplo, uma moeda de 1 real tem esse valor nominal, independentemente do material ou do interesse numismático. No entanto, algumas moedas podem valer muito mais para colecionadores devido à sua raridade, material de fabricação, idade ou erros de cunhagem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por exemplo, moedas de 5 Reais comemorativas das Olimpíadas do Rio 2016 valem muito mais do que apenas R$ 5,00, por conta de sua escassez e por serem cunhadas em prata.</span></p>
<h2><b>Conclusão</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste artigo vimos um pequeno glossário numismático, contendo os principais termos e jargões utilizados na ciência e colecionismo de moedas. Muito outros termos existem, com maior ou menor especialização, porém os termos apresentados aqui são suficientes para entender o básico da Numismática.</span></p>
<h2>Referências</h2>
<ul>
<li>AMANDRY, M. <em><strong>Dictionnaire de Numismatique</strong></em>. Larousse/HER. 2001</li>
<li>BELABRE, J. <em><strong>Dictionnaire de Numismatique Médiévale Occidentale</strong></em>. Le Léopard D&#8217;Or</li>
<li>COSTA, N. C. <em><strong>Dicionário de Numismática</strong></em>. Livraria Sulina, 1969.</li>
</ul>
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